Questões de Concurso
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Para verificar o entendimento sobre simetrias, o professor de geometria pediu aos alunos que fizessem os seguintes passos com uma folha de papel quadrado:
• 1º passo: dobrar o papel ao meio por um eixo vertical da esquerda para a direita;
• 2º passo: dobrar o papel ao meio por um eixo horizontal de baixo para cima;
• 3º passo: marcar uma linha pontilhada no canto superior direito da folha dobrada em forma de triângulo retângulo isósceles;
• 4º passo: recortar a linha pontilhada e destacar o triângulo; e
• 5º passo: abrir o papel completamente.
Os passos de 1 a 4 estão representados pelas figuras a seguir, respectivamente:

Ao abrir o papel completamente no 5º passo, qual das alternativas representa o seu novo formato?
A fachada de determinada prefeitura foi ornamentada por um paisagista com um canteiro de flores de 50 metros de comprimento. O auxiliar de serviços geraisrecebeu a seguinte instrução para a conservação do canteiro:
• “Regá-lo uma vez por semana com um balde de 15 litros de água de maneira que seja distribuída a mesma quantidade de água por metro linear”.
Qual a quantidade de água o auxiliar de serviços gerais deve distribuir a cada metro linear do canteiro?
Em uma aula de matemática sobre numeração, o professor fez a seguinte pergunta aos alunos:
Qual a diferença entre os algarismos 1 e 7 no numeral 13.579?
Quatro alunos deram as seguintes respostas:
• Aluno 1: o algarismo 1 está na 1ª classe; já o algarismo 7 está na 2ª classe;
• Aluno 2: o algarismo 1 representa dezena de milhar; já o algarismo 7 represente dezena simples;
• Aluno 3: o algarismo 1 é de 1ª ordem; já o algarismo 7 é de 4ª ordem; e
• Aluno 4: os algarismos 1 e 7 não possuem diferenças, mas fazem com que o numeral 13.579 seja ímpar.
Qual dos alunos respondeu de maneira correta a pergunta do professor?
Três auxiliares de serviços gerais – Alan, Bianca e Ciro – trabalham em uma escola. Eles foram escalados para limpar ambientes específicos do local, sendo banheiro, cozinha e pátio, em diferentes turnos: manhã, tarde e noite. Sabe-se que:
• O banheiro foi limpo pela pessoa que trabalhou no turno da manhã;
• Alan trabalhou antes da pessoa que limpou a cozinha; e
• Ciro trabalhou o turno da tarde.
Em que turno Alan trabalhou e qual ambiente ele limpou?
Reginaldo está em busca de uma escada para fazer a limpeza de uma calha em segurança. Para isso, ele buscou na internet e encontrou quatro opções de escadas com as seguintes medidas:
• Escada I: – 3,2 metros de comprimento.
• Escada II: – 3,4 metros de comprimento.
• Escada III: – 3,32 metros de comprimento.
• Escada IV: – 3,28 metros de comprimento.
Supondo que a escada seja colocada totalmente em pé, na vertical, e que o telhado de Reginaldo tenha exatamente 3,37 metros de altura, qual escada poderá ser usada por ele para fazer a limpeza da calha em segurança?
Sabendo-se que a conta de distribuição de água e coleta de lixo de um cidadão foi R$ 132,37 e que ele coletou 40 latas de alumínio, 15 garrafas PET e 10 caixas de papelão, qual valor esse cidadão deverá pagar após os descontos pela coleta de materiais recicláveis?
Um auxiliar de serviços gerais ficou responsável pela limpeza e organização da sala de reuniões de determinada prefeitura. Ele começou a faxina às 8h e cumpriu as três etapas necessárias para seu trabalho nos períodos descritos a seguir:
• 1ª etapa: 23 minutos para varrer todo o chão;
• 2ª etapa: 48 minutos para passar pano no chão; e
• 3ª etapa: 34 minutos para organizar e ornamentar a mesa e as cadeiras.
Supondo que não houve nenhuma pausa entre as etapas, em qual horário o auxiliar de serviços gerais finalizou o trabalho na sala de reuniões?
Caso, futuramente, a prefeitura adquira mais um drone e pretenda colocar sua tarja de identificação seguindo o padrão existente, qual será a tarja colocada no novo aparelho?
Texto para responder à questão.
Sabiá-laranjeira totalmente branco é avistado em propriedade rural no Paraná
Um sabiá-laranjeira com plumagem completamente branca foi avistado por um agricultor em uma área rural de Mangueirinha, no sudoeste do Paraná. O registro é considerado raro por especialistas, já que a espécie normalmente apresenta coloração marrom e alaranjada.
Segundo Ben Phalan, gerente de conservação do Parque das Aves, a coloração incomum do animal pode ser causada por leucismo ou albinismo, condições genéticas que afetam a produção de melanina, pigmento responsável por cores como marrom e preto nas penas das aves. “O sabiá-laranjeira é uma espécie comum no estado. Normalmente tem coloração marrom com barriga alaranjada, mas esse indivíduo tem uma mutação que pode ser leucismo ou albinismo”, explica Phalan.
A diferença entre leucismo e albinismo é que no leucismo, a ave perde parcial ou totalmente a coloração das penas, mas mantém a pigmentação dos olhos. Já no albinismo, a ausência de melanina é completa, inclusive nos olhos, que adquirem tonalidade avermelhada por conta dos vasos sanguíneos. Como não foi possível observar os olhos da ave, os especialistas não puderam confirmar com certeza qual é a condição genética do animal.
Apesar de a mutação não afetar a saúde do sabiá, ela pode representar desvantagens no ambiente natural. “É um indivíduo que se desenvolveu normalmente, mas por ser branco, fica mais visível para predadores. Além disso, há estudos que sugerem que aves com essa coloração podem ter mais dificuldade para encontrar um parceiro”, explica Phalan. “É possível que leve uma vida normal, mas com mais obstáculos do que um sabiá com coloração padrão.”
(Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Sabiá-laranjeira totalmente branco é avistado em propriedade rural no Paraná
Um sabiá-laranjeira com plumagem completamente branca foi avistado por um agricultor em uma área rural de Mangueirinha, no sudoeste do Paraná. O registro é considerado raro por especialistas, já que a espécie normalmente apresenta coloração marrom e alaranjada.
Segundo Ben Phalan, gerente de conservação do Parque das Aves, a coloração incomum do animal pode ser causada por leucismo ou albinismo, condições genéticas que afetam a produção de melanina, pigmento responsável por cores como marrom e preto nas penas das aves. “O sabiá-laranjeira é uma espécie comum no estado. Normalmente tem coloração marrom com barriga alaranjada, mas esse indivíduo tem uma mutação que pode ser leucismo ou albinismo”, explica Phalan.
A diferença entre leucismo e albinismo é que no leucismo, a ave perde parcial ou totalmente a coloração das penas, mas mantém a pigmentação dos olhos. Já no albinismo, a ausência de melanina é completa, inclusive nos olhos, que adquirem tonalidade avermelhada por conta dos vasos sanguíneos. Como não foi possível observar os olhos da ave, os especialistas não puderam confirmar com certeza qual é a condição genética do animal.
Apesar de a mutação não afetar a saúde do sabiá, ela pode representar desvantagens no ambiente natural. “É um indivíduo que se desenvolveu normalmente, mas por ser branco, fica mais visível para predadores. Além disso, há estudos que sugerem que aves com essa coloração podem ter mais dificuldade para encontrar um parceiro”, explica Phalan. “É possível que leve uma vida normal, mas com mais obstáculos do que um sabiá com coloração padrão.”
(Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Sabiá-laranjeira totalmente branco é avistado em propriedade rural no Paraná
Um sabiá-laranjeira com plumagem completamente branca foi avistado por um agricultor em uma área rural de Mangueirinha, no sudoeste do Paraná. O registro é considerado raro por especialistas, já que a espécie normalmente apresenta coloração marrom e alaranjada.
Segundo Ben Phalan, gerente de conservação do Parque das Aves, a coloração incomum do animal pode ser causada por leucismo ou albinismo, condições genéticas que afetam a produção de melanina, pigmento responsável por cores como marrom e preto nas penas das aves. “O sabiá-laranjeira é uma espécie comum no estado. Normalmente tem coloração marrom com barriga alaranjada, mas esse indivíduo tem uma mutação que pode ser leucismo ou albinismo”, explica Phalan.
A diferença entre leucismo e albinismo é que no leucismo, a ave perde parcial ou totalmente a coloração das penas, mas mantém a pigmentação dos olhos. Já no albinismo, a ausência de melanina é completa, inclusive nos olhos, que adquirem tonalidade avermelhada por conta dos vasos sanguíneos. Como não foi possível observar os olhos da ave, os especialistas não puderam confirmar com certeza qual é a condição genética do animal.
Apesar de a mutação não afetar a saúde do sabiá, ela pode representar desvantagens no ambiente natural. “É um indivíduo que se desenvolveu normalmente, mas por ser branco, fica mais visível para predadores. Além disso, há estudos que sugerem que aves com essa coloração podem ter mais dificuldade para encontrar um parceiro”, explica Phalan. “É possível que leve uma vida normal, mas com mais obstáculos do que um sabiá com coloração padrão.”
(Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Sabiá-laranjeira totalmente branco é avistado em propriedade rural no Paraná
Um sabiá-laranjeira com plumagem completamente branca foi avistado por um agricultor em uma área rural de Mangueirinha, no sudoeste do Paraná. O registro é considerado raro por especialistas, já que a espécie normalmente apresenta coloração marrom e alaranjada.
Segundo Ben Phalan, gerente de conservação do Parque das Aves, a coloração incomum do animal pode ser causada por leucismo ou albinismo, condições genéticas que afetam a produção de melanina, pigmento responsável por cores como marrom e preto nas penas das aves. “O sabiá-laranjeira é uma espécie comum no estado. Normalmente tem coloração marrom com barriga alaranjada, mas esse indivíduo tem uma mutação que pode ser leucismo ou albinismo”, explica Phalan.
A diferença entre leucismo e albinismo é que no leucismo, a ave perde parcial ou totalmente a coloração das penas, mas mantém a pigmentação dos olhos. Já no albinismo, a ausência de melanina é completa, inclusive nos olhos, que adquirem tonalidade avermelhada por conta dos vasos sanguíneos. Como não foi possível observar os olhos da ave, os especialistas não puderam confirmar com certeza qual é a condição genética do animal.
Apesar de a mutação não afetar a saúde do sabiá, ela pode representar desvantagens no ambiente natural. “É um indivíduo que se desenvolveu normalmente, mas por ser branco, fica mais visível para predadores. Além disso, há estudos que sugerem que aves com essa coloração podem ter mais dificuldade para encontrar um parceiro”, explica Phalan. “É possível que leve uma vida normal, mas com mais obstáculos do que um sabiá com coloração padrão.”
(Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Taquicardia a dois
Estava minha amiga falando comigo ao telefone. Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho. Minha amiga reconheceu: era um sabiá. Minha amiga ficou surpresa. Era preciso que ele achasse o caminho da janela para ir embora e escapar da prisão da sala. Depois de esvoaçar muito, pousou num quadro acima da cabeça de minha amiga, que continuou o telefonema, porém mais atenta ao sabiá do que às palavras.
Foi quando ela sentiu uma coisa pelas costas nuas – era verão, o vestido não tinha costas: o sabiá tinha-se aninhado nela e parecia estar muito bem. E preciso dizer que minha amiga tem uma voz muito suave. Ela sabia que qualquer movimento súbito seu, e o sabiá se assustaria quase mortalmente. Desligou o telefone.
Também é preciso dizer que minha amiga tem mão e jeito leves, é capaz de segurar a corola de uma flor sem fazê-la murchar. Foi com seu jeito leve que pegou no sabiá, que se deixou pegar.
E lá ficou de sabiá na mão. O coraçãozinho do sabiá batia em louca taquicardia. E o pior é que minha amiga estava toda taquicárdica. Ali, pois, ficaram os dois tremendo por dentro: a amiga sentindo o próprio coração palpitar depressa e na mão sentindo o bater apressadinho e desordenado do sabiá.
Então ela se levantou devagar para não assustar o que estava vivo na sua mão. Chegou junto da janela. O sabiá compreendeu. Minha amiga espalmou a mão, onde o sabiá permaneceu por uns instantes. E de súbito deu uma voada lindíssima de tanta liberdade.
(LISPECTOR, Clarice. Portal da crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Taquicardia a dois
Estava minha amiga falando comigo ao telefone. Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho. Minha amiga reconheceu: era um sabiá. Minha amiga ficou surpresa. Era preciso que ele achasse o caminho da janela para ir embora e escapar da prisão da sala. Depois de esvoaçar muito, pousou num quadro acima da cabeça de minha amiga, que continuou o telefonema, porém mais atenta ao sabiá do que às palavras.
Foi quando ela sentiu uma coisa pelas costas nuas – era verão, o vestido não tinha costas: o sabiá tinha-se aninhado nela e parecia estar muito bem. E preciso dizer que minha amiga tem uma voz muito suave. Ela sabia que qualquer movimento súbito seu, e o sabiá se assustaria quase mortalmente. Desligou o telefone.
Também é preciso dizer que minha amiga tem mão e jeito leves, é capaz de segurar a corola de uma flor sem fazê-la murchar. Foi com seu jeito leve que pegou no sabiá, que se deixou pegar.
E lá ficou de sabiá na mão. O coraçãozinho do sabiá batia em louca taquicardia. E o pior é que minha amiga estava toda taquicárdica. Ali, pois, ficaram os dois tremendo por dentro: a amiga sentindo o próprio coração palpitar depressa e na mão sentindo o bater apressadinho e desordenado do sabiá.
Então ela se levantou devagar para não assustar o que estava vivo na sua mão. Chegou junto da janela. O sabiá compreendeu. Minha amiga espalmou a mão, onde o sabiá permaneceu por uns instantes. E de súbito deu uma voada lindíssima de tanta liberdade.
(LISPECTOR, Clarice. Portal da crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Taquicardia a dois
Estava minha amiga falando comigo ao telefone. Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho. Minha amiga reconheceu: era um sabiá. Minha amiga ficou surpresa. Era preciso que ele achasse o caminho da janela para ir embora e escapar da prisão da sala. Depois de esvoaçar muito, pousou num quadro acima da cabeça de minha amiga, que continuou o telefonema, porém mais atenta ao sabiá do que às palavras.
Foi quando ela sentiu uma coisa pelas costas nuas – era verão, o vestido não tinha costas: o sabiá tinha-se aninhado nela e parecia estar muito bem. E preciso dizer que minha amiga tem uma voz muito suave. Ela sabia que qualquer movimento súbito seu, e o sabiá se assustaria quase mortalmente. Desligou o telefone.
Também é preciso dizer que minha amiga tem mão e jeito leves, é capaz de segurar a corola de uma flor sem fazê-la murchar. Foi com seu jeito leve que pegou no sabiá, que se deixou pegar.
E lá ficou de sabiá na mão. O coraçãozinho do sabiá batia em louca taquicardia. E o pior é que minha amiga estava toda taquicárdica. Ali, pois, ficaram os dois tremendo por dentro: a amiga sentindo o próprio coração palpitar depressa e na mão sentindo o bater apressadinho e desordenado do sabiá.
Então ela se levantou devagar para não assustar o que estava vivo na sua mão. Chegou junto da janela. O sabiá compreendeu. Minha amiga espalmou a mão, onde o sabiá permaneceu por uns instantes. E de súbito deu uma voada lindíssima de tanta liberdade.
(LISPECTOR, Clarice. Portal da crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Taquicardia a dois
Estava minha amiga falando comigo ao telefone. Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho. Minha amiga reconheceu: era um sabiá. Minha amiga ficou surpresa. Era preciso que ele achasse o caminho da janela para ir embora e escapar da prisão da sala. Depois de esvoaçar muito, pousou num quadro acima da cabeça de minha amiga, que continuou o telefonema, porém mais atenta ao sabiá do que às palavras.
Foi quando ela sentiu uma coisa pelas costas nuas – era verão, o vestido não tinha costas: o sabiá tinha-se aninhado nela e parecia estar muito bem. E preciso dizer que minha amiga tem uma voz muito suave. Ela sabia que qualquer movimento súbito seu, e o sabiá se assustaria quase mortalmente. Desligou o telefone.
Também é preciso dizer que minha amiga tem mão e jeito leves, é capaz de segurar a corola de uma flor sem fazê-la murchar. Foi com seu jeito leve que pegou no sabiá, que se deixou pegar.
E lá ficou de sabiá na mão. O coraçãozinho do sabiá batia em louca taquicardia. E o pior é que minha amiga estava toda taquicárdica. Ali, pois, ficaram os dois tremendo por dentro: a amiga sentindo o próprio coração palpitar depressa e na mão sentindo o bater apressadinho e desordenado do sabiá.
Então ela se levantou devagar para não assustar o que estava vivo na sua mão. Chegou junto da janela. O sabiá compreendeu. Minha amiga espalmou a mão, onde o sabiá permaneceu por uns instantes. E de súbito deu uma voada lindíssima de tanta liberdade.
(LISPECTOR, Clarice. Portal da crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Taquicardia a dois
Estava minha amiga falando comigo ao telefone. Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho. Minha amiga reconheceu: era um sabiá. Minha amiga ficou surpresa. Era preciso que ele achasse o caminho da janela para ir embora e escapar da prisão da sala. Depois de esvoaçar muito, pousou num quadro acima da cabeça de minha amiga, que continuou o telefonema, porém mais atenta ao sabiá do que às palavras.
Foi quando ela sentiu uma coisa pelas costas nuas – era verão, o vestido não tinha costas: o sabiá tinha-se aninhado nela e parecia estar muito bem. E preciso dizer que minha amiga tem uma voz muito suave. Ela sabia que qualquer movimento súbito seu, e o sabiá se assustaria quase mortalmente. Desligou o telefone.
Também é preciso dizer que minha amiga tem mão e jeito leves, é capaz de segurar a corola de uma flor sem fazê-la murchar. Foi com seu jeito leve que pegou no sabiá, que se deixou pegar.
E lá ficou de sabiá na mão. O coraçãozinho do sabiá batia em louca taquicardia. E o pior é que minha amiga estava toda taquicárdica. Ali, pois, ficaram os dois tremendo por dentro: a amiga sentindo o próprio coração palpitar depressa e na mão sentindo o bater apressadinho e desordenado do sabiá.
Então ela se levantou devagar para não assustar o que estava vivo na sua mão. Chegou junto da janela. O sabiá compreendeu. Minha amiga espalmou a mão, onde o sabiá permaneceu por uns instantes. E de súbito deu uma voada lindíssima de tanta liberdade.
(LISPECTOR, Clarice. Portal da crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Texto para responder à questão.
Taquicardia a dois
Estava minha amiga falando comigo ao telefone. Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho. Minha amiga reconheceu: era um sabiá. Minha amiga ficou surpresa. Era preciso que ele achasse o caminho da janela para ir embora e escapar da prisão da sala. Depois de esvoaçar muito, pousou num quadro acima da cabeça de minha amiga, que continuou o telefonema, porém mais atenta ao sabiá do que às palavras.
Foi quando ela sentiu uma coisa pelas costas nuas – era verão, o vestido não tinha costas: o sabiá tinha-se aninhado nela e parecia estar muito bem. E preciso dizer que minha amiga tem uma voz muito suave. Ela sabia que qualquer movimento súbito seu, e o sabiá se assustaria quase mortalmente. Desligou o telefone.
Também é preciso dizer que minha amiga tem mão e jeito leves, é capaz de segurar a corola de uma flor sem fazê-la murchar. Foi com seu jeito leve que pegou no sabiá, que se deixou pegar.
E lá ficou de sabiá na mão. O coraçãozinho do sabiá batia em louca taquicardia. E o pior é que minha amiga estava toda taquicárdica. Ali, pois, ficaram os dois tremendo por dentro: a amiga sentindo o próprio coração palpitar depressa e na mão sentindo o bater apressadinho e desordenado do sabiá.
Então ela se levantou devagar para não assustar o que estava vivo na sua mão. Chegou junto da janela. O sabiá compreendeu. Minha amiga espalmou a mão, onde o sabiá permaneceu por uns instantes. E de súbito deu uma voada lindíssima de tanta liberdade.
(LISPECTOR, Clarice. Portal da crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Sobre ética no serviço público, analise as afirmativas a seguir.
I. Guardar segredo sobre informações do trabalho, mesmo depois de se ausentar do cargo.
II. Atuar com parcialidade em casos de conflito de interesse pessoal.
III. Rejeitar vantagens pessoais em razão do cargo.
IV. Agir com honestidade, respeito e bom comportamento.
V. Usar boa conduta apenas em ambiente de trabalho.
Está correto o que se afirma apenas em