Foram encontradas 19.897 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3418803 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
"(...) estava destinado (...)", no parágrafo 1º, não apresenta análise correta em: 
Alternativas
Q3418797 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
A alternativa que contém a estrutura argumentativa em: "E, no entanto, não podemos viver sem as respostas." é: 
Alternativas
Q3416073 Português
“(...) Aprendemos atravès da experiência, e ninguém ensina nada a ninguém. Isto é válido tanto para a criança que se movimenta inicialmente chutando o ar, engatinhando e depois andando, como para o cientista com suas equações. Se o ambiente permitir, pode-se aprender qualquer coisa, e se o indivíduo permitir, o ambiente lhe ensinará tudo o que ele tem para ensinar. "Talento" ou "falta de talento" tem muito pouco a ver com isso (...)”.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. (São Paulo: Perspectiva, 1979).
Na perspectiva da autora, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a seguir.

( ) É muito possível que o que é chamado comportamento talentoso seja simplesmente uma maior capacidade individual para experienciar.

( ) É no aumento da capacidade individual para experienciar que a infinita potencialidade de uma personalidade pode ser evocada.

( ) A espontaneidade nos aprisiona a quadros de referência estáticos, a memórias sufocadas por velhos fatos e informações, a teorias não digeridas e a técnicas que são na realidade descobertas de outros.

( ) Experienciar é penetrar no ambiente, é envolver-se total e organicamente com ele. Isto significa envolvimento em todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo. Dos três, o intuitivo, que é o mais vital para a situação de aprendizagem, é negligenciado.


A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo é:
Alternativas
Q3416072 Artes Cênicas
(...) Além da essencial característica metafórica, os jogos ajudam a desmecanização do corpo e da mente alienados às tarefas repetitivas do dia a dia, especialmente às do trabalho e às condições econômicas, ambientais e sociais de quem os pratica.
(...)” BOAL, Augusto. Teatro do oprimido. (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991).
A respeito dos jogos teatrais, na perspectiva do autor, pode-se afirmar que os jogos teatrais:

I - Reúnem características essenciais da vida em sociedade: possuem regras, como a sociedade possui leis, mas necessitam de liberdade criativa para que o jogo, ou a vida, não se transforme em servil obediência.

II - Ajudam o corpo a responder aos estímulos que recebem criando, em si mesmo, uma máscara muscular e outra de comportamento social.

III - São diálogos sensoriais onde, dentro da disciplina necessária, exigem a criatividade que é sua essência.

IV - Devem ser trabalhados na escola, pois endossam o caráter lúdico e recreativo da arte, sendo solo fértil para a educação estética.

Estão corretas as afirmações:
Alternativas
Q3416071 Música
“(...) Empregamos a palavra______ para designar a maneira pela qual compositores de épocas e países diferentes apresentam esses______________ em suas obras. Como veremos, a maioria deles - se não a totalidade - está presente em todos os períodos da história da música, embora inexistisse _______________na música medieval da primeira fase e não haja, por assim dizer, _____________em certas composições do século XX (...)”.
BENNETT, Roy. Uma Breve História da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Jorge Zahar, 1986.
A alternativa que preenche as lacunas corretamente é:
Alternativas
Q3416069 Música
Relacione alguns dos elementos musicais apresentados por Roy Bennett às suas definições.

1 - Timbre 2 - Altura 3 - Volume ou Intensidade
( ) Depende da frequência de vibrações por segundo. Quanto mais alta a frequência, mais aguda será a nota.

( ) Depende da força das vibrações, chamada de amplitude. Quanto mais força ou energia for aplicada no processo das vibrações, maior será a amplitude.

( ) Característica ou qualidade sonora do instrumento ou voz. Possibilita que se reconheça, por exemplo, a diferença entre um trompete e um violino, mesmo que estejam tocando a mesma nota.
Alternativas
Q3416068 Música
Todo som ouvido é causado por alguma coisa que vibra. As vibrações são levadas através do ar na forma de ondas sonoras que se espalham simultaneamente em todas as direções. Acabam por atingir a membrana do tímpano fazendo com que também se ponha a vibrar. Transformadas, então, em impulsos nervosos, são transmitidas ao cérebro que as identifica como tipos diferentes de sons.
BENNETT, Roy. Elementos Básicos da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Jorge Zahar, 1998.
A respeito de som e barulho, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3416067 Educação Artística
Através de nossos corpos aprendemos subliminar e inconscientemente (caso não tenhamos aprendido a ter uma postura crítica diante da vida) quem somos, o que querem de nós, por que estamos neste mundo e como devemos nos comportar diante de suas demandas. Conceitos e regras sobre gênero, raça, etnia, classe social etc. estão/são incorporados durante nosso processo de ensino-aprendizado sem que muitas vezes nos demos conta daquilo que estamos construindo ou até mesmo (re)produzindo.
MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. (São Paulo: Cortez Editora, 2003).
Na perspectiva da autora, analise as afirmações a seguir:

I - Nossos corpos são "projetos comunitários" quanto à forma, peso, postura, saúde etc. e raramente somos incentivados a arriscar, a tentar o novo, a variar nossos movimentos ou até mesmo a descobrir nossas próprias vozes neles contidas

II - De fora para dentro, regras posturais baseadas na anatomia padrão, seqüências de exercícios preparadas para todas as turmas do mesmo modo, repertórios rígidos e impostos nos conectam com nossas próprias experiências e permitem novos ideais de corpo e comportamento em sociedade.

III - Existem múltiplas mensagens e interpretações ocultas nos repertórios (tradicionais ou não) de dança e na forma com que ensinamos corpos em nossa salas de aula através de exercícios e seqüências de movimentos.

IV - Alinhados a um pensamento foucaultiano (1991) de que o poder está no corpo, ou mesmo à vasta literatura que diz respeito ao simbolismos das artes, ao imaginário social nelas contido, além de denunciar, poderíamos, como professores(as), começar a trabalhar de maneira crítica.


Estão corretas as afirmações: 
Alternativas
Q3416066 Artes Cênicas
Em minha proposta para o ensino de dança nas escolas estou interessada no que Fritjof Capra (1982) chamou de "eco-ação": uma maneira múltipla e sistêmica de conectar conhecimento, as pessoas e suas realidades sociais, políticas e culturais, o que, acredito, nos possibilitaria viver neste mundo dentro de uma perspectiva diferente. Para Capra, esta ação trabalha em direção à cooperação e aos relacionamentos, em vez de valorizar a separação e o individualismo.

MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. (São Paulo: Cortez Editora, 2003).

A respeito dessa perspectiva, segundo a autora, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a seguir.

( ) Esta ação trabalha em direção à cooperação e aos relacionamentos, em vez de valorizar a separação e o individualismo e é parte inseparável da sociedade contemporânea que já está abandonando as noções de progresso linear, crença em verdades universais, no essencialismo, em favor da diversidade, da ecologia, do pluralismo e do conhecimento conectado.

( ) a seleção dos conteúdos para uma aula de dança, assim como a elaboração de um planejamento, tornam-se incompatíveis com o que tradicionalmente aprendemos nos cursos de didática e prática de ensino, ou seja, as "listas de conteúdos por série e faixa etária" e o planejamento "em colunas”.

( ) a pluralidade das conexões artístico-educativas possíveis em dança seriam viabilizados somente pelas estratégias e métodos escolhidos pelo artista-docente, sem relação com a escolha dos conteúdos a serem trabalhados com os alunos(as).

( ) A seleção e conteúdos devem ser uma articulação entre os conteúdos e o contexto vivido, percebido e imaginado dos alunos(as).


A alternativa que preenche os parênteses corretamente, de cima para baixo é:
Alternativas
Q3416065 Educação Artística
O problema de avaliar a arte contemporânea, segundo Carol Strickland, é que ela ainda está viva e em crescimento. A história irá dizer quem viverá na memória e quem desaparecerá. O que é claro, entretanto, é que desde 1960 os movimentos vêm e vão num piscar de olhos.

STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno – tradução Angela Lobo de Andrade. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a seguir.
Segundo a autora, a respeito da arte contemporânea pode-se dizer que:

( ) O fio condutor comum a todos os movimentos artísticos contemporâneos é a oposição ao Expressionismo Abstrato.

( ) Todas as formas, os materiais e os conteúdos possíveis foram expandidos a tal ponto que nada parecia além dos limites e os artistas se viam diante do desafio da novidade, uma vez que a originalidade deixou de ser importante.

( ) À medida que o século XX caminhou para seu término, a arte se tornou mais intencional e diversificada que nunca. Depois de um século de experimentação, o legado é a liberdade total.

( ) As únicas tendências permanentes na arte pós-contemporânea são a arte minimalista, que aniquilou o culto à personalidade; a arte pop, que se apropriou de imagens comerciais e os conceitualistas que fizeram a arte existir mais na mente que na tela.


A alternativa que preenche os parênteses corretamente, de cima para baixo é: 
Alternativas
Q3416064 Artes Cênicas
Martins Pena, segundo Sábato Magaldi, é fundador de um “(...) filão rico e responsável pela maioria das obras felizes que realmente contam na literatura teatral brasileira. (...) Poucos, talvez, na ocasião assinalassem o significado do acontecimento. Começava aí, porém, uma carreira curta e fecunda, e o verdadeiro teatro nacional, naquilo que tem de mais específico e autêntico (...)”.
Panorama do teatro brasileiro. (Global Editora, 2004).
O autor refere-se 
Alternativas
Q3416063 Artes Cênicas
Em Panorama do teatro brasileiro (São Paulo: Global Editora, 2004), Sábato Magaldi afirma que as primeiras manifestações cênicas no Brasil cujos textos se preservaram são obra dos jesuítas.
Na perspectiva do autor é correto afirmar:
Alternativas
Q3416060 Artes Plásticas
Durante a Renascença, as inovações técnicas possibilitaram novos estilos para representar a realidade. Uma das técnicas de pintura nesse período é:
Alternativas
Q3416058 Educação Artística
“(...) As obras artísticas são construções__________ por meio das quais os artistas expressam ideias, sentimentos e emoções. Resultam do pensar, do sentir e do fazer, que por sua vez são mobilizados pela _________da obra, pelo domínio de _________e os significados pessoais e culturais. São, por isso, constituídas de um conjunto de procedimentos mentais, materiais e culturais. (...)”.
FERRAZ, Maria Heloísa C. de T. e FUZARI, Maria F. Rezende. Metodologia do ensino da arte: fundamentos e proposições (São Paulo: Cortez, 2009).

A alternativa que preenche as lacunas corretamente é
Alternativas
Q3416057 Educação Artística
O texto a seguir é um trecho da obra Metodologia do ensino da arte: fundamentos e proposições (São Paulo: Cortez, 2009), de Maria Heloísa Ferraz e Maria F. de Rezende e Fusari.
Analise-o e assinale a alternativa que o completa corretamente:
“A escola, como espaço tempo de ensino e aprendizagem sistemático e intencional, é um dos locais onde os alunos têm a oportunidade de estabelecer vínculos entre os conhecimentos construídos e os sociais e culturais. Por isso, é também o lugar e o momento em que se pode verificar e estudar os modos de produção de difusão da arte. Desse modo, o aprendizado da arte vai …”.
Alternativas
Q3416056 Educação Artística
Maria Heloísa Ferraz e Maria F. de Rezende e Fusari, em Metodologia do ensino da arte: fundamentos e proposições (São Paulo: Cortez, 2009), afirmam que “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 tornou o ensino de arte obrigatório em toda educação básica no Brasil, mas o grande desafio é garantir que isto se faça de maneira a aprimorar a formação artística e estética dos estudantes (...) de acordo com os princípios e objetivos de um processo educativo que atenda as necessidades da educação, dos educandos e da cultura artística do mundo contemporâneo”.
Para tal, na perspectiva das autoras, analise as afirmações a seguir e assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para cada uma:

( ) É preciso que organizemos nossas propostas de tal modo que a arte se mostre significativa na vida das crianças e jovens.

( ) É fundamental entender que a arte se constitui de modos específicos e manifestações da atividade criativa dos seres humanos ao interagirem com o mundo em que vivem.

( ) Propiciar o convívio com a arte produzida em diversos locais, por diferentes pessoas, classes sociais e períodos históricos, desenvolvendo o repertório cultural dos estudantes.

( ) Possibilitar a apropriação crítica da arte, compreendendo que embora exista uma poética individual dos autores e diferentes modalidades, a arte é e sempre será homogênea e hermética.

A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo é:
Alternativas
Q3416055 Educação Artística
“(...) Surge na dècada de 1930, com influências ampliadas nos anos 1950 e 1960 pelos ainda recentes estudos sobre a criatividade, o movimento denominado Escola Nova (...)”.
MARTINS, Miriam Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M. Terezinha. Teoria e prática do Ensino da Arte. (FTD, 2009)
A respeito do movimento Escola Nova, segundo as autoras, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3416054 Educação Artística
De acordo com os PCN, “uma outra dimensão que faz parte das manifestações artísticas é a expressão das características do ambiente em que foram produzidas”. Nesse sentido, o ponto de partida do professor, focalizando genericamente a relação dos seres vivos com seu meio, tal como se expressa nas manifestações artísticas, abre perspectivas para a escolha de propostas para produção e apreciação de obras artísticas em que

I - haja elementos para uma reflexão sobre ambientes naturais e construídos, urbanos e rurais, físicos e sociais.

II - seja possível reconhecer modos como as manifestações artísticas intervêm no ambiente natural.

III - seja possível observar espaços, formas, sons, cores, movimentos, gestos, relacionados ao ambiente em que foram produzidos.

IV - haja possibilidade de um diálogo entre os alunos a partir do que o artista quis comunicar, e não a partir do que as obras provocam neles.


Estão corretas, segundo os PCN, as afirmações
Alternativas
Q3416053 Educação Artística
“(...) A partir da observação constante e sistemática de variáveis e tendências de uma classe, o professor pode tornar-se um criador de situações de aprendizagem. A prática de aula é resultante da combinação de vários papéis que o professor pode desempenhar antes, durante e depois de cada aula (...)”.
Ministério da Educação, Parâmetros Curriculares Nacionais. Arte/ Secretaria de Educação Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1997
Na perspectiva dos PCN, analise as afirmações a seguir:

I - A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura, que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional.

II - O professor precisa conhecer a História da Arte para poder escolher o que ensinar, com o objetivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não se relacionam com ideias e tendências de uma determinada época e localidade, mas existem isoladamente.

III - Cabe ao professor propiciar a flexibilidade da percepção de modo a favorecer diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas, desafiando o conhecimento prévio, aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e, ao mesmo tempo, oferecendo outras perspectivas de conhecimento.


Estão corretas as afirmações 
Alternativas
Q3416052 Educação Artística
A área de Arte, dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento, apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Nesse sentido, pode-se afirmar que, de acordo com os PCN:

I - As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressam a riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares.

II - Em contato com produções artísticas, o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas, sensitivas, afetivas e imaginativas, organizadas em torno da aprendizagem artística e estética.

III - Poucos trabalhos de arte e manifestações culturais populares expressam questões humanas fundamentais. Por isso, é dever do professor, na seleção das obras a serem utilizadas, priorizar produções da arte erudita.

IV - Com relação à Pluralidade Cultural, o professor poderá investigar como integrá-lo na apreciação estética dos alunos, buscando maneiras de estudar as manifestações artísticas como exemplos de diversidade cultural.


Estão corretas as afirmações
Alternativas
Respostas
5621: D
5622: C
5623: C
5624: B
5625: A
5626: B
5627: C
5628: D
5629: C
5630: E
5631: E
5632: C
5633: D
5634: C
5635: A
5636: D
5637: C
5638: A
5639: D
5640: D