Questões de Concurso
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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O aprendizado da matemática pode ser uma fonte de desenvolvimento intelectual e social muito importante para os alunos que apresentam deficiência intelectual. O sentido que o aluno imprime às suas ações e o significado que dá aos signos linguísticos e matemáticos que manipula são determinantes para o processo de aprendizagem deles. Logo, a intervenção do professor deve ser proposital para que o aluno dê sentido ao que faz e ao que expressa.
Quanto ao ensino da matemática para alunos com deficiência intelectual, é correto afirmar que
De acordo com Gomes (2010), ao invés de apelar para situações de aprendizagem que tenham raízes nas experiências vividas pelos alunos que apresentam deficiência intelectual, e que sejam capazes de mobilizar seu raciocínio, alguns professores apresentam atividades desprovidas de sentido para os alunos. Isso ocorre sob o pretexto de que os alunos que apresentam deficiência intelectual manifestam numerosas dificuldades nos processos de aprendizagem.
De acordo com a autora, o texto refere-se
(_) O aluno não aprende a se comunicar em sua primeira língua na escola, mas aprende a aperfeiçoar a sua comunicação.
(_) Além do aprendizado da escrita e da oralidade, questões relativas à evolução de processos argumentativos e raciocínio crítico estão associadas ao ensino escolar.
(_) A competência comunicativa de um aluno entende-se, atualmente, como uma função simples do ensino-aprendizado, bastando, para o seu desenvolvimento, o uso, ensino e aplicação da gramática normativa.
Leia o texto para responder à questão.
Papel civilizatório do ensino integral
Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.
Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.
Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.
O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?
Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)
A análise linguística inclui tanto o trabalho sobre questões tradicionais da gramática quanto questões amplas a propósito do texto [...] Essencialmente, a prática da análise linguística não poderá limitar-se à higienização do texto do aluno em seus aspectos gramaticais e ortográficos, limitando-se a “correções”. Trata-se de trabalhar com o aluno o seu texto para que ele atinja seus objetivos junto aos leitores a que se destina.
(Geraldi, 1997)
O editorial do jornal pode estimular reflexões sobre uso da língua e da linguagem dos alunos, quando eles comparam os usos do texto aos de suas produções escritas. Assim, entendendo-se que questões amplas podem abarcar aquelas relacionadas à abordagem de aspectos de produção de sentido do texto, um conteúdo que poderia ser objeto de reflexão, nessa perspectiva, é
De acordo com Ropoli (2010), os encaminhamentos dos alunos às classes e escolas especiais, os currículos adaptados, o ensino diferenciado, a terminalidade específica dos níveis de ensino e outras soluções precisam ser indagados em suas razões de adoção, interrogados em seus benefícios, discutidos em seus fins, e eliminados por completo e com urgência.
De acordo com a autora, essas medidas
Segundo Ropoli (2010), o Atendimento Educacional Especializado – AEE é um serviço da educação especial que “[...] identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas”.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta. O AEE
A escola das diferenças é a escola na perspectiva inclusiva, e sua pedagogia tem como mote questionar, colocar em dúvida, contrapor-se, discutir e reconstruir as práticas que, até então, têm mantido a exclusão por instituírem uma organização dos processos de ensino e de aprendizagem incontestáveis, impostos e firmados sobre a possibilidade de exclusão dos diferentes, à medida que estes são direcionados para ambientes educacionais à parte.
A escola comum se torna inclusiva quando
No artigo Por que visitar museus (Em: Circe Bittencourt, O saber histórico na sala de aula), Adriana Mortara Almeida e Camilo de Mello Vasconcellos discutem as potencialidades educativas dos museus para o ensino de História. Nesse sentido, apresentam alguns pontos fundamentais que precisam ser levados em conta no planejamento de uma visita ao museu.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses pontos fundamentais.
Marcos Napolitano, no texto A televisão como documento (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula), afirma que “para o professor de História, uma diferença entre o cinema e a televisão deve ser bem demarcada”.
Essa diferença refere-se
Em artigo publicado em 1998, Circe Bittencourt analisa propostas curriculares produzidas em quase todos os estados brasileiros, entre 1990 e 1995. Sobre essas propostas, a autora afirma:
Um ponto em que as propostas convergem refere-se à crítica às noções de tempo impostas pelos currículos anteriores, oriundos dos paradigmas positivistas e que devem ser superados.
(Circe Bittencourt, Capitalismo e cidadania nas atuais
propostas de História. Em: Circe Bittencourt (org.),
O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
Nestas propostas curriculares, em geral, a superação “às noções de tempo impostas pelos currículos anteriores”, veio por meio