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Ana Mae Barbosa, no texto Uma introdução à Arte/Educação Contemporânea (2006), escreve que, no livro The arts and creation of mind, Elliot Eisner estabelece uma taxonomia das visões de Arte/Educação que ainda persistem na contemporaneidade (p.11). A estudiosa afirma que “são muitas as visões de Arte/Educação que dependem da ênfase dada às funções da arte na educação” (p.12).
Nesse texto, as visões de Arte/Educação elencadas por Eisner que dizem respeito à nossa história e aos nossos dias no Brasil em ordem cronológica, segundo Ana Mae Barbosa, são:
A narrativa transmídia refere-se a uma nova estética que surgiu em resposta à convergência das mídias – uma estética que faz novas exigências aos consumidores e depende da participação ativa de comunidades de conhecimento. A narrativa transmidiática é a arte da criação de um universo. Para viver uma experiência plena num universo ficcional, os consumidores devem assumir o papel de caçadores e coletores, perseguindo pedaços da história pelos diferentes canais, comparando suas observações com as de outros fãs, em grupos de discussão on-line, e colaborando para assegurar que todos os que investiram tempo e energia tenham uma experiência de entretenimento mais rica.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009, p. 47.
Conforme afirma Henry Jenkins, a narrativa transmídia forma uma tríade com os seguintes elementos:
As abordagens de arte na contemporaneidade pressupõem também um trabalho múltiplo e integrador entre várias áreas de conhecimento. Inclusive as linguagens artísticas, que no passado apresentavam-se de formas bem delimitadas, hoje integram-se em projetos comuns, como a performance, a instalação, a cyber-art, o videoclipe, em que a visualização, construção, som, movimento, dramatização, convergem para um fim único. Além disso, pressupõem articulações com outros conhecimentos como a física, a matemática, a arquitetura, a história, a informática, a ecologia etc.
FERRAZ, Maria Heloisa C.; FUSARI, Maria F. de Resende. Metodologias do Ensino de Arte: fundamentos e proposições. São Paulo : Cortez 2018, p. 65-66.
O fragmento faz referência aos aspectos
Leia o texto a seguir.
No currículo se joga um jogo decisivo. Qual é nossa aposta, qual é nosso lado, nesse jogo? O que vamos produzir no currículo entendido como prática cultural? Os significados e os sentidos dominantes, as representações que os grupos dominantes fazem de si e dos outros, as identidades hegemônicas? Vamos fazer do currículo um campo fechado, impermeável à produção de significados e de identidades alternativas? Será nosso papel o de conter a produtividade das práticas de significação que formam o currículo? Ou vamos fazer do currículo o campo aberto que ele é, um campo de disseminação de sentido, um campo de polissemia, de produção de identidades voltadas para o questionamento e para a crítica? Evidentemente, a resposta é uma decisão moral, ética, política, de cada um/a de nós. Temos de saber, entretanto, que o resultado do jogo depende dessa decisão, da decisão de tomarmos partido. O currículo é, sempre e desde já, um empreendimento ético, um empreendimento político. Não há como evitá-lo.
SILVA, Tomaz Tadeu. O currículo como fetiche: a poética e a política do texto curricular. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p. 29.
Nesse fragmento, o autor discorre sobre o currículo como prática de significação. Sob esse aspecto, o processo de avaliação em Arte-Educação convida a pensar
Leia o texto a seguir.
No início da década de 1930, o Canto Orfeônico passou a ser contemplado nas leis e decretos federais para o ensino secundário. A Reforma de ensino de Francisco Campos em 1931 foi resultado da intervenção do maestro Heitor VillaLobos em prol da educação musical e, em particular, do Canto Orfeônico na escola. Com esta reforma, o Governo Federal procurou expandir e tornar o ensino do Canto Orfeônico obrigatório na escola, não apenas no ensino primário, como também no ginasial.
LEMOS JÚNIOR, Wilson. O ensino do canto orfeônico na escola secundária brasileira: décadas de 1930 e 1940. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 42, p. 279-295, jun. 2011.
O Canto Orfeônico foi uma importante proposta para a musicalização escolar no Brasil. Seu ensino assentava-se nos seguintes princípios:
Leia o texto que a seguir.
No universo da música, uma escola de música ou um conservatório é o espaço da excelência para uma iniciação legitimada. [...] A origem da instituição ‘conservatório’ reporta ao século XVI da Itália, quando o termo foi utilizado para denominar instituições de caridade que conservavam moças órfãs e pobres. Dentre as atividades desenvolvidas nesses asilos, destacava- se a música, que mais tarde configurouse como a única. Ao final do século XVIII, o Conservatório Superior de Música de Paris tornou-se o modelo de instituição de ensino musical difundido e firmado no século XIX. Chegou ao Brasil naquele mesmo século, com a criação das três primeiras escolas de música do País, hoje denominadas Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1848), Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (1895) e Instituto Estadual Carlos Gomes (1895), localizado em Belém, Pará [...]
VIEIRA, Lia Braga. A escolarização do ensino de música. In: Pro-Posições. Campinas, v. 15, n. 2, mai./ago. 2004. p. 141-150.
Até os dias atuais, o modelo de ensino abordado no texto, conhecido como conservatorial, é expressivo na educação musical brasileira. É objetivo central deste modelo de ensino:
Essa referida manifestação popular é: