Questões de Concurso Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina

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Q4308506 Medicina
Biomarcadores são frequentemente utilizados na medicina cardiovascular como desfechos substitutos para guiar processos diagnósticos e intervenções terapêuticas.
A figura abaixo apresenta cinco situações hipotéticas da via fisiopatológica de uma doença até seu desfecho clínico real.



Imagem associada para resolução da questão


A situação em que o biomarcador teria maior validade como desfecho substituto para avaliar o efeito de uma intervenção sobre o desfecho clínico real seria a
Alternativas
Q4308504 Medicina
Mulher de 50 anos, com hipertensão arterial leve e história de fibrilação atrial paroxística, em uso de apixabana 5 mg duas vezes ao dia, sotalol 160 mg/dia e anlodipino 5 mg/dia, relata quadro de infecção de vias aéreas superiores há cerca de uma semana. Há três dias, iniciou, por conta própria, antibioticoterapia com azitromicina, por acreditar que não estava melhorando, embora negasse febre ou dispneia durante a evolução. Nas últimas 12 horas, passou a apresentar palpitações frequentes, mesmo em repouso, procurando atendimento de emergência após episódio de síncope sem pródromos. Nega traumatismo durante a síncope. Na admissão, encontrava-se lúcida, orientada, corada, acianótica e afebril. Ainda refere palpitações. FC: 110 bpm, ritmo irregular, PA: 100 × 60 mmHg, SatO2: 97% em ar ambiente. A ausculta respiratória e cardíaca não apresentavam alterações. Foi realizado eletrocardiograma, mostrado abaixo. 



Considerando o diagnóstico do caso, assinale a opção que apresenta a droga inicial intravenosa de escolha para o tratamento da arritmia identificada no eletrocardiograma.
Alternativas
Q4308503 Medicina
Mulher de 50 anos, com hipertensão arterial leve e história de fibrilação atrial paroxística, em uso de apixabana 5 mg duas vezes ao dia, sotalol 160 mg/dia e anlodipino 5 mg/dia, relata quadro de infecção de vias aéreas superiores há cerca de uma semana. Há três dias, iniciou, por conta própria, antibioticoterapia com azitromicina, por acreditar que não estava melhorando, embora negasse febre ou dispneia durante a evolução. Nas últimas 12 horas, passou a apresentar palpitações frequentes, mesmo em repouso, procurando atendimento de emergência após episódio de síncope sem pródromos. Nega traumatismo durante a síncope. Na admissão, encontrava-se lúcida, orientada, corada, acianótica e afebril. Ainda refere palpitações. FC: 110 bpm, ritmo irregular, PA: 100 × 60 mmHg, SatO2: 97% em ar ambiente. A ausculta respiratória e cardíaca não apresentavam alterações. Foi realizado eletrocardiograma, mostrado abaixo. 



Considerando o quadro clínico e o traçado eletrocardiográfico, a arritmia mais provavelmente responsável pelo episódio de síncope é 
Alternativas
Q4308498 Medicina
Diversos fatores de risco cardiovasculares não clássicos apresentam relevância clínica. Estudos realizados ao longo de mais de 50 anos já associaram, por exemplo, a exposição prolongada a metais tóxicos a múltiplos riscos adversos à saúde. O chumbo representa um desses elementos, inclusive com potenciais efeitos sobre a saúde cardiovascular.
Neste contexto, avalie as afirmativas a seguir.

I. A exposição prolongada ao chumbo foi associada ao desenvolvimento de hipertensão arterial por múltiplos mecanismos como dano renal, ativação do SRAA (sistema renina-angiotensina-aldosterona), estresse oxidativo e desregulação do óxido nítrico.

II. A exposição prolongada ao chumbo não está associada ao desenvolvimento de doença coronariana ou cerebrovascular.

III. Os efeitos nocivos da exposição ao chumbo apresentam uma relação dose-dependente entre o grau de exposição e o risco de eventos adversos.


Está correto apenas o que se afirma em 
Alternativas
Q4308497 Medicina
Paciente de 30 anos, previamente hígido, relata quadro de COVID-19, sem complicações, há cerca de três semanas. Dois dias após retornar de viagem, em voo com duração aproximada de 12 horas, procurou a emergência devido a dor em hemitórax esquerdo, de caráter ventilatório-dependente que o incomoda para dormir e para realizar exercício físico. Nega dispneia, uso de medicações contínuas, alergias ou comorbidades.

Ao exame físico, encontra-se eupneico em ar ambiente, corado, acianótico e afebril. Frequência cardíaca de 90 bpm, pressão arterial de 120 × 70 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. À ausculta respiratória, não apresenta ruídos adventícios. O ritmo cardíaco é regular, em dois tempos, sem sopros. Abdome sem alterações. Membros inferiores sem edema bilateralmente. O eletrocardiograma mostra ritmo sinusal com bloqueio de ramo direito incompleto. Devido aos sintomas, foi solicitado D-dímero, cujo resultado foi de 1.200 ng/mL.
O exame realizado confirmou o diagnóstico mais provável e demonstrou uma relação VD/VE de 0,7, com acometimento restrito a uma artéria pulmonar segmentar. Assumindo que o paciente apresenta um índice de gravidade PESI I, a conduta mais adequada para este caso, entre as opções abaixo, seria
Alternativas
Q4308496 Medicina
Paciente de 30 anos, previamente hígido, relata quadro de COVID-19, sem complicações, há cerca de três semanas. Dois dias após retornar de viagem, em voo com duração aproximada de 12 horas, procurou a emergência devido a dor em hemitórax esquerdo, de caráter ventilatório-dependente que o incomoda para dormir e para realizar exercício físico. Nega dispneia, uso de medicações contínuas, alergias ou comorbidades.

Ao exame físico, encontra-se eupneico em ar ambiente, corado, acianótico e afebril. Frequência cardíaca de 90 bpm, pressão arterial de 120 × 70 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. À ausculta respiratória, não apresenta ruídos adventícios. O ritmo cardíaco é regular, em dois tempos, sem sopros. Abdome sem alterações. Membros inferiores sem edema bilateralmente. O eletrocardiograma mostra ritmo sinusal com bloqueio de ramo direito incompleto. Devido aos sintomas, foi solicitado D-dímero, cujo resultado foi de 1.200 ng/mL.
Considerando a hipótese mais provável, a ausência de alergias ou de disfunção renal, o exame mais adequado a ser realizado neste momento para confirmar o diagnóstico é o(a)
Alternativas
Q4307671 Medicina
Mulher de 76 anos, com hipertensão arterial sistêmica, obesidade grau I e doença renal crônica estágio G3a, sem diagnóstico de diabetes Mellitus, é internada pela segunda vez em 8 meses por dispneia progressiva, ortopneia e edema de membros inferiores. Na admissão, apresentava estertores bibasais, turgência jugular e congestão pulmonar à radiografia de tórax.
Após tratamento com furosemida intravenosa, evolui com resolução da congestão e encontra-se clinicamente estável, em programação de alta hospitalar. Antes da internação, apresentava dispneia aos esforços habituais, compatível com classe funcional III da NYHA.
Ecocardiograma demonstra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 60%, hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, volume atrial esquerdo indexado de 45 mL/m², relação E/e' média de 17 e ausência de valvopatia significativa.
Na alta, apresenta: PA: 126/72 mmHg; FC: 68 bpm, ritmo sinusal; Hemoglobina: 12,4 g/dL; Sódio: 138 mEq/L; Potássio: 5,2 mEq/L; Creatinina: 1,3 mg/dL; TFGe: 44 mL/min/1,73 m²; Glicemia de jejum: 96 mg/dL; HbA1c: 5,8%; NT proBNP: 1.480 pg/mL.
Encontra-se euvolêmica e recebe valsartana para controle da hipertensão arterial, além de furosemida oral em dose ajustada para manutenção da euvolemia.

Considerando o diagnóstico, os exames laboratoriais e o objetivo de reduzir o risco de novos eventos de insuficiência cardíaca, assinale a conduta farmacológica, associada ao respectivo mecanismo de ação, mais apropriada nesse momento.
Alternativas
Q4307667 Medicina
Mulher de 64 anos, com câncer de ovário, apresenta síncope, dispneia súbita e dor torácica. Ao exame, encontra-se com pressão arterial de 76 × 44 mmHg, frequência cardíaca de 128 bpm, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado e lactato 4,3 mmol/L e saturação periférica de oxigênio de 86%. A angiotomografia de tórax evidencia tromboembolismo pulmonar bilateral central, e o ecocardiograma demonstra dilatação e hipocinesia do ventrículo direito. A paciente não apresenta sangramento ativo, antecedente de hemorragia intracraniana, cirurgia de grande porte recente e sem metástases intracranianas conhecidas.

A conduta mais apropriada é 
Alternativas
Q4307665 Medicina
Mulher de 71 anos, cinco dias após infarto tratado com angioplastia, desenvolve dispneia súbita, edema agudo de pulmão e sopro holossistólico novo em foco mitral. Pressão arterial é 78 por 48 mmHg. Ecocardiograma demonstra regurgitação mitral aguda grave, folheto mitral flail e estrutura móvel correspondente à cabeça rompida do músculo papilar.

A conduta mais apropriada é 
Alternativas
Q4307662 Medicina
Homem de 58 anos, com insuficiência cardíaca e fração de ejeção de 30%, encontra-se euvolêmico, pressão arterial 108 por 68 mmHg, frequência cardíaca 76 bpm e TFG estimada de 48 mL/min/1,73 m². Usa enalapril 10 mg duas vezes ao dia e carvedilol 12,5 mg duas vezes ao dia. Potássio é 4,7 mEq/L. Não tem diabetes.

A melhor estratégia para otimizar tratamento modificador de prognóstico é 
Alternativas
Q4307659 Medicina
Mulher de 63 anos com diabetes tipo 2, insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada e doença renal crônica apresenta TFG de 28 mL/min/1,73 m² e relação albumina creatinina de 620 mg/g. Usa metformina em dose reduzida e losartana na maior dose tolerada. Hemoglobina glicada é 7,1%.

A intervenção farmacológica com maior benefício cardiorrenal adicional é 
Alternativas
Q4307651 Medicina
Homem de 62 anos apresenta dor torácica há 90 minutos, hipotensão e turgência jugular. O eletrocardiograma mostra supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF, com supra maior em DIII e infradesnivelamento em DI e aVL. Derivações direitas mostram supra de 2 mm em V4R. Ausculta pulmonar sem estertores. O serviço dispõe de hemodinâmica com tempo estimado do diagnóstico até o cruzamento da lesão pela guia de 80 minutos.

A estratégia inicial mais apropriada é 
Alternativas
Q4307641 Medicina
Homem de 58 anos, hipertenso, dislipidêmico e tabagista, procura serviço de emergência após apresentar, nas últimas 48 horas, três episódios de dor retroesternal em aperto, desencadeados inicialmente por esforço e, no episódio mais recente, em repouso. A última crise durou aproximadamente 20 minutos, acompanhada de sudorese e náusea, com resolução espontânea cerca de 40 minutos antes da avaliação médica.
Na admissão, encontra-se assintomático. PA 138 × 82 mmHg, FC 72 bpm, FR 16 irpm e SpO₂ 97% em ar ambiente. Ausculta cardíaca sem sopros, pulmões sem estertores e pulsos periféricos simétricos. Não há sinais de insuficiência cardíaca.
A primeira dosagem de troponina cardíaca de alta sensibilidade encontra-se abaixo do percentil 99. Hemoglobina, creatinina e eletrólitos não apresentam alterações relevantes.
É realizado o seguinte eletrocardiograma durante o período sem dor:


Imagem associada para resolução da questão


Considerando conjuntamente a história clínica, o eletrocardiograma e o risco de eventos cardiovasculares subsequentes, a conduta mais apropriada é 
Alternativas
Q4307640 Medicina
Homem de 58 anos, com hipertensão arterial e sem prótese valvar, é internado por febre há 10 dias, astenia e dispneia progressiva. Três pares de hemoculturas coletados antes do início dos antimicrobianos apresentam crescimento de Staphylococcus aureus sensível à meticilina. O ecocardiograma transesofágico inicial evidencia vegetação móvel de 11 mm na valva aórtica e insuficiência aórtica moderada.
É iniciado tratamento antimicrobiano direcionado. No quarto dia de internação, o paciente apresenta hemiparesia direita e disfasia de início súbito. A ressonância magnética de encéfalo demonstra pequeno infarto isquêmico cortical em território da artéria cerebral média esquerda, sem transformação hemorrágica. Nas 24 horas seguintes, permanece consciente, hemodinamicamente estável e com melhora parcial do déficit neurológico.
No quinto dia, desenvolve prolongamento progressivo do intervalo PR, seguido de bloqueio atrioventricular de segundo grau. Novo ecocardiograma transesofágico demonstra coleção perianular aórtica de 18 mm compatível com abscesso, além da vegetação previamente descrita.

Considerando o conjunto dos achados, a conduta mais adequada neste momento é 
Alternativas
Q4307638 Medicina
Homem de 68 anos, com doença renal crônica avançada em tratamento conservador, procura atendimento de emergência por fraqueza muscular progressiva, náuseas e palpitações iniciadas nas últimas horas. É hipertenso e portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Faz uso regular de carvedilol, losartana, espironolactona e furosemida.
Ao exame, encontra-se lúcido e orientado, com PA 136/82 mmHg, FC 52 bpm, FR 18 irpm, SpO₂ 97% em ar ambiente e temperatura de 36,5 oC. A ausculta pulmonar não evidencia estertores e não há edema periférico.
O eletrocardiograma obtido na admissão é apresentado a seguir:


Imagem associada para resolução da questão

Considerando o contexto clínico e o padrão eletrocardiográfico apresentado, a conduta inicial mais apropriada é 
Alternativas
Q4307636 Medicina
Homem de 64 anos, com antecedente de infarto agudo do miocárdio há 3 anos, apresenta dispneia progressiva aos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 118/72 mmHg, frequência cardíaca de 84 bpm, turgência jugular, terceira bulha cardíaca e edema maleolar bilateral. O ecocardiograma evidencia dilatação do ventrículo esquerdo, fração de ejeção de 32% e insuficiência mitral funcional discreta.
Após tratamento da congestão, o paciente encontra-se clinicamente estável e inicia-se a otimização da terapia modificadora de prognóstico. Durante a discussão do caso, são abordadas a ativação neuro-hormonal associada à progressão da insuficiência cardíaca e as bases fisiopatológicas para utilização de sacubitril/valsartana e dapagliflozina.

Considerando a fisiopatologia da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e os mecanismos farmacológicos das terapias utilizadas nesse contexto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4307622 Medicina
Homem de 65 anos, hipertenso, procura serviço de emergência por dor retroesternal em pressão, irradiada para ambos os membros superiores e para o dorso. Relata que episódios de menor intensidade haviam começado há aproximadamente cinco dias, com acentuação da dor nas últimas 24 horas. Nega infarto prévio. O eletrocardiograma realizado durante a avaliação inicial não apresenta supradesnivelamento persistente do segmento ST. A troponina I, inicialmente de 15.596 ng/L, apresenta elevação para valor superior a 40.000 ng/L em nova dosagem. Apresenta hemoglobina de 13,7 g/dL, creatinina de 0,84 mg/dL e não há evidência clínica de sangramento ativo.
É instituído tratamento com ácido acetilsalicílico, inibidor do receptor P2Y12 e anticoagulação em dose terapêutica. Para controle dos sintomas isquêmicos, são administrados betabloqueador por via oral e nitroglicerina intravenosa em infusão contínua, progressivamente titulada conforme a intensidade da dor e a tolerância hemodinâmica.
O paciente permanece sob monitorização cardíaca contínua. Apresenta pressão arterial de 120/80 mmHg, frequência cardíaca de 72 bpm, frequência respiratória de 21 irpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. Ao exame físico, está lúcido e orientado, com extremidades aquecidas, sem sinais de hipoperfusão, congestão pulmonar ou insuficiência cardíaca aguda.
Nas horas subsequentes, apesar das medidas instituídas e sem ocorrência de hipotensão ou outro efeito adverso que impeça a titulação do nitrato, o paciente continua apresentando episódios recorrentes de dor retroesternal em pressão, com as mesmas características isquêmicas da apresentação inicial.

Considerando a estratificação de risco e a definição do momento da abordagem invasiva na síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento persistente do segmento ST, assinale a opção que apresenta a conduta mais apropriada.
Alternativas
Q4307611 Medicina
Homem de 53 anos de idade, hipertenso, diabético e tabagista, com carga tabágica de 30 maços/ano, dá entrada no setor de Emergência devido a dor retroesternal em aperto iniciada durante episódio de intenso estresse emocional. Na admissão, apresenta pressão arterial de 200 × 90 mmHg e glicemia capilar de 460 mg/dL.
Após o controle pressórico e metabólico, ocorre resolução da dor, sem recorrência durante o período de observação em unidade monitorizada. O paciente permanece hemodinamicamente estável.
Os eletrocardiogramas seriados não demonstram alterações isquêmicas dinâmicas do segmento ST ou da onda T. A dosagem seriada de troponina I ultrassensível revela valores de 37,0 > 45,5 > 55,4 ng/L, para um limite superior de referência correspondente ao percentil 99 de 19 ng/L. O ecocardiograma transtorácico demonstra fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada e ausência de nova alteração segmentar da contratilidade.
Considerando a Quarta Definição Universal do Infarto do Miocárdio e a necessidade de integrar a cinética da troponina ao contexto clínico e ao provável mecanismo fisiopatológico, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4307606 Medicina
Um homem de 66 anos de idade, portador de cardiomiopatia dilatada chagásica, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25% em ecocardiograma realizado há três meses) e hipertensão arterial sistêmica, é admitido no setor de emergência com queixa de palpitações de início súbito há aproximadamente 6 horas, associadas a dispneia progressiva e redução expressiva da tolerância aos esforços.
Ao exame físico, encontra-se consciente, orientado, porém nitidamente dispneico, com frequência respiratória de 24 irpm, saturação periférica de oxigênio de 94% em ar ambiente e pressão arterial de 108 X 68 mmHg.
À propedêutica clínica, observam-se turgência jugular patológica a 45°, edema de membros inferiores mensurado em 2+/4+ e estertores crepitantes bibasais em terços inferiores.
O eletrocardiograma de 12 derivações evidencia ritmo de fibrilação atrial com alta resposta ventricular, com frequência cardíaca oscilando entre 145 e 155 bpm, sem sinais de isquemia miocárdica aguda.

Considerando o perfil clínico-hemodinâmico do paciente e as recomendações atuais para o manejo de arritmias supraventriculares agudas associadas à insuficiência cardíaca descompensada, a conduta farmacológica inicial mais apropriada é
Alternativas
Q4307604 Medicina
Uma mulher de 68 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica de longo prazo e insuficiência cardíaca de etiologia hipertensiva, é admitida na Unidade de Pronto Atendimento com quadro de dispneia progressiva aos mínimos esforços nos últimos 4 dias, que evoluiu para ortopneia e dispneia paroxística noturna na última noite, associada a padrão de tiragem intercostal na admissão.
Ao exame físico: regular para mau estado geral, taquipneica (FR: 28 irpm), SatO₂: 88% em ar ambiente. Pressão Arterial: 190 x 110 mmHg. Frequência Cardíaca: 102 bpm. À ausculta cardíaca, nota-se ritmo em 3 tempos por presença de terceira bulha (B3). A ausculta pulmonar revela estertores crepitantes bilaterais difusos até terços superiores de ambos os hemitórax. Apresenta edema maleolar bilateral (2+/4+). Foi realizada a radiografia de tórax no leito (incidência AP):

Com base no quadro clínico-radiológico apresentado, a conduta terapêutica inicial mais adequada, para a estabilização imediata da paciente no setor de emergência, é 
Alternativas
Respostas
461: A
462: D
463: A
464: C
465: B
466: D
467: B
468: A
469: C
470: E
471: B
472: A
473: B
474: E
475: C
476: D
477: D
478: C
479: D
480: A