Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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Cafieiro (2010) apresenta uma reflexão sobre o ensino de leitura e a formação de leitores críticos no Ensino Fundamental. A partir da discussão promovida pela autora, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) A leitura é um processo cognitivo, histórico, cultural e social de produção de sentidos.
( ) O leitor é sujeito ativo do processo de leitura, pois estabelece relações entre as informações do texto e seus conhecimentos de mundo.
( ) Os textos, em geral, são atemporais e desprendidos da cultura que os gerou.
( ) O planejamento macro da escola deve indicar quais gêneros de textos serão enfatizados em cada série / ano para evitar que os mesmos gêneros sejam estudados novamente em séries / anos subsequentes.
( ) Os gêneros de texto devem ser meio e não fim na condução das atividades de ensino de leitura. Assinale a sequência correta.
Na obra Ensino de Português e Linguística, Juliana Bertucci Barbosa discute contribuições da fonologia para uma compreensão dos desvios de escrita cometidos por alunos. A autora aborda alguns fenômenos, como os que seguem:

A propósito desses e de outros fenômenos pertinentes à relação “fala/escrita”, assinale a alternativa que apresenta uma
concepção equivocada por parte do professor de português.
Assinale a alternativa que apresenta aspectos em que o autor não associa arte à linguagem.
I – Trata-se de uma ajuda do professor ao aluno, de modo que este possa construir seus aprendizados, tarefa na qual ele é insubstituível e que pode conduzi-lo à autonomia. II – Trata-se de uma estimulação ao esforço pessoal do aluno para ler, com situações de leitura compartilhada de textos de seu interesse, desde que ligados a seu cotidiano de vida. III – Trata-se de um método com técnicas sequenciais de leitura, graduadas por dificuldade dos textos, em que o professor oferece modelos de leitura de textos de diferentes tipos.
A escola que eu frequentava era cheia de grades como as prisões E o meu Mestre, carrancudo como um dicionário; Complicado como as Matemáticas; Inacessível como Os Lusíadas de Camões!
À sua porta eu estacava sempre hesitante... De um lado, a vida... A minha adorável vida de criança: Pinhões... papagaios... carreiras ao sol... [...]
Do outro lado, aquela tortura: “As armas e os barões assinalados! ” - Quantas orações? [...]
Felizmente, à boca da noite, Eu tinha uma velha que me contava histórias... Lindas histórias do reino da Mãe D'Água... E me ensinava a tomar a bênção à lua nova. (FERREIRA, A. Poemas de Ascenso Ferreira. 5. Ed. Recife: Nordestal, 1995, p. 41).
Em relação à análise do poema, a alternativa que responde CORRETAMENTE:
Neste sentido, analise as proposições, a seguir: I- Trazer para o espaço escolar uma diversidade de gêneros textuais em que ocorra uma combinação de recursos semióticos significa promover o desenvolvimento neuropsicológico de nossos aprendizes. II- As interações humanas se realizam por meio de linguagens as mais diversas e não nos referimos apenas às interações mediadas por enunciado linguístico, mas por qualquer artefato. III- A leitura e a escrita no contexto escolar devem acontecer sempre em situações de apropriação do conhecimento linguístico e de avaliação da apropriação desses conhecimentos.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é
Neste sentido, analisando as proposições, é possível afirmar que devemos:
I- Não nos restringir à análise dos fatos da língua, como se ela estivesse fora das situações de interação, obscurecendo seu sentido mais amplo, mas ver a língua em sua condição mediadora das atuações sociais, nas circunstâncias como as pessoas a realizam quando falam, escutam, leem ou escrevem. II- Voltar-nos para uma gramática inflexível, de uma língua supostamente uniforme e inalterável, irremediavelmente fixada num conjunto de regras imutáveis, considerando-a pelo prisma do “certo” e do “errado”. III- Reconhecer a língua como um grande ponto de encontro de cada um de nós; com aqueles que, de qualquer forma, fizeram e fazem a nossa história, embutida na nossa memória coletiva.
A alternativa que responde CORRETAMENTE assertivas acima é:
( ) leitor, à medida que lê, projeta sobre o texto seus conhecimentos de mundo, textual e linguístico e tece com o outro suas histórias de leituras e de vida. ( ) ato de ler é ato de interação, porque envolve o prazer, requer um exercício diário de conquista, de envolvimento e de diálogo com o outro. ( ) fato de não ter o que dizer e de escassez de informações são problemas que se resolvem sem envolvimento com a leitura.
Analise as proposições e coloque V para Verdadeiras e F para Falsas. A alternativa que preenche CORRETAMENTE os parênteses é:
Leia o texto “Convite”, a seguir:
Poesia É brincar com palavras Como se brinca Com bola, papagaio, pião. Só que Bola, papagaio, pião De tanto brincar Se gastam. As palavras não: Quanto mais se brinca com elas Mais novas ficam. Como água do rio Que é água sempre nova, Como cada dia, Que é sempre um novo dia! Vamos brincar de poesia. (José Paulo Paes. Poemas para brincar. São Paulo: Ática,1991).
Neste sentido, analise as proposições e coloque V para Verdadeiras e F para Falsas.
( ) Ler um poema é decodificar palavras, sendo suficiente, apenas, identificar os aspectos formais para a construção dos sentidos do texto e sua utilização em práticas sociais. ( ) Há uma multiplicidade de perspectivas em relação à produção e à leitura de um texto poético, pois “quanto mais se brinca com elas [as palavras] como água do rio/ é água sempre nova”. ( ) Ler um poema significa propor ao leitor um diálogo que envolva os sentidos, as emoções e o intelecto, interagindo com os contextos sócio-históricos em que se inscrevem esses enunciados e as atitudes responsivas do leitor.
A alternativa que preenche CORRETAMENTE os parênteses é:
Nessa visão centrada sobre o ensino de língua portuguesa, podemos afirmar que:
I- O foco das atenções se restringia ao domínio da morfossintaxe, com ênfase no rol das classificações e de suas respectivas nomenclaturas. II- Os efeitos de sentido pretendidos pelos interlocutores e as finalidades comunicativas presumidas para os eventos verbais eram prioridade no processo de ensino e aprendizagem. III- As relações entre língua e seus contextos de uso tinham mais visibilidade, implicando em maior produção e expressão da cultura de cada comunidade e colocando os interlocutores em interação.
É VERDADE o que se afirma apenas em:
Neste sentido, analise as proposições a seguir e coloque V para Verdadeiras e F para Falsas.
( ) O ser humano é cercado de linguagens por todos os lados ou, ainda, ele é a própria linguagem, pois expressa a si mesmo e o mundo onde vive, criando-o e recriando-o. ( ) As várias nuances da língua/linguagem, no tocante às suas diversas funções, exige de cada usuário habilidades específicas, quanto ao uso e compreensão da linguagem. ( ) O ensino de Língua Portuguesa não deve ultrapassar o âmbito da escola e é neste espaço que o professor(a) deve ser visto como o “Senhor da Verdade”.
A alternativa que preenche CORRETAMENTE os parênteses é:
Diante do exposto, compete à Escola, como um todo, a responsabilidade de considerar o lugar da língua no funcionamento geral da sociedade. Neste sentido, o Professor de Língua Portuguesa deve proporcionar aos alunos(as) o desenvolvimento:
I- Das competências, estratégias e habilidades em leitura e escrita requeridas, tanto pela efetiva inserção social, quanto pelo pleno exercício da cidadania. II- Da capacidade de refletir sobre a língua e, em decorrência, monitorar o próprio desempenho (oral ou escrito), nas diferentes situações de comunicação. III- De um corpo de conhecimentos sobre a língua e a linguagem capaz de motivar a construção de atitudes e valores éticos bem fundados.
Acerca do exposto, é VERDADE o que se afirma em:
São considerados eixos fundamentais no processo de aquisição da língua escrita:
1. Compreensão e valorização da cultura escrita.
2. Memorização da sequência alfabética.
3. Apropriação do sistema de escrita.
4. Leitura.
5. Produção de textos escritos.
6. Desenvolvimento da oralidade.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto para responder à questão
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Ogro filipino
Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, já xingou a mãe do americano Barack Obama, amaldiçoou a União Europeia e ameaçou declarar guerra ao Canadá.
O líder filipino também pede a eliminação física de traficantes e usuários de drogas – e vem sendo atendido. O número de assassinatos extrajudiciais de pessoas envolvidas com entorpecentes no país disparou depois que o presidente chegou ao poder, em 2016.
A oposição fala em 20 mil mortos; outras fontes, talvez mais confiáveis, mencionam a cifra de 5.000.
Duterte não é um tirano que conquistou o poder pela força – e isso só torna seu caso mais assustador. Ele foi eleito democraticamente e conta com apoio de 79% do eleitorado, segundo pesquisas.
Pode-se atribuir grande parte da aprovação ao desempenho da economia, que vem crescendo a um ritmo de mais de 6% anuais, com inflação e desemprego sob controle. A prosperidade encoraja filipinos a relativizar as manifestações absurdas de seu presidente.
As perspectivas futuras não se mostram animadoras em termos de democracia e direitos humanos. O Senado era a única instituição que ainda fazia algum contraponto ao poder de Duterte – o Judiciário já se encontra manietado.
Depois de conquistar recentemente a maioria na Casa legislativa, o líder filipino poderá dar continuidade a projetos mais polêmicos, como a introdução da pena de morte para traficantes.
Teme-se também que ele vá tentar uma fórmula de perpetuar-se no poder, seja diretamente, seja através da filha Sara Duterte-Carpio, hoje prefeita de Davao, a quarta cidade mais populosa do país.
(Ogro filipino. Editorial. Folha de S.Paulo, 06.06.2019. Adaptado)
A conversa espontânea se constrói a cada intervenção dos interlocutores, ou seja, a elaboração e a produção ocorrem, simultaneamente, no mesmo eixo temporal. É uma atividade co-produtiva, que “nunca se pode prever com exatidão em que sentido o parceiro vai orientar a sua intervenção” (Koch, 1997), o que não significa que sua organização seja caótica ou aleatória. As contribuições dos falantes devem demonstrar, de alguma forma, uma relação com o curso da conversa, pois a conversação é uma atividade semântica, ou seja, um processo de produção de sentidos, altamente estruturado e funcionalmente motivado.
(Ângela Paiva Dionísio, “Análise da Conversação”.
In: Mussalim e Bentes, 2004)
As considerações da autora, tomadas em relação à teoria que desenvolve sobre fala e escrita e aos Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa (1998), permitem afirmar que