Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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Paciente, sexo masculino, 58 anos, portador de miocardiopatia dilatada não isquêmica diagnosticada há três anos, apresenta, atualmente, dispneia aos pequenos esforços apesar de tratamento farmacológico otimizado. Faz uso de sacubitril, valsartana, carvedilol, espironolactona e dapagliflozina nas maiores doses toleradas. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 106 × 68 mmHg, frequência cardíaca de 64 bpm, discreta turgência jugular, sem edema periférico importante. Exames complementares com ecocardiograma mostra ventrículo esquerdo dilatado, fração de ejeção de 28% e insuficiência mitral funcional discreta. O eletrocardiograma está demonstrado a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Considerando a estratégia com maior potencial de melhora dos sintomas e do prognóstico, a conduta adequada é
Paciente de 39 anos, sexo masculino, apresenta episódios recorrentes de dor, edema e drenagem purulenta na região perianal há aproximadamente 18 meses. Foi submetido à drenagem de abscesso perianal há um ano, evoluindo posteriormente com saída intermitente de secreção por pequeno orifício localizado lateralmente à margem anal. Nega diarreia crônica, perda ponderal ou manifestações extraintestinais.
Ao exame proctológico, identifica-se orifício fistuloso externo a aproximadamente 4 cm da margem anal. A ressonância magnética da pelve demonstra trajeto fistuloso originado em cripta anal, atravessando os esfíncteres interno e externo e alcançando a fossa isquioanal, comprometendo aproximadamente 50% da espessura do esfíncter anal externo. Não há abscesso residual ou trajetos secundários. O paciente apresenta continência anal preservada.
Considerando a classificação anatômica e os princípios do tratamento da fístula anal, a estratégia adequada é
Paciente do sexo masculino, de 68 anos, procura atendimento por fadiga progressiva. Nos exames complementares trazidos apresenta: hemoglobina de 9,8 g/dL, VCM de 72 fL, HCM reduzida e RDW aumentado. Ferritina sérica é de 9 ng/mL e saturação de transferrina de 8%. Nega hematêmese, melena ou hematúria. Não apresenta dieta restritiva e não realizou colonoscopia anteriormente.
A conduta no momento é
Paciente de 76 anos com câncer de pulmão metastático apresenta progressão da doença apesar das linhas terapêuticas disponíveis. Permanece lúcido e com capacidade para tomada de decisões. Apresenta dispneia aos pequenos esforços, dor controlada parcialmente com opioide e perda progressiva da capacidade funcional. Durante visita domiciliar, afirma que deseja permanecer em casa sempre que possível e evitar procedimentos invasivos caso ocorra progressão irreversível da doença. A filha solicita que a equipe não converse com ele sobre prognóstico por receio de aumentar seu sofrimento.
Considerando os princípios dos cuidados paliativos na Atenção Primária, a conduta correta nesse caso seria
Paciente de 58 anos, portador de cirrose hepática relacionada ao álcool é internado por aumento progressivo do volume abdominal, febre e piora do estado geral. Apresenta ascite volumosa e dor abdominal difusa. Paracentese diagnóstica mostra 680 células polimorfonucleares/mm3 no líquido ascítico. Creatinina: 1,6 mg/dL. Não há evidência clínica ou radiológica de perfuração intestinal.
A conduta deve ser:
Paciente de 57 anos, sexo masculino, sem doença cardiovascular conhecida, apresenta medidas repetidas de pressão arterial no consultório entre 158 × 96 e 162 × 98 mmHg. MAPA confirma hipertensão sustentada. Apresenta obesidade grau 1, LDL-colesterol de 162 mg/dL e função renal normal. Após orientação sobre mudanças do estilo de vida, decide-se iniciar tratamento farmacológico.
Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a estratégia é
Paciente de 67 anos, sexo masculino, hipertenso e diabético, é levado ao pronto-socorro por febre, cefaleia intensa e confusão mental iniciadas há aproximadamente 18 horas. A esposa relata dois episódios de vômitos e piora progressiva do nível de consciência. Ao exame físico, apresenta temperatura de 39,1 ºC, pressão arterial de 118 × 72 mmHg, frequência cardíaca de 108 bpm, frequência respiratória de 22 irpm e SatO2 de 96% em ar ambiente. Está sonolento, porém desperta ao chamado, apresenta rigidez de nuca e não possui déficit neurológico focal. Não há história de trauma craniano ou neurocirurgia prévia.
Realizou a tomografia de crânio demonstrada a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Considerando a suspeita clínica, a conduta deve ser:
Paciente do sexo feminino, 37 anos, com história de febre, cefaleia, mialgia e dor retro-orbitária iniciadas há 5 dias, apresentando exames laboratoriais com hematócrito de 38%, leucócitos de 3.200/mm3 e plaquetas de 142.000/mm3. Foi prescrito medicamentos sintomáticos e hidratação. Nas últimas 12 horas apresenta dor abdominal contínua, náuseas e três episódios de vômitos, retornando ao serviço de emergência. Ao exame físico, encontra-se consciente e orientada, com pressão arterial de 112 × 72 mmHg em decúbito e 96 × 64 mmHg em ortostatismo, frequência cardíaca de 104 bpm, frequência respiratória de 20 irpm e SatO2 de 97% em ar ambiente, extremidades aquecidas, dor à palpação do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais na admissão atual mostram que o hematócrito é de 45%, leucócitos de 2.900/mm3 e plaquetas de 78.000/mm3.
Considerando a classificação de risco e o manejo clínico da dengue recomendados pelo Ministério da Saúde, a conduta neste momento é classificar como
Cleber, de 55 anos de idade, apresenta quadro de cefaleia intensa, febre e confusão mental aguda. Socorrido em uma unidade hospitalar, após avaliação, recebe o diagnóstico de meningoencefalite pelo vírus do herpes zoster.
Assinale a alternativa correta sobre esse caso.