Questões de Concurso
Comentadas sobre história da educação brasileira em pedagogia
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(Disponível em: https://histedbrantigo.fe.unicamp.br/navegando/artigos_pdf/Dermeva l_Saviani_artigo.pdf. Adaptado.)
Sobre o exposto, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Pedagogia brasílica.
2. Ratio Studiorum.
( ) Caracteriza-se por uma visão essencialista de homem, isto é, o homem é concebido como constituído por uma essência universal e imutável. À educação cumpre moldar a existência particular e real de cada educando à essência universal e ideal que o define enquanto ser humano.
( ) Com ênfase na aprendizagem da Língua Portuguesa e Educação Religiosa, direcionado aos índios, pois eles que por aqui viviam, ocorrendo a necessidade de desconstruir uma cultura secular que já existia para se implantar outra advinda do outro lado do mundo que, com os primeiros passos do capitalismo, já buscava ampliar a produção e o mercado de consumo.
( ) A educação passou a contar com regras específicas estabelecidas no plano para a província. Ilustra as ideias carregadas pelo contexto iluminista, sendo instauradas as “aulas régias” com professores pagos pela coroa. Sendo um contexto iluminista, a laicidade predominou nas reformas implantadas.
A sequência está correta em
(Disponível em: https://www.scielo.br/j/ensaio/a/MGwkqfpsmJsgjDcWdqhZFks/?lang= pt#:~:text=O%20ato%20de%20educar%20%C3%A9,ocorridas% 20no%20%C3%A2mago%20da%20segunda. Adaptado.)
Na história da educação brasileira, podem ser identificadas várias concepções, tendo em vista os ideais da formação do homem para a sociedade de cada época. As principais correntes pedagógicas identificadas no Brasil são: a tradicional; a crítica; e, a pós-crítica. Acerca do exposto e considerando a concepção “pós-crítica”, assinale a afirmativa correta.
Durante o regime autoritário no Brasil, a PP foi encarada com muita desconfiança pelos governantes. Bem antes da redemocratização do país, no entanto, a PP passou a ser reconhecida e praticada em ambientes acadêmicos. Assim, no Brasil, desde o final da década de 1970, vêm sendo realizadas pesquisas participantes em campos como educação, saúde pública e desenvolvimento comunitário. (Disponível em: https://www.scielo.br/j/ram/a/dwqhBYxbFvRww85Y pw5tkbr/?lang=pt. Adaptado.)
Sobre a Pesquisa Participante (PP), analise as afirmativas a seguir.
I. É uma modalidade de pesquisa que tem como propósito auxiliar a população envolvida a identificar por si mesma os seus problemas, a realizar a análise crítica destes e a buscar as soluções adequadas.
II. É uma pesquisa com base empírica, realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
III. Deve ser compreendida como um repertório múltiplo e diferenciado de experiências de criação coletiva de conhecimentos destinados a superar a oposição sujeito/objeto no interior de processos que geram saberes e na sequência de ações que aspiram gerar transformações.
IV. É modelo de pesquisa que difere dos tradicionais porque a população não é considerada passiva e seu planejamento e condução não ficam a cargo de pesquisadores profissionais. A seleção dos problemas a serem estudados não emerge da simples decisão dos pesquisadores, mas da própria população envolvida, que os discute com os especialistas apropriados.
V. Tem características situacionais, já que procura diagnosticar um problema específico em uma situação específica, com vistas a alcançar algum resultado prático. É uma proposta de pesquisa com características de diagnóstico e consultoria para clarear uma situação complexa e encaminhar possíveis ações, especialmente em situações insatisfatórias ou de crise.
Está correto o que se afirma apenas em
“Educação para a democracia poderia ser entendida, partindo-se de conceito formulado por Cosson (2008), como o conjunto de ações e programas desenvolvidos pelos poderes e órgãos públicos no sentido da apropriação, tanto por parte de seus próprios agentes quanto da sociedade, de práticas, conhecimentos e valores para a manutenção e aprimoramento da democracia”.
Fonte: MARQUES JUNIOR, A. M. Educação legislativa: as escolas do Legislativo e a função educativa do parlamento. Elegis, Brasília, n. 3, p. 73-86, 2º semestre 2009. Disponível
em: https://e-legis.camara.leg.br/cefor/index.php/elegis/article/view/23/19. Acesso em: 27
nov. 2022.

Fonte: Disponível em: http://rbeducacaobasica.com.br/queremoseducacao-para-a-democracia/. Acesso em: 27 nov. 2022
Compreendendo a concepção de educação para a democracia, é um pressuposto que sustenta tal conceituação:
I. Tem como finalidade a melhoria da qualidade do ensino superior, a orientação da expansão da sua oferta, o aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social. II. Oferece autonomia às instituições de Ensino Superior para aplicar o currículo e avaliá-lo de acordo com as próprias concepções avaliativas. III. Ao promover a avaliação de instituições de Ensino Superior, de cursos e de desempenho dos estudantes, deverá assegurar o respeito à identidade e à diversidade de instituições e de cursos. IV. Na avaliação dos cursos, tem por objetivo identificar as condições de ensino oferecidas aos estudantes, em especial as relativas ao perfil do corpo docente, às instalações físicas e à organização didático-pedagógica.
Assinale a alternativa correta.
( ) Em sua pedagogia, fundamentada nos pressupostos da Escola Nova, Freinet propõe a adoção de materiais, espaços e condições especiais para a realização do trabalho pedagógico.
( ) Em sua pedagogia, Freinet valoriza o conhecimento científico em detrimento das experiências de vida dos alunos, pois, para ele, cabe à escola proporcionar às crianças das classes populares o acesso à ciência.
( ) Em sua pedagogia, Freinet propõe a preparação para o trabalho, a aprendizagem da cidadania, o amor à ciência e ao saber, mas em articulação ao questionamento da organização da sociedade.
( ) Em sua pedagogia, Freinet explicita a importância tanto das atividades manuais quanto intelectuais. Além disso, a disciplina e a autoridade são consideradas atributos necessários à organização do trabalho pedagógico.
( ) Em sua pedagogia, Freinet distingue para a educação das crianças três etapas educativas: período de pré-ensino (do nascimento até por volta dos 2 anos); período correspondente aos jardins-de-infância (2 a 4 anos); a escola maternal e infantil (4 a 7 anos).
(__)No século XX, a educação infantil inicia-se com estudos científicos sobre criança, os quais foram realizados por Médicos e Sanitaristas que estiveram mais presentes na orientação do atendimento às crianças em instituições não familiares.
(__)Após a primeira Guerra Mundial, houve um aumento do número de órfãos, havendo destaque para as instituições que cuidavam da educação infantil, dos programas de atendimento para a criança pequena, com o objetivo de diminuir a mortalidade infantil, elas passaram a conviver com os programas nos lares e nas creches, orientados por especialista na área de saúde. As atividades para crianças eram confeccionadas com materiais especiais realizados Decroliy (1871-1932), e Montessori (1879-1952), Médicos interessados pela educação.
(__)De certa forma, a história da educação infantil no Brasil acompanha ocorrência educacionais da história do mundo, obviamente com características próprias da nossa nação. Em meados do século XIX, o atendimento de crianças pequenas não existia no Brasil, os cuidados das crianças abandonadas na zona rural ficavam por conta das famílias de fazendeiros e na zona urbana os bebês abandonados eram deixados na "roda de expostos" existente em algumas cidades, desde o início do século XVIII.
(__)O cenário de abandono de crianças brasileiras começa a mudar já na primeira metade do século XIX, graças à influência de eficazes mudanças europeias, que consagraram os avanços educacionais, impondo respeito pelas crianças.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Leia o texto a seguir.
No início da década de 1930, o Canto Orfeônico passou a ser contemplado nas leis e decretos federais para o ensino secundário. A Reforma de ensino de Francisco Campos em 1931 foi resultado da intervenção do maestro Heitor VillaLobos em prol da educação musical e, em particular, do Canto Orfeônico na escola. Com esta reforma, o Governo Federal procurou expandir e tornar o ensino do Canto Orfeônico obrigatório na escola, não apenas no ensino primário, como também no ginasial.
LEMOS JÚNIOR, Wilson. O ensino do canto orfeônico na escola secundária brasileira: décadas de 1930 e 1940. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 42, p. 279-295, jun. 2011.
O Canto Orfeônico foi uma importante proposta para a musicalização escolar no Brasil. Seu ensino assentava-se nos seguintes princípios:
Leia o texto que a seguir.
No universo da música, uma escola de música ou um conservatório é o espaço da excelência para uma iniciação legitimada. [...] A origem da instituição ‘conservatório’ reporta ao século XVI da Itália, quando o termo foi utilizado para denominar instituições de caridade que conservavam moças órfãs e pobres. Dentre as atividades desenvolvidas nesses asilos, destacava- se a música, que mais tarde configurouse como a única. Ao final do século XVIII, o Conservatório Superior de Música de Paris tornou-se o modelo de instituição de ensino musical difundido e firmado no século XIX. Chegou ao Brasil naquele mesmo século, com a criação das três primeiras escolas de música do País, hoje denominadas Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1848), Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (1895) e Instituto Estadual Carlos Gomes (1895), localizado em Belém, Pará [...]
VIEIRA, Lia Braga. A escolarização do ensino de música. In: Pro-Posições. Campinas, v. 15, n. 2, mai./ago. 2004. p. 141-150.
Até os dias atuais, o modelo de ensino abordado no texto, conhecido como conservatorial, é expressivo na educação musical brasileira. É objetivo central deste modelo de ensino:
I. Em um sistema de ensino superior amplamente dominado, em termos quantitativos, por instituições privadas, a pós-graduação tem se concentrado desde o seu início fundamentalmente em universidades públicas.
II. Criou-se, no interior da pós-graduação, um sistema nacional de avaliação dos programas, realizado pelos pares, que se transformou em um dos mecanismos responsáveis pelo seu êxito.
III. O desenvolvimento da pós-graduação permitiu uma profunda renovação no ensino superior brasileiro, na medida em que propiciou a institucionalização da atividade de pesquisa nas universidades brasileiras, uma vez que as instituições que existiam até meados da década de 1960 desenvolviam fundamentalmente atividades de ensino.
IV. A pós-graduação foi institucionalizada por meio da Reforma Universitária de 1968, que modernizou o sistema de ensino superior no Brasil, criando um padrão de instituições públicas integradas, e reduzindo o papel do setor privado na área.
São verdadeiras as informações:
O processo descrito acima - um importante capítulo da história da educação brasileira - deve ser caracterizado como resultado da
Segundo Dermeval Saviani (2008, p. 10-11), em Política educacional brasileira: limites e perspectivas, “A partir da década de 1930, com o incremento da industrialização e urbanização, começa a haver, também, um incremento correspondente nos índices de escolarização, sempre, porém, em ritmo aquém do necessário à vista dos escassos investimentos. Assim, os investimentos federais em ensino passam de 2,1%, em 1932, para 2,5% em 1936; os estaduais se reduzem de 15,0% para 13,4% e os municipais se ampliam de 8,1% para 8,3% no mesmo período (RIBEIRO, 2003, p. 117). Isso não obstante a Constituição de 1934 ter determinado que a União e os municípios deveriam aplicar nunca menos de 10% e os estados 20% da arrecadação de impostos ‘na manutenção e desenvolvimento dos sistemas educacionais’ (art. 156). Essa vinculação orçamentária foi retirada na Constituição de 1937, do Estado Novo, e foi retomada na Carta de 1946, que fixou em 20% a obrigação mínima dos estados e municípios e 10% da União. No entanto, em 1955 tínhamos os seguintes índices: União, 5,7%; estados, 13,7%; municípios, 11,4%. As Constituições do regime militar, de 1967, e a Emenda, de 1969, voltaram a excluir a vinculação orçamentária. Constata-se, então, que o orçamento da União para educação e cultura caiu de 9,6% em 1965, para 4,31% em 1975. A atual Constituição, promulgada em 1988, restabeleceu a vinculação fixando 18% para a União e 25% para estados e municípios”.
Considerando esses acontecimentos, conforme apresentados no texto acima, verifica-se o seguinte, no Brasil:
(VEIGA, Ilma P. A. (Org.). Técnicas de ensino: novos tempos, novas configurações. São Paulo: Papirus, 2006.)
I - O ensino simultâneo, que hoje vige nas instituições escolares, resulta de um processo de construção histórico-educacional escolar. Ele expressa o modo de organizar o ensino; não se trata apenas de uma disposição dos alunos ao professor e ao velho quadro negro.
II - O ensino simultâneo envolve ações pluridimensionais de ordem intelectual, comportamental, corporal, psíquica, social, ética, pedagógica, metodológica entre outras. Estas observações também se referem ao ensino individual e mútuo.
III - Quando o ensino simultâneo começou a se generalizar por meio da emergência, os educadores viram-se instigados a assumir uma educação escolar que viesse a situar o ensino e a aprendizagem como polos que se intercruzam.
Está correto apenas o que se afirma em
(Oliveira & Robazzi, 2006.)
Sobre a importância do conceito da criança e da infância após a idade média, assinale a afirmativa correta.