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Q3429859 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

Avalie as proposições a seguir, relacionadas ao Texto II.



I- Na construção “Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram [...]”, o agente da passiva está representado por uma expressão generalizadora, cuja paráfrase seria: “[...] bem sei que tudo isto foi feito por quem não te amou [...].”


II- Nas duas orações seguintes, a partícula SE apresenta comportamento semelhante, sendo classificado como partícula apassivadora: “De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos”; e “ [...]à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos[...]”


III- Como a língua é passível de mudança, a estrutura “E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes” apresenta, na modalidade oral do português brasileiro, a variante: “[...] que grandeza, que riqueza são essas que fazem os teus habitantes diminuírem e empobrecerem [...].”



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
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Q3429858 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

Avalie a adequação das explicações fornecidas para o uso das vírgulas nas duas frases expostas na sequência:



(A) “E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida”.


(B) “E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes.



I- Tanto em (A) quanto em (B) as vírgulas são usadas para separar termos de mesma função: as orações substantivas ligadas ao verbo “sentir”, em (A); e os sujeitos do verbo “ser”, em (B), que na totalidade complementam o verbo “perguntar”.


II- Em (A), a vírgula é necessária para separar oração adjetiva explicativa; enquanto em (B), para marcar a elipse do verbo “perguntar”.


III- Em (A), a vírgula é usada para separar a segunda oração, ligada pela conjunção coordenativa “que”, que denota uma conclusão; e em (B), para separar um aposto em relação ao termo antecedente.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
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Q3429857 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

Após a leitura atenta do trecho abaixo do Texto II, que inicia o sexto parágrafo da crônica, avalie as afirmações a respeito de alguns recursos linguísticos.



“E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”



I- O uso do tempo composto (tem perdido; tem esquecido e têm ficado) serve para indicar que se trata de uma referência a fatos passados cujo desenrolar se dá progressivamente.


II- A vírgula empregada após o termo velhice é um indício de elipse da forma verbal “tem esquecido”, evitando repetição.


III- No período composto “todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”, deduz-se uma relação semântica de comparação entre a subordinada e a principal.


IV- Em: “... à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”, o sujeito é indeterminado, e os constituintes a tua riqueza e a tua grandeza correspondem ao objeto direto.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

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Q3429856 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

Os fragmentos abaixo do Texto II ilustram múltiplos usos do QUE:



I- “Minha querida cidade, QUE1 te aconteceu, QUE2 já não te reconheço? [...]”


II- “Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto QUE3 ofendêssemos os tristes; [...]”


III- E eis que tudo isso, QUE4 era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila.



Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação do item, na ordem de ocorrência.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Pombal - PB Provas: CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquiteto | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquivista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Assistente Social | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Bioquímico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Cirurgião Dentista Protesista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Contador | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Educador Físico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Enfermeiro 30H/40H | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Agrônomo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro de Alimentos | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Farmacêutico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo (Pacientes Especiais) | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Auditor | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Psiquiatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Radiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Clínico Geral | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Urologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Plantonista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Nutricionista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicopedagogo Clínico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Terapeuta Ocupacional | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Cardiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Dermatologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Gastroenterologista Pediatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ginecologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Obstetra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Oftalmologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ortopedista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Pediatra |
Q3429853 Português

Leio o Texto I abaixo, que compõe a crônica “Pequenas notas”, para responder à questão.


TEXTO I


“Tenho a alma cheia de campo, depois de atravessar estas distâncias que levam ao Agro Romano. Os camponeses tomam um punhado de terra, desmancham-na entre os dedos, tomam-lhe o cheiro, sorriem... Nós só vemos aquele pequeno torrão escuro, que se desagrega; eles, não: eles estão vendo semeaduras, colheitas, o vento folgazão, a chuva maternal, o Sol poderoso, mulheres, crianças, a casa levantada, a mesa posta... Os olhos dos camponeses são feitos de paisagens prósperas. Estas são criaturas que não podem ser separadas da terra. Aterra é o seu corpo, é sua alma. Ramos, raízes, flores, tudo isso está em seus braços, em seus cabelos, em seu rosto. Amenina que arregaça para o Sol a boca vermelha é irmã das papoulas e anêmonas; e parece que a apanhará, agora mesmo, entre as ervas e as pedras, e a leva para enfeitar a casa, como em dia de festa”.


(Meireles, Cecília. Coleção Melhores crônicas, São Paulo: Global, 2003) 

Avalie a relação entre os trechos transcritos da crônica e a interpretação fornecida para cada um deles.



I- “Tenho a alma cheia de campo, depois de atravessar estas distâncias que levam ao Agro Romano” (Linha 1) e “Estas são criaturas que não podem ser separadas da terra. Aterra é o seu corpo, é sua alma”. (Linhas 4 e 5) (Essas passagens evidenciam o encantamento e a admiração do narrador em relação aos camponeses, pela maneira como eles concebem a natureza, considerada parte deles, sua essência).


II- “Os olhos dos camponeses são feitos de paisagens prósperas” (Linha 4) (Nesse trecho, revela-se uma metáfora, depreendida da associação entre “prosperidade” e “abundância”, revelando que os camponeses têm zelo pela terra, por ambicionarem grandes lucros a partir da extração de tudo que a terra lhes oferece).


III- “A menina que arregaça para o Sol a boca vermelha é irmã das papoulas e anêmonas (Linhas 5 e 6); e parece que a apanhará, agora mesmo, entre as ervas e as pedras, e a leva para enfeitar a casa, como em dia de festa”. (Linhas 6 e 7) (Esse trecho confirma a harmonia ou fusão entre o homem e a terra, pois essa imagem que vai se construindo progressivamente chega ao ápice quando se associa o vermelho da boca da menina ao das flores).



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3408207 Arquivologia
A utilização de recursos computacionais para preservação digital, que se baseia em fazer uma tecnologia atual funcionar como uma tecnologia defasada, com as mesmas entradas de dados e produzindo as mesmas saídas, refere-se ao(à): 
Alternativas
Q3408206 Arquivologia
A respeito da Resolução nº 40/2014 (atualizada em 2021) do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), que dispõe sobre os procedimentos para a eliminação de documentos no âmbito dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), analise as afirmativas a seguir.

I. O registro dos documentos a serem eliminados deverá ser efetuado por meio do Termo de Eliminação de Documentos.

II. O Edital de Ciência de Eliminação de Documentos tem por objetivo registrar as informações relativas ao ato de eliminação.

III. Os órgãos e entidades deverão elaborar e publicar o Edital de Ciência de Eliminação de Documentos em periódico oficial.

IV. A eliminação de documentos digitais e não digitais ocorrerá depois de concluído o processo de avaliação e seleção realizado pela Comissão Permanente de Avaliação de Documentos.


Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q3408205 Arquivologia
Os estudos de diplomática e tipologia levam a entender o documento desde o seu nascedouro, e a compreender o porquê e como ele é estruturado no momento de sua produção.
(BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos Permanentes: Tratamento Documental. 4. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006, p. 45.)

Sobre a diplomática, analise as afirmativas a seguir.
I. A diplomática se volta para a estrutura formal do documento.
II. A espécie documental é a ampliação da diplomacia na direção da gênese documental.
III. O documento diplomático é o registro legitimado do ato administrativo, consequência de um fato administrativo.
IV. A tipologia documental é a configuração que assume um documento de acordo com a disposição e a natureza das informações nele contidas.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3408204 Arquivologia
Em relação ao AtoM (do inglês Acess to Memory), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Possui várias traduções previamente instaladas. ( ) É construído como ferramenta de código fechado. ( ) As interações do usuário com o sistema ocorrem por meio de um navegador da web. ( ) Foi originalmente construído em torno dos padrões descritivos do Conselho Internacional de Arquivos. ( ) Os custos financeiros para os órgãos executarem o aplicativo AtoM devem ser pagos ao Conselho Internacional de Arquivos (CONARQ).

A sequência está correta em
Alternativas
Q3408203 Arquivologia
Sobre o conceito de metadados de preservação – PREMIS (do inglês Preservation Metadada: Implementation Strategies), previsto nas Diretrizes para Implementação de Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis (RDC-Arq), assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3408202 Arquivologia
A Norma Internacional para Descrição de Instituições com Acervo Arquivístico (ISDIAH) é utilizada pelos arquivistas e profissionais da área de documentação para a descrição, identificando instituições que mantêm acervos arquivísticos. Os elementos de descrição para instituições com acervo arquivístico estão organizados em seis áreas, que evidenciam informações relacionadas às características das instituições que têm sob sua custódia documentos arquivísticos. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta corretamente essas seis áreas. 
Alternativas
Q3408201 Arquivologia
A implantação do programa de gestão arquivística de documentos envolve a execução e o acompanhamento de ações e projetos, efetuados simultaneamente. Deve atender aos objetivos definidos no planejamento do programa no que se refere à capacitação de pessoal, implantação de sistemas de gestão arquivística, integração com os sistemas de informação existentes e processos administrativos do órgão ou entidade. Essa etapa pode incluir a suspensão de atividades e procedimentos vigentes que forem considerados inadequados. De acordo com as orientações do e-Arq Brasil, o programa de gestão arquivística de documentos precisará atender a uma série de exigências, tanto em relação ao documento arquivístico quanto ao seu próprio funcionamento. Nessa perspectiva, o programa de gestão arquivística de documentos deverá, EXCETO:
Alternativas
Q3408200 Segurança da Informação
Com a adoção da certificação digital na esfera governamental e comercial, o uso da certificação possibilita a diminuição dos documentos tradicionais, uma vez que a maioria deles nasce em ambiente digital e, por falta da certificação, acaba ganhando o papel como suporte. Nesse sentido, serão necessárias aplicações de estratégias de preservação digital, a fim de manutenção desses documentos por longos períodos nos arquivos das organizações, em virtude dos seus prazos de guarda. [...] Para tanto, essas transações digitais necessitam da adoção de mecanismos de segurança capazes de garantir autenticidade, confidencialidade, integridade e não repúdio às informações eletrônicas.
(DORNELES, S. L.; CORRÊA, R. F. Gestão de documentos digitais em aplicações de certificação digital. Informação Arquivística, Rio de Janeiro, v. 2, p. 3- -31, 2013.)

Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.

I. O certificado digital pode ser utilizado por diferentes tipos de usuários, incluindo pessoas físicas, dispositivos de hardware e processos de software, possibilitando uma ampla gama de aplicações na autenticação e segurança digital.

II. A criptografia assimétrica utiliza a mesma chave para a cifragem e a decifragem das informações, o que torna o processo mais eficiente e menos suscetível a ataques, garantindo sigilo nas transmissões de dados sem a necessidade de uma chave pública e uma chave privada distintas.

III. O certificado digital estabelece uma ligação entre a chave pública de uma entidade e um ou mais atributos relacionados a ela, garantindo que a chave pública pertença à entidade correspondente.

IV. O certificado digital garante não apenas a autenticidade da chave pública, mas também a confidencialidade das informações trocadas entre a entidade e terceiros.


Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3408199 Arquivologia
As qualidades do arquivo são características fundamentais para compreender a natureza e a função dos documentos arquivísticos dentro de um sistema organizacional. Entre essas qualidades, a imparcialidade desempenha um papel essencial na confiabilidade dos documentos, pois:
Alternativas
Q3408198 Arquivologia
A presunção de autenticidade do documento arquivístico digital se dá com base na análise da forma e do conteúdo e no ambiente de produção, manutenção/uso e preservação desse documento. Os documentos arquivísticos digitais apresentam dificuldades adicionais para presunção de autenticidade em razão de serem facilmente duplicados, distribuídos, renomeados, reformatados ou convertidos, além de poderem ser alterados e falsificados com facilidade, sem deixar rastros aparentes. Considerando os desafios e as práticas existentes atualmente acerca desse tema, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3408197 Arquivologia
Cabe à classificação assegurar e evidenciar a relação orgânica existente entre os documentos produzidos e acumulados pelo órgão/entidade no desenvolvimento de suas funções e atividades, bem como permitir sua recuperação de forma rápida e eficiente, e facilitar a avaliação dos documentos. A metodologia do estudo das funções, desenvolvida pelo Arquivo Nacional, para subsidiar a elaboração de instrumentos de gestão de documentos, requer pesquisa, estudo e organização das informações, sendo organizada em oito etapas.
(CABRAL, Dilma; CAMARGO, Angélica Ricci. Orientações para o estudo de funções. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2024. Publicações Técnicas. P. 66. Disponível em: https://bdan.an.gov.br. Acesso em: fevereiro de 2025.)


Considerando apenas a primeira etapa desta metodologia – identificação do órgão/entidade, a coleta de dados consiste em, EXCETO:
Alternativas
Q3408196 Arquivologia
Sobre a Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE), assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3408195 Arquivologia
A longevidade dos documentos de arquivo, em qualquer suporte, depende diretamente dos procedimentos adotados em sua produção, tramitação, acondicionamento e armazenamento. A atuação do arquivista deve abranger a escolha de materiais adequados, como papéis alcalinos e invólucros isentos de ácido, que contribuem para a longevidade dos documentos. Além disso, a manutenção de condições ambientais estáveis, como controle de temperatura, umidade e luminosidade, é fundamental para evitar a deterioração acelerada dos suportes documentais. Procedimentos de manuseio adequados também devem ser implementados, reduzindo riscos de danos mecânicos, contaminação por micro-organismos e infestação por insetos. Nesse contexto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A deterioração dos suportes documentais é postergada por fatores como oscilações extremas de temperatura e umidade, poluição atmosférica e radiação ultravioleta, sendo necessário o controle rigoroso dessas variáveis.

( ) As mídias magnéticas, como fitas de vídeo, áudio e de computador, podem ser armazenadas em qualquer tipo de mobiliário, desde que estejam protegidas contra poeira e umidade, pois os campos magnéticos externos não influenciam significativamente na integridade dos dados armazenados.

( ) A localização de depósitos de arquivos deve ser cuidadosamente planejada para evitar áreas de risco, como regiões propensas a inundações, proximidades de postos de combustíveis e indústrias poluentes, a fim de garantir a preservação dos documentos arquivísticos.

( ) Os dossiês, os processos e os volumes devem ser arquivados preferencialmente em caixas, pois esse método garante maior proteção aos documentos e facilita sua recuperação, enquanto o uso de pastas suspensas deve ser evitado devido ao risco de deformação dos papéis ao longo do tempo.


A sequência está correta em 
Alternativas
Q3408194 Arquivologia
A sociedade da informação abriu novos campos e oportunidades, e a informação nas redes digitais ganhou dimensões sem fronteiras, surgindo a necessidade de políticas de segurança para garantir a autenticação, privacidade, autorização e integridade dos dados. A alternativa encontrada para solucionar esses problemas foi a utilização de um sistema de criptografia. O governo brasileiro criou padrões técnicos para suportar um sistema criptográfico, chamado de Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), com o objetivo de regulamentar o uso de certificados digitais. Com o surgimento e crescimento intenso desse novo formato de documento, a Arquivologia sentiu necessidade de incorporar essa ferramenta. Se por um lado a assinatura digital confere autenticidade e integridade à informação, por outro, os avanços não garantem a sua preservação no longo prazo.
(NASCIMENTO, T. R.; CAVALCANTE, K. V.; VLAXIO, F. Certificação digital e Arquivologia: benefícios e aplicações. RACIn, João Pessoa, v. 3, n. 1, p. 19-31. 2015.Adaptado.)

A respeito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), analise as afirmativas a seguir.

I. Os representantes da sociedade civil serão designados para períodos de cinco anos, não sendo permitida a recondução.
II. Estabelecer a política de certificação e as regras operacionais da AC Raiz é uma das competências do Comitê Gestor da ICP-Brasil.
III. O par de chaves criptográficas será gerado sempre pelo próprio titular e sua chave privada de assinatura será de seu exclusivo controle, uso e conhecimento.
IV. Atualizar, ajustar e revisar os procedimentos e as práticas estabelecidas para a ICP-Brasil, bem como garantir sua compatibilidade e a sua conformidade com as políticas de segurança é uma das competências do Poder Judiciário Federal.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3406510 Direito Digital
A Lei nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) –, em seu artigo 1º, “dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”. Para fins da LGPD, é(são) considerado(s) dado(s) pessoal(is) sensível(is): 
Alternativas
Respostas
541: B
542: A
543: A
544: E
545: C
546: B
547: D
548: B
549: D
550: C
551: A
552: C
553: B
554: D
555: B
556: C
557: D
558: B
559: C
560: B