Paciente de 48 anos é submetido a transplante renal de doad...

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Q4153225 Medicina
Paciente de 48 anos é submetido a transplante renal de doador falecido há um ano. Ele está em investigação atual de linfonodomegalia generalizada e astenia, cuja biópsia de linfonodo suspeito revela doença linfoproliferativa. Sabendo-se que a doença linfoproliferativa pós-transplante pode estar relacionada a infecção latente por vírus, aquele que está associado a tal condição e cuja viremia deve ser monitorada é o
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A PTLD em transplantado renal sob imunossupressão é classicamente associada ao Epstein-Barr vírus (EBV), que infecta e permanece latente em linfócitos B; por isso, diante de doença linfoproliferativa pós-transplante, o vírus correto e cuja viremia pode ser monitorada é o EBV.

Tema central: PTLD e EBV
Análise das alternativas
A
Errada
Varicela-zóster pode reativar em imunossuprimidos, mas não tem relação fisiopatológica típica com PTLD. O erro aqui é tratar qualquer herpesvírus reativável no transplantado como agente de doença linfoproliferativa pós-transplante, o que não corresponde ao mecanismo clássico dessa complicação.
B
Errada
Citomegalovírus é relevante no seguimento do transplantado e também pode ter monitorização virológica, mas isso não responde ao que foi perguntado. O critério decisivo da questão é associação etiológica com PTLD, e essa associação clássica é do EBV, não do CMV.
C
Errada
Herpes simples tipo 2 causa reativação mucocutânea em imunossuprimidos, porém não participa do mecanismo típico de proliferação linfóide pós-transplante. Falta a ligação fisiopatológica entre latência viral e expansão de linfócitos B que caracteriza a PTLD associada ao EBV.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o EBV é o vírus classicamente implicado na doença linfoproliferativa pós-transplante. O fundamento é direto: o EBV mantém latência em linfócitos B, e a imunossupressão do transplante reduz a vigilância de linfócitos T sobre essas células, permitindo expansão linfoproliferativa. Por isso, além da associação etiológica com PTLD, a carga viral/viremia por EBV é usada na vigilância de risco em transplantados.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'vírus frequentemente monitorado em transplantados' e 'vírus classicamente ligado à PTLD'. Isso pode levar ao CMV, mas o ponto decisivo não é monitorização genérica no transplante; é a associação específica da doença linfoproliferativa pós-transplante com o EBV.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado falar em PTLD, pense primeiro em EBV e em sua latência em linfócitos B.
  • Em transplante, não escolha o vírus mais lembrado por monitorização geral; confirme qual tem vínculo etiológico com a complicação citada.
  • Linfonodomegalia com biópsia mostrando doença linfoproliferativa em imunossuprimido aponta para o eixo EBV-imunossupressão-PTLD.

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