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Q4167384 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

O trecho “Não, as buganvílias, não.” (3º§), referente à ponderação de um mestre de obras, apresenta uma conotação semântica, considerando o contexto, que expressa: 
Alternativas
Q4167383 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

De acordo com a estrutura linguística dos trechos destacados, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4167382 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

Dentre os trechos a seguir, a ideia de oposição está presente em: 
Alternativas
Q4167381 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

Em “Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera.” (2º§), o “dilúvio de escarlate” retrata:
Alternativas
Q4153981 Saúde Pública
Em uma área com histórico de insuficiência de infraestrutura sanitária, o agente de endemias identifica aumento de casos de síndrome diarreica aguda em diferentes faixas etárias. Os casos apresentam padrão de ocorrência comunitária, sem vínculo direto entre indivíduos, e são investigados no contexto de condições ambientais locais. Considerando os possíveis mecanismos de transmissão associados aos agentes infecciosos envolvidos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4153980 Direito Sanitário
De acordo com a Lei nº 8.142/1990, sobre a participação da comunidade no Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4153979 Sistemas de Informação
Considerando o uso de sistemas de informação e prontuário eletrônico no trabalho do agente de endemias, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) As informações preenchidas nos sistemas eletrônicos possuem finalidade documental, permanecendo arquivadas após o registro.
( ) O registro das visitas domiciliares pode ser realizado de forma coletiva por microárea, sem a identificação individual dos domicílios acompanhados.
( ) O prontuário eletrônico é utilizado para registros de dados clínicos dos usuários por médicos e enfermeiros, não sendo aplicável às atividades do agente de endemias.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4153978 Saúde Pública
Determinado agente de endemias atua em um território com registros recorrentes de focos do mosquito transmissor da dengue. Considerando os fundamentos do trabalho e as atividades do agente de endemias, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4153977 Biologia
Na área rural de determinado município, o agente de endemias participa de ações de vigilância após identificação de casos de esquistossomose. Considerando o ciclo de transmissão da doença e as medidas de controle, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4153976 Saúde Pública
Em um município com registro de casos de leishmaniose visceral, o agente de controle de endemias participa de ações de vigilância entomológica e controle ambiental. Considerando o ciclo de transmissão da doença e o papel do agente de endemias, analise as afirmativas a seguir.

I. A aplicação de inseticida em ambientes internos elimina a necessidade de ações ambientais no peridomicílio.
II. O vetor da leishmaniose se desenvolve em água parada, sendo o controle baseado na eliminação de recipientes com água.
III. A presença de matéria orgânica e umidade favorece a proliferação de flebotomíneos, sendo recomendadas ações de limpeza ambiental e manejo do peridomicílio como medidas de controle.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4153975 Saúde Pública
Considere, hipoteticamente, que, no município de Alagoa, a equipe de Vigilância em Saúde utiliza mapas digitais para identificar áreas com maior concentração de casos de dengue. O agente de endemias recebe a orientação de reorganizar suas visitas domiciliares com base nessas informações. Tendo em vista o uso do geoprocessamento e a territorialização no trabalho do agente de endemias, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4153974 Saúde Pública
Durante visitas domiciliares em um território com aumento de casos de dengue, o agente de endemias identifica criadouros de determinado vetor em diferentes imóveis. Em uma residência, o morador recusa a entrada do agente, mesmo após orientação sobre os riscos à saúde coletiva. Considerando os fundamentos do trabalho do agente de endemias, a ética profissional e as ações de vigilância em saúde, a conduta mais adequada é: 
Alternativas
Q4153973 Saúde Pública
A atuação dos agentes de endemias está baseada em princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como a integralidade, a territorialização e a participação social. Considerando os fundamentos que orientam o trabalho desses profissionais, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4153972 Legislação Federal
A Lei nº 11.350/2006 estabelece as atribuições e competências do agente de endemias, orientando sua atuação no controle de doenças e agravos. Com base nessa legislação, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Exerce atividades como diagnóstico de doenças e prescrição de tratamentos à população.
( ) Organiza e executa ações administrativas internas, com foco na gestão de recursos e planejamento institucional.
( ) Registra, para fins exclusivos de controle e planejamento das ações de saúde, de nascimentos, óbitos, doenças e outros agravos à saúde.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4153971 Saúde Pública
A atuação integrada entre agentes de endemias e agentes comunitários de saúde fortalece as ações de vigilância e atenção à saúde no território, promovendo maior resolutividade e articulação entre equipes. A Diretriz Nacional para Atuação Integrada dos Agentes de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde orienta essa integração. Considerando tal diretriz, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4153970 Direito Sanitário
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS) e desempenha papel central na organização do cuidado. A Portaria nº 2.436 aprova a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), estabelecendo diretrizes para a organização das ações e serviços no território. Com base nessa normativa, é correto afirmar que a Atenção Básica:
Alternativas
Q4153969 Direito Sanitário
A vigilância em saúde constitui um conjunto de ações fundamentais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Quanto à Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), é correto afirmar que:
Alternativas
Q4153968 Saúde Pública
O trabalho do agente de endemias é essencial para o controle de doenças e agravos. Com base nos fundamentos do seu trabalho, é correto afirmar que o agente de endemias:
Alternativas
Q4153967 Saúde Pública
O processo saúde-doença é compreendido, na saúde pública, como um fenômeno dinâmico e multifatorial. Esse entendimento ultrapassa a visão tradicional centrada apenas na doença e incorpora aspectos relacionados ao modo de vida, às condições de trabalho, à renda, ao acesso a serviços de saúde, ao saneamento básico e à educação. Nesse sentido, o trabalho do agente de endemias é fundamental na identificação de fatores de risco presentes no território e na promoção de ações que contribuam para a melhoria das condições de saúde da população. Com base nessa perspectiva ampliada do processo saúde-doença, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4153966 Saúde Pública
Durante reunião de planejamento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe analisa os dados demográficos do município e observa que, ao longo das últimas décadas, houve redução das taxas de natalidade e mortalidade, aumento da expectativa de vida e crescimento da proporção de pessoas idosas na população. A equipe reconhece que essas mudanças influenciam o perfil das necessidades de saúde da comunidade e exigem reorganização das ações e dos serviços ofertados. O fenômeno populacional descrito no caso hipotético corresponde ao processo denominado:
Alternativas
Respostas
721: C
722: A
723: C
724: D
725: D
726: B
727: B
728: B
729: B
730: B
731: D
732: D
733: A
734: A
735: D
736: D
737: C
738: A
739: D
740: D