Questões de Concurso Para instituto fênix

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Q3718986 Direito Tributário
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
A competência tributária municipal está disciplinada na Lei Orgânica de Treviso/SC e deve observar os princípios constitucionais do sistema tributário nacional, garantindo justiça fiscal e função social dos tributos. Com base no Art. 53 da referida Lei, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir:

( ) O Município pode instituir impostos, taxas e contribuições de melhoria, conforme previsto na Lei Orgânica.
( ) As taxas municipais podem ter base de cálculo própria dos impostos, desde que não ultrapassem o valor do custo do serviço.
( ) A função social dos tributos é princípio que deve orientar a legislação tributária municipal.
( ) A contribuição de melhoria tem como limite individual a valorização que a obra pública gerar para o imóvel beneficiado.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses? 
Alternativas
Q3718985 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
Os Secretários e Intendentes Distritais são auxiliares do Prefeito, escolhidos dentre brasileiros no exercício de seus direitos políticos. Compete ao Secretário Municipal, além de outras atribuições legais, exercer a ______, ______ e ______ dos órgãos e entidades da administração municipal em sua área de competência e referendar os ______ relativos à sua Secretaria.

Nos termos da Lei, qual alternativa preenche, correta e respectivamente, as lacunas?
Alternativas
Q3718984 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
Entre as garantias funcionais asseguradas pela Lei Orgânica de Treviso/SC estão aquelas relativas à isonomia, à proteção contra discriminações e à valorização do trabalho em condições seguras. Com base no Art. 90, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3718983 Administração Pública
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
O Prefeito, enquanto Chefe do Poder Executivo municipal, exerce funções político-administrativas essenciais à condução dos negócios públicos locais. A Lei Orgânica do Município de Treviso/SC define, no Art. 45, um conjunto de competências privativas que lhe asseguram a direção da Administração. Nesse sentido, analise as assertivas:

I. Compete ao Prefeito sancionar, vetar e promulgar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos necessários à sua execução.
II. Cabe ao Prefeito prestar contas da administração e publicar relatórios e balancetes dentro dos prazos fixados em lei.
III. Cabe ao prefeito prestar anualmente à Câmara Municipal, dentro de trinta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas relativas ao exercício anterior, acompanhadas de inventários e balancete orçamentário, econômico e patrimonial.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3718982 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
O patrimônio do Município de Treviso, conforme estabelece sua Lei Orgânica, abrange todos os bens e direitos que compõem sua estrutura material e financeira, assegurando a continuidade dos serviços públicos e a proteção dos interesses coletivos. Com base no disposto no Art. 5º da Lei Orgânica, os bens do domínio patrimonial compreendem, EXCETO:
Alternativas
Q3718981 Matemática
Na escola Sol Nascente, as turmas do 5º ano e do 6º ano têm atividades esportivas em dias diferentes, mas seguem uma sequência fixa:

a) a turma do 5º ano pratica esportes a cada 4 dias;
b) a turma do 6º ano, a cada 6 dias. Hoje, ambas tiveram aula de Educação Física no mesmo dia.

Considerando o mínimo múltiplo comum (MMC) entre 4 e 6, as duas turmas voltarão a ter aula no mesmo dia daqui a:
Alternativas
Q3718980 Matemática
Durante o balanço anual de uma livraria, a gerente Renata registrou que foram vendidos 4.237 livros ao longo do ano. Desse total, 2.100 exemplares eram de literatura, 1.080 de didáticos e o restante de obras infantis. Assim, o número de livros infantis vendidos é de:
Alternativas
Q3718979 Matemática
Na oficina de jardinagem da escola Flor do Campo, os alunos precisaram medir o canteiro onde seriam plantadas novas mudas. O espaço tem 4 metros de comprimento e 2,5 metros de largura. Após a medição, utilizaram 3 sacos de terra, cada um com 12,5 kg. Considerando as medidas apresentadas, qual alternativa apresenta a área total do canteiro em metros quadrados e a massa total de terra utilizada em gramas?
Alternativas
Q3718978 Matemática
Na cantina da escola Viva o Saber, o aluno Pedro comprou um suco por R$ 4,75, um sanduíche por R$ 8,50 e um chocolate por R$ 3,25. Ao pagar com uma nota de R$ 20,00, o atendente precisou calcular corretamente o valor do troco. Considerando os valores apresentados, o troco que Pedro deve receber corresponde a:
Alternativas
Q3718977 Matemática
Durante uma campanha de reciclagem, os alunos da escola Estrela do Saber arrecadaram 480 garrafas plásticas. O material foi separado igualmente em 12 caixas. Mais tarde, a coordenadora decidiu retirar 5 garrafas de cada caixa para fazer um trabalho de artes com outra turma. Com base nas operações indicadas, qual alternativa apresenta o número de garrafas que permaneceu em cada caixa após a retirada?
Alternativas
Q3718976 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 
No trecho — Baixe o fone aí, está ocupado! qual sinal de pontuação NÃO foi utilizado?
Alternativas
Q3718975 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 
O texto “Teleamigos, telepiadas, hora certa” apresenta diversas palavras acentuadas conforme as regras do Acordo Ortográfico vigente. Considerando a classificação quanto à tonicidade, assinale a alternativa cuja palavra é acentuada por ser proparoxítona.
Alternativas
Q3718974 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 

No texto, o autor explora um vocabulário que mescla nostalgia e humor, recriando expressões típicas do cotidiano familiar das décadas de 1970 e 1980. As palavras e expressões selecionadas a seguir revelam diferentes efeitos de sentido dentro do contexto narrativo. Analise-as e assinale a alternativa incorreta quanto à interpretação literal de seus significados.

Alternativas
Q3718973 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 
O texto retrata de forma nostálgica o uso do telefone fixo nas décadas passadas. A partir da leitura literal do trecho, analise as assertivas:

I. Os pais exerciam vigilância constante sobre as conversas telefônicas dos filhos.
II. As ligações eram limitadas pela presença física do aparelho e pelo comprimento do fio.
III. O serviço de “teleamigos” representava uma alternativa de interação para quem se sentia solitário.

Das assertivas acima, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3718972 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 
O texto de Fabrício Carpinejar descreve mudanças de comportamento social provocadas pela evolução das tecnologias de comunicação. O autor recorda hábitos da época do telefone fixo, em contraste com a atual relação das pessoas com o celular. Nesse contexto, o narrador menciona o temor de emprestar o aparelho telefônico a familiares como reflexo de um traço contemporâneo marcado pela:
Alternativas
Q3700027 Nutrição
O aproveitamento integral dos alimentos é uma prática importante nas cozinhas escolares, pois reduz o desperdício e aumenta o valor nutricional das preparações. Assinale a alternativa correta sobre essa prática.
Alternativas
Q3700026 Nutrição
As sopas diferenciam-se conforme os ingredientes e o modo de preparo. A __________ é feita pela combinação de carnes, leguminosas, cereais e vegetais, enquanto a __________ é preparada com caldo de carne ou de legumes e purê de vegetais, resultando em textura mais espessa.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?
Alternativas
Q3700025 Nutrição
O preparo correto das hortaliças preserva nutrientes, cor e textura, garantindo qualidade e sabor às preparações. Classifique as afirmações abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) As hortaliças devem ser cozidas com o mínimo de corte possível, preferindo-se o cozimento com casca, quando indicado.
( ) O sal deve ser adicionado logo no início da cocção, para acelerar o cozimento e evitar a perda de nutrientes.
( ) Hortaliças ricas em enxofre, como repolho e nabo, devem ser cozidas em panela destampada e com bastante água.
( ) As folhas novas e tenras devem ser cozidas rapidamente em panela abafada, com pouca água.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses? 
Alternativas
Q3700024 Nutrição
As leguminosas são importantes fontes de proteína vegetal e fazem parte da alimentação básica dos brasileiros. Qual alternativa apresenta apenas alimentos pertencentes a esse grupo?
Alternativas
Q3700023 Nutrição
O branqueamento é uma etapa importante na conservação de vegetais, utilizada para manter suas características sensoriais e prolongar o tempo de armazenamento. O branqueamento consiste em submeter os alimentos a __________ por poucos minutos e, em seguida, realizar __________, com o objetivo de inativar enzimas que causam deterioração e escurecimento.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?
Alternativas
Respostas
3641: A
3642: B
3643: D
3644: A
3645: D
3646: C
3647: B
3648: A
3649: C
3650: B
3651: D
3652: A
3653: B
3654: D
3655: C
3656: B
3657: B
3658: A
3659: B
3660: A