Questões de Concurso
Sobre pediatria e neonatologia em medicina
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Lactente de 3 meses, previamente hígido, nascido a termo, sem intercorrências, é levado ao pronto-socorro por febre corretamente aferida de 38,8 ºC há 6 horas. Ao exame físico, a criança está em bom estado geral, sem sinais de toxemia, sem sinais meníngeos e sem evidência de foco infeccioso no exame físico. A mãe refere que a vacinação está em dia, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Imunizações.
De acordo com o protocolo da Sociedade Brasileira de Pediatria, qual a conduta correta?
Escolar de 8 anos, 25 kg, com diagnóstico de asma há 3 anos, em uso de salbutamol spray 100 mcg cerca de 2 a 3 vezes por semana, conforme necessidade. É levado ao pronto-socorro com crise asmática iniciada há 5 horas, sem melhora com salbutamol em casa. Ao exame: FR: 38 irpm, FC: 118 bpm, SpO₂: 91% em ar ambiente, sibilos expiratórios difusos, tiragem subcostal discreta, uso de musculatura acessória, fala frases curtas.
Sobre os aspectos do manejo da crise e condutas subsequentes à alta hospitalar, com base nas diretrizes atuais do GINA, é correto afirmar:
Escolar de 8 anos, sexo feminino, 28 kg, é trazida ao pronto-socorro com quadro de poliúria, polidipsia e perda ponderal há 2 semanas, associado a vômitos e dor abdominal há 12 horas. Ao exame: desidratação moderada, respiração irregular e hálito cetônico. Exames laboratoriais:
Glicemia capilar: 486 mg/dL
pH venoso: 7,08
Bicarbonato: 6 mEq/L
Sódio sérico: 132 mEq/L
Potássio sérico: 4,8 mEq/L
Cetonúria: ++++
Inicia-se a reposição volêmica com soro fisiológico 0,9% (20 mL/kg na primeira hora). Após a primeira hora, a paciente permanece desidratada e a glicemia é 420 mg/dL.
Sobre os aspectos da conduta terapêutica mais adequada nesse momento, assinale a alternativa correta.
Lactente de 1 ano e 2 meses, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro por crise convulsiva. A mãe relata que a criança apresentou febre (temperatura axilar de 38,8 ºC) medida após a crise. A convulsão foi tônico-clônica generalizada, com duração aproximada de 3 minutos, e cessou espontaneamente. Ao chegar ao PS, a criança está sonolenta, porém reativa, sem sinais focais ao exame neurológico. A mãe nega crises anteriores e nega antecedentes de epilepsia. A criança não apresenta sinais de irritação meníngea.
Assinale a alternativa que melhor descreve a classificação e a conduta inicial mais adequada para esse caso.
Lactente de 4 meses, sexo masculino, previamente hígido, nascido a termo, dá entrada no pronto-socorro com desconforto respiratório progressivo há 2 dias. Apresenta: FR: 68 irpm, saturação de O₂: 89% em ar ambiente, tiragem subcostal e intercostal moderada, batimento de asa do nariz e gemência. À ausculta: sibilos difusos e crepitações bilaterais. Após lavagem nasal com SF 0,9% e aspiração de vias aéreas superiores não houve melhora. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação pulmonar bilateral sem consolidações. O paciente é colocado em cateter nasal de alto fluxo (CNAF) a 2 L/kg/min, com fração inspirada de O₂ (FiO₂) a 40%.
Sobre a fisiologia e a aplicação do CNAF na bronquiolite viral aguda em lactentes, assinale a alternativa correta.
Criança de 3 anos, 15 kg, previamente hígida, dá entrada no pronto-socorro após queda da própria altura há 1 hora, batendo a cabeça no chão de cerâmica da cozinha de sua casa. Não perdeu a consciência. No momento está chorosa, mas consolável pela mãe. Ao exame: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais de fratura de base de crânio, sem hematomas ou lacerações significativas no couro cabeludo. Nega cefaleia, nega vômitos. O exame neurológico é normal. A mãe está apreensiva, mas tranquila com a conduta do médico.
De acordo com a regra de predição clínica PECARN para TCE leve em crianças ≥ 2 anos, qual a conduta mais adequada?
Criança de 15 meses, 10 kg, chega ao pronto-socorro com diarreia aquosa há 3 dias, com cerca de 8 episódios/dia, e vômitos frequentes há 12 horas. Não consegue ingerir líquidos por via oral. Ao exame: prostrada, sonolenta, olhos fundos, prega cutânea desaparece lentamente, mucosas secas. A fontanela anterior já está fechada. Pulso radial presente, enchimento capilar de 4 a 5 segundos. O médico diagnostica desidratação grave sem sinais de choque e indica hidratação venosa, conforme o Plano C.
De acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde / OMS / SBP, qual a conduta correta?
Pré-escolar de 4 anos, sexo feminino, em acompanhamento por artrite idiopática juvenil (AIJ) em atividade. A mãe notou palidez progressiva nos últimos 2 meses. Os exames laboratoriais mostram os dados a seguir:
Hemoglobina: 9,4 g/dL (referência 11,0 – 14,0)
VCM: 71 fL (referência 74 – 88)
RDW: 14,1% (referência < 14,5%)
Ferritina: 45 ng/mL
Ferro sérico: 48 μg/dL (referência 50 – 150)
CTLF (TIBC): 275 μg/dL (referência 300 – 400)
PCR: 52 mg/L
Plaquetas: 480.000/mm³ (referência 150.000 – 450.000)
De acordo com a fisiopatologia das anemias microcíticas, embora a anemia por deficiência de ferro possa coexistir com a anemia por doença crônica, assinale a alternativa que representa uma interpretação correta dos achados laboratoriais e a interpretação diagnóstica para essa criança.
Menino de 8 anos, assintomático, é levado à consulta de puericultura. Durante o exame físico, a aferição da pressão arterial com manguito adequado mostra PA: 118 × 78 mmHg. A criança está no percentil 75 de estatura para a idade. De acordo com a tabela correta de referência dos valores de pressão arterial em Pediatria, o percentil 90 da pressão sistólica para essa altura e idade é 116 mmHg e para pressão diastólica é 77 mmHg. O percentil 95 para a pressão sistólica é 120 mmHg e para a diastólica é 81 mmHg.
Como se classifica esse valor de pressão arterial, caso ele se repita em aferições posteriores?
Qual abordagem é mais apropriada?
A principal hipótese inicial é:
Uma criança de 7 anos foi levada à unidade de saúde apresentando febre baixa e aparecimento de manchas avermelhadas na pele, algumas discretamente salientes. Ao exame físico, observaram-se ínguas atrás da orelha, na parte de trás da cabeça e no pescoço.
Considerando o caso clínico apresentado, о quadro descrito é compatível com: