Questões de Concurso Público Prefeitura de Nova Floresta - PB 2026 para Professor Magistério - Classe B (Língua Portuguesa)

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Q3988482 Pedagogia
A Lei que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) regulamenta o sistema educacional brasileiro nº 9.394/1996 em todos os níveis e modalidades do ensino escolar. Analise as afirmações a seguir acerca do que ela dispõe.

I- Um dos princípios do ensino estabelecidos na LDB diz respeito à gestão democrática do ensino público, em conformidade com as Diretrizes e as legislações dos sistemas de ensino.
II- De acordo com a LDB, a aplicação anual de recursos pela União deve corresponder exatamente a 10% (dez por cento) do PIB nacional.
III- A LDB estabelece que os entes federados devem atuar em regime de colaboração na organização dos sistemas de ensino, cabendo à União exercer função normativa, redistributiva e supletiva. 

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3988483 Pedagogia
Considere o excerto a seguir:

“O que é uma teoria do currículo?
[...]
Da perspectiva pós-estruturalista [...], é impossível separar a descrição simbólica, linguística da realidade – isto é, a teoria – de seus ‘ ’ efeitos de realidade ” (Silva, 2010, p. 11)
Fonte: SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. 

Acerca das teorias do currículo, analise as proposições abaixo.

I- Para a teoria tecnicista de Ralph Tyler, a questão fundamental a ser respondida por uma teoria do currículo é a quais interesses de classe serve determinada seleção de conhecimentos curriculares.
II- A distinção fundamental entre a visão pós-estruturalista e a visão tradicional das teorias do currículo reside no fato de que, na visão tradicional, a teoria é compreendida como uma descoberta do real e, na visão pós-estruturalista, a teoria compreende uma construção linguística do objeto de estudo.
III- Na teoria de Paulo Freire, a metáfora da educação bancária, caracterizada pelo modelo no qual o conhecimento é depositado na mente vazia do aluno, é utilizada para criticar o currículo.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3988484 Pedagogia
Considerando o que estabelece a Base Nacional Comum Curricular - BNCC (Brasil, 2018) acerca das dez competências gerais da Educação Básica, é CORRETO : afirmar que:

Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular . Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 23 mar. 2026.
Alternativas
Q3988486 Pedagogia
De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 7/2010, que fixou Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3988488 Pedagogia
Ao explicar a função da brincadeira no desenvolvimento infantil a partir da perspectiva de Vygotsky, Rego (2014, p. 82) utiliza o seguinte exemplo: “ao brincar de lojinha e desempenhar o papel de vendedora ou de cliente, a criança buscará agir de modo bastante próximo àquele que ela observou nos vendedores e clientes no contexto real”.
Fonte: REGO, T. C. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. 25. ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2014.

Considerando o contexto, à luz da perspectiva histórico-cultural da educação de Vygotsky, analise as assertivas a seguir.

I- O exemplo ilustra que toda situação imaginária contém regras de comportamento condizentes com aquilo que está sendo representado. Logo, o esforço em desempenhar com fidelidade aquilo que observa em sua realidade faz com que a criança atue num nível bastante superior ao que na verdade se encontra.

II- Em determinada fase de seu desenvolvimento, a criança envolve-se em um mundo ilusório e imaginário que Vygotsky denomina brinquedo. No brinquedo, ela aprende a agir em uma esfera cognitiva, em vez de permanecer restrita a uma esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não dos incentivos fornecidos pelos objetos externos.
III- Mesmo havendo uma significativa distância entre o comportamento na realidade e no brinquedo, a atuação no mundo imaginário e o estabelecimento de regras a serem seguidas criam uma zona de desenvolvimento proximal, na medida em que impulsionam conceitos e processos em desenvolvimento.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3988489 Pedagogia
Sempre que era questionado por seus estudantes sobre aspectos do conteúdo ministrado em sala de aula, sobretudo quando buscavam relacioná-lo às próprias vivências, levantar dúvidas oriundas de suas experiências de vida ou confrontar o tema com seus entendimentos prévios, um professor tinha o hábito de responder: “Não vamos entrar no mérito da questão, porque não faz parte do nosso estudo”; “Isso não pertence a este assunto, veremos depois”; “Vocês pesquisam isso no celular depois”; ou ainda: “Não vamos entrar no mérito da questão agora. Vocês estudarão isso mais adiante”.

Considerando o contexto, à luz do conhecimento sobre as relações interativas estabelecidas em sala de aula e os pressupostos da perspectiva construtivista de ensino e aprendizagem apresentados por Zabala (1998), é CORRETO afirmar que:
Fonte: ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Alternativas
Q3988490 Pedagogia
Uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental, ao comentar sobre sua prática em sala de aula, relatou: “Olha, na minha sala, eu sempre procuro trazer atividades diferentes para eles fazerem. Não fico só na explicação, não, porque acho cansativo, para mim e para eles. Peço que façam observações do que está acontecendo, anotem informações, organizem dados, comparem resultados e conversem sobre o que perceberam. Eles levantam hipóteses, testam suas ideias e depois compartilham o que descobriram, seja com a turma ou nos eventos da escola. Eu percebo que, desse jeito, eles participam mais, despertam a curiosidade e conseguem entender melhor o conteúdo”.

Considerando o contexto, à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e dos pressupostos da perspectiva construtivista de ensino e aprendizagem apresentados por Zabala (1998), analise as assertivas a seguir. Fonte: ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

I- A prática relatada pela professora está alinhada a uma das Competências Gerais da BNCC, ao incorporar, em sala de aula, a abordagem própria das Ciências como estratégia estruturante do processo de ensino e aprendizagem.
II- A utilização de uma multiplicidade de estratégias de ensino, conforme relatado pela professora, é fundamental para o processo de ensino e aprendizagem, pois reconhece que os estudantes não aprendem da mesma maneira nem no mesmo ritmo e, portanto, não respondem igualmente às mesmas atividades.
III- Embora seja importante desenvolver diferentes atividades para oferecer aos estudantes condições favoráveis de aprendizagem, a avaliação deve considerar apenas o nível de compreensão que demonstram sobre o conteúdo, desconsiderando os esforços realizados.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3988491 Pedagogia
Segundo Zabala (1999, p. 11), “diferenciar os diversos tipos de conteúdo segundo sua natureza não é um trabalho academicista, mas algo oportuno na medida em que nos permite inferir como são aprendidos e, consequentemente, orienta-nos sobre o modo de ensiná-lo”. Dessa forma, considerando a tipologia de conteúdos apresentada pelo autor, assinale a alternativa cujos objetivos referenciais tenham como foco a aprendizagem de conteúdos procedimentais, exclusivamente.
Fonte: ZABALA, A. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Porto Alegre: Artmed, 1999.
Alternativas
Q3993697 Pedagogia
Leia o Texto I para responder à questão.

Inteligência Artificial pode ser usada na escola? Entenda os limites e saiba como estabelecer regras

Uso ético da IA na Educação depende do incentivo a discussões a respeito do tema, mas também da criação de diretrizes para orientar boas práticas

Por Dimítria Coutinho - 27/08/2025

        Dentro da escola, os alunos podem usar a Inteligência Artificial (IA) para criar textos? E para corrigir produções? Já os professores, estão autorizados a criarem planos de aula com a IA? Ou isso é proibido? Essas são algumas das várias perguntas que surgem quando o assunto é o uso da IA, sobretudo a generativa, dentro das escolas.

        Embora muitos docentes e estudantes já estejam fazendo uso dessas plataformas, os limites ainda não parecem bem estabelecidos. Diante disso, fica evidente a importância de trabalhar a ética relacionada à IA, garantindo que seu uso seja crítico, seguro e responsável.

        “Dentro do processo de aprendizagem, o estudante precisa ser capaz de navegar por um mundo altamente mediado por tecnologias e depois saber fazer suas próprias escolhas. Para o professor, é a mesma coisa: ele tem que se sentir capaz de fazer escolhas pedagógicas e entender que não precisa ser um expert em IA para utilizá-la”, afirma Giselle Santos, consultora pedagógica de inovação e gestão de portfólio do Instituto Escolas Criativas.

        Enquanto alguns professores ainda têm medo da IA, outros já estão usando e abusando dela, muitas vezes sem pensar muito nas consequências. É preciso, porém, encontrar um caminho do meio, defende Soraya Lacerda, coordenadora do maker space da Casa Thomas Jefferson, um centro binacional conhecido pelo ensino da Língua Inglesa, em Brasília. “Vivemos um momento no qual todos estão testando os limites não só das ferramentas de IA, mas também do seu conhecimento, do uso e da interação dessas tecnologias com sua sala de aula”, observa ela. 

        IA: riscos e potenciais

        Nesse meio do caminho sugerido pela especialista, estão as boas práticas de uso pedagógico da IA. Em primeiro lugar, é necessário entender as potencialidades da IA na educação básica, mas sem ignorar seus riscos, que não são poucos.

        Para Lynn Alves, doutora em Educação e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos grandes potenciais da IA em sala de aula é seu uso como uma assistente. É ela quem vai otimizar tarefas, indicar diferentes formas para resolver um problema, mostrar erros em um texto e ajudar a buscar informações. Vale a pena esclarecer que, mesmo que sirva de apoio ou suporte, está nas mãos de quem a usa a IA a tarefa de orientar e mediar as interações com a plataforma escolhida. 

        A escola, por sua vez, precisa impulsionar a autonomia dos estudantes e seu protagonismo. Mas abraça a responsabilidade de ensiná-los a se tornarem curadores do que a IA entrega. Isso significa checar, procurar outras fontes, se inspirar para resolver os problemas por si só e, acima de tudo, utilizar as informações para construir um pensamento crítico acerca do mundo e, também, das tecnologias. Acima de tudo, é fazer reflexões críticas a ponto de perceber se os resultados são confiáveis, atualizados e não tendenciosos. “Primeiro, o próprio professor tem que aprender a usar a IA dessa forma para que ele possa orientar os alunos para o uso cuidadoso, ético e de qualidade”, defende a professora. 

        Entre os riscos da IA, um dos mais importantes é a possibilidade de gerar informações falsas, sem qualquer tipo de referência ancorada na realidade. A isso, dá-se o nome de alucinações: é quando a IA entrega um conteúdo de forma muito convincente, com cara de verdade, mas é mentira. Ao interagir com os chatbots de IA sem recorte crítico, os estudantes tendem a acreditar em suas respostas, não colocando em cheque as informações devolvidas. Caso o aluno não esteja bem fundamentado nos conteúdos – ou seja, não aprendeu –, existe o risco de delegar a gestão do conhecimento para a IA em vez de fazer uso dessas ferramentas de forma produtiva. 

        “Quando você pergunta a uma IA generativa sobre um tema muito específico da nossa cultura, corre o risco de vir uma informação totalmente enviesada e equivocada, com questões ideológicas inclusive, que comprometem a fidedignidade daquele fato histórico”, exemplifica Lynn. 
        
        Para que os estudantes tenham autonomia para tomar esse tipo de decisão, vale abordar a questão da ética dentro da escola. Giselle aconselha não se resumir a orientações, mas ensinar a turma a questionar sempre que acessar uma plataforma: quem a programou? Qual a intenção da empresa? Qual o contexto em que essa IA foi criada? Por que será que ela me deu essa resposta?

        “É interessante trabalhar a ética na forma de perguntas que estimulem o pensamento e que esses estudantes passem a ser também decisores, não só consumidores. A formação é muito mais cidadã quando você não decide pelo estudante, mas o informa para que ele decida por ele mesmo”, argumenta Giselle.

Fonte: COUTINHO, Dimítria. Inteligência Artificial pode ser usada na escola? Entenda os limites e saiba como estabelecer regras. In: Revista Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/22442/diretrizes-uso-etico-de-inteligencia-artificial-ia-nas-escolas Acesso em: 23 dez. 2025. [adaptado]
Considerando o Texto I, os estudos sobre letramentos digitais e as orientações curriculares contemporâneas para o ensino de Língua Portuguesa, é CORRETO afirmar que a leitura e a produção de textos em ambientes digitais pressupõem:
Alternativas
Q3993702 Pedagogia

Para responder à questão.


Texto II


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Texto III


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Os textos II e III, além de verbais, articulam elementos visuais e contextuais para a construção de sentidos. Considerando a perspectiva dos multiletramentos no ensino de Língua Portuguesa e as orientações da Base Nacional Curricular BNCC), assinale a alternativa que indica a prática pedagógica CORRETA para o trabalho em sala de aula.
Alternativas
Q3993707 Pedagogia
Em uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental, a professora de Língua Portuguesa propõe a leitura de um conto literário. Antes da leitura, ela conversa com os estudantes sobre o título e o tema sugerido pelo texto, levantando hipóteses e expectativas. Durante a leitura, incentiva os alunos a registrar impressões, emoções e dúvidas. Após a leitura, promove rodas de conversa nas quais os estudantes compartilham os sentidos construídos, relacionam o texto às próprias vivências e comparam diferentes leituras, sem buscar uma única interpretação “correta”. Ao final, a professora retoma elementos do texto (linguagem, narrador, personagens) para aprofundar a compreensão literária.
Considerando os princípios de formação do leitor literário no Ensino Fundamental de acordo com o que preconiza o ensino da língua portuguesa na BNCC e demais documentos norteadores de ensino, assinale a alternativa que avalia CORRETAMENTE a prática pedagógica descrita.

Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: B
4: D
5: E
6: D
7: A
8: C
9: A
10: B
11: B