Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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Mulher de 55 anos apresenta quadro de rigidez matinal com duração de várias horas. Ela queixa-se de dor e edema nas articulações dos dedos e dos punhos, com sintomas de caráter intermitente. Ao exame físico, nota-se que a dor, o edema e a rigidez têm distribuição simétrica. A radiografia evidencia aumento de partes moles e redução do espaço articular. Os achados laboratoriais relevantes são: velocidade de hemossedimentação: 28 mm/h; anticorpo antinuclear: 1:320; fator reumatoide: 1:128; anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico: 62 U/mL.
Nesse caso, o tratamento inicial recomendado de maior impacto em longo prazo é:
Mulher de 56 anos com diabetes mellitus tipo 2 busca orientação a respeito do desmame de prednisona. Recentemente, ela apresentou um episódio de exantema urticariforme grave de etiologia desconhecida. Seguindo as recomendações de seu dermatologista, ela iniciou o uso de prednisona na dose de 60 mg ao dia e, ao longo de 4 semanas, realizou o desmame até atingir 5 mg ao dia (dose que vem utilizando nos últimos 7 dias). Ela relata que seus valores de glicemia capilar estavam inicialmente um pouco elevados após o início da prednisona, mas agora se normalizaram. O dermatologista recomendou interromper a prednisona sem desmame adicional, porém ela está preocupada com a possibilidade de insuficiência adrenal.
Nesse momento, a melhor recomendação é
Homem de 32 anos é levado ao serviço de emergência após sofrer um ferimento cortante na perna em um acidente no canteiro de obras. À admissão: apresenta-se prostrado devido à perda de sangue; os sinais vitais revelam temperatura de 37,0 ºC; frequência cardíaca de 50 bpm e pressão arterial de 105 x 60 mmHg. A ferida foi suturada e o paciente recebe uma transfusão de concentrado de hemácias tipo A negativo. Em 15 minutos, ele passa a queixar-se de sensação de calor ao longo do braço em que o sangue estava sendo infundido e dor torácica. Novos sinais vitais mostram temperatura de 39,1 ºC; frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial de 95 x 55 mmHg. A revisão adicional do prontuário do paciente indica que seu tipo sanguíneo é O negativo.
Constitui o resultado laboratorial consistente com a evolução descrita:
Homem de 45 anos dá entrada no serviço de emergência com queixa de dor e edema no braço, cãibras musculares, calafrios, febre e vômitos. O paciente relata que estava movendo uma pilha de madeira quando foi picado por uma aranha preta com uma marcação alaranjada em forma de ampulheta. Ele é tratado com soro antilatrodéctico, recebendo alta após apresentar sinais vitais estáveis por duas horas. Dez dias depois, o paciente procura atendimento, queixando-se de febre e dor articular. Os sinais vitais revelam temperatura de 37,5 ºC; frequência cardíaca de 75 bpm e frequência respiratória de 16 irpm.
Nesse momento, qual dos seguintes achados é esperado ao exame físico?
Homem de 82 anos, com doença renal crônica estágio 4 estável, é admitido no serviço de urgência com um exantema cutâneo eritematoso bolhoso disseminado. O histórico também é relevante para hipertensão arterial e gota, para as quais faz uso regular de ramipril e alopurinol. Ao ser questionado, o paciente lembra que, há alguns dias, iniciou uma nova medicação para sua hipertensão, mas não se recorda do nome. Ao exame físico: temperatura: 38,3 ºC; frequência cardíaca: 132 bpm; pressão arterial: 98 x 49 mmHg. Exames séricos: ureia: 105 mg/dL; creatinina: 3,8 mg/dL (de base: 2,3 mg/dL); contagem de eosinófilos: 1.300/mm3.
Assinale a alternativa que indica corretamente a medicação que, provavelmente, foi iniciada recentemente por esse paciente.
Mulher de 60 anos é admitida no hospital após uma crise tônico-clônica. Ela é intubada e submetida a ventilação mecânica para proteção de vias aéreas. Ao exame físico: desidratada 1+/4; pressão arterial: 100 x 80 mmHg; temperatura: 38,7 ºC. Exames séricos: creatinina: 3,4 mg/dL; hemoglobina: 7,8 g/dL; plaquetas: 30.000/mm3; haptoglobina: reduzida; ADAMTS-13: pendente. Nesse ínterim, a paciente inicia corticoides e plasmaférese com plasma fresco congelado. Uma semana depois, ela está fora da ventilação mecânica e a repetição dos exames séricos mostra: plaquetas: 196.000/mm3; haptoglobina: normal; bicarbonato: 38 mEq/L; pH: 7,47.
Nesse caso, qual é a causa provável da alcalose?
Mulher de 87 anos queixa-se de prurido generalizado intenso, sem exantema associado. Emolientes não proporcionaram nenhum alívio. O histórico é notável para nefropatia diabética em uso de insulina e necessita de quatro agentes anti-hipertensivos para controlar sua pressão arterial e doença cardíaca isquêmica. Ela tem doença renal crônica estágio 5, optando pelo manejo conservador. Exames séricos: ureia: 126,5 mg/dL; fosfato: 4,0 mg/dL (normal: 2,5 a 4,5); cálcio corrigido: 9,4 mg/dL (normal: 8,8 a 10,4).
Frente ao relato, a próxima conduta apropriada é prescrever
Mulher de 55 anos, com história de hipotireoidismo e cirurgia de artrodese lombar, apresenta-se para acompanhamento de rotina. O rastreamento recente por densitometria óssea é notável por T-scores de: –1,3 na coluna lombar (L1-L4); –2,3 no colo do fêmur; –1,6 no fêmur total. Ela não tem história pessoal de fratura. A menopausa ocorreu aos 51 anos, e atualmente ela apresenta fogachos leves, mas nenhum outro sintoma da menopausa. Ela consome 3 porções de laticínios, por dia, suplementadas com vitamina D. A dosagem sérica de 25-hidroxivitamina D é de 31 ng/mL (normal: 30 a 80).
Nesse momento, o próximo passo apropriado é
Mulher de 45 anos é atendida em consulta de retorno com queixas de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna ao longo dos últimos meses. O histórico é relevante para cardiomiopatia não isquêmica, insuficiência cardíaca (IC) classe funcional II, hipertensão arterial e fibrilação atrial. Em relação à arritmia, houve falha a múltiplos medicamentos antiarrítmicos e a uma tentativa de ablação por cateter 4 meses antes. As medicações em uso regular incluem: rivaroxabana (20 mg/dia); sacubitril/valsartana (97/103 mg, 12/12 horas); metoprolol (100 mg/dia), furosemida (40 mg/dia) e espironolactona (25 mg/dia). Ao exame físico: frequência cardíaca: 92 bpm; pressão arterial: 118 x 78 mmHg; altura: 1,78 m; peso: 62,6 kg; cardíaco: ritmo irregular, com sopro holossistólico de grau 2/6 que se irradia para a axila, sem galopes; pulmonar: pulmões limpos; extremidades: sem edema. Ela é submetida a um estudo do sono e é diagnosticada com apneia central do sono.
Além de sua história de IC, constitui um fator de risco significativo para apneia central do sono, nessa paciente,
Mulher de 24 anos é levada ao serviço de emergência pelos pais cerca de 3 a 4 horas após ingerir múltiplos comprimidos desconhecidos do armário de medicamentos de sua avó. Ela apresenta náuseas, vômitos, dor abdominal, visão amarelada e escotomas. Ao exame físico, apresenta-se letárgica e confusa; frequência cardíaca: 98 bpm; frequência respiratória: 22 irpm; pressão arterial: 80 x 44 mmHg; cardíaco: bulhas rítmicas e normofonéticas, sem sopros; pulmonar normal. O eletrocardiograma sugere ritmo juncional com frequência de 95/min. A gasometria arterial e os exames séricos mostram: pH: 7,28; PCO₂: 35,6 mmHg; PO₂: 72 mmHg; bicarbonato: 20,2 mEq/L; sódio: 138 mEq/L; potássio: 5,6 mEq/L; ureia: 31 mg/dL; creatinina: 0,8 mg/dL.
Com base no descrito, qual é o provável fármaco ingerido?
Mulher de 18 anos é levada ao serviço de emergência com edema importante de lábios e língua. O histórico médico é relevante para a realização de exodontia de dente siso no início daquele mesmo dia. A paciente nega ingestão de alimentos incomuns ou uso de novos cosméticos/maquiagem. Os sinais vitais são normais e o exame físico revela edema subcutâneo de língua e lábios, sem prurido associado. Não há sinais adicionais de exantema ou urticária. Ao ser interrogada, a paciente relata que sentiu uma sensação de “formigamento” e plenitude nos lábios e na língua antes do início do edema, que evoluiu ao longo de 3 horas. O histórico familiar é positivo para sintomas semelhantes em sua mãe e seu avô paterno, com episódios semelhantes quando submetidos a procedimentos odontológicos.
Nessa circunstância, o tratamento apropriado para essa paciente é prescrever
Mulher de 52 anos dá entrada no hospital com história de fadiga, intolerância ao frio e constipação há 3 semanas. Ao exame físico: apresenta pele áspera, seca e escamosa, ptose palpebral e macroglossia. Os exames séricos relevantes mostram: tiroxina livre: 0,2 ng/dL (normal: 0,4 a 2) e hormônio estimulante da tireoide (TSH): 0,3 mUI/mL (normal: 0,5 a 4,7). Para esclarecer o diagnóstico, é realizada uma injeção intravenosa de hormônio liberador de tireotrofina (TRH). Os níveis séricos de TSH medidos logo após a injeção mostraram um aumento significativo.
Assinale a alternativa que apresenta a causa provável da síndrome dessa paciente.
Mulher de 79 anos evolui com dispneia progressiva aos mínimos esforços e episódios recorrentes de tontura posicional no último trimestre. O ecocardiograma transtorácico evidencia valva aórtica tricúspide espessada, com calcificação acentuada dos folhetos, velocidade máxima de jato transvalvular de 4,3 m/s, gradiente pressórico médio de 48 mmHg e área valvar aórtica calculada em 0,72 cm². A fração de ejeção de ventrículo esquerdo é de 52%. A tomografia multiespiral de planejamento revela a presença de aorta em porcelana e fragilidade clínica moderada documentada por índices multidimensionais. A avaliação integrada pela equipe multidisciplinar (Heart Team) estima o risco de mortalidade cirúrgica pelo escore 7,8% (STS Score).
Considerando os dados descritos, é correto afirmar:
Homem de 62 anos comparece à consulta de seguimento de 12 meses pós-transplante renal. O paciente refere estar se sentindo bem e apresenta boa adesão ao regime imunossupressor atual, que inclui glicocorticoides. Ele possui antecedente de doença cardiovascular estável pós-implante de stent. Tem história familiar de diabetes tipo 2, mas não apresenta diagnóstico prévio de diabetes. O IMC é 27,4 kg/m² e a taxa de filtração glomerular estimada de 78 mL/min/1,73 m². O valor atual de hemoglobina glicada é de 7,6%.
Além das modificações no estilo de vida, qual a opção terapêutica que deve ser recomendada para o manejo do diabetes desse paciente?
A melhor abordagem para o paciente é:
Homem de 44 anos, repositor de mercadorias em supermercado, procura a Unidade Básica de Saúde com queixa de dor lombar há duas semanas, iniciada após esforço físico no trabalho. Refere piora ao final do dia e melhora parcial com repouso e analgésicos comuns, sem irradiação para membros inferiores. Ao exame: dor à palpação paravertebral lombar, Lasègue negativo bilateralmente, com força, reflexos e sensibilidade preservados. Nega febre, perda ponderal, trauma, alterações esfincterianas ou outros sinais de alerta.
Diante desse quadro, a conduta inicial mais adequada é
Homem de 78 anos, com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) avançada, em cuidados paliativos exclusivos, encontra-se em acompanhamento domiciliar pela Equipe de Saúde da Família. Apresenta dispneia intensa (escala de Borg 8/10) em repouso, com piora aos mínimos esforços, associada a náuseas e redução do apetite há cinco dias. Encontra-se lúcido e refere sensação de “falta de ar insuportável”. A família informa que o paciente não tolera a máscara de oxigênio e apresenta boca seca. Após ajuste da oxigenoterapia, medidas de posicionamento e outras intervenções não farmacológicas, a dispneia permaneceu refratária.
Nesse contexto, qual é a conduta farmacológica mais adequada?
Mulher de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, é atendida por uma médica residente no ambulatório de um hospital-escola para acompanhamento de suas doenças crônicas. Ao ser questionada sobre como convive com essas condições, relata sentir-se culpada por não conseguir seguir a dieta devido à rotina de cuidados com os netos que moram com ela e manifesta receio de perder a visão e deixar de cuidar da família. Após explorar essas preocupações, a médica residente discute as opções terapêuticas e, em conjunto com a paciente, estabelece metas alimentares factíveis, compatíveis com sua realidade familiar e financeira.
Considerando os componentes do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP), essa conduta exemplifica
Mulher de 52 anos veio ao consultório com queixa de perda urinária, o que vem comprometendo sua rotina e qualidade de vida. Foi submetida a estudo urodinâmico, no qual foi detectada Pressão de Ponto de Perda sob manobra de Valsalva (PPPV) de 40 cm H₂O, sem evidências de hipermobilidade uretral.
Assinale a alternativa que apresenta a causa da perda urinária.