Questões de Concurso Público TCE-MS 2025 para Auditor de Controle Externo - Área: Tecnologia da Informação

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Q3701143 Português
Texto CG2A2-I

    BONS DIAS! 


    Eu pertenço a uma família de profetas, après-coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.  

    Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.  

    No golpe do meio (coupe do milieu, mas eu prefiro falar a minha língua) levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que, acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus que os homens não podiam roubar sem pecado.

    Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que ainda meu sobrinho) pegou de outra taça e pediu à ilustre assembleia que correspondesse ao ato que acabava de publicar brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo: fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.  

    No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza: 

    — Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida, e tens mais um ordenado, um ordenado que...

     — Oh! meu senhô, fico.

    — Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo: tu cresceste imensamente. Quando nasceste eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos... 

    — Artura não qué dizê nada, não, senhô...

     — Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis: mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha. 

    — Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete. 

    Pancrácio aceitou tudo: aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos. 

    Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio: daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre. 

    O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes de abolição legal, já eu em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo, tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposição) é então professor de filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.

     Boas noites!


Machado de Assis. 19 maio de 1888. In: Obra Completa. Vol III. 3.ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 489 – 491 (com adaptações). 
No texto CG2A2-I, o personagem-narrador
Alternativas
Q3701144 Português
Texto CG2A2-I

    BONS DIAS! 


    Eu pertenço a uma família de profetas, après-coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.  

    Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.  

    No golpe do meio (coupe do milieu, mas eu prefiro falar a minha língua) levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que, acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus que os homens não podiam roubar sem pecado.

    Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que ainda meu sobrinho) pegou de outra taça e pediu à ilustre assembleia que correspondesse ao ato que acabava de publicar brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo: fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.  

    No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza: 

    — Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida, e tens mais um ordenado, um ordenado que...

     — Oh! meu senhô, fico.

    — Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo: tu cresceste imensamente. Quando nasceste eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos... 

    — Artura não qué dizê nada, não, senhô...

     — Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis: mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha. 

    — Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete. 

    Pancrácio aceitou tudo: aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos. 

    Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio: daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre. 

    O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes de abolição legal, já eu em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo, tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposição) é então professor de filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.

     Boas noites!


Machado de Assis. 19 maio de 1888. In: Obra Completa. Vol III. 3.ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 489 – 491 (com adaptações). 
Considerando aspectos gramaticais, semânticos e de natureza narrativa do texto CG2A2-I, assinale a opção correta em relação ao seu terceiro parágrafo.  
Alternativas
Q3701145 Português
Texto CG2A2-I

    BONS DIAS! 


    Eu pertenço a uma família de profetas, après-coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.  

    Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.  

    No golpe do meio (coupe do milieu, mas eu prefiro falar a minha língua) levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que, acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus que os homens não podiam roubar sem pecado.

    Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que ainda meu sobrinho) pegou de outra taça e pediu à ilustre assembleia que correspondesse ao ato que acabava de publicar brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo: fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.  

    No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza: 

    — Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida, e tens mais um ordenado, um ordenado que...

     — Oh! meu senhô, fico.

    — Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo: tu cresceste imensamente. Quando nasceste eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos... 

    — Artura não qué dizê nada, não, senhô...

     — Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis: mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha. 

    — Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete. 

    Pancrácio aceitou tudo: aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos. 

    Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio: daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre. 

    O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes de abolição legal, já eu em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo, tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposição) é então professor de filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.

     Boas noites!


Machado de Assis. 19 maio de 1888. In: Obra Completa. Vol III. 3.ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 489 – 491 (com adaptações). 
Ainda a respeito do terceiro parágrafo do texto CG2A2-I, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3701146 Português
Texto CG2A2-I

    BONS DIAS! 


    Eu pertenço a uma família de profetas, après-coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.  

    Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.  

    No golpe do meio (coupe do milieu, mas eu prefiro falar a minha língua) levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que, acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus que os homens não podiam roubar sem pecado.

    Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que ainda meu sobrinho) pegou de outra taça e pediu à ilustre assembleia que correspondesse ao ato que acabava de publicar brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo: fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.  

    No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza: 

    — Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida, e tens mais um ordenado, um ordenado que...

     — Oh! meu senhô, fico.

    — Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo: tu cresceste imensamente. Quando nasceste eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos... 

    — Artura não qué dizê nada, não, senhô...

     — Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis: mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha. 

    — Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete. 

    Pancrácio aceitou tudo: aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos. 

    Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio: daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre. 

    O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes de abolição legal, já eu em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo, tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposição) é então professor de filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.

     Boas noites!


Machado de Assis. 19 maio de 1888. In: Obra Completa. Vol III. 3.ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 489 – 491 (com adaptações). 
No que concerne a aspectos linguísticos do penúltimo parágrafo do texto CG2A2-I, assinale a opção correta.  
Alternativas
Q3701147 Português
Texto CG2A2-II


    Lembremos que a concepção moderna dos direitos do homem nasce contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas as formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero ou religiosas. Segundo a concepção moderna dos direitos, os homens são portadores de direitos por natureza (direito natural) e por efeito da lei positiva (direito civil), instituída pelos próprios homens. Essa diferença dos direitos é de grande envergadura porque lhes permite compreender uma prática política inexistente antes da modernidade e que se explicita, significativamente, em ocasiões muito precisas: a prática da declaração dos direitos.

    A prática de declarar direitos significa, em primeiro lugar, que não é um fato óbvio para todos os seres humanos que eles são portadores de direitos e, por outro, que não é um fato óbvio que tais direitos devam ser reconhecidos por todos. Em outras palavras, a existência da divisão social (por exemplo, os grandes e o povo, em Maquiavel; as classes sociais, em Marx) permite supor que alguns possuem direitos e outros, não. A declaração de direitos inscreve os direitos na sociedade e na política, afirma sua origem social e política e se apresenta como objeto que pede o reconhecimento de todos, exigindo o consentimento social e político de todos. Esse reconhecimento e esse consentimento dão aos direitos a condição e a dimensão de direitos universais.

    A prática política da declaração de direitos ocorre em ocasiões muito precisas. De fato, algumas declarações de direito ocorrem em situações revolucionárias, isto é, naqueles momentos em que o Baixo da sociedade se rebela contra o Alto e não mais reconhece a ordem vigente injusta: na Revolução Inglesa de 1640; na Independência dos Estados Unidos; na Revolução Francesa de 1789; na Revolução Russa de 1917. Também encontramos a declaração de direitos no período posterior à Segunda Guerra Mundial, isto é, ao fenômeno do totalitarismo nazista e fascista, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Dessa maneira, os direitos dos homens se tornaram uma questão sociopolítica comprovada pelo fato de que as declarações dos direitos ocorrem nos momentos de profunda transformação social e política, quando os sujeitos sociopolíticos têm consciência de que estão criando uma sociedade nova ou defendendo a sociedade existente contra a ameaça de sua extinção. Não por acaso, portanto, no caso do Brasil, a luta pelos direitos humanos ganhou força social e política no combate à ditadura implantada em 1964 e aprofundada em 1969, com o Ato Institucional n.º 5.


Marilena Chaui. In: RIDH. Bauru, v. 10, n. 2, p. 13-26, jul./dez. 2022 (com adaptações). 
Assinale a opção correta no que diz respeito a aspectos linguísticos do texto CG2A2-II. 
Alternativas
Q3701148 Português
Texto CG2A2-II


    Lembremos que a concepção moderna dos direitos do homem nasce contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas as formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero ou religiosas. Segundo a concepção moderna dos direitos, os homens são portadores de direitos por natureza (direito natural) e por efeito da lei positiva (direito civil), instituída pelos próprios homens. Essa diferença dos direitos é de grande envergadura porque lhes permite compreender uma prática política inexistente antes da modernidade e que se explicita, significativamente, em ocasiões muito precisas: a prática da declaração dos direitos.

    A prática de declarar direitos significa, em primeiro lugar, que não é um fato óbvio para todos os seres humanos que eles são portadores de direitos e, por outro, que não é um fato óbvio que tais direitos devam ser reconhecidos por todos. Em outras palavras, a existência da divisão social (por exemplo, os grandes e o povo, em Maquiavel; as classes sociais, em Marx) permite supor que alguns possuem direitos e outros, não. A declaração de direitos inscreve os direitos na sociedade e na política, afirma sua origem social e política e se apresenta como objeto que pede o reconhecimento de todos, exigindo o consentimento social e político de todos. Esse reconhecimento e esse consentimento dão aos direitos a condição e a dimensão de direitos universais.

    A prática política da declaração de direitos ocorre em ocasiões muito precisas. De fato, algumas declarações de direito ocorrem em situações revolucionárias, isto é, naqueles momentos em que o Baixo da sociedade se rebela contra o Alto e não mais reconhece a ordem vigente injusta: na Revolução Inglesa de 1640; na Independência dos Estados Unidos; na Revolução Francesa de 1789; na Revolução Russa de 1917. Também encontramos a declaração de direitos no período posterior à Segunda Guerra Mundial, isto é, ao fenômeno do totalitarismo nazista e fascista, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Dessa maneira, os direitos dos homens se tornaram uma questão sociopolítica comprovada pelo fato de que as declarações dos direitos ocorrem nos momentos de profunda transformação social e política, quando os sujeitos sociopolíticos têm consciência de que estão criando uma sociedade nova ou defendendo a sociedade existente contra a ameaça de sua extinção. Não por acaso, portanto, no caso do Brasil, a luta pelos direitos humanos ganhou força social e política no combate à ditadura implantada em 1964 e aprofundada em 1969, com o Ato Institucional n.º 5.


Marilena Chaui. In: RIDH. Bauru, v. 10, n. 2, p. 13-26, jul./dez. 2022 (com adaptações). 
Assinale a opção correta em relação a aspectos linguísticos do texto CG2A2-II. 
Alternativas
Q3701149 Português
Texto CG2A1 


    A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.

    Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado. 

    O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.  

    De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.  

    Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.


Internet: <https://revistajuridica.presidencia.gov.br> (com adaptações). 
De acordo com o texto CG2A1, a IA 
Alternativas
Q3701150 Português
Texto CG2A1 


    A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.

    Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado. 

    O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.  

    De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.  

    Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.


Internet: <https://revistajuridica.presidencia.gov.br> (com adaptações). 

Com base nas ideias do texto CG2A1 relativas às áreas impactadas pela IA, é correto afirmar que

Alternativas
Q3701151 Administração Pública
Texto CG2A1 


    A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.

    Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado. 

    O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.  

    De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.  

    Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.


Internet: <https://revistajuridica.presidencia.gov.br> (com adaptações). 
No que diz respeito ao uso da IA na administração pública, conclui-se das informações do texto CG2A1 que  
Alternativas
Q3701152 Português
Texto CG2A1 


    A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.

    Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado. 

    O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.  

    De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.  

    Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.


Internet: <https://revistajuridica.presidencia.gov.br> (com adaptações). 
No segundo período do segundo parágrafo do texto CG2A1, a expressão “a fim de” introduz uma oração que expressa circunstância de 
Alternativas
Q3701153 Português
Texto CG2A1 


    A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.

    Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado. 

    O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.  

    De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.  

    Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.


Internet: <https://revistajuridica.presidencia.gov.br> (com adaptações). 
No último período do quarto parágrafo do texto CG2A1, a palavra “equitativa” está empregada com o mesmo sentido de 
Alternativas
Q3701154 Português
Texto CG2A1 


    A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.

    Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado. 

    O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.  

    De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.  

    Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.


Internet: <https://revistajuridica.presidencia.gov.br> (com adaptações). 
Considerando as regras gramaticais relativas à concordância e à colocação pronominal, assinale a opção em que é apresentada uma proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte trecho do texto CG2A1: “os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados” (primeiro período do último parágrafo).  
Alternativas
Q3701155 Inglês
Text CG4A1-I 


    Artificial intelligence (AI) chatbots have emerged as a growing resource in educational settings. This expansion has occurred amid varying acceptance and trust in digital learning technologies across student populations, with most reporting that their instructors or schools had not yet provided guidelines for ethical or responsible AI tool use.  

    Benefits of AI chatbots in educational settings extend to both students and educators. These systems can support learning by providing detailed explanations of concepts through intelligent tutoring support. Beyond explanations, they can offer immediate feedback on students’ work, allowing for more rapid improvement and iterative learning. These systems have demonstrated their potential to support personalized learning, adapting to individual student needs. Personalization naturally fosters higher levels of student engagement, found to be another benefit of these systems. Studies have also highlighted AI’s potential to stimulate creativity through idea generation, bridge language barriers via content translation for multilingual learners, and democratize education by providing continuous access to educational support and resources regardless of time or geographical constraints. 

    Besides their promise, implementing AI chatbots in educational settings requires careful consideration of several risks. For students, academic integrity has been raised as a primary concern, with studies highlighting the risks of intentional and unintentional plagiarism. These tools may inadvertently undermine students’ critical thinking development and academic agency, potentially fostering an unhealthy overreliance on automated assistance. The quality of interaction itself presents additional challenges, as the reduction of peer-to-peer and student-instructor interactions threatens to eliminate meaningful learning relationships.


G. Pitts, V. Markus, and S. Motamedi.
Student Perspectives on the Benefits and Risks of AI in Education.
Internet: Internet: <arxiv.org> (adapted).


In the sentence “This expansion has occurred amid varying acceptance and trust in digital learning technologies across student populations” (first paragraph of text CG4A1-I), the word “amid” can be correctly replaced, without altering the meanings of the text, with  
Alternativas
Q3701156 Inglês
Text CG4A1-I 


    Artificial intelligence (AI) chatbots have emerged as a growing resource in educational settings. This expansion has occurred amid varying acceptance and trust in digital learning technologies across student populations, with most reporting that their instructors or schools had not yet provided guidelines for ethical or responsible AI tool use.  

    Benefits of AI chatbots in educational settings extend to both students and educators. These systems can support learning by providing detailed explanations of concepts through intelligent tutoring support. Beyond explanations, they can offer immediate feedback on students’ work, allowing for more rapid improvement and iterative learning. These systems have demonstrated their potential to support personalized learning, adapting to individual student needs. Personalization naturally fosters higher levels of student engagement, found to be another benefit of these systems. Studies have also highlighted AI’s potential to stimulate creativity through idea generation, bridge language barriers via content translation for multilingual learners, and democratize education by providing continuous access to educational support and resources regardless of time or geographical constraints. 

    Besides their promise, implementing AI chatbots in educational settings requires careful consideration of several risks. For students, academic integrity has been raised as a primary concern, with studies highlighting the risks of intentional and unintentional plagiarism. These tools may inadvertently undermine students’ critical thinking development and academic agency, potentially fostering an unhealthy overreliance on automated assistance. The quality of interaction itself presents additional challenges, as the reduction of peer-to-peer and student-instructor interactions threatens to eliminate meaningful learning relationships.


G. Pitts, V. Markus, and S. Motamedi.
Student Perspectives on the Benefits and Risks of AI in Education.
Internet: Internet: <arxiv.org> (adapted).


It can be inferred from text CG4A1-I that, by stating that “personalization naturally fosters higher levels of student engagement” (fifth sentence of the second paragraph), the authors believe that personalization
Alternativas
Q3701157 Inglês
Text CG4A1-I 


    Artificial intelligence (AI) chatbots have emerged as a growing resource in educational settings. This expansion has occurred amid varying acceptance and trust in digital learning technologies across student populations, with most reporting that their instructors or schools had not yet provided guidelines for ethical or responsible AI tool use.  

    Benefits of AI chatbots in educational settings extend to both students and educators. These systems can support learning by providing detailed explanations of concepts through intelligent tutoring support. Beyond explanations, they can offer immediate feedback on students’ work, allowing for more rapid improvement and iterative learning. These systems have demonstrated their potential to support personalized learning, adapting to individual student needs. Personalization naturally fosters higher levels of student engagement, found to be another benefit of these systems. Studies have also highlighted AI’s potential to stimulate creativity through idea generation, bridge language barriers via content translation for multilingual learners, and democratize education by providing continuous access to educational support and resources regardless of time or geographical constraints. 

    Besides their promise, implementing AI chatbots in educational settings requires careful consideration of several risks. For students, academic integrity has been raised as a primary concern, with studies highlighting the risks of intentional and unintentional plagiarism. These tools may inadvertently undermine students’ critical thinking development and academic agency, potentially fostering an unhealthy overreliance on automated assistance. The quality of interaction itself presents additional challenges, as the reduction of peer-to-peer and student-instructor interactions threatens to eliminate meaningful learning relationships.


G. Pitts, V. Markus, and S. Motamedi.
Student Perspectives on the Benefits and Risks of AI in Education.
Internet: Internet: <arxiv.org> (adapted).


Choose the option that presents a sentence in which the word as has the same semantic meaning and performs the same grammatical function as in “The quality of interaction itself presents additional challenges, as the reduction of peer-to-peer and student-instructor interactions threatens to eliminate meaningful learning relationships” (last sentence of text CG4A1-I).  
Alternativas
Q3701158 Inglês
Text CG4A1-I 


    Artificial intelligence (AI) chatbots have emerged as a growing resource in educational settings. This expansion has occurred amid varying acceptance and trust in digital learning technologies across student populations, with most reporting that their instructors or schools had not yet provided guidelines for ethical or responsible AI tool use.  

    Benefits of AI chatbots in educational settings extend to both students and educators. These systems can support learning by providing detailed explanations of concepts through intelligent tutoring support. Beyond explanations, they can offer immediate feedback on students’ work, allowing for more rapid improvement and iterative learning. These systems have demonstrated their potential to support personalized learning, adapting to individual student needs. Personalization naturally fosters higher levels of student engagement, found to be another benefit of these systems. Studies have also highlighted AI’s potential to stimulate creativity through idea generation, bridge language barriers via content translation for multilingual learners, and democratize education by providing continuous access to educational support and resources regardless of time or geographical constraints. 

    Besides their promise, implementing AI chatbots in educational settings requires careful consideration of several risks. For students, academic integrity has been raised as a primary concern, with studies highlighting the risks of intentional and unintentional plagiarism. These tools may inadvertently undermine students’ critical thinking development and academic agency, potentially fostering an unhealthy overreliance on automated assistance. The quality of interaction itself presents additional challenges, as the reduction of peer-to-peer and student-instructor interactions threatens to eliminate meaningful learning relationships.


G. Pitts, V. Markus, and S. Motamedi.
Student Perspectives on the Benefits and Risks of AI in Education.
Internet: Internet: <arxiv.org> (adapted).


Based on the information provided in text CG4A1-I and on its linguistic aspects, judge the following items.

I It is correct to conclude from the first paragraph of the text that some students are open to embracing AI chatbots as an acceptable learning technology, whereas others are more skeptical.
II The text implies, in its last paragraph, that implementing AI chatbots in educational settings may jeopardize the significant communication that occurs among students.
III In the second sentence of the second paragraph, the verb “support” is a synonymous with assist, and the two can be used interchangeably without altering the overall meaning of the sentence.

Choose the correct option.  
Alternativas
Q3701159 Inglês
Text CG4A1-II 


    In the United Kingdom (UK), cyberattacks continue to have serious consequences for government organisations, public services and people’s lives, undermining the value for money of government expenditure in affected services and systems. 

    The cyber threat to the government is severe and advancing quickly. In response, the Cabinet Office has published and started leading work to implement the first cyber strategy for government. 

    However, progress is slow and cyber incidents with a significant impact on government and public services are likely to happen regularly, not least because of the growing cyber threat. The government’s cyber resilience levels are lower than it previously estimated. The resilience of the hundreds of ageing legacy IT systems that departments still use is likely to be worse. 

    To avoid serious incidents, build resilience and protect the value for money of its operations, government must catch up with the acute cyber threat it faces. The government will continue to find it difficult to do so until it successfully addresses the longstanding shortage of cyber skills, strengthens accountability for cyber risk, and better manages the risks posed by legacy IT. 


Internet: < nao.org.uk> (adapted).
In addition to being informative, the tone of text CG4A1-II is predominantly
Alternativas
Q3701160 Inglês
Text CG4A1-II 


    In the United Kingdom (UK), cyberattacks continue to have serious consequences for government organisations, public services and people’s lives, undermining the value for money of government expenditure in affected services and systems. 

    The cyber threat to the government is severe and advancing quickly. In response, the Cabinet Office has published and started leading work to implement the first cyber strategy for government. 

    However, progress is slow and cyber incidents with a significant impact on government and public services are likely to happen regularly, not least because of the growing cyber threat. The government’s cyber resilience levels are lower than it previously estimated. The resilience of the hundreds of ageing legacy IT systems that departments still use is likely to be worse. 

    To avoid serious incidents, build resilience and protect the value for money of its operations, government must catch up with the acute cyber threat it faces. The government will continue to find it difficult to do so until it successfully addresses the longstanding shortage of cyber skills, strengthens accountability for cyber risk, and better manages the risks posed by legacy IT. 


Internet: < nao.org.uk> (adapted).
Based on the information provided in text CG4A1-II, judge the following items.

I According to the text, cyber incidents are compromising the efficiency of public spending in the UK.
II It can be correctly concluded from the text that the strategy mentioned in the second paragraph was not implemented earlier by the UK government because it believed that its levels of cyber resilience were higher than they actually were.
III The text implies that, in the near future, no significant improvement is foreseen in the UK government’s capacity to protect itself from cyberattacks.

Choose the correct option. 
Alternativas
Q3701161 Inglês
Text CG4A1-II 


    In the United Kingdom (UK), cyberattacks continue to have serious consequences for government organisations, public services and people’s lives, undermining the value for money of government expenditure in affected services and systems. 

    The cyber threat to the government is severe and advancing quickly. In response, the Cabinet Office has published and started leading work to implement the first cyber strategy for government. 

    However, progress is slow and cyber incidents with a significant impact on government and public services are likely to happen regularly, not least because of the growing cyber threat. The government’s cyber resilience levels are lower than it previously estimated. The resilience of the hundreds of ageing legacy IT systems that departments still use is likely to be worse. 

    To avoid serious incidents, build resilience and protect the value for money of its operations, government must catch up with the acute cyber threat it faces. The government will continue to find it difficult to do so until it successfully addresses the longstanding shortage of cyber skills, strengthens accountability for cyber risk, and better manages the risks posed by legacy IT. 


Internet: < nao.org.uk> (adapted).
In text CG4A1-II, the word “ageing”, in “ageing legacy IT systems” (last sentence of the third paragraph), primarily conveys the idea of the systems becoming increasingly
Alternativas
Q3701162 Inglês
Text CG4A1-II 


    In the United Kingdom (UK), cyberattacks continue to have serious consequences for government organisations, public services and people’s lives, undermining the value for money of government expenditure in affected services and systems. 

    The cyber threat to the government is severe and advancing quickly. In response, the Cabinet Office has published and started leading work to implement the first cyber strategy for government. 

    However, progress is slow and cyber incidents with a significant impact on government and public services are likely to happen regularly, not least because of the growing cyber threat. The government’s cyber resilience levels are lower than it previously estimated. The resilience of the hundreds of ageing legacy IT systems that departments still use is likely to be worse. 

    To avoid serious incidents, build resilience and protect the value for money of its operations, government must catch up with the acute cyber threat it faces. The government will continue to find it difficult to do so until it successfully addresses the longstanding shortage of cyber skills, strengthens accountability for cyber risk, and better manages the risks posed by legacy IT. 


Internet: < nao.org.uk> (adapted).
In text CG4A1-II, the phrase “is likely to be” (last sentence of the third paragraph) expresses 
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: C
4: B
5: B
6: E
7: A
8: B
9: B
10: B
11: E
12: C
13: C
14: B
15: C
16: E
17: D
18: D
19: D
20: A