Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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Um homem de 42 anos é admitido no pronto-socorro após politraumatismo decorrente de acidente automobilístico. Durante a internação, é diagnosticado com trombose venosa profunda extensa em membro inferior esquerdo. O paciente apresenta traumatismo cranioencefálico com hemorragia intracraniana em evolução, motivo pelo qual o uso de anticoagulantes está formalmente contraindicado. Diante desse quadro, a equipe assistente discute a profilaxia da embolia pulmonar.
Considerando o caso, assinale a alternativa correta.
Homem de 52 anos apresenta mal-estar, fadiga, anorexia, náuseas e icterícia iniciados há duas semanas, associados a discreto desconforto em hipocôndrio direito. Refere febre baixa; nega emagrecimento. Refere ter sido submetido a laparotomia exploradora há 5 meses por ferimento penetrante abdominal, tendo sido submetido a uma esplenectomia. Ao exame: icterícia evidente, Temperatura: 37,7 ºC; estável hemodinamicamente, há presença de hepatomegalia e dor discreta à palpação do fígado. O médico solicitou exames laboratoriais, que detectaram bilirrubina total elevada, com predomínio da fração direta, AST e ALT superiores a dez vezes o limite da normalidade, fosfatase alcalina e GGT normais. Exames de imagem: ultrassom de abdome superior demonstrou hepatomegalia discreta, sem alterações da vesícula biliar e vias biliares normais.
Diante dos achados, o médico deverá solicitar na investigação diagnóstica do paciente:
Homem de 68 anos é admitido no departamento de emergência por insuficiência respiratória aguda hipoxêmica e rebaixamento do nível de consciência. O histórico é relevante para doença pulmonar obstrutiva crônica grave e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada. Após falha da ventilação não invasiva, o paciente é intubado, acoplado à ventilação mecânica e sedado em infusão contínua com propofol e fentanila. Hemoculturas são coletadas e iniciada antibioticoterapia empírica com piperacilina-tazobactam e claritromicina. Ele evolui com instabilidade hemodinâmica, sendo necessário suporte vasopressor com noradrenalina por acesso venoso periférico, até a passagem de cateter venoso central na veia jugular interna direita. Exames séricos iniciais: lactato de 4,5 mmol/L e creatinina de 2,1 mg/dL. O paciente aguarda tomografias de crânio e tórax e vaga na unidade de terapia intensiva. Ocorre a troca de turno médico na emergência, exigindo a transferência de cuidados para a equipe plantonista da noite. O médico que assume o plantão utiliza o método I-PASS (Illness severity, Patient summary, Action list, Situation awareness and contingency planning, Synthesis by receiver) para estruturar a passagem de plantão.
Considerando as recomendações das diretrizes de segurança do paciente para transições de cuidado e a aplicação clínica estruturada, nesse cenário específico, é correto afirmar:
Homem de 69 anos é atendido em consulta de rotina por quadro de possível hipogonadismo. Ele relata redução da libido, aumento da fadiga e ganho de peso gradual nos últimos 10 anos. É portador de diabetes mellitus tipo 2 (manejado sem insulina), hipertensão arterial, hipercolesterolemia e apresenta histórico de infecção por COVID-19, pela qual permaneceu hospitalizado, por 4 dias, há 3 meses. Ele e sua esposa têm 3 filhos adultos na faixa dos 30 anos. As medicações em uso são: metformina (2 g/dia), empagliflozina (10 mg/dia); lisinopril (10 mg/dia); atorvastatina (40 mg/dia). O prontuário mostra os exames realizados 1 semana após a internação por COVID: painel metabólico completo e função hepática: normais; creatinina: 1,4 mg/dL; hemoglobina: 15,8 g/dL; hemoglobina A1c: 7,7%; testosterona total: 170 ng/dL (normal: 300 a 900); testosterona livre: 7,5 ng/dL (normal: 9,0 a 30,0). Ao exame físico de agora: pressão arterial: 142 x 91 mmHg; frequência cardíaca: 82 bpm; peso: 117,9 kg (IMC: 32,0 kg/m2); nota-se adiposidade central, pilificação de padrão masculino normal e ausência de ginecomastia; testículos com volume normal e genitália externa de aspecto normal. Novos resultados hormonais (jejum, 08h00) mostram: testosterona total: 240 ng/dL; testosterona livre: 8,5 ng/dL.
Nesse momento, o próximo passo apropriado para seu hipogonadismo é
Homem de 68 anos procura o pronto atendimento com queixas de dor e empastamento em panturrilha esquerda surgidos há três dias. O histórico médico revela hipertensão arterial em uso de enalapril, diabetes mellitus tipo 2 controlado com linagliptina e acidente vascular cerebral isquêmico prévio ocorrido há dois anos, sem sequelas motoras residuais. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 84 mmHg; frequência cardíaca: 82 bpm; frequência respiratória: 16 ipm; SatO2 em ar ambiente: 97%; peso: 118 kg; membro inferior esquerdo com edema assimétrico importante (2+/4+) estendendo-se até o terço proximal da coxa, com eritema discreto. Ultrassom: trombose venosa profunda (TVP) proximal extensa. Exames séricos: sódio: 138 mEq/L; potássio: 4,5 mEq/L; ureia: 51 mg/dL; creatinina: 1,6 mg/dL (clearance de 34 mL/min/1,73m2); hemograma completo, coagulograma, glicemia e perfil hepático: normais.
Nesse cenário clínico, é correto afirmar:
Mulher de 38 anos, com diabetes mellitus tipo 2, há seis anos, e obesidade grau III (IMC: 46 kg/m²), comparece ao ambulatório para avaliação de rotina. Está em uso de metformina e iniciou semaglutida subcutânea há nove meses. Nesse período, apresentou uma expressiva perda ponderal de 18 kg e melhora do controle glicêmico, com redução da hemoglobina glicada (A1C) de 8,8% para 6,2%. Devido a isso, ela aventa a possibilidade de engravidar. Durante a consulta, relata que apresentou um episódio de gastroenterite aguda, há três semanas, caracterizado por diarreia e vômitos intensos, notando uma redução do volume urinário nessa ocasião. Menciona, ainda, o agendamento de uma cirurgia eletiva de colecistectomia para as próximas semanas, motivada por episódios recentes de cólica biliar. Ao exame físico: nota-se uma nova turvação visual e piora da acuidade no olho direito.
Considerando o caso apresentado, é correto afirmar:
Mulher de 55 anos está preocupada com o seu colesterol elevado. A menopausa ocorreu há 3 anos. Ela não apresenta diabetes ou doença cardiovascular estabelecida, no entanto, mostra-se preocupada porque seu pai sofreu um infarto do miocárdio aos 45 anos de idade. As dosagens de TSH e a glicemia de jejum estão normais. Seu risco de doença cardiovascular, em 10 anos, é estimado em 6,3%. Como a paciente não deseja iniciar o uso de estatinas, ela é submetida a uma tomografia para determinação do escore de cálcio coronário, cujo resultado foi zero. O resultado do perfil lipídico é: colesterol total: 252 mg/dL; LDL: 169 mg/dL; HDL: 47 mg/dL; triglicerídeos: 214 mg/dL. Ela decide seguir uma dieta vegana rica em azeite de oliva e pobre em gordura saturada. Seis meses após a mudança dietética, ela repete o perfil lipídico: colesterol total: 239 mg/dL; LDL: 123 mg/dL; HDL: 41 mg/dL; triglicerídeos: 374 mg/dL.
Nesse momento, com o objetivo de avaliar o risco de doença cardiovascular dessa paciente, o exame apropriado é
Homem de 62 anos, hipertenso e dislipidêmico, encontra-se no terceiro dia de internação na unidade coronariana após apresentar um infarto agudo do miocárdio com elevação de segmento ST de parede anterior. Ele foi submetido à intervenção coronariana percutânea primária com implante de stent farmacológico na artéria descendente anterior (tempo porta-balão de 85 minutos). A evolução era estável, porém passou a referir dor torácica aguda, de caráter pleurítico, que irradia para o trapézio e melhora quando o paciente inclina o tronco para a frente. Ao exame físico de agora: consciente, orientado, eupneico; pressão arterial: 118 x 72 mmHg; frequência cardíaca: 88 bpm; SatO2 em ar ambiente: 96%; pulmonar: normal. Eletrocardiograma: ritmo sinusal; ondas Q em V1-V4; o segmento ST mantém-se elevado nas derivações precordiais, associado à persistência de ondas T positivas. Ecocardiograma transtorácico: fração de ejeção de ventrículo esquerdo: 42%, com acinesia anteroapical; há discreto derrame pericárdico (4 mm), sem sinais de colapso diastólico de câmaras direitas ou variação respiratória significativa do fluxo mitral.
Considerando a evolução descrita, é correto afirmar:
Homem de 35 anos está hospitalizado após um acidente automobilístico. Dois dias após a admissão, ele evolui com disúria e polaciúria. A temperatura é de 36,9 ºC e os sinais vitais são normais. O hemograma não demonstra leucocitose. Uma amostra de urina de jato médio é coletada, apresentando sedimento positivo para esterase leucocitária e nitritos, e a urocultura revela o crescimento de 103.000 UFC/mL de Escherichia coli. O teste de sensibilidade antimicrobiana demonstra que o micro-organismo é produtor de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL).
É correto afirmar que a conduta adequada para esse paciente é
Mulher de 62 anos apresenta diarreia aquosa crônica há 7 meses. Relata que a diarreia persiste mesmo durante o jejum prolongado (noturna). A paciente refere que as fezes são de grande volume, sem sangue ou muco, e estão associadas a episódios de cãibras musculares generalizadas. O histórico é relevante apenas para hipertensão em uso de enalapril e anlodipino. Nega viagens recentes, etilismo, tabagismo, uso de antibióticos ou cirurgia gastrointestinal prévia. Ao exame físico: hidratada; pressão arterial: 130 x 80 mmHg; abdome indolor com ruídos hidroaéreos audíveis em todos os quadrantes. Exames séricos: hemograma normal; potássio: 2,8 mEq/L; creatinina: 0,9 mg/dL. O hiato osmótico fecal calculado é de 30 mOsm/kg. A pesquisa de gordura fecal (Sudan III) é negativa e a calprotectina fecal é de 20 mcg/g (referência < 50).
Com base no mecanismo fisiopatológico da diarreia apresentada, assinale a alternativa correta.
Homem de 55 anos é atendido em consulta de retorno com queixa de dor óssea que começou há algumas semanas. Ele é um paciente que faz hemodiálise crônica. Todavia, há 6 meses, a fim de controlar melhor sua hipertensão e sobrecarga de volume, ele foi transferido da hemodiálise três vezes por semana para hemodiálise noturna longa, cinco vezes por semana. Ele se exercita regularmente, no entanto, não tem conseguido fazê-lo ultimamente devido à dor óssea. Exames séricos (antes de uma sessão de diálise): cálcio corrigido: 8,4 mg/dL (normal: 8,8 a 10,4); fósforo: 1,55 mg/dL (normal: 2,48 a 4,50); paratormônio: 8,2 pmol/L (normal: 0,9 a 5,4); 25-OH-colecalciferol sérico: 39,8 ng/mL (normal: > 20).
De acordo com as informações apresentadas, qual é a causa provável de dores desse paciente?
Homem de 58 anos de idade é admitido na sala de emergência queixando-se de dor torácica intensa, de início súbito, com forte irradiação para a região interescapular. Ao exame físico: apresenta-se sudoreico, pálido e intensamente ansioso; pressão arterial: 220 x 130 mmHg no membro superior direito e 190 x 110 mmHg no membro superior esquerdo; frequência cardíaca: 118 bpm. O eletrocardiograma demonstra taquicardia sinusal e critérios de voltagem para hipertrofia ventricular esquerda, sem alterações isquêmicas agudas. A radiografia de tórax no leito evidencia alargamento do mediastino.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 37 anos procura atendimento médico em um serviço de pronto atendimento. Na última semana, refere que desenvolveu dor abdominal e notou icterícia, acompanhada de fadiga e mal-estar geral. O histórico médico inclui diagnóstico de tireoidite de Hashimoto, em uso de terapia de reposição hormonal. Seus sinais vitais revelam temperatura de 37 ºC, frequência cardíaca de 74 bpm e pressão arterial de 101 x 67 mmHg. O exame físico evidencia hepatomegalia leve e comprova icterícia de escleras. Os exames laboratoriais demonstram: ALT (TGP): 430 U/L; AST (TGO): 389 U/L, bilirrubina total de 6,7 mg/dL e bilirrubina direta de 3,3 mg/dL; IgG sérica: 2.630 mg/dL (normal: até 1.600); sorologias virais: negativas. A paciente nega etilismo ou uso de drogas ilícitas.
Diante das informações apresentadas, o diagnóstico provável é
Homem de 62 anos, com antecedentes de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, tabagismo e câncer de próstata, comparece para avaliação de risco cirúrgico cardiovascular perioperatório antes da realização de prostatectomia. O paciente tem boa capacidade funcional, sendo capaz de caminhar em terreno plano sem sintomas limitantes e subir dois lances de escada sem apresentar angina. Ao exame físico: frequência cardíaca: 80 bpm; pressão arterial: 145 x 90 mmHg; SatO2 em ar ambiente: 98%; ausculta cardíaca: ritmo regular, com sopro sistólico de pico tardio (intensidade 2/6) em bordo esternal superior direito e hipofonese de segunda bulha (A2); pulmonar: murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, sem estertores; abdome normal; extremidades sem edema, com pulsos tibiais posteriores palpáveis. Eletrocardiograma: ritmo sinusal; critérios para hipertrofia ventricular esquerda. Tomografia de tórax realizada recentemente evidencia calcificação coronariana moderada e calcificação da valva aórtica.
Nesse caso, além do estímulo à cessação do tabagismo, constitui recomendação apropriada:
Mulher de 29 anos é atendida em consulta de rotina para aconselhamento pré-concepcional, já que planeja constituir família muito em breve. Ela tem história de cardiopatia reumática, mas nega quaisquer sintomas cardíacos e diz caminhar três vezes por semana como exercício. A única medicação em uso é uma injeção mensal de penicilina benzatina. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 84 mmHg; frequência cardíaca: 60 bpm; SatO2 em ar ambiente: 98%; não há turgência jugular; pulmões estão limpos à ausculta; cardíaco: ritmo regular, com B1 suave; nenhum sopro é auscultado; não há edema de membros inferiores. Eletrocardiograma: ritmo sinusal. Ecocardiograma transtorácico: fração de ejeção de ventrículo esquerdo de 65%; há aumento do átrio esquerdo; os folhetos da valva mitral (VM) estão espessados, com fusão comissural; não há calcificação ou espessamento subvalvar; o tempo de meia-pressão (pressure half-time) da VM é de 170 ms.
Nesse momento, a melhor recomendação para essa paciente é
Mulher de 25 anos, previamente hígida, refere história de febre, cólicas abdominais, diarreia e vômitos há 3 dias. Relata que, há cerca de 5 dias, consumiu uma porção inteira de massa de biscoito crua (contendo ovos crus). Não há hematoquezia ou antecedentes mórbidos relevantes. Ao exame físico: temperatura: 37,9 °C; pressão arterial: 127 x 83 mmHg; frequência cardíaca: 92 bpm; abdome: há dor leve à palpação difusa. A coprocultura demonstra crescimento de colônias negras em ágar Hektoen e o exame parasitológico de fezes é negativo.
Para essa paciente, a conduta apropriada é
Mulher de 76 anos relata quadro de disfagia e dor torácica. Os sinais vitais e exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax evidencia dilatação esofágica e o esofagograma contrastado revela estreitamento do esôfago distal (aspecto em “bico de pássaro”). A manometria esofágica demonstra ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse no esôfago inferior. Não há acometimento cardiológico ou de intestino. Os resultados laboratoriais relevantes incluem: IgM para Trypanosoma cruzi: negativo; IgG para Trypanosoma cruzi: positivo.
Considerando o agente microbiano responsável por essa complicação, de acordo com as melhores evidências científicas, é correto afirmar:
Homem de 72 anos, diabético e hipertenso há 15 anos, com doença renal crônica e taxa de filtração glomerular estimada de 35 mL/min/1,73 m2, há 6 meses, retorna em consulta de rotina. Ele faz uso regular de losartana, dapagliflozina, metformina e atorvastatina, mas queixa-se de nictúria ocasional e uma dor articular no primeiro pododáctilo direito, resolvida, há duas semanas, com uso de compressas frias e analgésico comum, diagnosticada previamente em pronto-atendimento como um episódio agudo de gota. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 82 mmHg; IMC: 29 kg/m2; sem edema periférico. Exames séricos atuais: creatinina: 1,9 mg/dL (34 mL/min/1,73 m² pela equação CKD-EPI 2021); ureia: 65 mg/dL; potássio: 4,8 mEq/L; bicarbonato: 22 mEq/L; ácido úrico: 9,2 mg/dL. Relação albumina-creatinina: 350 mg/g (prévia de 320 mg/g há seis meses).
A partir dos dados descritos, é correto afirmar:
Mulher de 48 anos se queixa de pressão facial, obstrução nasal e secreção pós-nasal espessa há quatro meses. Relata fadiga associada e diminuição do olfato, mas nega episódios de febre, dor dentária, epistaxe ou eliminação de secreção nasal francamente purulenta recente. O histórico médico é irrelevante. Ao exame físico: sinais vitais estáveis; cardiopulmonar e abdome: normais; a oroscopia não apresenta gotejamento purulento franco; o exame nasal revela mucosa edemaciada e hiperemiada no meato anterior bilateralmente, com presença de secreção mucoide espessa, sem pólipos nasais visíveis.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 58 anos, assintomática, comparece em consulta de rotina. Nega fadiga, desconforto abdominal, icterícia ou sangramentos. Relata não ter o hábito de consumir bebidas alcoólicas, usar medicamentos hepatotóxicos ou formulações fitoterápicas. Ela tem antecedente de diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado, há 8 anos (em uso de metformina, 1.000 mg/dia), além de obesidade grau I e dislipidemia (parou a medicação por conta própria). Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 82 mmHg; frequência cardíaca: 76 bpm; IMC: 33,9 kg/m2; abdome: globoso, flácido, indolor à palpação; fígado palpável no rebordo costal direito, com borda romba e indolor; ausência de esplenomegalia, ascite, eritema palmar ou circulação colateral. Exames séricos: AST (TGO): 48 U/L; ALT (TGP): 52 U/L; plaquetas: 180.000/mm3; glicemia de jejum: 145 mg/dL; hemoglobina glicada (HbA1c): 7,6%; albumina: 4,1 g/dL; bilirrubinas normais. Ultrassom: fígado com ecogenicidade difusamente aumentada, atenuando o feixe sonoro nas porções profundas, padrão compatível com esteatose hepática de grau moderado; vias biliares normais. O escore não invasivo FIB-4 é de 2,14 (intermediário risco).
Em relação ao caso descrito, é correto afirmar: