Questões de Concurso
Sobre gastroenterologia em medicina
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Sobre o megacólon chagásico, assinale a alternativa correta.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
Sobre as causas de hemorragia digestiva baixa, assinale a alternativa correta.
Adolescente, 13 anos, masculino, submetido a cirurgia paliativa na primeira infância por cardiopatia congênita complexa, apresenta fadiga progressiva, distensão abdominal e episódios de hipoxemia aos esforços.
Exames evidenciam hepatomegalia, sinais de hipertensão portal e alterações progressivas de função hepática. A avaliação cardiológica mostra elevação crônica da pressão venosa sistêmica e baixo débito cardíaco.
A principal hipótese diagnóstica é
Exames laboratoriais iniciais: Hemoglobina 8,0 g/dL; Hct 23,6%; Leucócitos 10.000/mm³; Plaquetas 57.000/mm³; INR 1,6; Creatinina 1,0 mg/dL; Sódio 132 mEq/L; Albumina 2,8 g/dL; Bilirrubina total 1,6 mg/dL. Gasometria arterial: Ph 7,4, Bic 21 mg/dL e Lactato 2,2 mMol/L.
Diante desse cenário, você indica endoscopia digestiva alta de urgência e paracentese diagnóstica.
Com base nesse caso, avalie as afirmativas a seguir.
I. Em pacientes com doença hepática crônica avançada, elevação da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em até 48 horas em relação ao valor basal define injúria renal aguda.
II. Vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina, somatostatina ou octreotídeo) devem ser iniciados apenas após a confirmação endoscópica de sangramento varicoso ativo.
III. Em pacientes doença hepática crônica avançada descompensada (B7 com sangramento ativo ou Child-Pugh C) deve-se considerar TIPS preemptivo nas primeiras 72 horas, desde que não haja contraindicações.
IV. A administração de eritromicina endovenosa está indicada para melhorar a visualização do trato digestivo superior e reduzir o risco de broncoaspiração durante a endoscopia.
V. Transfusão de hemácias e correção da coagulopatia com plasma fresco e plaquetas estão indicados profilaticamente antes da endoscopia digestiva alta e da paracentese diagnóstica.
Estão corretas apenas as afirmativas
Exames laboratoriais mostram:
Hemoglobina: 14 g/dL; Leucócitos: 18.000/mm³; Plaquetas: 250.000/mm³; TP: 12 segundos (VR: 12-14s); TTPa: 30 segundos (VR: 25-35s); Fibrinogênio: 390 mg/dL (VR: 200-400 mg/dL); Amilase: 1.200 U/L (VR: <100 U/L); Lipase: 2.000 U/L (VR: < 60 U/L); Cálcio iônico: 1,0 mmol/L (VR: 1,1-1,3 mmol/L); Creatinina: 1,2 mg/dL (VR: 0,6-1,2 mg/dL); PCR 15 mg/dL (VT < 1 mg/dL); Tomografia computadorizada abdominal revela pâncreas com necrose de 50% do parênquima e coleção líquida peripancreática.
A conduta inicial mais apropriada é
Paciente do sexo masculino, 58 anos, com cirrose hepática, acompanhado na Atenção Primária à Saúde (APS), com antecedente de hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas, tratado com shunt portossistêmico intra-hepático transjugular (TIPS) há cerca de duas semanas. Em consulta de seguimento, a esposa refere que o paciente passou a apresentar sonolência diurna, inversão do ciclo sono-vigília, dificuldade de concentração e episódios de desorientação temporal. Ao exame físico, observa-se asterixis. Considerando o contexto clínico e o papel da APS no acompanhamento desse paciente, são complicações mais provavelmente relacionadas ao procedimento realizado:
I. Sepse associada ao shunt portossistêmico.
II. Encefalopatia hepática.
III. Trombose de veia cava inferior.
IV. Peritonite bacteriana espontânea.
Quais estão corretas?
Qual estrutura está apontada na imagem a seguir e quais vasos se ramificam diretamente dela em condições habituais?

( ) Hipertensão portal é definida como uma pressão direta na veia porta maior que 15 mmHg.
( ) Trombose da veia esplênica é uma causa de hipertensão portal pré-sinusoidal.
( ) Cirrose é a causa mais comum de hipertensão portal extra-hepática.
( ) A veia porta normal apresenta fluxo hepatofugal.
( ) Transformação cavernosa da veia porta pode ser observada na trombose de longa duração.
Homem, 58 anos é atendido pelo SAMU com dor abdominal intensa em epigástrio, iniciada há cerca de 10 horas, com irradiação para dorso, associada a vômitos incoercíveis. De antecedentes, é etilista crônico (destilados diariamente), dislipidemia em uso irregular de estatina e colelitíase conhecida. Ao exame: fácies de dor, FC: 124 bpm, PA: 92 × 58 mmHg, FR: 28 irpm, SpO₂: 93% em ar ambiente, Temperatura: 38,1 °C. Abdome com dor intensa à palpação profunda em epigástrio, sem rigidez. Condutas iniciais são realizadas e o paciente é transportado. Na admissão hospitalar, exames laboratoriais iniciais mostram: Lipase: 3.400 U/L, Hematócrito: 52%, Ureia: 64 mg/dL, Creatinina: 2,1 mg/dL, Cálcio total: 7,4 mg/dL, AST: 280 U/L, ALT: 410 U/L, BT: 3,2 mg/dL.
Após 6 horas de internação, evolui com necessidade de O₂ para manter SpO₂ > 94%, diurese < 0,4 mL/kg/h e dor abdominal menos intensa, porém com piora do estado geral.
Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o diagnóstico, a classificação de gravidade, a etiologia mais provável e as condutas adequadas no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e no hospital.