Questões de Concurso Público Prefeitura de Goiânia - GO 2022 para Médico - Nefrologista
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Paciente do sexo masculino, de 76 anos, é atendido na unidade de urgência com dor precordial de forte intensidade irradiada para o ombro esquerdo, associada a náuseas, vômitos e sudorese fria. No eletrocardiograma realizado na admissão, havia um supradesnivelamento do segmento ST de 2 mm nas derivações D1, aVL, V5 e V6.
De acordo com essas informações, a medida terapêutica indicada para o paciente é:
Paciente do sexo feminino, de 38 anos, foi submetida a cirurgia de joelho esquerdo há dez dias e vem apresentando dificuldade de deambulação, edema assimétrico e dor em perna direita. Foi diagnosticada com síndrome do anticorpo antifosfolípide há um ano, mas permanece sem tratamento.
Nesse caso, há indicação do uso de
H.A.R., do sexo masculino, de 42 anos, foi encaminhado ao nefrologista com história de episódios recorrentes de nefrolitíase sintomática. O paciente referiu eliminação espontânea de cálculos aos 25 e aos 40 anos. Há 40 dias, foi feita remoção endoscópica dos cálculos, compostos de 100% de monohidrato de oxalato de cálcio. O paciente não havia tomado nenhum medicamento ou suplementos. A investigação metabólica na apresentação revelou hipercalcemia leve e hormônio paratireoidiano intacto normal a levemente aumentado, mesmo após a reposição com 25-OH-vitamina D oral. Demais exames disponíveis na Tabela 1. O exame físico era normal. USG e cintilografia de paratireoide não evidenciaram nenhuma alteração. A FE Ca+ [fração excretória de cálcio: (cálcio urinário/cálcio plasma)/(creatinina urina/creatinina plasma)] pode ser calculada a partir dos exames abaixo. Valor de referência: FE Ca ~2%.
Com base na história clínica e nos exames complementares, qual a principal hipótese diagnóstica?
N.R.M., do sexo feminino, de 65 anos, com histórico de diabetes mellitus, obesidade, cirrose por NASH, teve osteomielite diagnosticada há quatro semanas, foi submetida à amputação transtibial direita e está em uso de linezolina desde en - tão. Durante a internação, evoluiu com dor abdominal, hematêmese e algumas alterações laboratoriais; negava outras queixas ou uso de medicamentos além dos prescritos: AAS 81 mg/dia, furosemida 40 mg/dia, insulina glargina 10ui/dia, levofloxacina 500 mg/dia. Ao exame físico, a temperatura corporal era de 36,5 ºC, a frequência cardíaca era de 86 BPM, a pressão arterial era de 105/53 mmHg, a frequência respiratória era de 14 RPM e a saturação de oxigênio 98%, respirando ar ambiente. Os achados do exame cardiopulmonar não foram dignos de nota. Seu abdome estava distendido com leve sensibilidade epigástrica à palpação. Não havia edema de membros inferiores. O exame neurológico foi positivo para asterixis. Os resultados da urinálise foram benignos e as hemoculturas, negativas. A tomografia computadorizada de abdome demonstrou ascite moderada e sugeriu cirrose hepática. A radiografia de tórax não revelou processo cardiopulmonar agudo.
Nesse caso, qual é o diagnostico gasométrico dessa paciente?
J.C.A., do sexo masculino, de 65 anos, com histórico médico de diabetes mellitus tipo 2 e hiperlipidemia, foi admitido no hospital para cirurgia eletiva de ressecção de um cisto pancreático mucinoso em expansão. Seus medicamentos caseiros incluíam canagliflozina 300 mg/dia; rosuvastatina 20 mg/dia; glicazida 5 mg, duas vezes ao dia; e sitagliptina/metformina, 50/1.000mg, duas vezes ao dia. O paciente tolerou bem o procedimento, passou bem no pós-operatório imediato e estava tolerando dieta líquida até o 3º dia de pós-operatório. A glicemia foi regulada com insulina de ação curta. Seus medica - mentos ambulatoriais continuaram a ser administrados no hospital. No 4º dia de pós-operatório, o paciente estava taquipneico e taquicárdico, quando foi obtida uma gasometria arterial (conforme tabela a seguir) e administrado bolus de 50 mL de bicarbonato de sódio 8,4% e uma infusão contínua de bicarbonato de sódio 8,4%, 150 mL e água destilada 850 mL. O serviço de nefrologia foi consultado.
Nesse caso, qual a complicação metabólica do paciente?
J.K.W., do sexo masculino, de 67 anos, apresentou-se com início súbito de dor abdominal, com irradiação para o flanco direito 16 dias após a ressecção laparoscópica de um adenocarcinoma retal. História médica pregressa de um infarto do miocárdio há seis anos e disfunção ventricular esquerda sem terapia anticoagulante. O paciente estava febril. Dados laboratoriais mostraram uma creatinina sérica de 1,9 mg/dL (creatinina basal de 0,8 mg/dL – dois meses antes), DHL de 2.300 UI/L e contagem de leucócitos de 11.500/ L. O EAS não evidenciou leucocitúria, hematúria ou proteinúria, e o eletrocardiograma mostrou ritmo cardíaco irregular. A tomografia computadorizada com contraste intravenoso foi realizada. Imagem a seguir.
Nesse caso, qual o diagnóstico?
Paciente de 40 anos, do sexo masculino, portador de doença renal crônica secundária a GESF, em hemodiálise há dez anos, com queixa de dor óssea e prurido. Relatava dieta adequada, Estava em uso de carbonato de cálcio 2 cp no café, almoço e jantar; calcitriol 0,25 2cp/dia. Peso seco de 85 kg, Kt/V 1,0 e banho [Ca+] 3,0; trazia os seguintes exames: PTH de 790, fosfatase alcalina 462, cálcio de 9,5, fósforo de 6,7 e raio X a seguir.
Com o objetivo de melhorar o controle do distúrbio mineral e ósseo desse paciente, qual é a conduta correta?
M.P.V., do sexo feminino, de 20 anos, foi encaminhada ao ambulatório de nefrologia para avaliação de hipertensão resistente diagnosticada aos 16 anos, com várias medidas de pressão arterial maiores que 150/90, em tratamento com amlodipino 10 mg/dia, valsartana 320 mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia. A paciente também relatava síndrome do ovário policístico e estava tomando anticoncepcional oral (etinilestradiol/drospirenona). Ela se absteve de álcool, drogas ilícitas, tabaco e medicamentos de venda livre. Ambos os pais tinham hipertensão diagnosticada na faixa dos 30 anos e nenhum deles apresentava uma causa secundária conhecida de hipertensão. Ao exame físico, achados normais, exceto pela pressão arterial; índice de massa corporal de 20,4 kg/m², sem alterações retinianas, hirsutismo, estrias ou edema periférico. Os exames laboratoriais revelaram atividade de renina plasmática (PRA) > 181,7 ng/mL/h e concentração plasmática de aldosterona de 215 ng/dL, repetida e confirmada. A paciente fez uma arteriografia (imagens abaixo), o anticoncepcional foi suspenso definitivamente e um tratamento específico foi instituído, com bom controle dos níveis pressóricos.
O diagnóstico e a conduta instituída, são, respectivamente: