Questões de Concurso
Sobre dietoterapia em nutrição
Foram encontradas 6.224 questões
Considerando os fatores agravantes de risco cardiovasculares específicos das mulheres, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A idade da menarca é um fator de risco cardiovascular não tradicional, mas relevante, na avaliação do risco em mulheres. Tanto a menarca precoce (geralmente definida como ≤ 12 anos) quanto a menarca tardia (≥ 17 anos) estão associadas a um aumento do risco de eventos cardiovasculares e mortalidade por todas as causas.
( ) Distúrbios hipertensivos durante a gestação (préeclâmpsia, eclâmpsia e hipertensão gestacional), diabetes gestacional, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino são associados a aumento do risco cardiovascular futuro.
( ) A menopausa precoce (definida como menopausa antes dos 45 anos, especialmente antes dos 40 anos) está associada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Considerando as dietas orais hospitalares, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A dieta branda apresenta um valor nutricional inferior ao da dieta normal, por caracterizar-se principalmente pela atenuação da textura por meio do processo de cocção das fibras, facilitando o trabalho digestivo. Indicação: pacientes no pré e pós-operatório imediatos de diversos procedimentos cirúrgicos (exceto de cirurgias do sistema digestório, para as quais é indicada apenas no pósoperatório tardio), afecções gástricas (úlceras e gastrites) e dificuldades em outras funções digestivas.
( ) A dieta pastosa proporciona repouso digestivo e fornece quantidade adequada de nutrientes semelhante à dieta branda. Sua textura, porém, é menos sólida normalmente. Os alimentos/preparações apresentam-se na forma de purês, cremes, papas e carnes subdivididas (moídas, trituradas e desfiadas) e suflês. Indicação: pacientes com dificuldades de mastigação e deglutição, principalmente pacientes idosos (ausência de próteses dentárias) portadores de doenças neurológicas e estados graves de doenças crônicas (insuficiência cardíaca e respiratória).
A pancreatite aguda (PA) é uma doença inflamatória que acomete o pâncreas, podendo levar a danos locais, à síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e à falência do órgão, impactando substancialmente morbidade e mortalidade. Considerando o manejo nutricional na PA, analisar os itens.
I. Em pacientes com PA leve, recomenda-se a dieta oral branda com baixo teor de lipídios ao reiniciar a alimentação oral, devido ao perfil calórico aumentado e à boa tolerância comparada à dieta com líquidos claros, independentemente da concentração sérica da lipase pancreática.
II. Na PA, a suplementação com enzimas pancreáticas é necessária, em todos os casos.
III. Pacientes com PA submetidos à necrosectomia minimamente invasiva com estado clínico estável (esvaziamento gástrico, estabilidade hemodinâmica e parâmetros sépticos) devem iniciar a ingestão oral nas primeiras 24 horas após o procedimento.
Está CORRETO o que se afirma:
O objetivo da terapia nutricional para pacientes com hepatite crônica viral é promover alimentação saudável e manutenção do peso adequado, além de prevenir ou tratar obesidade, desnutrição ou deficiências de nutrientes específicos. De acordo com os aspectos nutricionais da hepatite crônica viral, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A terapia nutricional deve ser individualizada, mas geralmente os pacientes com hepatite viral não precisam seguir restrições alimentares específicas.
( ) A maioria apresenta baixo metabolismo basal e alta taxa de oxidação de gordura e proteína, o que, associado ao consumo alimentar inadequado, pode levar à desnutrição, afetando seriamente seu prognóstico.
( ) Na ausência de recomendações específicas para hepatites virais, pode ser adotada como parâmetro para a prescrição nutricional a recomendação de uma dieta de normo a hipocalórica, hipoproteica, bem como normoglicídica e normolipídica.
Na avaliação nutricional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, o índice de massa corporal (IMC) ainda é muito utilizado como marcador de depleção, porém é um índice pouco específico para ser utilizado individualmente, já que não permite identificar os compartimentos corporais e, nesses pacientes, é comum observar alterações na composição corporal, sem alteração significativa de peso corporal. Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.
O ponto de corte do IMC no paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica é diferenciado, ou seja, o paciente é considerado com depleção quando o IMC é menor que ______kg/m2 .
Considerando as estratégias para melhorar o controle de fósforo na progressão da doença renal crônica (DRC), analisar os itens.
I. Quanto maior a restrição alimentar desse mineral, piores serão os resultados a longo prazo do estado nutricional de pacientes em hemodiálise. A restrição pode diminuir a ingestão proteica e levar à desnutrição, aumentando a mortalidade. Com isso, a indicação de suplementos nutricionais como os cetoácidos se torna uma boa opção com ótimo custo-benefício. A administração de poucos comprimidos diários pode melhorar significativamente o fósforo sérico de pacientes hiperfosfatêmicos.
II. Alimentos industrializados que contêm aditivos alimentares com fósforo representam sobrecarga perigosa, extra e oculta desse mineral, reduzindo os efeitos protetores da restrição alimentar de fósforo e, com isso, exigem aumento do uso dos quelantes, elevando o custo do tratamento, além de outras complicações.
III. O tipo de processamento ou de cozimento, industrial ou doméstico, pode influenciar o conteúdo de fósforo dos alimentos, sendo o benefício da fervura em água considerado um meio de reduzir o fósforo dos alimentos que deve fazer parte da educação alimentar dos pacientes com dificuldades de controle do fósforo sérico.
Está CORRETO o que se afirma:
Considerando-se a anemia por deficiência de ferro na doença renal crônica (DRC), avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) É multifatorial e está presente na maioria dos pacientes, sendo a diminuição da produção de eritropoetina a causa mais importante. Porém, supõe-se que toxinas urêmicas também inibam a eritropoiese e reduzam o tempo de vida dos eritrócitos.
( ) Pode ser agravada por perdas sanguíneas durante a diálise, pelo trato gastrintestinal, por inflamações, acúmulo de alumínio, deficiência em folato ou em vitamina B12.
Um nutricionista deve orientar um paciente anêmico para maximizar a absorção na suplementação do ferro. Sobre interação fármaco-nutriente, analisar os itens.
I. Para otimizar a absorção máxima, o suplemento deve ser ingerido com água e estômago vazio, pois os alimentos reduzem a absorção em cerca de 50%.
II. Em caso de desconforto gastrointestinal, o ferro pode ser ingerido junto a uma refeição, desde que seja evitado o consumo de leite e derivados, chá, café e ovos.
Está CORRETO o que se afirma:
Um paciente de UTI em uso de nutrição enteral (NE) apresenta quadro de diarreia aguda (2–3 episódios de fezes líquidas por dia). A equipe de nutrição deve avaliar o cenário clínico e as possíveis intervenções diante da complicação gastrointestinal. Em relação à terapia nutricional enteral, analisar os itens.
I. Deve-se interromper imediatamente a infusão da NE, pois, em casos de diarreia, essa é a causa primária.
II. Não é necessário investigar a administração de medicamentos líquidos via sonda nesses casos.
III. Não se deve suspender a NE de imediato, sendo necessário verificar a prescrição de medicamentos, o tipo e a quantidade de fibra na fórmula enteral.
IV. Deve-se considerar alteração na fórmula enteral com menor concentração e osmolalidade.
Está CORRETO o que se afirma:
1. Para crianças com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), deve-se substituir o leite de vaca integral por fórmula láctea sem lactose.
2. Em crianças com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), o cardápio da introdução alimentar deve excluir amendoim, peixes, camarões, trigo, ovos e castanhas, pelo elevado risco de reação. Esses alimentos devem ser introduzidos somente depois dos 2 anos de idade.
3. A introdução da alimentação complementar em crianças com APLV deve seguir os mesmos princípios do preconizado para crianças sem alergia, a partir do sexto mês de vida, conforme marcos do desenvolvimento, independentemente da dieta recebida (leite materno, fórmula ou ambos).
4. Nos casos de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), como substitutos do leite de vaca, o leite de outros mamíferos (ex.: cabra e ovelha) ou o leite de vaca modificado com caseína tipo A2 (só contém beta-caseína A2) podem ser considerados, pois são seguros e hipoalergênicos.
5. A retirada dos alimentos alergênicos da alimentação constitui a base do tratamento dietético da alergia alimentar e deve contemplar, na maioria dos casos, a total exclusão do alimento envolvido, inclusive os produtos dele derivados e de preparações que o contenham.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.