“(...) Aprendemos atravès da experiência, e ninguém ensina ...
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. (São Paulo: Perspectiva, 1979).
Na perspectiva da autora, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a seguir.
( ) É muito possível que o que é chamado comportamento talentoso seja simplesmente uma maior capacidade individual para experienciar.
( ) É no aumento da capacidade individual para experienciar que a infinita potencialidade de uma personalidade pode ser evocada.
( ) A espontaneidade nos aprisiona a quadros de referência estáticos, a memórias sufocadas por velhos fatos e informações, a teorias não digeridas e a técnicas que são na realidade descobertas de outros.
( ) Experienciar é penetrar no ambiente, é envolver-se total e organicamente com ele. Isto significa envolvimento em todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo. Dos três, o intuitivo, que é o mais vital para a situação de aprendizagem, é negligenciado.
A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo é:
Gabarito comentado
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Gabarito: C (V – V – F – V)
Tema central: Interpretação de textos.
Esta questão avalia a capacidade de compreensão textual, exigindo identificar as ideias defendidas pela autora e reconhecer afirmações que estão ou não em consonância com o texto. Segundo a norma-padrão e as recomendações da “Nova Gramática do Português Contemporâneo” (Cunha & Cintra) e da “Moderna Gramática Portuguesa” (Bechara), a habilidade de interpretar significa relacionar as informações do texto àquilo que é afirmado nas alternativas.
Justificativa para a alternativa correta (C):
A autora minimiza a influência do "talento" inato, defendendo que habilidades surgem, sobretudo, pela experiência. Logo, associar “comportamento talentoso” à capacidade de experienciar está correto (V). O mesmo se aplica à potencialidade pessoal ser evocada pelo aumento da capacidade de experienciar: essa é a base da filosofia educativa de Spolin, que foca no desenvolvimento global a partir do envolvimento prático e intuitivo (V).
Quanto à espontaneidade, o texto valoriza-a como elemento libertador, oposto a aprender por mera assimilação de teorias preestabelecidas. Dizer que ela “aprisiona” é contradizer a autora; por isso, essa afirmação é falsa (F).
Por fim, a definição de “experienciar” como um envolvimento pleno — e a crítica ao desprezo pelo envolvimento intuitivo durante a aprendizagem — está de acordo com o texto (V).
Análise das alternativas incorretas:
A e E erram ao classificar como falso afirmações claramente conectadas ao texto. B e D atribuem valor a uma afirmação sobre espontaneidade que destoa totalmente da visão da autora, demonstrando erro de leitura e falta de atenção ao sentido contextual.
Dicas para provas:
Leia com atenção a expressões-chave (“espontaneidade”, “experiência”, “talento”), observe as negações e evite interpretações precipitadas baseadas em crenças pessoais. Assegure-se de basear sua resposta apenas no que o texto efetivamente diz.
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