Questões de Concurso Sobre a didática e o processo de ensino e aprendizagem em pedagogia

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Q4109535 Pedagogia
A literatura sobre Letramento contribuiu com novas questões sobre o processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita. Assinale a alternativa (CORRETA) que representa algumas das contribuições dos estudos sobre Letramento:
Alternativas
Q4109530 Pedagogia
Durante o ciclo de alfabetização, a criança é motivada a escrever pequenos textos. Os fundamentos teóricos e metodológicos utilizados pelo professor para ensinar a escrever, podem ser identificados a partir da estrutura textual, da organização das ideias e dos argumentos que a criança utiliza para redigir o tema da produção textual. Observe o texto abaixo: 

Um dia feliz
João brincou no parque
O parque é bonito
Tem balanço e árvores
João gostou do balanço
Ele ficou feliz
FIM!

Com base no texto “Um dia feliz”, assinale a alternativa que corresponde (CORRETA) aos fundamentos teóricos e práticos utilizados pela professora no processo de alfabetização e que resultam no estilo de texto apresentado acima:
Alternativas
Q4105804 Pedagogia
Segundo Veiga (2014), quais são os dois tipos básicos de estruturas que a escola dispõe?
Alternativas
Q4105797 Pedagogia
De acordo com Fava (2014), a prática de exploração e busca de conhecimento modifica o comportamento do ensino e aprendizagem. Exige-se dos estudantes uma boa dose de: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IV - UFG Órgão: IF-GO Prova: IV - UFG - 2022 - IF-GO - Pedagogo |
Q4104084 Pedagogia
Leia o Texto II para responder à questão.


Texto II


O pensar certo sabe, por exemplo, que não é a partir dele como um dado, que se conforma à prática docente crítica, mas sabe também que sem ele não se funda aquela. A prática docente crítica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer. O saber que a prática docente espontânea ou quase espontânea, “desarmada”, indiscutivelmente produz é um saber ingênuo, um saber de experiência feito, a que falta a rigorosidade metódica que caracteriza a curiosidade epistemológica do sujeito. Este não é o saber que a rigorosidade do pensar certo procura. Por isso, é fundamental que, na prática da formação docente, o aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo não é presente dos deuses nem se acha nos guias de professores que iluminados intelectuais escrevem desde o centro do poder, mas, pelo contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador. E preciso, por outro lado, reinsistir em que a matriz do pensar ingênuo como a do crítico é a curiosidade mesma, característica do fenômeno vital. Neste sentido, indubitavelmente, é tão curioso o professor chamado leigo no interior de Pernambuco quanto o professor de Filosofia da Educação na Universidade A ou B. O de que se precisa é possibilitar, que, voltando-se sobre si mesma, através da reflexão sobre a prática, a curiosidade ingênua, percebendo-se como tal, se vá tornando crítica.


Fonte: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p.58.  
O movimento dinâmico e dialético a que Freire se refere no texto e indispensável à prática docente crítica é expresso
Alternativas
Q4101350 Pedagogia
A Alfabetização é um processo de construção de conhecimento pelas crianças. Esse processo se desenvolve por meio de práticas que têm como ponto de partida e de chegada o uso da linguagem e a participação nas diversas práticas sociais e de escrita. Considerando as abordagens do fragmento, para aprender a ler e escrever a criança precisa construir um conhecimento de qual natureza?
Alternativas
Q4101348 Pedagogia
Assinale a alternativa CORRETA em relação aos eixos fundamentais à aquisição da escrita.
Alternativas
Q4101345 Pedagogia
A escolha dos recursos didáticos utilizados por docentes em salas de aula é uma etapa de grande relevância no processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido, marque C, para certo, ou E, para errado.

(__)Recursos Didáticos adequados podem representar instrumentos facilitadores no processo de ensino e de aprendizagem.
(__)Os recursos didáticos são capazes de estimular e enriquecer a vivência diária entre alunos e professores.
(__)Os recursos didáticos são ferramentas possíveis de motivar e despertar o interesse dos alunos, favorecer o desenvolvimento das capacidades de observação, além de aproximar o aluno.
(__)Os recursos didáticos têm como principal objetivo deixar a sala de aula mais atrativa e decorada.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4101339 Pedagogia
A maioria dos teóricos em educação, afirma que a avaliação da aprendizagem constitui um conjunto de observações sobre a prática do ensino e da aprendizagem aplicadas em sala de aula.
Nesse sentido, a avaliação deve:
Alternativas
Q4101334 Pedagogia
A relação estabelecida entre professores e alunos, constitui o elemento fundamental do processo de ensino aprendizagem. É por meio dela que professores aprendem e ensinam, levando em consideração a realidade que ambos vivenciam, construindo uma relação de afeto e confiança. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA sobre o princípio da relação horizontal.
Alternativas
Q4101175 Pedagogia
À medida que se constata que, apesar de a música na escola não ser algo estranho e alheio a vivências dos professores e alunos, ela ainda é muitas vezes tratada como só rodinha cantada com os alunos da educação infantil, com as desculpas de que não se pode deixar as cantorias de "raiz" de lado (PACHECO; WOLFFENBÜTTEL, 2017). Penna (1990) nos diz que: “musicalizar é desenvolver os instrumentos de percepção necessários para que o indivíduo possa ser sensível à música, aprendê la, recebendo o material sonoro musical como significativo”. Diante das informações, assinale a alternativa que NÃO fala de outros aspectos relacionados às possibilidades de musicalização.
Alternativas
Q4099514 Pedagogia
Para Feuerstein (2007), existem critérios de mediação na aprendizagem. Nesse sentido, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso, quanto a esses critérios.

( ) Transcendência: a mediação da transcendência é auxiliar o aluno a desenvolver metacognição para que seja possível, a partir do trabalho, da reflexão e da interação com o objeto de aprendizagem, a generalização e abstração objetivando a construção de novos conceitos a partir daqueles iniciais.

( ) Mediação do sentimento de competência: uma das características principais no desenvolvimento saudável do ser humano é sua capacidade de olhar para si mesmo e perceber-se como alguém competente.

( ) Mediação do desafio: a busca por inovação e complexidade: a escola pode promover situações em que os alunos se sintam desafiados na execução de suas tarefas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4099513 Pedagogia
Segundo Feuerstein (2007), sobre a mediação da aprendizagem, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4099510 Pedagogia
De acordo com Fava (2014), os jovens Y e Z acreditam que não é apenas na escola que existe conhecimento. Ele pode ser construído, repassado, disseminado de outras formas e em outros locais. Preferem aprender em seu próprio tempo, em seus próprios termos; querem estudar utilizando a tecnologia, as ferramentas e as mídias sociais, de forma: 
Alternativas
Q4099414 Pedagogia
Significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.

De acordo com o texto acima, extraído do Referencial curricular nacional para a educação infantil (RCNEI) a que se refere essa descrição? Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4087937 Pedagogia

Com passar dos anos, estudos comprovaram que a brincadeira e o jogo podem ajudar o processo de aprendizagem da criança, vindo a se fortalecer de geração para geração em diferentes sociedades, culturas e linguagens. A ação lúdica, proposta pelo jogo, pelo brinquedo e pela brincadeira é, por excelência, um dos recursos pedagógicos que possibilita o desenvolvimento integral da criança na creche e na pré-escola. Isto acontece porque:



I. Além de estimular diferentes áreas de desenvolvimento, pode ser utilizada como recurso pedagógico para o desenvolvimento de habilidades ligadas à aprendizagem de diferentes áreas do conhecimento.


II. O pressuposto é de que uma prática pedagógica lúdica proporcione alegria aos alunos durante o processo de aprendizagem.


III. Ocorre um processo dialético de levar o lúdico a sério, proporcionando o aprender pelo jogo; logo, aprender brincando.


IV. O uso de jogos e brincadeiras como recurso pedagógico possibilita a significação de conceitos para as crianças, por ser um dos únicos recursos que trabalha com diferentes tipos de linguagem ao mesmo tempo.



Está correto o que se afirma em 

Alternativas
Q4087376 Pedagogia
“Qualquer criança ou adolescente com dificuldades de aprendizagem ou de comportamento na escola provoca um sentimento de fracasso em todas as partes envolvidas: professores, coordenadores, pais e no próprio aluno.” Essa breve afirmação remete às “recomendações: expectativas e propostas de profissionais da saúde e educação” apresentadas no Fórum sobre Medicalização da Educação e Sociedade, o qual suscita a compreensão e a concepção de escola como um ambiente potencializador da aprendizagem, envolvendo, inclusive, situações-problema. Considerando o exposto, assinale, a seguir, uma sugestão contributiva ao ambiente escolar enquanto espaço potencializador da aprendizagem.
Alternativas
Q4087252 Pedagogia
Entre os vários sistemas de escrita, o sistema alfabético se diferencia dos demais por sua relação com a cadeia sonora da fala, que ele representa. Assim, para aprender a ler e a escrever, é necessário que o aprendiz volte sua atenção para os sons da fala, e tome consciência das relações entre eles e sua representação gráfica, tanto no nível da palavra quanto no nível das relações fonema-grafema; por outro lado, para compreender e produzir textos, é necessário que a atenção se volte para o texto escrito, as peculiaridades estruturais e linguísticas que distinguem do texto oral. Para aprender a ler e a escrever, e para se tornar um leitor e um produtor de textos competente, o aprendiz precisa desenvolver a consciência metalinguística, que significa desenvolver a:
Alternativas
Q4087250 Pedagogia
Baseada na experiência dos EUA, especialista considera
contraproducente a polêmica do MEC
sobre métodos de alfabetização

(Redação, 3 de abril de 2019.)

O debate sobre o melhor método para a alfabetização infantil retomou força no Brasil. As novas autoridades políticas e educacionais acreditam que letramento e construtivismo são teorias políticas e ideológicas, não educacionais. Por isso, defendem uma prática baseada no método fônico. O que pensa sobre a polêmica? Sei que esse é um tópico atual de preocupação no Brasil, mas deixe-me responder baseada no processo e na experiência nos Estados Unidos, que, evidentemente, conheço melhor. Por aqui, o conflito sobre métodos de alfabetização para ensinar a leitura é visto hoje, ao menos nos ambientes educacionais mais respeitados, como algo supervalorizado de forma contraproducente. É muito lamentável ver questões educacionais que precisam ser resolvidas com estudos, pesquisas e avaliações sérias e detalhadas de resultados associadas, direta ou indiretamente, a posições políticas. A fonética, ou método fônico, não é um método “de direita”, nem tampouco a atenção ao significado de textos e oportunidades para desenvolver habilidadeslinguísticas constitui uma abordagem “de esquerda”. O que as crianças precisam, a rigor, é de uma série de oportunidades para aprender a serem bons leitores, com compreensão efetiva dos textos. E o processo para a construção dessas oportunidades certamente inclui linguagem rica, envolvimento com o texto, acesso à instrução e prática com o princípio alfabético. Nenhum desses itens é mais ou importante que o outro. Quando a disputa se torna política, as pessoas se alinham de um lado, por paixão, e deixam de perceber e de apreciar o que há de valor científico ou metodológico na posição do outro. E aí a questão técnica e o reconhecimento das verdadeiras necessidades das crianças são abandonados ou ficam desequilibrados.

(Disponível em:https://revistaeducacao.com.br/2019/04/03/ mecalfabetizacao-2/. Acesso em: 26/07/2022.)

A polêmica parece estar sobretudo em dois pontos de divergência: a divergência sobre como orientar a aprendizagem de forma direta e explícita, no paradigma fonológico, ou de forma indireta, no paradigma construtivista. No paradigma construtivista, alfabetizar constitui-se de um conjunto de procedimentos, tais como:

I. A criação de condições para que a criança interaja intensamente com a escrita, com estímulo à descoberta da natureza da escrita, em uma perspectiva analítica e com contexto.
II. A proposta de situações-problema que levem a criança a experimentar a escrita, construindo hipóteses sobre sua natureza.
III. A proposição de abordagens sintéticas para que a criança compreenda o sistema de escrita dos elementos menos complexos aos mais complexos como, por exemplo, primeiro as vogais, depois as consoantes.
IV. O incentivo à reflexão diante de uma hipótese inadequada, indicando a necessidade de sua desconstrução ou reformulação, em uma perspectiva da alfabetização pela imagem.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4087136 Pedagogia
Texto para responder à questão.


    No ano de 1878, formei-me em medicina pela Universidade de Londres e logo parti para Netley, a fim de seguir o curso exigido aos médicos militares. Terminados os meus estudos, fui designado para o Quinto Regimento de Fuzileiros de Northumberland, como cirurgião assistente. Nessa época, o Quinto estava acantonado na Índia, e antes que eu pudesse me apresentar eclodiu a Segunda Guerra Afegã. Ao desembarcar em Bombaim, soube que o meu regimento já havia atravessado os desfiladeiros e se achava embrenhado em território inimigo. Tomei o mesmo caminho, com muitos outros oficiais que estavam em idêntica situação, e consegui chegar são e salvo a Kandahar, onde encontrei minha unidade e imediatamente assumi minhas novas funções.
    A campanha trouxe honras e promoções para muitos, mas a mim só proporcionou infortúnios e desastres. Fui transferido da minha brigada para as tropas de Berkshire, com as quais tomei parte na fatídica Batalha de Maiwand. Ali, a bala de um mosquete afegão atingiu-me o ombro, fraturando o osso e raspando a artéria subclávia. Teria caído nas mãos dos ferozes ghazis, se não fosse a devoção e a coragem do ordenança Murray, que me pôs num cavalo de carga e conseguiu levar-me são e salvo para as linhas britânicas.
    Combalido pelo sofrimento e pelas contínuas privações que havia suportado, fui removido, numa longa composição de feridos, para o hospital central de Peshawar. Ali fui me restabelecendo, e já tinha melhorado o suficiente para andar um pouco pelas enfermarias, ou estender-me ao sol na varanda, quando apanhei uma gastrenterite, essa praga das nossas possessões indianas. Durante meses, tive a vida por um fio, e quando, finalmente, voltei a mim e entrei em convalescença, estava de tal modo fraco e macilento que uma junta médica foi de parecer que deviam me fazer regressar imediatamente à Inglaterra. Consequentemente, fui recambiado no vapor Orontes e um mês depois desembarquei no cais de Portsmouth, com a saúde irremediavelmente arruinada, mas com a permissão, dada por um governo paternal, de tentar melhorá-la nos nove meses seguintes.
    Não tendo relações nem parentes na Inglaterra, achava-me tão livre como o ar... ou pelo menos tão livre quanto pode ser um homem cujo rendimento não passa de onze xelins e seis pence por dia. Em tais circunstâncias, fui naturalmente atraído por Londres, essa grande fossa a que irresistivelmente vão ter todos os vadios e desocupados do império. Ali fiquei algum tempo, instalado num hotel do Strand, levando uma existência sem conforto nem sentido, e gastando, com mais largueza do que devia, todo o dinheiro que me vinha às mãos. Tão alarmante se tornou o estado das minhas finanças que em breve me vi na contingência de deixar a metrópole e ir viver no campo, ou alterar completamente o meu modo de vida. Escolhendo esta última alternativa, resolvi sair do hotel e alojar-me num domicílio mais barato e menos pretensioso.
    Exatamente no dia em que cheguei a essa conclusão, encontrava-me no Bar Criterion quando alguém me bateu no ombro. Voltando-me, reconheci Stamford, um jovem que fora meu assistente no Barts. Ver um rosto amigo no imenso deserto londrino é coisa deveras agradável para um homem solitário. Nos velhos tempos da universidade, não tínhamos lá grande intimidade, mas cumprimentei-o com entusiasmo, e ele, por sua vez, pareceu feliz de me ver. Na exuberância daquele momento, convidei-o para almoçar comigo no Holborn, e juntos tomamos uma carruagem.
    — Que diabo você tem feito, Watson? — perguntou-me ele, sem esconder o seu espanto, enquanto passávamos pelas ruas apinhadas de Londres. — Vejo-o magro como um sarrafo e escuro como uma castanha.
    Fiz-lhe um breve relato das minhas aventuras e mal o concluíra chegamos ao nosso destino.
    — Coitado! — exclamou ele, condoído pelos infortúnios que acabava de ouvir. — E que faz agora?
    — Procuro alojamento — respondi. — Tento resolver o problema de encontrar quartos confortáveis a preços razoáveis.
    — É curioso — disse o meu companheiro. — Você hoje é a segunda pessoa que fala dessa maneira.
    — E quem foi a primeira? — perguntei.
    —Um sujeito que trabalha no laboratório químico do hospital. Estava se queixando, ainda esta manhã, de não encontrar com quem dividir o aluguel de uns ótimos aposentos que tinha descoberto, mas que eram demasiado caros para a sua bolsa.
    — Magnífico! — exclamei. — Se ele procura alguém para compartilhar dos quartos e das despesas, sou exatamente essa pessoa. Prefiro ter um companheiro a morar sozinho.
      Stamford olhou-me de um modo estranho, por cima do seu copo de vinho.
    — Você ainda não conhece Sherlock Holmes — disse ele. — Não sei se lhe agradará como companheiro permanente.
    — Por quê? Haverá alguma coisa que não o recomende?
    — Oh! Eu não disse isso. Ele é um pouco esquisito... tem paixão por certos ramos da ciência. Que eu saiba, é uma pessoa muito correta.
     — Estudante de medicina?
    — Não. E não tenho a menor ideia a respeito da carreira que pretende seguir. Creio que entende muito de anatomia, e é um químico de primeira ordem. Mas, ao que me consta, nunca fez um curso sistemático de medicina. Estuda sem método, de uma maneira excêntrica, e já acumulou uma série de conhecimentos pouco vulgares que espantariam os seus professores.
     — Nunca lhe perguntou qual o ramo da ciência em que deseja especializar-se?   
    — Não — respondeu Stamford. — Não é dado a confidências, embora seja bastante comunicativo quando lhe dá na telha.
    — Pois eu gostaria de conhecê-lo. Visto que preciso morar com alguém, agrada-me que seja um homem tranquilo e estudioso. Ainda não estou bastante forte para suportar ruídos ou balbúrdias. Já tive muito dessas duas coisas no Afeganistão... e estou provido delas para o resto da existência. Como poderei travar relações com esse seu amigo?
    — Ele deve estar no laboratório — respondeu o meu companheiro. —Às vezes passa semanas inteiras semaparecer, mas noutras ocasiões não sai de lá o dia todo e boa parte da noite. Se quiser, vamos procurá-lo depois do almoço.
    —Combinado —respondi, e a conversação passou a outros assuntos.
    Quando nos dirigíamos para o hospital, ao sairmos do Holborn, Stamford deu-me mais algumas informações sobre o cavalheiro com quem eu me propunha morar.

(DOYLE, Arthur Conan. Um estudo em vermelho. Disponível em: https:// docero.com.br/doc/seces8. Adaptado.)
“Um estudo em vermelho” é um romance policial, escrito por um dos maiores representantes desse gênero. Ao levar textos como esse, pertencentes à literatura canônica, para sala de aula e discuti-los com os estudantes, seja por meio de leitura coletiva, protocolada ou individual, o professor demonstra uma compreensão 
Alternativas
Respostas
4221: A
4222: D
4223: D
4224: D
4225: C
4226: B
4227: A
4228: D
4229: B
4230: C
4231: E
4232: A
4233: D
4234: A
4235: B
4236: A
4237: C
4238: B
4239: A
4240: C