Questões de Concurso Sobre educação infantil em pedagogia

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Q3926070 Pedagogia
Durante a organização do lanche coletivo, a responsabilidade do auxiliar de sala com a higiene se esgota na supervisão da lavagem das mãos das crianças e na limpeza das mesas, não abrangendo a vigilância sobre alergias alimentares informadas previamente pelos pais ou a verificação de sinais de deterioração em alimentos trazidos de casa.
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Q3926069 Pedagogia
A organização de uma 'cabana de leitura' com lanternas em um canto da sala, como uma atividade lúdica, atende simultaneamente aos eixos estruturantes da BNCC para a Educação Infantil (interações e brincadeira) e ao campo de experiência 'Escuta, fala, pensamento e imaginação', pois cria um contexto significativo que incentiva a fantasia e o contato com narrativas.
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Q3926066 Pedagogia
Situação hipotética: Após uma queda no pátio em que bate a cabeça, uma criança chora, mas logo se acalma e volta a brincar, sem apresentar sinais visíveis de lesão grave. Assertiva: Nesse caso, por a criança ter se recuperado rapidamente, o auxiliar de sala pode apenas confortá-la, não sendo necessário comunicar o ocorrido à gestão da escola ou aos pais, a menos que surjam sintomas posteriores.
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Q3925296 Pedagogia

Texto I

A importância do ato de ler


Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado - e até gostosamente - a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.


Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.


A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia - e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós - à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.


A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto [...] se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.


Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros - o do sanhaçu, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores - das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga- -espada inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. [...]


FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989. p. 6-7.

No Texto I, Paulo Freire compreende o ato da leitura como um processo que
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Q3924861 Pedagogia
O desenvolvimento da consciência fonológica em jovens e adultos em processo de alfabetização é um componente crucial, pois a habilidade de manipular os sons da fala facilita a compreensão do princípio alfabético e a aprendizagem da leitura e da escrita.
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Q3924850 Pedagogia
No processo de alfabetização de jovens e adultos, o desenvolvimento da fluência leitora é considerado alcançado quando o estudante consegue decodificar com precisão as palavras de um texto, mesmo que a leitura seja lenta, silabada e sem a prosódia adequada.
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Q3924599 Pedagogia
A brincadeira, como eixo norteador do currículo na educação infantil, perde sua função pedagógica quando as crianças criam suas próprias regras, pois nesse momento o professor perde o controle sobre os objetivos de aprendizagem previamente planejados.
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Q3924598 Pedagogia
O desenvolvimento da competência leitora na educação infantil e nos anos iniciais deve ser entendido como um processo de letramento, que envolve a inserção da criança em práticas sociais de leitura e escrita com diversos gêneros textuais, indo muito além da mera decodificação de grafemas e fonemas.
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Q3924586 Pedagogia
Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI), os seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento (conviver, brincar, participar, explorar, expressar, conhecer-se) são os eixos norteadores que estruturam o currículo, sendo as interações e a brincadeira as consequências diretas da aplicação desses direitos.
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Q3924578 Pedagogia
O princípio da indissociabilidade entre cuidar e educar, presente nas DCNEI, determina que as atividades pedagógicas estruturadas devem ser priorizadas, e os momentos de cuidado, como troca de fraldas e alimentação, devem ser realizados da forma mais rápida e higiênica possível para não interromper o fluxo do 'educar'. 
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Q3924569 Pedagogia
Situação hipotética: Uma professora de educação infantil, em conformidade com as DCNEI, organiza um 'canto de leitura' com diversos portadores de texto e promove momentos diários de leitura de histórias pelo adulto, sem exigir que as crianças decodifiquem a escrita. Assertiva: Essa prática está alinhada às diretrizes, que valorizam a imersão na cultura escrita e o desenvolvimento do comportamento leitor.
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Q3924562 Pedagogia
O princípio da indissociabilidade entre o cuidar e o educar, estabelecido pelas DCNEI, significa que as práticas pedagógicas devem incorporar as rotinas de cuidado, como alimentação e higiene, transformando-as em momentos privilegiados de aprendizagem, interação e construção da autonomia.
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Q3924557 Pedagogia
A avaliação da competência leitora na educação infantil deve priorizar a capacidade da criança de decodificar fonemas e grafemas, sendo a leitura fluente de palavras simples um indicador fundamental de prontidão para o ensino fundamental.
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Q3924501 Pedagogia
Na etapa de alfabetização, o desenvolvimento da consciência fonológica é pré-requisito fundamental. A habilidade específica de identificar e manipular os sons individuais que compõem a fala (fonemas), sendo o nível mais complexo dessa consciência metalinguística, é a consciência: 
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Q3924408 Pedagogia
A intervenção técnica do professor durante uma brincadeira de faz-de-conta que visa promover o desenvolvimento da função simbólica deve priorizar: 
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Q3924406 Pedagogia
Com relação às múltiplas linguagens, uma proposta integra música, movimento e desenho para que a criança represente uma história sem depender apenas da fala. Identifique o princípio pedagógico mais alinhado: 
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Q3924405 Pedagogia
Sobre a linguagem oral, uma criança de 3 anos produz frases curtas, mas omite morfemas gramaticais e apresenta pouca inteligibilidade por processos fonológicos simplificadores frequentes. Identifique o foco inicial mais adequado para o trabalho pedagógico articulado à equipe:
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Q3924404 Pedagogia
Em uma turma de 4 anos, uma criança tem dificuldade persistente para cruzar a linha média ao desenhar e troca frequentemente a mão durante atividades finas, com impacto na organização espacial. Identifique a habilidade psicomotora mais relacionada: 
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Q3924403 Pedagogia
A didática na Educação Infantil, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estrutura-se não por disciplinas, mas por Campos de Experiências. O campo que privilegia especificamente a construção da identidade e da autonomia, focando nas interações com os pares e adultos para que a criança perceba as diferenças e o sentido de pertencimento, é: 
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Q3924401 Pedagogia
Na psicogênese da língua escrita descrita por Emilia Ferreiro, a criança evolui através de hipóteses construtivas. O estágio fundamental em que o aluno começa a compreender que a escrita representa a pauta sonora da fala, passando a atribuir uma letra para cada sílaba pronunciada (com ou sem valor sonoro convencional), é tecnicamente denominado hipótese: 
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Respostas
2041: E
2042: C
2043: E
2044: B
2045: C
2046: E
2047: E
2048: C
2049: E
2050: E
2051: C
2052: C
2053: E
2054: B
2055: C
2056: C
2057: B
2058: A
2059: A
2060: C