Questões de Concurso Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina

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Q4307523 Medicina
Um paciente de 58 anos, procura a equipe da Estratégia Saúde da Família que o acompanhava devido a síndrome dispéptica e gastrite confirmada por endoscopia.

Não vinha frequentando a unidade por falta de tempo. Comparece agora, queixando-se de dor epigástrica de forte intensidade iniciada há cerca de 40 minutos, acompanhada de sudorese e náuseas. Um ECG é realizado, sem evidenciar quadro agudo.

A conduta imediata e prioritária a ser tomada pela equipe de saúde da unidade é 
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Q4307070 Medicina
Seu paciente é um homem de 72 anos que será submetido à hemicolectomia esquerda para tratamento de adenocarcinoma no sigmoide. Ele tem história patológica pregressa de hipertensão arterial, é diabético, ex-tabagista por 30 anos com 50 maços/ano, é portador de doença arterial coronariana tratada com angioplastia há quatro anos e refere dispneia aos pequenos esforços, conseguindo subir apenas um lance de escadas, lentamente.

Ao exame físico, apresenta IMC de 31 kg/m², pressão arterial de 145/85 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm e ausculta pulmonar sem alterações significativas. Os exames laboratoriais mostram hemoglobina de 10,2 g/dL, creatinina de 1,5 mg/dL e albumina sérica de 2,9 g/dL.

Considerando a avaliação pré-operatória para uma cirurgia de grande porte, a conduta mais adequada é
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Q4305935 Medicina
No setor de hematologia de um hospital universitário, o Biomédico residente estuda a dinâmica de oxigenação tecidual em pacientes críticos. Ele revisou como o sangue oxigenado retornado da circulação pulmonar é ejetado com alta pressão para nutrir todos os tecidos periféricos, dependendo diretamente da integridade estrutural da câmara cardíaca que possui a parede miocárdica mais espessa.

Considerando o texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4305934 Medicina
Durante um estágio em análises clínicas na residência biomédica, um profissional acompanhou a calibração de um eletrocardiograma.
Ao analisar o traçado padrão, ele correlacionou o intervalo PR com a fisiologia e a anatomia cardíaca, observando o tempo necessário para que o início do estímulo elétrico passasse dos átrios para os ventrículos, permitindo o enchimento ventricular adequado antes da sístole.

Sobre o atraso elétrico, considerando o texto, assinale a afirmativa correta. 
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Q4305916 Medicina
A atividade elétrica do coração depende da geração e propagação ordenada de potenciais de ação pelas células do complexo excitatório do coração.
Em condições fisiológicas, o nó sinoatrial é considerado o marcapasso natural do coração.

Assinale a opção que indica a característica que permite ao nó sinoatrial desempenhar essa função.
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Q4305889 Medicina
Um paciente sofreu um infarto agudo do miocárdio localizado na parede anterior do ventrículo esquerdo e no terço anterior do septo interventricular.
A angiografia coronariana revelou a oclusão total de uma artéria. Considerando a anatomia da circulação coronariana, a artéria responsável pela irrigação dessas áreas e que, provavelmente, encontra-se obstruída é a 
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Q4296726 Medicina
Paciente de 80 anos procura auxílio médico por dispneia ao mínimo esforço. Tem antecedentes de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e doença arterial coronariana. Faz uso de furosemida 40 mg/d, atorvastatina 40 mg/d, enalapril 10 mg 12/12h. Seu ecocardiograma mostra uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 36%, aumento global das câmaras cardíacas, ventrículo esquerdo com funções sistólicas diminuídas às custas de acinesia apical, septo anterior e terço médio distal da parede anterior, terço distal da parede antero-lateral e hipocinesia das demais paredes. Ritmo irregular. Insuficiência mitral importante. Insuficiência tricúspide moderada. Estimativa da pressão da artéria pulmonar: 51 mmHg.

Assinale a alternativa correta quanto aos medicamentos que devem ser prescritos para melhora do prognóstico a longo prazo.
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Q4296698 Medicina
Mulher de 57 anos apresenta-se com quadro de dispneia associada a edema de membros inferiores e distensão abdominal. O histórico é relevante para artrite reumatoide, há 25 anos, (com bom controle clínico, usando infliximabe), hipertensão arterial (em tratamento com valsartana 160 mg/dia) e diabetes mellitus tipo 2 (em uso de metformina e gliclazida). Ao exame físico: frequência cardíaca: 76 bpm; pressão arterial: 116 × 74 mmHg; ritmo cardíaco irregular; turgência jugular patológica até o lobo da orelha; ascite clinicamente detectável; nota-se edema depressível (sinal de Godet positivo) até o terço médio da coxa. Os exames complementares revelam níveis séricos de NT-proBNP elevados (1.450 ng/L). Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é 
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Q4296691 Medicina
Mulher de 62 anos, branca, é avaliada em consulta de retorno para discussão sobre o potencial início de terapia com estatina. O histórico médico é notável por hipertensão arterial tratada e artrite reumatoide de longa data. Exames séricos recentes: hemograma completo: normal; painel metabólico básico: normal; hemoglobina glicada: 5,5%; colesterol total: 220 mg/dL; triglicerídeos: 117 mg/dL; HDL: 40 mg/dL; LDL: 146 mg/dL. Seu risco estimado em 10 anos para doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) calculado é de 9%, utilizando as equações de coorte combinadas. A terapia com estatina é, então, recomendada após a discussão sobre riscos e benefícios. No entanto, a paciente demonstra hesitação em iniciar esse tratamento devido ao que leu sobre possíveis efeitos adversos das estatinas e questiona a força dessa recomendação. Nesse sentido, a conduta mais apropriada é
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Q4296662 Medicina
Homem de 42 anos procura avaliação por dispneia aos esforços e palpitações ocasionais. Relata que o pai faleceu subitamente aos 49 anos. Ao exame físico, apresenta sopro sistólico em borda esternal esquerda, que aumenta com a manobra de Valsalva e reduz com agachamento. PA 122/76 mmHg, FC 78 bpm.
ECG: sobrecarga ventricular esquerda e ondas Q profundas em derivações inferiores e laterais.
Ecocardiograma:

Hipertrofia septal assimétrica;
Espessura septal máxima: 23 mm;
Fração de ejeção do VE: 72%;
Movimento anterior sistólico da valva mitral;
Gradiente na via de saída do VE: 58 mmHg em repouso; Insuficiência mitral discreta;
Átrio esquerdo aumentado.

A medida terapêutica inicial mais apropriada para controle sintomático é:
Alternativas
Q4296661 Medicina
Mulher de 32 anos procura avaliação por dispneia progressiva, cianose labial discreta e queda da tolerância ao esforço. Refere que, desde a adolescência, foi informada de que tinha “sopro no coração”, mas nunca realizou correção cirúrgica. Teve uma gestação interrompida por complicações maternas há 3 anos. Atualmente, apresenta saturação de O2 de 86% em ar ambiente, baqueteamento digital, hiperfonese de P2 e sopro sistólico em borda esternal esquerda baixa.
Exames:

Hemoglobina: 19,2 g/dL;
Hematócrito: 58%;
BNP: 310 pg/mL;
ECG: sobrecarga ventricular direita.
Ecocardiograma: comunicação interventricular ampla, bidirecional, com predomínio direita-esquerda; VD dilatado e hipertrófico; PSAP estimada muito elevada; função sistólica do VE preservada.
Cateterismo direito: pressão arterial pulmonar média de 68 mmHg; resistência vascular pulmonar muito elevada; ausência de resposta vasodilatadora significativa; Qp/Qs < 1.

Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.
Alternativas
Q4296660 Medicina
Homem de 29 anos procura atendimento por dor torácica há 24 horas, pior ao decúbito dorsal e à inspiração profunda, com melhora ao sentar-se e inclinar o tronco para frente. Relata quadro gripal na semana anterior. Está hemodinamicamente estável.
Ao exame, bulhas rítmicas normofonéticas a 2t sem sopros e sem atrito.
ECG: supradesnivelamento difuso do segmento ST, com infradesnivelamento do PR em múltiplas derivações.
Troponina discretamente elevada.
Ecocardiograma: pequeno derrame pericárdico, sem sinais de tamponamento, com função ventricular preservada.

A hipótese mais provável é:
Alternativas
Q4296659 Medicina
 Homem de 52 anos, obeso, com roncos intensos e sonolência diurna, está em seguimento por hipertensão arterial há 8 meses. Usa losartana 100 mg/dia, anlodipina 10 mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia, com boa adesão. Nega uso de anti-inflamatórios, descongestionantes nasais ou estimulantes.
Em consulta, apresenta PA de 164/96 mmHg, confirmada após repouso e técnica adequada. Traz medidas domiciliares frequentemente acima de 150/90 mmHg.
Exames:

Creatinina: 0,9 mg/dL;
Potássio: 3,0 mEq/L;
Sódio: 140 mEq/L;
Urina tipo I: sem proteinúria ou hematúria;
ECG: sinais de sobrecarga ventricular esquerda; IMC: 34 kg/m2 .

A próxima investigação mais apropriada, considerando o conjunto clínico-laboratorial, é:
Alternativas
Q4296658 Medicina
Mulher de 34 anos, natural de região com alta prevalência de febre reumática, procura atendimento por dispneia progressiva aos esforços e palpitações. Relata dois episódios de hemoptise discreta no último mês. Ao exame: ritmo irregular, hiperfonese de B1, estalido de abertura e ruflar diastólico em foco mitral. Há discreta turgência jugular e estertores finos bibasais. A seguir, ECG realizado:


Imagem associada para resolução da questão

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Ecocardiograma transtorácico:

Valva mitral com espessamento comissural e fusão comissural;
Área valvar mitral: 0,9 cm2 ;
Gradiente médio mitral: 12 mmHg;
PSAP estimada: 62 mmHg;
Átrio esquerdo aumentado;
Insuficiência mitral discreta;
Escore ecocardiográfico favorável à intervenção percutânea;
Função sistólica do VE preservada.

Foi iniciada anticoagulação adequada e controle de frequência. A paciente permanece sintomática apesar de tratamento clínico inicial.
A próxima estratégia terapêutica mais apropriada é:
Alternativas
Q4296657 Medicina
Mulher, 58 anos, com dispneia progressiva há 18 meses, piora recente da tolerância ao esforço e dois episódios de pré- -síncope ao subir escadas. Nega dor torácica típica. Tem antecedente de tromboembolismo pulmonar há 4 anos, tratado com anticoagulação por 6 meses. Não tem antecedente de tabagismo.
Ao exame: PA: 112/72 mmHg, FC: 94 bpm, SatO2 : 93% em ar ambiente, turgência jugular discreta, hiperfonese de P2, sopro sistólico em borda esternal esquerda baixa, hepatomegalia dolorosa e edema maleolar bilateral.
Exames complementares:

BNP: 420 pg/mL;
ECG: desvio do eixo para direita e sinais de sobrecarga ventricular direita;
Ecocardiograma: VD dilatado, função sistólica reduzida, PSAP estimada em 74 mmHg, insuficiência tricúspide moderada, VE com fração de ejeção preservada e sem valvopatia esquerda significativa;
Espirometria: sem distúrbio obstrutivo relevante;
Angiotomografia de tórax: negativa para TEP agudo.

Diante da hipótese clínica principal, o próximo exame mais apropriado para avançar a investigação é:
Alternativas
Q4296656 Medicina
Homem de 47 anos, portador de valva aórtica bicúspide, procura atendimento por febre há 12 dias, calafrios, perda ponderal e piora recente de dispneia aos esforços. Recebeu amoxicilina por conta própria por 4 dias, com melhora parcial da febre. Ao exame: PA: 118/54 mmHg, FC: 104 bpm, temperatura 38,2 ºC, sopro diastólico aspirativo em borda esternal esquerda e estertores bibasais discretos.
Exames iniciais:

Hemoglobina: 10,8 g/dL;
Leucócitos: 15.600/mm3 ;
PCR elevada;
Creatinina: 1,3 mg/dL;
Urina tipo I: hematúria microscópica;
Hemoculturas colhidas na admissão ainda sem crescimento em 24 horas.
Ecocardiograma transtorácico: imagem móvel aderida à face ventricular da valva aórtica, medindo 12 mm, associada à insuficiência aórtica importante. Há dilatação discreta do ventrículo esquerdo, sem abscesso evidente ao transtorácico.

Após coleta de hemoculturas e início de antibioticoterapia empírica, a próxima conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q4296655 Medicina
Homem de 66 anos, tabagista e hipertenso, foi internado por infarto inferior há 4 dias, tratado inicialmente de forma conservadora por chegada tardia. Evoluía estável até apresentar dispneia súbita, sudorese, hipotensão e hipoxemia. Ao exame: PA: 82/54 mmHg, FC: 118 bpm, estertores difusos, extremidades frias e novo sopro sistólico apical, pouco audível, com irradiação posterior.
ECG: ondas Q em DII, DIII e aVF, sem novo supradesnivelamento.
Radiografia de tórax: edema pulmonar bilateral.
Ecocardiograma transtorácico à beira-leito: função sistólica global moderadamente reduzida, hipocinesia inferior, jato regurgitante excêntrico de difícil quantificação, sem derrame pericárdico.
Cateter de artéria pulmonar: pressão de oclusão pulmonar elevada, com ondas sistólicas proeminentes no traçado.

A combinação mais compatível com a fisiopatologia do quadro e a conduta prioritária é:
Alternativas
Q4296654 Medicina
Mulher de 63 anos, hipertensa e diabética, é internada por dispneia progressiva, ortopneia e edema de membros inferiores. Ao exame: PA: 154/86 mmHg, FC: 96 bpm, turgência jugular, crepitações bibasais e edema periférico. Ecocardiograma: fração de ejeção do VE de 32%, dilatação ventricular esquerda e insuficiência mitral funcional discreta. Os exames laboratoriais mostram: creatinina: 1,1 mg/dL; potássio: 4,3 mEq/L. Após melhora da congestão com diurético intravenoso, mantém-se estável, sem hipotensão ou hipercalemia.
A estratégia medicamentosa de base mais adequada antes da alta, além do uso de vasodilatador como um inibidor do receptor da angiotensina associado a inibidor da neprilisina ou um bloqueador do receptor da angiotensina, é:
Alternativas
Q4296653 Medicina
Homem de 59 anos, hipertenso, chega ao pronto- -socorro com dor torácica súbita, intensa, em “rasgo”, irradiada para o dorso. Está ansioso, sudoreico, com PA de 210/110 mmHg no braço direito e 178/96 mmHg no braço esquerdo. Ao exame, há assimetria de pulsos radiais e sopro diastólico em borda esternal direita. ECG sem supradesnivelamento do ST. Angiotomografia de aorta mostra flap intimal envolvendo a aorta ascendente e estendendo-se até a aorta descendente proximal.

A conduta mais adequada é:
Alternativas
Q4296652 Medicina
Homem de 64 anos, com hipertensão arterial e antecedente de infarto anterior há 5 anos, procura atendimento por palpitações iniciadas há cerca de 2 horas, associadas a tontura e desconforto torácico leve. Está consciente, orientado, com pressão arterial de 118/74 mmHg, frequência cardíaca de 168 bpm e saturação de O2 de 96% em ar ambiente.
O ECG mostra taquicardia regular de QRS largo, com duração do QRS de 160 ms, dissociação atrioventricular intermitente e eixo elétrico superior. Não há sinais de instabilidade hemodinâmica grave no momento.

A conduta inicial mais adequada é:
Alternativas
Respostas
481: E
482: B
483: C
484: B
485: D
486: D
487: E
488: D
489: C
490: B
491: A
492: D
493: C
494: A
495: E
496: B
497: D
498: C
499: E
500: B