Questões de Concurso
Sobre a didática e o processo de ensino e aprendizagem em pedagogia
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Avalie as seguintes afirmativas:
I. Ludicidade é considerada a expressão natural da criança, isto é, faz parte do seu eu.
II. É através da brincadeira que a criança aprende e constrói o seu universo social, cognitivo, afetivo e físico.
III. No universo lúdico o processo de musicalização envolve músicas da linguagem própria infantil.
IV. A linguagem musical tem sido apontada como uma das áreas de conhecimentos mais importantes a serem trabalhadas na Educação Infantil.
V. Por estar inserida no contexto pedagógico e lúdico não se faz necessário a formação musical do professor.
Está CORRETO o que se afirma em:
Sobre a prática pedagógica registre V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__) A interação estabelecida entre o ensino/aprendizagem caracteriza-se pela seleção, preparação, organização e sistematização didática dos conteúdos para facilitar o aprendizado dos alunos.
(__) Uma prática pedagógica precisa ter dinâmica própria, que lhe permita o exercício do pensamento reflexivo, conduza a uma visão política de cidadania.
(__) Para que o professor consiga êxito entre os alunos, cabe uma difícil tarefa de despertá-los à curiosidade, ao aprendizado prazeroso, e à necessidade de cultivar sempre novos conhecimentos em meio às atividades propostas e acompanhadas pelo professor.
(__) O educador para pôr em prática o diálogo, deve colocar se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento de vida e não acadêmico.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
O processo de ensino/aprendizagem ao que tange a figura do professor e a sua relação com os alunos, não deve ter como cerne, somente o conhecimento resultante através da absorção de informações, mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno.
A afirmação nos faz entender que:
I. É necessária a conscientização do professor de que facilitar a aprendizagem de seus alunos lhe possibilita estar aberto às novas experiências compreender o mundo em que estão inseridos e também numa relação empática aos sentimentos e aos problemas de seus alunos e tentar levá-los à autorrealização.
II.Construir o conhecimento científico, sem mudar seu conteúdo essencial de forma que o aluno busque pelo aprendizado acadêmico, distante de sua vida em sociedade.
III.Concretamente pensando, a construção do conhecimento não pode ser entendida como algo individual. O conhecimento é produto da atividade e relações humanas marcado social e culturalmente.
Marque a asserção CORRETA
Escola Sem Partido volta ao Congresso, mas agora pior
Texto coloca como direito dos alunos gravar as aulas, denunciar e constranger professores, e proíbe grêmios estudantis de fazerem ‘atividade político-partidária’
Fonte: Fepesp (06/02/2019)
Escola sem partido: BH é a primeira capital a aprovar projeto na Câmara Municipal
Depois de longa obstrução, projeto foi aprovado em primeiro turno na reunião ordinária desta segunda-feira
Fonte: Estado de Minas (16/10/2019)
STF julga inconstitucional lei de Alagoas inspirada no movimento Escola Sem Partido
Por nove votos a um, a corte decidiu pela inconstitucionalidade do texto que determinava “princípio da neutralidade política e ideológica” em sala de aula e lembrou que a Constituição prevê a “liberdade de ensinar e o pluralismo de ideias”
Fonte: O Globo (22/08/2020)
O Escola Sem Partido nasceu em 2004, e, de acordo com a definição constante na página do movimento, trata-se de “[…] uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior”. Ao longo dos anos, em todo o país, despontaram esforços na tentativa de legitimar os anseios do movimento por meio de aprovação de leis tanto na esfera federal, quanto estadual e municipal. Nesse contexto, qual fragmento abaixo sintetizaria o posicionamento freiriano, especificamente acerca da abordagem política dentro das escolas?
[...] É impossível falar sobre a história única sem falar sobre poder. Existe uma palavra em igbo na qual sempre penso quando considero as estruturas de poder no mundo: nkali. É um substantivo que, em tradução livre, quer dizer “ser maior do que outro”. Assim como o mundo econômico e político, as histórias também são definidas pelo princípio de nkali: como elas são contadas, quem as conta, quando são contadas e quantas são contadas depende muito de poder.
O poder é a habilidade não apenas de contar a história de outra pessoa, mas de fazer que ela seja sua história definitiva. O poeta palestino Mourid Barghouti escreveu que, se você quiser espoliar um povo, a maneira mais simples é contar a história dele e começar com “em segundo lugar”. Comece a história com as flechas dos indígenas americanos, e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano, e não com a criação colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Companhia das Letras, 2019.
[...] A pensadora e feminista negra Lélia Gonzalez nos dá uma perspectiva muito interessante sobre esse tema, porque criticava a hierarquização de saberes como produto da classificação racial da população. Ou seja, reconhecendo a equação: quem possuiu o privilégio social possui o privilégio epistêmico, uma vez que o modelo valorizado e universal de ciência é branco. A consequência dessa hierarquização legitimou como superior a explicação epistemológica eurocêntrica conferindo ao pensamento moderno ocidental a exclusividade do que seria conhecimento válido, estruturando-o como dominante e, assim, inviabilizando outras experiências do conhecimento. Segundo a autora, o racismo se constituiu “como a ‘ciência’ da superioridade eurocristã (branca e patriarcal)”. Essa reflexão de Lélia Gonzalez nos dá uma pista sobre quem pode falar ou não, quais vozes são legitimadas e quais não são.
[...] Lélia Gonzalez provoca e desestabiliza a epistemologia dominante, assim como Linda Alcoff. Em uma epistemologia para a próxima revolução, a filósofa panamenha critica a imposição de uma epistemologia universal que desconsidera o saber de parteiras, povos originários, a prática médica de povos colonizados, a escrita de si na primeira pessoa e que se constitui como legítima e com autoridade para protocolar o domínio do regime discursivo [...].
Seria preciso, então, desestabilizar e transcender a autorização discursiva branca, masculina cis e heteronormativa e debater como as identidades foram construídas nesses contextos.
RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. Belo Horizonte, Letramento 2017.
A análise da supremacia narrativa baseada nas relações de poder entre as diferentes nações dominadas e dominadoras, trazida por Chimamanda Adichie, e a proposta de desestabilização e transcendência, apontada por Djamila Ribeiro, poderiam, de acordo com as teorias trazidas por Silva (2007), serem mais bem executadas pela construção de um currículo inspirado em qual base epistemológica?
1. Técnico-científica 2. Autogestionária 3. Interpretativa 4. Democrático-participativa
( ) Decisões coletivas (assembleias, reuniões), eliminação de todas as formas de exercício de autoridade e de poder.
( ) A escola é uma realidade social subjetivamente construída, não dada nem objetiva.
( ) Todos dirigem e são dirigidos, todos avaliam e são avaliados.
( ) A ação organizadora valoriza muito as interpretações, os valores, as percepções e os significados subjetivos, destacando o caráter humano e preterindo o caráter formal, estrutural, normativo.
( ) Poder centralizado no diretor, destacando-se as relações de subordinação, em que uns têm mais autoridade que outros.
( ) Prescrição detalhada de funções e tarefas, acentuando a divisão técnica do trabalho escolar.
( ) Recusa a normas e a sistemas de controles, acentuando a responsabilidade coletiva.
A sequência CORRETA é:
Durante a reunião pedagógica intermediária – que acontece próximo à metade de cada semestre – de um curso superior, discutia-se a situação de Arturo, um aluno atendido pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne). Arturo possui perda auditiva de 60% e ficou reprovado em quase todas as disciplinas nos dois primeiros semestres. Neste terceiro semestre, os professores temem que seu desempenho resulte ainda pior.
A professora de Comunicação e Expressão assinalou a dificuldade do aluno tanto na compreensão auditiva quanto na interpretação de texto. O professor de Sistemas Pneumáticos compartilhou as respostas que o aluno deu na prova, evidenciando a desconexão que havia entre o que era perguntado e o que era respondido. O professor de Eletrônica Digital fez o seguinte comentário:
“mas o problema dele não é só o ouvido. Tem uma desigualdade muito grande entre ele e o restante dos nossos alunos. É a terceira vez que ele faz a minha disciplina e pelo visto vai reprovar de novo. Já dei aula para aluno 100% surdo que dava de 10 a 0 nos outros colegas da turma. Mas sabe qual a diferença? Ele tinha base. Vinha de família boa, de escola boa. Arturo chegou aqui sem base nenhuma. Veja só: eu escuto de colegas dele que ele mora em um lugar que chega a dar pena, que só a mãe trabalha o dia inteiro pra ganhar salário mínimo, e o pai fica pela rua afora jogando baralho e falam ainda que é chegado numa pinga. Ele tem 2 irmãos e 1 irmã mais novos, e ela, inclusive, está com 14 anos e já está grávida. Então ele já vem de uma família desestruturada. É difícil a gente fazer alguma coisa por ele aqui. Eu acho que o melhor é orientar ele a procurar outra coisa que ele gosta de fazer. Encaminhar pra psicóloga, fazer uma orientação vocacional, mandar pra assistência social, qualquer coisa nesse sentido. Curso superior não é pra todo mundo, é pra quem tem condições de fazer. Sugestão de encaminhamento: o setor pedagógico chamar ele pra uma conversa e provocar nele esse senso crítico que Paulo Freire tanto fala, né, pra ele poder enxergar onde ele cabe e onde ele não cabe, onde é pra ele estar e onde não é. Não vou ficar aqui dando murro em ponta de faca”.
De acordo com Patto (1999), a interpretação equivocada que esse professor faz da reprovação do aluno se alinha com mais afinco:
Fragmento 01:
De quando em quando, ao menos uma vez por mês, assista às aulas dos professores; leia também, por vezes, os apontamentos dos alunos. Se observar ou ouvir de outrem alguma cousa que mereça advertência, uma vez averiguada, chame a atenção do professor com delicadeza e afabilidade, e, se for mister, leve tudo ao conhecimento do P. Reitor.
Fragmento 02:
Fundada no espírito de liberdade e no respeito da pessoa humana, procurará por tôdas as formas criar na escola as condições de uma disciplina consciente, despertar e fortalecer o amor à pátria, o sentimento democrático, a consciência de responsabilidade profissional e cívica, a amizade e, a união entre os povos. A formação de homens harmoniosamente desenvolvidos, que sejam de seu país e de seu tempo, capazes e empreendedores, aptos a servir no campo que escolherem, das atividades humanas, será, num vasto plano de educação democrática, o cuidado comum, metódico e pertinaz, da família, da escola e da sociedade, todo o conjunto de suas instituições.
Assinale a alternativa que corresponde à sequência CORRETA dos fragmentos.
I. Visão fragmentada e reducionista baseada na compreensão que o aprender é adquirir informações.
II. Estratégia educacional e uma filosofia curricular, em que os discentes autodirigidos constroem o conhecimento.
III. Aprendizagem transdisciplinar centrada no aluno, sendo o professor um facilitador do processo de produção do conhecimento.
IV. Mudança na centralização da aprendizagem para o ensino expositivo, individual utilizado de forma isolada em determinadas disciplinas.
Está (ão) correta(s) a(s) apenas as afirmativa(s):
I. Auxiliar o aluno a compreender exatamente o que precisa fazer para alcançar êxito nos estudos.
II. Oferecer feedback para que os alunos avancem em seu aprendizado evitando comparações com outros alunos.
III. Treinar os alunos com relação à autoavaliação, análise contínua das atividades desenvolvidas.
IV. Aceitar a confiabilidade da prova como instrumento de medida e desconsiderar a subjetividade do avaliador.
Estão corretas apenas:
I. O desenvolvimento de técnicas para melhoria das relações de trabalho.
II. Aprendizados que não podem faltar na vida de nenhum cidadão.
III. A formação pessoal dos alunos e a preparação para o mercado de trabalho.
IV. A preparação do ser humano como um todo, para que tenha capacidade e autonomia.
Estão corretas apenas:
I. é um aspecto fundamental na efetivação da Gestão Pedagógica eficiente.
II. é necessário simplesmente para a verificação do ritmo de trabalho do docente no cumprimento da carga horária.
III. determina em que medida o plano ou projeto está alcançando as metas traçadas no planejamento da ação.
IV. subsidia a tomada de decisões em relação ao que foi planejado a partir do resultado alcançado.
Estão corretas apenas: