Questões de Concurso
Sobre pediatria e neonatologia em medicina
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Mãe trás paciente ao pronto atendimento, paciente de 3 anos, história de 7 dias de diarreia líquida, vômitos (2x nas últimas 24h), sem sangue. Perda de peso significativa (ex: 14,8kg para 13,3kg), irritabilidade, choro sem lágrimas, mucosas secas, olhos fundos.
Sobre o quadro apresentado e conhecimento prévio do assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Paciente, 10 anos, sexo feminino. Paciente trazido pela mãe em pronto atendimento com queixas de cefaleia intensa, vômitos e visão turva há 24 horas. Mãe relata que a criança apresentou quadro de infecção de pele (impetigo) tratada há cerca de 3 semanas. Evoluiu com diminuição do volume urinário (oligúria) e urina escura (hematúria) há 2 dias. Ao exame físico apresentou, PA (Pressão arterial): 170/110 mmHg (acima do Percentil 99% para idade/sexo), FC (Frequência Cardíaca): 110 bpm - taquicardia). Geral: Irritável, edema facial e periférico +/4+. Neurológico: Cefaleia holocraniana, fundo de olho com edema de papila.
Sobre o caso apresentado e assunto abordado, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
I - A hipertensão aguda grave é um aumento, geralmente rápido, da pressão arterial (PA) que representa um risco de vida e tem o potencial de causar lesões a órgãos-alvo. A hipertensão aguda grave também é conhecida como "crise hipertensiva" e pode ser subdividida em urgências hipertensivas e emergências hipertensivas.
II - É essencial um exame físico completo, com atenção cuidadosa não apenas a possíveis indícios da etiologia subjacente da elevação da Pressão Arterial, mas também a achados que possam ser indicativos de lesão em órgãos-alvo ou comorbidades.
III - A diretriz da Academia Americana de Pediatria recomenda uma meta de tratamento da PA em hipertensão aguda grave de "cerca do percentil 95", embora diretrizes anteriores recomendassem a redução da PA para menos do percentil 95 em crianças com hipertensão e sem danos a órgãos-alvo, e para menos do percentil 90 em crianças com danos a órgãosalvo, hipertensão secundária e/ou condições comórbidas como doença renal subjacente, doença cardíaca ou diabetes.
Ao nascimento umas das principais preocupações do pediatra na sala do parto e identificar alterações que não foi diagnosticado durante o parto. Paciente lactente, 4 meses de vida, sexo feminino, passa em consulta com pediatra o qual avalia as seguintes alterações em exame físico, taquipneia (respiração rápida), esforço inspiratório com retração de fúrcula. Na ausculta cardíaca apresenta: sopro holossistólico 5+/6+ (grave) com ritmo regular e bulhas normofonéticas. Paciente apresenta cianose de extremidades com Saturação de O2 entre 75-90% em ar ambiente, piorando com o choro (característico de cardiopatia cianótica).
Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Paciente, sexo masculino, 2 meses, prematuro, apresentou quadro de tosse intensa, associada a vômitos, coriza, dispneia por 2 dias antes da internação. Evolui com piora de desconforto respiratório, impossibilitando a sucção de leite materno. Ao exame físico gemente com presença de batimentos de asa do nariz, tiragem sub e intercostal, taquipneia, hidratado, Sat O2: 88% em ar ambiente, febril, ausculta pulmonar com presença de sibilos difusos bilaterais.
Sobre este assunto analise os itens a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
I - O vírus se alastra do trato respiratório alto para o médio e pequenos brônquios e bronquíolos, causando necrose epitelial e iniciando uma resposta inflamatória. O aparecimento de edema e exsudato é o resultado da obstrução parcial mais pronunciada na expiração e leva ao aprisionamento do ar nos alvéolos.
II - Lactentes mais novos (< 2 meses de idade) e prematuros podem apresentar episódios recorrentes de apneia, seguidos de resolução da apneia e início dos sintomas mais típicos da bronquiolite ao longo de 24 a 48 horas. Os sinais de disfunção podem incluir cianose perioral, retrações profundas e estertores audíveis.
III - A êmese e a ingestão oral reduzida podem causar desidratação. A fadiga é seguida de respiração superficial e ineficiente, provocando acidose respiratória. A ausculta revela sibilos, tempo expiratório prolongado e, geralmente, crepitações finas. Mais da metade das crianças entre 3 e 18 meses apresenta otite média aguda concomitante.
Lactente, 15 meses, sexo masculino. Mãe informa em consulta que paciente apresenta palidez cutâneo-mucosa, diminuição do apetite e irritabilidade há 2 meses. Paciente com aleitamento materno exclusivo até 3 meses; introdução de leite de vaca integral (consumo > 800ml/dia) e baixa aceitação de carnes e feijão. No exame físico apresenta: Palidez, FC 120 bpm (leve taquicardia), sem hepatosplenomegalia.
Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
I. A urticária é por vezes acompanhada de angioedema ou edema profundo na pele. Quando o angioedema afeta laringe, língua ou lábios sem urticária associada, pode ser induzido por fármacos, como observado com inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA).
II. Quando há comprometimento de via aérea e risco de anafilaxia, o fármaco de eleição é a dopamina em solução milesimal (1mg/mL). A dose é de 0,3 a 0,5mg IM para adultos e 0,01mg/kg para crianças.
III. O angioedema que compromete ou pode vir a comprometer a via aérea deve ser visto como uma emergência devido ao risco de asfixia.
Está CORRETO o que se afirma:
( ) A hipoglicemia severa é revertida mais rapidamente com a administração de glucagon na dose de 0,1-0,2mg/kg intramuscular (IM) ou subcutânea (SC).
( ) Nas crianças não diabéticas, o hiperinsulinismo mais frequente é o congênito, configurando a hipoglicemia hiperinsulinêmica congênita (HHC).
( ) A HHC é uma das maiores causas de retardo mental e de epilepsia ocasionados pela hipoglicemia neonatal.