Questões de Concurso Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina

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Q3792372 Medicina
Paciente de 62 anos, nuligestas, hipertensa e diabética tipo 2 em tratamento, IMC 36 kg/m², apresenta sangramento vaginal irregular há 4 meses. Nega terapia hormonal. Ultrassonografia transvaginal: endométrio espessado medindo 18 mm, heterogêneo, útero com 280 cm³. Biópsia de endométrio: adenocarcinoma endometrioide grau 2. Ressonância magnética de pelve: lesão restrita ao endométrio sem invasão miometrial visível, colo uterino livre, ovários sem alterações. CA-125: 28 U/mL. Tomografia de tórax e abdome sem evidências de doença metastática. Paciente é submetida a histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral e linfadenectomia pélvica. Anatomopatológico da peça cirúrgica: adenocarcinoma endometrioide grau 2, invasão de 8 mm em miométrio com espessura total de 10 mm (80% de invasão), sem invasão linfovascular, sem comprometimento cervical. Foram ressecados 18 linfonodos pélvicos, todos negativos. Segundo os critérios de risco para metástases linfonodais e a classificação FIGO atual, qual o estadiamento e a conduta adjuvante mais adequada?
Alternativas
Q3792371 Medicina
Paciente de 68 anos, 4 gestações e 4 partos vaginais, IMC 29 kg/m², procura atendimento com queixa de "sensação de bola saindo pela vagina" há 18 meses, com piora progressiva. Refere necessidade de redução digital para evacuar, incontinência urinária aos esforços moderada e sensação de esvaziamento vesical incompleto. Nega cirurgias pélvicas prévias. Ao exame físico em posição de litotomia com manobra de Valsalva: prolapso da parede vaginal anterior com exteriorização de 4 cm além do hímen, associado a prolapso da cúpula vaginal (pós-histerectomia há 15 anos por miomatose) que atinge 2 cm além do hímen. Parede vaginal posterior sem alterações significativas. Teste do cotonete positivo (ângulo > 30°). Exame urodinâmico: incontinência urinária de esforço sem instabilidade detrusora, ausência de obstrução infravesical. Resíduo pós-miccional: 120 mL. Segundo a classificação POP-Q e considerando o melhor resultado anatômico a longo prazo, qual o procedimento cirúrgico mais adequado?
Alternativas
Q3792370 Medicina
Paciente de 28 anos, IMC 34 kg/m², comparece ao ambulatório com queixa de irregularidade menstrual desde a menarca (ciclos de 45-90 dias), hirsutismo moderado (escore de Ferriman-Gallwey: 14) e infertilidade primária há 2 anos. Nega galactorreia. Exame físico: acantose nigricans em região cervical e axilas, razão cintura/quadril: 0,89. Exames laboratoriais: testosterona total: 82 ng/dL (VR: 15-70), SDHEA: 180 mcg/dL (VR: 35-430), 17-OH-progesterona: 1,2 ng/mL, TSH: 2,4 mUI/L, prolactina: 18 ng/mL. ultrassonografia transvaginal: ovários com volume aumentado (direito: 14 cm³, esquerdo: 12 cm³) e > 12 folículos antrais de 2-9 mm em cada ovário, distribuídos perifericamente. Glicemia de jejum: 104 mg/dL, insulina de jejum: 28 mcUI/mL (VR: 2-25), HOMA-IR: 7,2. Além das orientações de mudança de estilo de vida, qual a melhor abordagem terapêutica inicial para esta paciente?
Alternativas
Q3792369 Medicina
Paciente de 58 anos, nuligesta, procura atendimento referindo aumento do volume abdominal há 3 meses, associado a desconforto pélvico e dispneia aos moderados esforços. Nega febre ou perda ponderal. Ao exame físico: massa pélvica palpável até cicatriz umbilical, macicez móvel em flancos e abdome distendido. Realizada ultrassonografia transvaginal que evidencia massa anexial direita complexa, multiloculada, com septos espessos e vegetações papilares, medindo 12 x 10 cm, associada a ascite moderada. CA-125: 680 U/mL. Tomografia de abdome e pelve demonstra implantes peritoneais < 2 cm em epíplon e ausência de doença extra-abdominal. CEA e AFP normais. Considerando o estadiamento e os critérios de ressecabilidade, qual a melhor conduta para esta paciente? 
Alternativas
Q3792222 Medicina
Paciente de 32 anos, gestante de 18 semanas, comparece à unidade básica de saúde para consulta de pré-natal. Ao realizar exames de rotina, apresenta VDRL reagente 1:64 e teste treponêmico positivo. Nega tratamento prévio para sífilis e não apresenta história de alergia medicamentosa. Ao exame físico, ausência de lesões cutâneas ou mucosas.

Estabeleça o tratamento adequado para essa paciente:
Alternativas
Q3791874 Medicina
Durante a análise de um partograma de uma primigesta em fase ativa, observa-se dilatação cervical estacionada por 4 horas, apesar de contrações regulares e bolsa íntegra. O feto encontra-se em apresentação cefálica, variedade occipitoanterior. Segundo recomendações modernas de manejo da fase ativa, o achado é mais compatível com:
Alternativas
Q3791873 Medicina
Uma gestante de 30 semanas, previamente normoglicêmica, apresenta valores alterados no TOTG 75g: jejum 94 mg/dL, 1h 181 mg/dL e 2h 152 mg/dL. Após três semanas de dieta e atividade física, mantém glicemias pós-prandiais persistentemente acima de 140 mg/dL. Segundo recomendações atuais, a melhor conduta é:
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Q3791872 Medicina
Uma paciente de 24 anos chega ao pronto atendimento com dor pélvica súbita, intensa, acompanhada de náuseas. Ultrassom mostra ovário aumentado com múltiplos folículos periféricos e ausência de fluxo venoso detectável ao Doppler. Contudo, há fluxo arterial preservado. A melhor interpretação é:
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Q3791871 Medicina
Durante uma histerectomia abdominal por miomatose volumosa, ocorre sangramento moderado na dissecção lateral do útero. A residente identifica estrutura tubular que cruza superiormente a artéria uterina, mas com trajeto mais lateral do que o habitual. Considerando variações anatômicas reconhecidas, a estrutura identificada é mais provavelmente:
Alternativas
Q3791870 Medicina
Uma paciente G2P1, 39 semanas, apresenta-se com queixa de redução da movimentação fetal nas últimas 12 horas. O cardiotocograma mostra variabilidade mínima persistente, ausência de acelerações e presença de duas desacelerações tardias em 30 minutos. O líquido amniótico é claro. Considerando o valor preditivo do exame e o risco fetal, a conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q3791869 Medicina
Uma mulher de 29 anos apresenta sangramento uterino anormal persistente. A histeroscopia diagnóstica mostra endométrio difusamente espessado, com áreas focais de glândulas dilatadas, mas sem atipias. O laudo descreve padrão proliferativo persistente e ausência de ovulação nas últimas avaliações hormonais. Considerando as diretrizes atuais para manejo do sangramento anovulatório crônico, a conduta inicial mais adequada é:
Alternativas
Q3791868 Medicina
Durante o pré-natal, uma gestante de 36 semanas com histórico de três perdas gestacionais demonstra intensa ansiedade e exige a realização de cesariana eletiva imediata, mesmo sem indicação clínica. Após clara explicação dos riscos e ausência de benefício comprovado, ela persiste na solicitação e ameaça mudar de serviço caso o pedido não seja atendido. Segundo os princípios da relação médico-paciente, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q3791867 Medicina
Uma paciente de 47 anos apresenta dor pélvica crônica há 11 meses, pior nos últimos 3 ciclos menstruais. Traz ultrassonografias seriadas sem alterações estruturais relevantes. Durante a anamnese ampliada, relata história de abuso sexual na adolescência e evitação de contato físico. No exame físico, mostra hipersensibilidade difusa ao toque superficial e incapacidade de relaxamento ao tentar o toque vaginal. Considerando a integração entre história clínica e exame físico, a avaliação mais adequada para direcionar o diagnóstico é:
Alternativas
Q3791862 Medicina
A Lei 8.080/1990 estabelece fundamentos centrais da organização do SUS, muitos dos quais orientam a vigilância, assistência e políticas materno-infantis. À luz dessa lei, assinale a alternativa correta quanto às responsabilidades do SUS no âmbito da saúde da mulher.
Alternativas
Q3789825 Medicina
Uma paciente feminina de 58 anos, histórico de menopausa aos 50 anos, sem antecedentes urológicos ou ginecológicos, comparece à consulta queixando-se de infecções urinárias de repetição. Apresentou 3 episódios nos últimos 4 meses, tendo sido tratada com múltiplos antimicrobianos. No último episódio, há 3 semanas, refere cultura positiva para Klebsiella pneumoniae, com tratamento guiado por antibiograma, estando assintomática no momento.
Ao exame físico, você observa um introito vaginal pouco estreitado, com mucosa pálida e friável. Não há presença de distopia genital e a paciente não refere queixas de incontinência urinária. Já se encontra em reposição hormonal com implante subdérmico (chip) de gestrinona. Diante do exposto, qual a melhor conduta, dentre as alternativas abaixo, para a paciente no momento?
Alternativas
Q3789648 Medicina
Paciente de 25 anos, sem comorbidades, gestante de 8 semanas, na sua primeira consulta de prénatal relata ao seu obstetra estar preocupada com o risco de hipertensão gestacional, visto que sua mãe teve pré-eclâmpsia na gravidez de sua irmã. Para melhor avaliar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia durante a gravidez, seu obstetra utiliza uma combinação de parâmetros maternos, segundo o modelo de predição de desenvolvimento de pré-eclâmpsia da Fetal Medicine Foundation (FMF) e, após análise dos exames colhidos na 12ª semana de gravidez, opta por prescrever AAS, início imediato, devendo ela manter a medicação até 36 semanas. Sobre o algoritmo proposto pela FMF, referendado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), inclusive para uso no Brasil, podemos afirmar que:
Alternativas
Q3789647 Medicina
A hemorragia puerperal é uma perda sanguínea excessiva após o parto, geralmente definida como a perda de mais de 500 ml após um parto vaginal ou 1000 ml após uma cesárea. É uma emergência obstétrica e a principal causa de morte materna no mundo, podendo ocorrer nas primeiras 24 horas ou até seis semanas após o parto. As principais causas incluem atonia uterina, trauma do canal de parto, retenção de restos placentários e distúrbios de coagulação. A figura abaixo representa um procedimento obstétrico bastante útil para controlar a hemorragia pós-parto grave causada pela atonia uterina. Consiste em uma sutura compressiva para pressionar mecanicamente o útero, ajudando-o a contrair e cessar o sangramento sem a necessidade de cirurgia pélvica maior. É uma opção eficaz que pode ajudar a preservar o útero e a fertilidade da paciente. Assinale a alternativa a que a figura se refere:


Q59.png (301×260)
Alternativas
Q3789646 Medicina
São causas possíveis de polidrâmnio, EXCETO:
Alternativas
Q3789645 Medicina

Sobre estática fetal, a variedade de posição representada na figura abaixo é: 



Q57.png (193×216)

Alternativas
Q3789644 Medicina
Anomalias cromossômicas ocorrem em 0,1% a 0,2% dos nascidos vivos, sendo a aneuploidia clinicamente significativa mais comum entre os recém-nascidos vivos a síndrome de Down (trissomia 21). Os marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal podem indicar um risco aumentado, mas não são diagnósticos por si só, pois também podem aparecer em fetos saudáveis. Frente a cálculo de risco aumentado, pode ser discutido com a gestante a possibilidade de testes mais específicos ou invasivos, como por exemplo cariótipo fetal em amostra de líquido amniótico. As alternativas abaixo indicam marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal observados no primeiro trimestre de gravidez, EXCETO:
Alternativas
Respostas
1801: D
1802: C
1803: B
1804: C
1805: B
1806: B
1807: D
1808: A
1809: B
1810: D
1811: C
1812: C
1813: A
1814: B
1815: B
1816: D
1817: E
1818: A
1819: B
1820: D