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Indica-se a troca valvar mitral para pacientes com estenose mitral que tenham área valvar mitral (AVM) menor que 2 cm².
O hiperaldosteronismo primário é uma causa potencialmente curável de hipertensão arterial, e sempre se deve suspeitar desse diagnóstico em pacientes hipertensos com hipocalemia espontânea.
A realização de exercícios resistidos em 2 a 3 dias por semana é contraindicada para pacientes com hipertensão arterial, pois pode levar a aumentos súbitos e prejudiciais da pressão arterial.
Em pacientes com fibrilação atrial, a realização da MAPA é contraindicada, devido à imprecisão da aferição da pressão arterial.
A medida da pressão arterial no consultório deve ser realizada em ambos os braços na primeira consulta, devendo o braço com o menor valor de pressão arterial ser utilizado para as medidas subsequentes.
Em pacientes com hipertensão resistente, a investigação para causas secundárias de hipertensão arterial deve ser considerada, e o uso da MAPA ou da MRPA é essencial para excluir a pseudorresistência devido ao efeito do avental branco.
A hipertensão do avental branco, caracterizada por leituras de pressão arterial elevadas no consultório e normais na MAPA ou na MRPA, não aumenta o risco cardiovascular em comparação com indivíduos normotensos.
A hipertensão mascarada é caracterizada por leituras de pressão arterial normais no consultório, mas elevadas durante a MAPA ou MRPA, estando esse fenótipo associado a um risco cardiovascular semelhante ao da hipertensão sustentada.
O ecodopplercardiograma deve ser solicitado no pré-operatório de cirurgia intraperitoneal de risco intermediário para pacientes acima de 60 anos de idade, mesmo após anamnese e exame físico adequados, sem suspeita de doença cardiovascular.
Considere que um paciente hipertenso de 80 anos de idade submetido à colecistectomia tenha apresentado fibrilação atrial no 2.º dia de pós-operatório, com reversão espontânea após cerca de 12 horas. Nesse caso, está contraindicada a anticoagulação, uma vez que se trata de fibrilação atrial pós-operatória com baixo risco de eventos cardioembólicos.
Considere que um paciente de 70 anos de idade tenha sido submetido recentemente a cateterismo eletivo seguido por angioplastia com stent farmacológico de segunda geração; considere, ainda, que ele necessite de polipectomia colônica por suspeita da adenocarcinoma de cólon. Nessa situação hipotética, o paciente deve aguardar pelo menos 6 meses para a realização do procedimento, devido à necessidade de interrupção de dupla antiagregação plaquetária (DAPT).
A ressonância magnética cardíaca pode auxiliar no diagnóstico de causas mais raras de insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada, como a amiloidose e a doença de Fabry, sendo o padrão de realce tardio característico da primeira o subendocárdico circunferencial e o da segunda, o mesocárdico na parede inferolateral.
Em pacientes com insuficiência cardíaca, a presença de fibrose identificada por meio de realce tardio na ressonância magnética cardíaca é fator de risco para arritmias ventriculares graves por mecanismo de reentrada.
Em pacientes com insuficiência cardíaca de etiologia a esclarecer, testes genéticos por sequenciamento de nova geração (NGS) podem identificar mutações sarcoméricas, as quais podem levar a cardiomiopatias tanto dilatadas quanto hipertróficas.
Para a investigação de pacientes de alto risco cardiovascular, o broncoespasmo em atividade é uma contraindicação absoluta para a realização de cintilografia perfusional miocárdica com prova farmacológica com dipiridamol.
Um teste cardiopulmonar de exercício está indicado em paciente pós-síndrome respiratória aguda, como a covid-19, para investigação de fadiga crônica.
Julgue o item subsequente, relativos à investigação de doenças cardiovasculares e aos métodos diagnósticos em cardiologia clínica.
Em paciente do sexo masculino de 30 anos de idade, assintomático, sem fatores de risco cardiovascular, deve ser realizado um teste ergométrico para liberação de início de programa de atividade física de intensidade moderada e para prevenção de doenças cardiovasculares.
Em pacientes assintomáticos sem fatores de risco cardiovascular, os exames de eletrocardiografia convencional em repouso (ECG), eletrocardiografia dinâmica (holter) e eletrocardiografia de esforço (teste ergométrico) podem ser realizados por qualquer profissional de saúde, desde que devidamente capacitado.
Para a investigação de síncope relacionada ao esforço físico por provável etiologia arritmogênica, indica-se o teste ergométrico em ambiente hospitalar.
Na estratificação de risco cardiovascular da mulher, é necessário incluir a avaliação de antecedentes ginecológicos, sendo a menarca precoce e a síndrome dos ovários policísticos consideradas fatores de risco cardiovascular adicionais.