Questões de Concurso Público Prefeitura de Goiânia - GO 2022 para Médico - Nefrologista
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J.S.A., negro, do sexo masculino, de 45 anos, apresentou edema generalizado por duas semanas. Os exames laboratoriais mostraram creatinina sérica (Scr) de 2,5 mg/dL, albumina sérica de 3,0 mg/dL e proteinúria na urina de 24h de 7g. A biópsia renal mostrou GESF variante NOS. Foi iniciado tratamento com prednisona oral, 120 mg, em dias alternados. Seis semanas após o início da terapia com prednisona, a proteinúria na urina de 24h era de 8g e a creatinina de 3,0 mg/dL. Ele se queixou de aumento do apetite e insônia.
Diante do exposto, qual conduta deve ser adotada nesse momento?
B.B.S., do sexo feminino, asiática, de 46 anos, nulípara, é encaminhada ao nefrologista para avaliar ganho de peso gradual de 10 kg e edema de membros inferiores de início recente, bem como proteína (3+) e sangue residual no EAS. Ela nega infecções recentes, dores nas articulações ou erupções cutâneas. Ao exame físico, pressão arterial 146/86 mmHg e edema depressível (2+) até raiz da coxa. Os exames laboratoriais mostram creatinina sérica de 1,03 mg/dL, albumina sérica de 3,1 g/dL, colesterol total de 278 mg/dL e relação proteína-creatinina urinária de 6,7. Anticorpos antinucleares, sorologia para hepatite e níveis de complemento estão todos normais. Ela já faz acompanhamento regular com o clínico geral e ginecologista. Início de tratamento de suporte com inibição do sistema renina-angiotensina, diuréticos, restrição de sódio e estatina.
Qual exame complementar adicional seria mais útil, com melhor risco x benefício nesse momento?
L.U., de 36 anos, do sexo masculino, de etnia chinesa, apresenta hipertensão (160/90 mmHg) e queixa de hematúria macroscópica intermitente, discreta, durante avaliação para admissão em um novo emprego. Encaminhado ao nefrologista, investigação posterior revela creatinina sérica de 1,4 mg/dL e 0,6g de proteinúria na urina de 24 horas. Foi indicada biópsia renal, apresentada abaixo, com pontuação MEST-C M1, E1, S1, T1, C1.
Nesse caso, qual o próximo passo da propedêutica clínica?
I.E.R., do sexo feminino, de 70 anos, é trazida ao prontosocorro com confusão mental, náuseas e vômitos há um dia. Iniciou tratamento com clortalidona, 25 mg/dia, há uma semana, para tratar hipertensão recém-diagnosticada. Ao exame físico, tem mucosas secas, encontra-se desorientada no tempo e no espaço, sem edema e afebril; frequência cardíaca de 105 bpm, pressão arterial de 95/60 mm Hg, frequência respiratória de 14 rpm e saturação de oxigênio de 100% em ar ambiente. O clínico geral inicia o tratamento com solução salina a 0,9%, 1 L nas primeiras duas horas e pede avaliação da nefrologia com urgência, após checar o resultado dos exames laboratoriais: sódio sérico de 104 mmol/L, potássio sérico de 2,8 mmol/L, ureia sérica de 77 mg/dL e creatinina sérica de 1,4 mg/dL. Durante avaliação, a paciente apresenta uma crise convulsiva generalizada. Após o tratamento adequado, não ocorre mais atividade convulsiva e o [Na+] de controle é 108 mEq/L.
Nesse caso, qual conduta específica foi tomada no momento da crise e qual estratégia de seguimento é mais adequada?
F.A.S., do sexo feminino, de 25 anos, previamente hígida, apresentou proteinúria de início recente, de até 7g na urina de 24 horas e hipertensão no momento do parto, compatível com pré-eclâmpsia. No pós-parto, a proteinúria persistiu e, seis meses após o parto, a excreção urinária de proteína ainda era de 2 g em 24 horas. Os níveis séricos de albumina e perfil lipídico estavam dentro da normalidade, sorologias negativas, índice de massa corporal normal, não fumante. Foi realizada biópsia renal.
Nesse caso, qual a lesão renal mais comumente associada a uma história de pré-eclâmpsia?
M.E.R., do sexo feminino, em diálise peritoneal automatizada há sete anos, com boa adequação dialítica, apresenta há cerca de dois meses mudança do hábito intestinal com tendência a constipação, perda de apetite, ascite e perda ponderal de 4 kg no período. O rastreio para neoplasia foi negativo. A tomografia de abdome revela ascite moderada, espessamento significativo da membrana peritoneal com áreas de calcificação e múltiplas aderências ao mesentério. A hipótese diagnóstica da equipe assistente foi de peritonite esclerosante encapsulante.
Apesar de tratar-se de uma condição rara, alguns fatores de risco já foram identificados; dentre eles, o mais relevante é:
A.S.S., do sexo feminino, de 64 anos, tem história de diabetes mellitus tipo 1 desde os 16 anos e desenvolveu insuficiência renal estágio final por doença renal do diabetes aos 40 anos. Seu marido era compatível e ela recebeu transplante renal de doador vivo na ocasião. Apesar da estrita adesão ao regime imunossupressor, ela desenvolveu disfunção crônica do enxerto devido a complicações infecciosas e por toxicidade do inibidor de calcineurina. Tem um histórico de carcinoma de células renais em rim nativo há sete anos, curado após nefrectomia nativa. Ela atualmente tem uma taxa de filtração glomerular (TFG) estimada de 15 mL/min/1,73 m2, ainda possui fistula arteriovenosa funcionante, não tem nenhum sintoma urêmico ou sinais de hipervolemia. Seu nefrologista começou a planejar nova terapia renal substitutiva. Dada a sua experiência positiva com o transplante e alta qualidade de vida durante os últimos 20 anos, a paciente deseja ser considerada para repetir o transplante renal.
Nesse caso, qual é o melhor plano de tratamento?