Questões de Concurso
Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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A figura abaixo apresenta cinco situações hipotéticas da via fisiopatológica de uma doença até seu desfecho clínico real.
A situação em que o biomarcador teria maior validade como desfecho substituto para avaliar o efeito de uma intervenção sobre o desfecho clínico real seria a


Neste contexto, avalie as afirmativas a seguir.
I. A exposição prolongada ao chumbo foi associada ao desenvolvimento de hipertensão arterial por múltiplos mecanismos como dano renal, ativação do SRAA (sistema renina-angiotensina-aldosterona), estresse oxidativo e desregulação do óxido nítrico.
II. A exposição prolongada ao chumbo não está associada ao desenvolvimento de doença coronariana ou cerebrovascular.
III. Os efeitos nocivos da exposição ao chumbo apresentam uma relação dose-dependente entre o grau de exposição e o risco de eventos adversos.
Está correto apenas o que se afirma em
Após tratamento com furosemida intravenosa, evolui com resolução da congestão e encontra-se clinicamente estável, em programação de alta hospitalar. Antes da internação, apresentava dispneia aos esforços habituais, compatível com classe funcional III da NYHA.
Ecocardiograma demonstra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 60%, hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, volume atrial esquerdo indexado de 45 mL/m², relação E/e' média de 17 e ausência de valvopatia significativa.
Na alta, apresenta: PA: 126/72 mmHg; FC: 68 bpm, ritmo sinusal; Hemoglobina: 12,4 g/dL; Sódio: 138 mEq/L; Potássio: 5,2 mEq/L; Creatinina: 1,3 mg/dL; TFGe: 44 mL/min/1,73 m²; Glicemia de jejum: 96 mg/dL; HbA1c: 5,8%; NT proBNP: 1.480 pg/mL.
Encontra-se euvolêmica e recebe valsartana para controle da hipertensão arterial, além de furosemida oral em dose ajustada para manutenção da euvolemia.
Considerando o diagnóstico, os exames laboratoriais e o objetivo de reduzir o risco de novos eventos de insuficiência cardíaca, assinale a conduta farmacológica, associada ao respectivo mecanismo de ação, mais apropriada nesse momento.
A conduta mais apropriada é
A conduta mais apropriada é
A melhor estratégia para otimizar tratamento modificador de prognóstico é
A intervenção farmacológica com maior benefício cardiorrenal adicional é
A estratégia inicial mais apropriada é
Na admissão, encontra-se assintomático. PA 138 × 82 mmHg, FC 72 bpm, FR 16 irpm e SpO₂ 97% em ar ambiente. Ausculta cardíaca sem sopros, pulmões sem estertores e pulsos periféricos simétricos. Não há sinais de insuficiência cardíaca.
A primeira dosagem de troponina cardíaca de alta sensibilidade encontra-se abaixo do percentil 99. Hemoglobina, creatinina e eletrólitos não apresentam alterações relevantes.
É realizado o seguinte eletrocardiograma durante o período sem dor:
Considerando conjuntamente a história clínica, o eletrocardiograma e o risco de eventos cardiovasculares subsequentes, a conduta mais apropriada é
É iniciado tratamento antimicrobiano direcionado. No quarto dia de internação, o paciente apresenta hemiparesia direita e disfasia de início súbito. A ressonância magnética de encéfalo demonstra pequeno infarto isquêmico cortical em território da artéria cerebral média esquerda, sem transformação hemorrágica. Nas 24 horas seguintes, permanece consciente, hemodinamicamente estável e com melhora parcial do déficit neurológico.
No quinto dia, desenvolve prolongamento progressivo do intervalo PR, seguido de bloqueio atrioventricular de segundo grau. Novo ecocardiograma transesofágico demonstra coleção perianular aórtica de 18 mm compatível com abscesso, além da vegetação previamente descrita.
Considerando o conjunto dos achados, a conduta mais adequada neste momento é
Ao exame, encontra-se lúcido e orientado, com PA 136/82 mmHg, FC 52 bpm, FR 18 irpm, SpO₂ 97% em ar ambiente e temperatura de 36,5 oC. A ausculta pulmonar não evidencia estertores e não há edema periférico.
O eletrocardiograma obtido na admissão é apresentado a seguir:
Considerando o contexto clínico e o padrão eletrocardiográfico apresentado, a conduta inicial mais apropriada é
Após tratamento da congestão, o paciente encontra-se clinicamente estável e inicia-se a otimização da terapia modificadora de prognóstico. Durante a discussão do caso, são abordadas a ativação neuro-hormonal associada à progressão da insuficiência cardíaca e as bases fisiopatológicas para utilização de sacubitril/valsartana e dapagliflozina.
Considerando a fisiopatologia da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e os mecanismos farmacológicos das terapias utilizadas nesse contexto, assinale a afirmativa correta.
É instituído tratamento com ácido acetilsalicílico, inibidor do receptor P2Y12 e anticoagulação em dose terapêutica. Para controle dos sintomas isquêmicos, são administrados betabloqueador por via oral e nitroglicerina intravenosa em infusão contínua, progressivamente titulada conforme a intensidade da dor e a tolerância hemodinâmica.
O paciente permanece sob monitorização cardíaca contínua. Apresenta pressão arterial de 120/80 mmHg, frequência cardíaca de 72 bpm, frequência respiratória de 21 irpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. Ao exame físico, está lúcido e orientado, com extremidades aquecidas, sem sinais de hipoperfusão, congestão pulmonar ou insuficiência cardíaca aguda.
Nas horas subsequentes, apesar das medidas instituídas e sem ocorrência de hipotensão ou outro efeito adverso que impeça a titulação do nitrato, o paciente continua apresentando episódios recorrentes de dor retroesternal em pressão, com as mesmas características isquêmicas da apresentação inicial.
Considerando a estratificação de risco e a definição do momento da abordagem invasiva na síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento persistente do segmento ST, assinale a opção que apresenta a conduta mais apropriada.
Após o controle pressórico e metabólico, ocorre resolução da dor, sem recorrência durante o período de observação em unidade monitorizada. O paciente permanece hemodinamicamente estável.
Os eletrocardiogramas seriados não demonstram alterações isquêmicas dinâmicas do segmento ST ou da onda T. A dosagem seriada de troponina I ultrassensível revela valores de 37,0 > 45,5 > 55,4 ng/L, para um limite superior de referência correspondente ao percentil 99 de 19 ng/L. O ecocardiograma transtorácico demonstra fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada e ausência de nova alteração segmentar da contratilidade.
Considerando a Quarta Definição Universal do Infarto do Miocárdio e a necessidade de integrar a cinética da troponina ao contexto clínico e ao provável mecanismo fisiopatológico, assinale a opção correta.
Ao exame físico, encontra-se consciente, orientado, porém nitidamente dispneico, com frequência respiratória de 24 irpm, saturação periférica de oxigênio de 94% em ar ambiente e pressão arterial de 108 X 68 mmHg.
À propedêutica clínica, observam-se turgência jugular patológica a 45°, edema de membros inferiores mensurado em 2+/4+ e estertores crepitantes bibasais em terços inferiores.
O eletrocardiograma de 12 derivações evidencia ritmo de fibrilação atrial com alta resposta ventricular, com frequência cardíaca oscilando entre 145 e 155 bpm, sem sinais de isquemia miocárdica aguda.
Considerando o perfil clínico-hemodinâmico do paciente e as recomendações atuais para o manejo de arritmias supraventriculares agudas associadas à insuficiência cardíaca descompensada, a conduta farmacológica inicial mais apropriada é
Ao exame físico: regular para mau estado geral, taquipneica (FR: 28 irpm), SatO₂: 88% em ar ambiente. Pressão Arterial: 190 x 110 mmHg. Frequência Cardíaca: 102 bpm. À ausculta cardíaca, nota-se ritmo em 3 tempos por presença de terceira bulha (B3). A ausculta pulmonar revela estertores crepitantes bilaterais difusos até terços superiores de ambos os hemitórax. Apresenta edema maleolar bilateral (2+/4+). Foi realizada a radiografia de tórax no leito (incidência AP):
Com base no quadro clínico-radiológico apresentado, a conduta terapêutica inicial mais adequada, para a estabilização imediata da paciente no setor de emergência, é