Questões de Concurso Sobre clínica médica humana em medicina

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Q3876903 Medicina
Texto 2

A.M. é uma senhora de 52 anos que é levada para o atendimento na Unidade de Saúde da Família do seu bairro pela filha, S.M., de 32 anos, que está muito preocupada com a saúde da sua mãe. Durante seu atendimento, A.M. lhe conta que está com intensas dores nas pernas há cerca de 2 anos, mas nos últimos meses têm se intensificado. Descreve as dores como sendo em queimação, intensas, diárias, associadas a parestesias, que duram boa parte do dia e lhe atrapalham a exercer suas atividades laborais como massoterapeuta. Não há edema ou eritema. Está muito preocupada com essas dores, acha que pode estar tendo uma trombose.

S.M. relata que sua mãe está mais triste desde o falecimento de J.M. (marido de A.M.) aos 55 anos por um AVEi há cerca de 5 anos, e que ela tem deixado de realizar passeios e hobbies. Não tem se alimentado bem, está sedentária, aumentou o consumo de carboidratos e gorduras, tem tido insônia e não tem conseguido trabalhar como antes. A.M. se mostra cabisbaixa durante a consulta, diz que só precisa de um remédio para diminuir as dores, pois as pomadas que costumava usar não estão sendo mais suficientes.

A pressão arterial de A.M. está 158x94mmHg no momento da consulta e os exames laboratoriais de dois anos atrás que S.M. lembrou de levar para a consulta evidenciam glicemia de jejum de 451mg/dL e uma hemoglobina glicada de 14,8%. A.M. nega comorbidades conhecidas além da diabetes, chegou a tomar alguns comprimidos de metformina, mas com o tempo foi abandonando o acompanhamento e o tratamento, apesar de muitas brigas com a sua filha que lhe cobra a cuidar mais de si mesma e tomar os remédios. S.M. tem enfrentado problemas no seu casamento devido ao fato de ter que passar mais tempo na casa da sua mãe para cuidar dela, do que estando em sua própria casa junto ao seu marido.
Utilizando o método clínico centrado na pessoa, você propõe a A.M. iniciar duloxetina 60 mg/dia, para manejo de depressão e dor crônica e pergunta se ela teria condições de comprar essa medicação e ela lhe responde que não, pois é cara. Então você lhe prescreve a fluoxetina 20 mg/dia, que ela consegue pegar gratuitamente, segundo a Relação Municipal de Medicamentos (REMUME). Qual componente do método clínico centrado na pessoa foi utilizado nesse caso? 
Alternativas
Q3876902 Medicina
Texto 2

A.M. é uma senhora de 52 anos que é levada para o atendimento na Unidade de Saúde da Família do seu bairro pela filha, S.M., de 32 anos, que está muito preocupada com a saúde da sua mãe. Durante seu atendimento, A.M. lhe conta que está com intensas dores nas pernas há cerca de 2 anos, mas nos últimos meses têm se intensificado. Descreve as dores como sendo em queimação, intensas, diárias, associadas a parestesias, que duram boa parte do dia e lhe atrapalham a exercer suas atividades laborais como massoterapeuta. Não há edema ou eritema. Está muito preocupada com essas dores, acha que pode estar tendo uma trombose.

S.M. relata que sua mãe está mais triste desde o falecimento de J.M. (marido de A.M.) aos 55 anos por um AVEi há cerca de 5 anos, e que ela tem deixado de realizar passeios e hobbies. Não tem se alimentado bem, está sedentária, aumentou o consumo de carboidratos e gorduras, tem tido insônia e não tem conseguido trabalhar como antes. A.M. se mostra cabisbaixa durante a consulta, diz que só precisa de um remédio para diminuir as dores, pois as pomadas que costumava usar não estão sendo mais suficientes.

A pressão arterial de A.M. está 158x94mmHg no momento da consulta e os exames laboratoriais de dois anos atrás que S.M. lembrou de levar para a consulta evidenciam glicemia de jejum de 451mg/dL e uma hemoglobina glicada de 14,8%. A.M. nega comorbidades conhecidas além da diabetes, chegou a tomar alguns comprimidos de metformina, mas com o tempo foi abandonando o acompanhamento e o tratamento, apesar de muitas brigas com a sua filha que lhe cobra a cuidar mais de si mesma e tomar os remédios. S.M. tem enfrentado problemas no seu casamento devido ao fato de ter que passar mais tempo na casa da sua mãe para cuidar dela, do que estando em sua própria casa junto ao seu marido.
De acordo com o Registro Orientado por Problemas (SOAP), o que deve constar no item “A” (Avaliação)?
Alternativas
Q3876859 Medicina
Leia o caso a seguir.
Paciente masculino, 65 anos, apresenta sopro sistólico de baixa frequência, audível na base e no foco aórtico, com componente de alta frequência no foco mitral, sem irradiação.
Qual é a valvopatia associada a essa descrição do sopro?
Alternativas
Q3876856 Medicina
Leia o caso a seguir.
Paciente masculino, 40 anos, com queixa de dispneia aos esforços, dor torácica tipo anginosa e episódios de pré-síncope aos esforços. Não faz uso de medicamentos. Ao exame físico, apresenta pulso parvo e tardus e sopro sistólico ejetivo rude em foco aórtico, com irradiação para as carótidas. PA = 110/80 mmHg; FC = 70 bpm. O ecocardiograma evidencia estenose aórtica importante, com área valvar aórtica de 0,9 cm², velocidade máxima do jato transvalvar de 4,5 m/s e gradiente médio de 45 mmHg, com fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada (60%).

Qual a conduta terapêutica a ser indicada nesse caso?
Alternativas
Q3876783 Medicina
Assinale a opção correta acerca de doenças renais. 
Alternativas
Q3876782 Medicina
No que diz respeito a doenças renais, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3875655 Medicina
O escore de Hestia é um escore utilizado que orienta os pacientes com tromboembolismo pulmonar, quanto a necessidade de internação. Não faz parte dos critérios deste escore:
Alternativas
Q3875651 Medicina
Paciente de 40 anos apresenta Na⁺ sérico de 118 mEq/L, sem sintomas graves, com osmolaridade plasmática baixa e osmolaridade urinária elevada. Qual o diagnóstico mais provável? 
Alternativas
Q3875641 Medicina
Paciente masculino, 46 anos, relata episódios intermitentes de desconforto em hipocôndrio direito, que aconteceram nos últimos meses, evoluindo há 48 horas, com icterícia, colúria, acolia e prurido. Relata que a dor melhorou subitamente nas últimas horas, com desaparecimento de todos os sintomas. Nega febre. Nega uso de medicações, comorbidades prévias ou internações. Nega histórico familiar de doenças do trato digestivo. Ao exame físico geral e abdominal não são evidenciadas anormalidades. Neste momento, a principal hipótese diagnóstica é: 
Alternativas
Q3869897 Medicina
O achado que mais sugere insuficiência cardíaca esquerda na anamnese é:
Alternativas
Q3869458 Medicina
Homem de 41 anos procura atendimento por referir menor disposição nos últimos meses. Nega uso de medicações ou doenças prévias. Exame físico sem alterações relevantes. Resultados laboratoriais: TSH 4,5 mUI/L, T4 livre normal, anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) positivos e colesterol LDL 165 mg/dL.
Com base nas recomendações atuais, a conduta mais apropriada é:  
Alternativas
Q3869452 Medicina
Homem de 47 anos apresenta congestão nasal, rinorreia purulenta, dor facial em região maxilar bilateral e febre de 38,5 °C há 12 dias. Refere piora dos sintomas nas últimas 48 horas, após breve melhora no sétimo dia. Ao exame, observa-se sensibilidade à palpação dos seios maxilares, secreção purulenta em meato médio bilateral e ausência de sinais orbitários ou neurológicos. O paciente é imunocompetente e não apresenta comorbidades conhecidas.
De acordo com as recomendações atuais das diretrizes internacionais para rinossinusite aguda, a conduta terapêutica inicial mais adequada é:  
Alternativas
Q3869447 Medicina
Mulher de 63 anos foi investigada por osteopenia e níveis séricos de cálcio no limite superior da normalidade. Apresentava deficiência de vitamina D, tratada com suplementação adequada e ajuste dietético. Após normalização da vitamina D e manutenção da ingestão adequada de cálcio, observou-se persistência da elevação do paratormônio (PTH).
Com base no quadro descrito, o(s) exame(s) fundamental(is) para esclarecer o diagnóstico e a conduta mais apropriada são:   
Alternativas
Q3869441 Medicina
Mulher de 62 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma gástrico avançado em cuidados paliativos domiciliares, é trazida ao pronto-socorro por familiares devido a quadro de confusão mental progressiva há cinco dias. Familiares relatam que a paciente vem apresentando náuseas persistentes e vômitos frequentes nas últimas três semanas, com piora após tentativas de alimentação, tendo perdido aproximadamente 8 kg nesse período. Relata inapetência acentuada e consegue ingerir apenas pequenas quantidades de líquidos. Possui gastrostomia para drenagem que tem drenado volumes de 800 a 1200 mL diariamente. Não recebe nutrição enteral ou parenteral. Nega uso de bebidas alcoólicas. Nas últimas 48 horas, apresentou desorientação progressiva, inicialmente temporal e posteriormente também espacial, com dificuldade para reconhecer familiares.
Ao exame físico: paciente confusa, desorientada no tempo e espaço, Glasgow 13 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), emagrecida com perda acentuada de massa muscular, desidratada com mucosas secas, pressão arterial 96 x 58 mmHg, frequência cardíaca 102 bpm, frequência respiratória 18 incursões por minuto, temperatura axilar 36,4 °C.
Exame neurológico: pupilas isocóricas e fotorreagentes mas com resposta lentificada, nistagmo horizontal bilateral evocado pelo olhar lateral, oftalmoparesia do músculo reto lateral bilateral mais acentuada à direita, paciente acamada sem condições de deambulação, incoordenação de membros superiores à prova índex-nariz bilateralmente, reflexos patelares e aquileus diminuídos simetricamente, sensibilidade tátil preservada, mas com hipoestesia distal em membros inferiores.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 9,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 6.800/mm³ sem desvio
• plaquetas 165.000/mm³
Função renal:
• ureia 52 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,2 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 132 mEq/L
• potássio 3,2 mEq/L
• cloreto 96 mEq/L
• magnésio 1,4 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L)
Glicemia 88 mg/dL.
Albumina sérica 2,4 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Gasometria venosa: pH 7,38, bicarbonato 22 mEq/L.
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste realizada na emergência não evidencia lesões agudas, hemorragias ou efeito de massa.
Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, frequência cardíaca 102 bpm, sem outras alterações agudas.
O tratamento inicial apropriado para a condição neurológica que acomete essa paciente é: 

 
Alternativas
Q3869438 Medicina
Homem de 52 anos em acompanhamento oncológico por adenocarcinoma de cólon estadio IIIB tratado com ressecção cirúrgica há 18 meses e quimioterapia adjuvante concluída há 12 meses, atualmente em remissão com marcadores tumorais normais e tomografia de controle recente sem evidências de recidiva tumoral ou metástases. Durante o tratamento quimioterápico, iniciou uso de morfina de liberação prolongada para controle de dor abdominal relacionada ao procedimento cirúrgico e toxicidade gastrointestinal da quimioterapia. Após conclusão da quimioterapia, manteve uso de morfina para controle de dor abdominal crônica relacionada a aderências pós-operatórias, com dose estável de 30 mg a cada 12 horas por quatro meses. Nas últimas 16 semanas, apresentou escalada progressiva da dose de morfina, atualmente em 240 mg a cada 12 horas, sem obtenção de analgesia satisfatória. Retorna ao ambulatório referindo piora paradoxal da dor abdominal apesar dos aumentos sequenciais de dose nas últimas consultas, descrevendo a dor atual como difusa, mal definida, com irradiação para região lombar bilateral e membros inferiores, diferentemente da dor localizada original. Relata que pequenos estímulos táteis na parede abdominal desencadeiam desconforto desproporcional. Refere também redução da frequência evacuatória, passando de evacuações diárias para evacuações a cada dois a três dias com fezes endurecidas, mas sem parada completa de eliminação de flatos ou fezes. Nega náuseas, vômitos, distensão abdominal progressiva, febre, perda ponderal recente ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico: IMC 24 kg/m², lúcido e orientado, pressão arterial 118 x 76 mmHg, frequência cardíaca 72 bpm, eupneico. Abdômen globoso, ruídos hidroaéreos presentes e normais, timpânico à percussão, indolor à palpação superficial mas com hiperalgesia tátil difusa à palpação mais profunda sem defesa ou sinais de irritação peritoneal, sem massas ou visceromegalias palpáveis. Exame neurológico dos membros inferiores com sensibilidade preservada mas com resposta exagerada a estímulos dolorosos leves. Exames laboratoriais recentes: hemograma completo normal, função renal e hepática normais, eletrólitos normais, antígeno carcinoembrionário 2,8 ng/mL (VR: menor que 5,0 ng/mL). Radiografia simples de abdômen com distribuição gasosa normal, presença de fezes em cólon descendente e sigmoide sem dilatação de alças e ausência de níveis hidroaéreos.
A conduta apropriada para o manejo dessa condição é: 
Alternativas
Q3869435 Medicina
Paciente masculino, 64 anos, apresenta febre diária há quatro semanas, fadiga intensa, perda ponderal de 7 kg e sudorese noturna. Ao exame: palidez, esplenomegalia moderada e linfadenopatia cervical.
Hemograma:
• hemoglobina 8,8 g/dL
• leucócitos 3.100/mm³ (neutrófilos 1.300/mm³)
• plaquetas 82.000/mm³.
Bioquímica:
• ferritina 5.200 ng/mL
• triglicerídeos 420 mg/dL
• fibrinogênio 1,2 g/L
• LDH 1.350 U/L
• AST 180 U/L
Sorologias:
• HIV negativo
• hepatites A, B e C negativas
• dengue, CMV e toxoplasmose negativas
• sorologia para EBV com IgG elevado e IgM negativo.
Tomografia de tórax e abdômen evidencia esplenomegalia e linfonodos aumentados em região mediastinal e abdominal. Biópsia de linfonodo cervical está em processamento, diante da suspeita de doença linfoproliferativa.
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e sorológicos apresentados, conclui-se que os métodos complementares e a abordagem terapêutica apropriados são, respectivamente:  
Alternativas
Q3868908 Medicina
O manejo das intoxicações por antidepressivos tricíclicos exige vigilância eletrocardiográfica constante devido ao risco de arritmias fatais por bloqueio de canais de sódio. Analise as afirmativas a seguir:
I.O alargamento do complexo QRS superior a 100 milissegundos é um preditor de risco para convulsões e arritmias ventriculares nessa intoxicação.
II.O bicarbonato de sódio intravenoso é indicado quando há acidose metabólica ou alargamento de QRS, visando estabilizar a membrana miocárdica.
III.O uso de flumazenil é a primeira linha de tratamento para reverter a depressão do sistema nervoso central causada por ingestão de amitriptilina.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3868905 Medicina
A prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes internados em enfermarias de Medicina Interna baseia-se na estratificação de risco por meio de escores validados, como o escore de Padua, e na adequada indicação de medidas farmacológicas e não farmacológicas. Considerando as recomendações clínicas consolidadas sobre tromboprofilaxia hospitalar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3868902 Medicina
Na abordagem das hemorragias digestivas altas, a estratificação de risco endoscópico através da classificação de Forrest é determinante para a conduta terapêutica. Analise as afirmativas a seguir:
I.A classificação de Forrest Ia indica sangramento arterial em jato, exigindo intervenção endoscópica imediata e internação em unidade de terapia intensiva.
II.Úlceras com base limpa (Forrest III) apresentam baixo risco de ressangramento e permitem alta hospitalar precoce com tratamento oral.
III.O uso de inibidores da bomba de prótons em altas doses deve ser iniciado apenas após a confirmação endoscópica de úlcera péptica.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3868900 Medicina
O diagnóstico de insuficiência adrenal e o manejo do coma mixedematoso são desafios críticos na Medicina Interna. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1101: D
1102: C
1103: C
1104: A
1105: A
1106: A
1107: E
1108: B
1109: C
1110: D
1111: A
1112: A
1113: A
1114: D
1115: C
1116: E
1117: B
1118: A
1119: D
1120: D