Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3998329 Português
Leia o texto e assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma sobre o uso das vírgulas. 
    O novo sistema de segurança, o qual foi desenvolvido por engenheiros de diversas partes do mundo, foi implementado com sucesso. O sistema, que tinha sido testado durante meses, apresentou resultados surpreendentes. A implementação, embora desafiadora, foi concluída antes do prazo. 
Alternativas
Q3998328 Português
Assinale a alternativa em que a oração destacada, ao ser desenvolvida, apresenta estrutura sintática que altera o sentido da frase. 
Alternativas
Q3998323 Português
Assinale a alternativa em que a explicação, dos termos em destaque, está incorreta em função do valor semântico e do contexto da frase. 
Alternativas
Q3998322 Português
Assinale a alternativa que contém a função sintática do pronome relativo “que” no período a seguir.
    As inovações tecnológicas resultaram em sistemas de inteligência artificial que são fundamentais para a automação moderna.  
Alternativas
Q3997319 Português
Na oração "As professoras organizaram cuidadosamente os espaços de aprendizagem", a expressão "cuidadosamente" classifica-se como:
Alternativas
Q3997265 Português
A concordância verbal é um dos aspectos mais relevantes da norma culta, especialmente na redação de documentos oficiais. Assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q3997264 Português

A análise sintática permite compreender as relações de sentido estabelecidas entre as orações de um período composto. Observe a frase a seguir:



“Embora o planejamento tenha sido cuidadosamente elaborado, ajustes foram necessários.”



A oração introduzida pela conjunção “Embora” expressa valor semântico de:

Alternativas
Q3996986 Português
Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3996984 Português

Leia o trecho abaixo:



“A humanização da assistência em saúde exige não apenas competência técnica, mas também sensibilidade para compreender o sofrimento humano e atuar de forma ética e responsável.” Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação da oração iniciada por “mas também”.

Alternativas
Q3996566 Português
Observe atentamente o texto a seguir:

Q_9.png (337×241)
Fonte: https://blogdoaftm.com.br/wp-content/ uploads/2024/05/5267.jpg acesso em: 6.10.25

No balão de fala da personagem, há a seguinte constatação: Aqui em casa não convivemos com insegurança alimentar, mas não sei se a nossa comida é muito segura. Assinale, dentre as opções a seguir, a única em que se reescreve esse período, mantendo-se sua ideia principal.
Alternativas
Q3996560 Português
O texto a seguir é o início de uma crônica. Leia-o:

Notícia de jornal

Fernando Sabino

    Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.
    Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
    Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome. (...)
(https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15836/noticia-de-jornal. Acesso em 22.1.26)

Dentre as opções a seguir, assinale aquela que reescreve a oração sublinhada no primeiro parágrafo do texto acima, mantendo-se o sentido que ela expressa no contexto do período.
Alternativas
Q3996344 Português
Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3995601 Português

Texto CG1A1

 

        O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono.

        Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades.

        De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias.

        Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos.

        O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população.

        No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços.

        Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública.

            Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo.

        Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo.


Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações). 

Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue o próximo item. 


No segundo período do primeiro parágrafo, os termos do trecho "é responsável" poderiam ser flexionados no plural — são responsáveis —, sem prejuízo da correção do texto, dada a previsão gramatical de concordância nominal e verbal, nesse tipo de construção, com os elementos mais próximos —"carros, caminhões e ônibus". 

Alternativas
Q3995591 Português

Texto CG1A1

 

        O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono.

        Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades.

        De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias.

        Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos.

        O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população.

        No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços.

        Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública.

            Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo.

        Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo.


Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações). 

A respeito das estruturas linguísticas empregadas no texto CG1A1 e da organização de suas ideias, julgue o item que se segue.


No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição do termo "justa" por justamente alteraria o sentido do texto e as relações sintáticas originalmente estabelecidas. 

Alternativas
Q3995556 Português
O cuidar, o educar e o planejar na Educação Infantil


A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e tem como principal objetivo promover o desenvolvimento integral das crianças em seus aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos. Nesse contexto, três dimensões são fundamentais para a prática pedagógica: o cuidar, o educar e o planejar. Esses elementos estão diretamente relacionados e precisam acontecer de forma integrada no cotidiano das instituições educativas.

Durante muito tempo, a Educação Infantil foi vista apenas como um espaço de cuidado, voltado principalmente para atender às necessidades básicas das crianças. No entanto, com os avanços das pesquisas na área da educação e do desenvolvimento infantil, passouse a compreender que cuidar e educar são ações indissociáveis. Segundo Zilma de Moraes Ramos de Oliveira, a Educação Infantil deve promover experiências que articulem o cuidado com as oportunidades de aprendizagem, reconhecendo a criança como sujeito ativo em seu processo de desenvolvimento.

Nesse sentido, o cuidar envolve mais do que atender às necessidades físicas das crianças, como alimentação, higiene e descanso. Cuidar também significa oferecer um ambiente acolhedor, seguro e afetivo, que favoreça o desenvolvimento das relações sociais e emocionais. Para Leonardo Boff, o cuidado é uma atitude ética que envolve atenção, responsabilidade e compromisso com o outro, sendo essencial para a construção de relações humanas saudáveis.

Já o educar refere-se às ações pedagógicas que favorecem o desenvolvimento das capacidades das crianças. Na Educação Infantil, a aprendizagem acontece por meio das interações, das brincadeiras e da exploração do ambiente. De acordo com Lev Vygotsky, o desenvolvimento da criança ocorre principalmente por meio das interações sociais, nas quais o professor desempenha um papel importante como mediador das aprendizagens.

Além disso, Jean Piaget destaca que a criança constrói conhecimentos a partir da interação com o meio. Por isso, o professor precisa oferecer experiências diversificadas que estimulem a curiosidade, a investigação e a descoberta, respeitando as características próprias da infância.

Para que o cuidar e o educar aconteçam de maneira organizada e intencional, é fundamental a presença do planejamento pedagógico. Planejar significa organizar objetivos, atividades e estratégias que orientem o trabalho educativo. Segundo José Carlos Libâneo, o planejamento é uma ferramenta essencial para garantir a qualidade do ensino, pois permite ao professor refletir sobre sua prática e adequála às necessidades das crianças.

Na Educação Infantil, o planejamento precisa considerar o brincar, a interação e as experiências significativas como elementos centrais do processo educativo. Dessa forma, o trabalho pedagógico torna-se mais intencional e contribui para o desenvolvimento integral das crianças.

Assim, cuidar, educar e planejar são dimensões inseparáveis da prática pedagógica na Educação Infantil. Quando essas ações estão articuladas, a escola consegue oferecer experiências educativas mais significativas, contribuindo para a formação de crianças mais autônomas, curiosas e participativas. 
Leia o trecho adaptado com base nas ideias do texto:

“Na Educação Infantil, o cuidar, o educar e o planejar constitui dimensões essenciais da prática pedagógica, pois cada uma dessas ações contribuem para que as experiências educativas seja organizadas de forma mais significativa e coerente com as necessidades das crianças.”

Considerando as regras de concordância verbal e nominal previstas na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a reescrita plenamente adequada do ponto de vista gramatical.
Alternativas
Q3995554 Português
O cuidar, o educar e o planejar na Educação Infantil


A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e tem como principal objetivo promover o desenvolvimento integral das crianças em seus aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos. Nesse contexto, três dimensões são fundamentais para a prática pedagógica: o cuidar, o educar e o planejar. Esses elementos estão diretamente relacionados e precisam acontecer de forma integrada no cotidiano das instituições educativas.

Durante muito tempo, a Educação Infantil foi vista apenas como um espaço de cuidado, voltado principalmente para atender às necessidades básicas das crianças. No entanto, com os avanços das pesquisas na área da educação e do desenvolvimento infantil, passouse a compreender que cuidar e educar são ações indissociáveis. Segundo Zilma de Moraes Ramos de Oliveira, a Educação Infantil deve promover experiências que articulem o cuidado com as oportunidades de aprendizagem, reconhecendo a criança como sujeito ativo em seu processo de desenvolvimento.

Nesse sentido, o cuidar envolve mais do que atender às necessidades físicas das crianças, como alimentação, higiene e descanso. Cuidar também significa oferecer um ambiente acolhedor, seguro e afetivo, que favoreça o desenvolvimento das relações sociais e emocionais. Para Leonardo Boff, o cuidado é uma atitude ética que envolve atenção, responsabilidade e compromisso com o outro, sendo essencial para a construção de relações humanas saudáveis.

Já o educar refere-se às ações pedagógicas que favorecem o desenvolvimento das capacidades das crianças. Na Educação Infantil, a aprendizagem acontece por meio das interações, das brincadeiras e da exploração do ambiente. De acordo com Lev Vygotsky, o desenvolvimento da criança ocorre principalmente por meio das interações sociais, nas quais o professor desempenha um papel importante como mediador das aprendizagens.

Além disso, Jean Piaget destaca que a criança constrói conhecimentos a partir da interação com o meio. Por isso, o professor precisa oferecer experiências diversificadas que estimulem a curiosidade, a investigação e a descoberta, respeitando as características próprias da infância.

Para que o cuidar e o educar aconteçam de maneira organizada e intencional, é fundamental a presença do planejamento pedagógico. Planejar significa organizar objetivos, atividades e estratégias que orientem o trabalho educativo. Segundo José Carlos Libâneo, o planejamento é uma ferramenta essencial para garantir a qualidade do ensino, pois permite ao professor refletir sobre sua prática e adequála às necessidades das crianças.

Na Educação Infantil, o planejamento precisa considerar o brincar, a interação e as experiências significativas como elementos centrais do processo educativo. Dessa forma, o trabalho pedagógico torna-se mais intencional e contribui para o desenvolvimento integral das crianças.

Assim, cuidar, educar e planejar são dimensões inseparáveis da prática pedagógica na Educação Infantil. Quando essas ações estão articuladas, a escola consegue oferecer experiências educativas mais significativas, contribuindo para a formação de crianças mais autônomas, curiosas e participativas. 
No processo de construção da coerência textual, os conectores exercem papel fundamental ao estabelecer relações lógicas entre segmentos discursivos. Observe o fragmento do texto:

“Durante muito tempo, a Educação Infantil foi vista apenas como um espaço de cuidado (...). No entanto, com os avanços das pesquisas na área da educação e do desenvolvimento infantil, passou-se a compreender que cuidar e educar são ações indissociáveis.”

Considerando o funcionamento discursivo do conector destacado no contexto em que ocorre, assinale a alternativa que melhor descreve a relação de sentido estabelecida entre os segmentos textuais.
Alternativas
Q3995384 Português
Leia o texto para responder à questão proposta


Coordenação Pedagógica: Mediação e Gestão


O coordenador pedagógico configura-se como um agente estratégico no interior da organização escolar, cuja atuação se ancora no domínio das diretrizes que orientam a proposta pedagógica da instituição, bem como na participação ativa em seus processos de elaboração e ressignificação, em consonância com as demandas concretas do contexto educativo. Nessa perspectiva, sua função ultrapassa a dimensão meramente operacional, assumindo caráter eminentemente mediador, ao favorecer a produção de sentidos no âmbito da prática educativa e ao fomentar a reflexão crítica acerca das ações pedagógicas desenvolvidas pelos docentes.

Ao exercer tal mediação, o coordenador pedagógico consolida-se como elemento articulador entre teoria e prática, promovendo a interlocução entre os diferentes sujeitos do processo educativo e contribuindo para a qualificação do trabalho docente. Sua atuação, portanto, não se restringe à orientação técnica, mas implica a indução de processos reflexivos, a problematização das práticas instituídas e o estímulo à construção coletiva de estratégias pedagógicas mais eficazes e contextualizadas.

Sob o ponto de vista da gestão, importa destacar que a atuação desse profissional não se limita à administração de recursos humanos em uma perspectiva tradicional, centrada no controle e na hierarquização das relações. Ao contrário, insere-se em uma lógica de gestão participativa, na qual se privilegia a administração com os sujeitos, pautada no diálogo, na escuta qualificada e na corresponsabilização pelos resultados educacionais. Tal postura revela-se fundamental para a consolidação de ambientes escolares democráticos e comprometidos com a aprendizagem significativa.

No que concerne às suas atribuições, observa-se que estas se caracterizam pela amplitude e complexidade, não sendo passíveis de esgotamento em uma enumeração exaustiva. Dentre elas, destacam-se a coordenação dos processos de construção, implementação e avaliação do projeto político-pedagógico, o acompanhamento sistemático da execução curricular, a promoção de ações de formação continuada voltadas ao desenvolvimento profissional docente, bem como a proposição de projetos educativos orientados à formação integral e cidadã dos estudantes. Ademais, compete-lhe intervir, quando necessário, nas situações que envolvem dificuldades de aprendizagem ou demandas específicas dos educandos, desde que tais aspectos repercutam no processo pedagógico.

Cumpre salientar que o conjunto dessas atribuições evidencia a indissociabilidade entre as dimensões pedagógica e administrativa no exercício da coordenação. Inserido na equipe gestora, o coordenador pedagógico assume a condição de cogestor, participando ativamente da organização das rotinas escolares, do planejamento institucional e da tomada de decisões. Tal posição requer o desenvolvimento de competências relacionadas à liderança pedagógica, à gestão de processos e à articulação de equipes, sempre orientadas pelo princípio da garantia da qualidade social da educação.

Diante disso, infere-se que o coordenador pedagógico ocupa lugar central na dinâmica escolar, na medida em que atua como elo integrador entre as proposições teóricas e as práticas efetivamente realizadas no cotidiano da escola. Sua atuação qualificada é condição indispensável para a efetivação de uma gestão democrática e para a consolidação de práticas educativas que promovam o desenvolvimento pleno dos estudantes, em consonância com os princípios de equidade, participação e compromisso social.
No trecho “Sob o ponto de vista da gestão, importa destacar que a atuação desse profissional não se limita [...] Ao contrário, insere-se em uma lógica de gestão participativa”, a expressão “Ao contrário” indica que o autor: 
Alternativas
Q3995351 Português
Leia texto abaixo para responder à questão proposta:


O corporativismo e a inteligência emocional no desempenho da função pública


No contexto contemporâneo da administração pública, especialmente no ambiente escolar, o desempenho eficiente das funções atribuídas ao monitor escolar exige mais do que o cumprimento técnico de tarefas. Torna-se imprescindível o desenvolvimento de competências socioemocionais e a compreensão das dinâmicas coletivas que estruturam o trabalho institucional. Nesse sentido, destacamse o corporativismo — entendido aqui em sua acepção positiva, como espírito de cooperação e pertencimento — e a inteligência emocional como elementos fundamentais para a qualidade do serviço prestado.

O corporativismo, quando orientado por princípios éticos e pelo compromisso com o interesse público, contribui para a construção de um ambiente de trabalho colaborativo. No espaço escolar, o monitor desempenha papel estratégico ao mediar relações entre alunos, professores e equipe gestora. Assim, a capacidade de atuar de forma integrada, respeitando normas institucionais e valorizando o trabalho coletivo, favorece a organização do cotidiano escolar e a promoção de um clima harmonioso. Em contrapartida, práticas corporativistas distorcidas, pautadas em favorecimentos ou omissões, comprometem a equidade e a transparência, princípios basilares da administração pública.

Paralelamente, a inteligência emocional configura-se como uma competência indispensável ao exercício da função. A atuação do monitor escolar envolve situações diversas, como a mediação de conflitos, o acolhimento de estudantes e a gestão de comportamentos em ambientes coletivos. Nesse cenário, habilidades como autocontrole, empatia, resiliência e comunicação assertiva tornam-se essenciais. O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções e as dos outros, regulando suas ações de maneira equilibrada e contribuindo para a resolução de problemas de forma construtiva.

Ademais, a articulação entre corporativismo e inteligência emocional potencializa a eficácia da atuação profissional. Enquanto o primeiro fortalece o senso de equipe e a responsabilidade compartilhada, a segunda qualifica as interações humanas, tornandoas mais respeitosas e produtivas. Tal combinação impacta diretamente na qualidade do ambiente escolar, refletindo-se no bem-estar dos alunos e na efetividade das práticas educativas.

Dessa forma, conclui-se que o monitor escolar, enquanto agente público inserido em um contexto educativo, deve pautar sua atuação na cooperação, na ética e no equilíbrio emocional. O desenvolvimento dessas competências não apenas aprimora o desempenho individual, mas também contribui para a construção de uma escola mais inclusiva, organizada e comprometida com a formação integral dos estudantes.
Assinale a alternativa em que a regência verbal está de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q3995350 Português
Leia texto abaixo para responder à questão proposta:


O corporativismo e a inteligência emocional no desempenho da função pública


No contexto contemporâneo da administração pública, especialmente no ambiente escolar, o desempenho eficiente das funções atribuídas ao monitor escolar exige mais do que o cumprimento técnico de tarefas. Torna-se imprescindível o desenvolvimento de competências socioemocionais e a compreensão das dinâmicas coletivas que estruturam o trabalho institucional. Nesse sentido, destacamse o corporativismo — entendido aqui em sua acepção positiva, como espírito de cooperação e pertencimento — e a inteligência emocional como elementos fundamentais para a qualidade do serviço prestado.

O corporativismo, quando orientado por princípios éticos e pelo compromisso com o interesse público, contribui para a construção de um ambiente de trabalho colaborativo. No espaço escolar, o monitor desempenha papel estratégico ao mediar relações entre alunos, professores e equipe gestora. Assim, a capacidade de atuar de forma integrada, respeitando normas institucionais e valorizando o trabalho coletivo, favorece a organização do cotidiano escolar e a promoção de um clima harmonioso. Em contrapartida, práticas corporativistas distorcidas, pautadas em favorecimentos ou omissões, comprometem a equidade e a transparência, princípios basilares da administração pública.

Paralelamente, a inteligência emocional configura-se como uma competência indispensável ao exercício da função. A atuação do monitor escolar envolve situações diversas, como a mediação de conflitos, o acolhimento de estudantes e a gestão de comportamentos em ambientes coletivos. Nesse cenário, habilidades como autocontrole, empatia, resiliência e comunicação assertiva tornam-se essenciais. O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções e as dos outros, regulando suas ações de maneira equilibrada e contribuindo para a resolução de problemas de forma construtiva.

Ademais, a articulação entre corporativismo e inteligência emocional potencializa a eficácia da atuação profissional. Enquanto o primeiro fortalece o senso de equipe e a responsabilidade compartilhada, a segunda qualifica as interações humanas, tornandoas mais respeitosas e produtivas. Tal combinação impacta diretamente na qualidade do ambiente escolar, refletindo-se no bem-estar dos alunos e na efetividade das práticas educativas.

Dessa forma, conclui-se que o monitor escolar, enquanto agente público inserido em um contexto educativo, deve pautar sua atuação na cooperação, na ética e no equilíbrio emocional. O desenvolvimento dessas competências não apenas aprimora o desempenho individual, mas também contribui para a construção de uma escola mais inclusiva, organizada e comprometida com a formação integral dos estudantes.
Assinale a alternativa em que a concordância nominal está correta:
Alternativas
Q3995349 Português
Leia texto abaixo para responder à questão proposta:


O corporativismo e a inteligência emocional no desempenho da função pública


No contexto contemporâneo da administração pública, especialmente no ambiente escolar, o desempenho eficiente das funções atribuídas ao monitor escolar exige mais do que o cumprimento técnico de tarefas. Torna-se imprescindível o desenvolvimento de competências socioemocionais e a compreensão das dinâmicas coletivas que estruturam o trabalho institucional. Nesse sentido, destacamse o corporativismo — entendido aqui em sua acepção positiva, como espírito de cooperação e pertencimento — e a inteligência emocional como elementos fundamentais para a qualidade do serviço prestado.

O corporativismo, quando orientado por princípios éticos e pelo compromisso com o interesse público, contribui para a construção de um ambiente de trabalho colaborativo. No espaço escolar, o monitor desempenha papel estratégico ao mediar relações entre alunos, professores e equipe gestora. Assim, a capacidade de atuar de forma integrada, respeitando normas institucionais e valorizando o trabalho coletivo, favorece a organização do cotidiano escolar e a promoção de um clima harmonioso. Em contrapartida, práticas corporativistas distorcidas, pautadas em favorecimentos ou omissões, comprometem a equidade e a transparência, princípios basilares da administração pública.

Paralelamente, a inteligência emocional configura-se como uma competência indispensável ao exercício da função. A atuação do monitor escolar envolve situações diversas, como a mediação de conflitos, o acolhimento de estudantes e a gestão de comportamentos em ambientes coletivos. Nesse cenário, habilidades como autocontrole, empatia, resiliência e comunicação assertiva tornam-se essenciais. O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções e as dos outros, regulando suas ações de maneira equilibrada e contribuindo para a resolução de problemas de forma construtiva.

Ademais, a articulação entre corporativismo e inteligência emocional potencializa a eficácia da atuação profissional. Enquanto o primeiro fortalece o senso de equipe e a responsabilidade compartilhada, a segunda qualifica as interações humanas, tornandoas mais respeitosas e produtivas. Tal combinação impacta diretamente na qualidade do ambiente escolar, refletindo-se no bem-estar dos alunos e na efetividade das práticas educativas.

Dessa forma, conclui-se que o monitor escolar, enquanto agente público inserido em um contexto educativo, deve pautar sua atuação na cooperação, na ética e no equilíbrio emocional. O desenvolvimento dessas competências não apenas aprimora o desempenho individual, mas também contribui para a construção de uma escola mais inclusiva, organizada e comprometida com a formação integral dos estudantes.
No trecho “O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções”, o termo “capaz” exerce a função sintática de:
Alternativas
Respostas
3081: D
3082: D
3083: B
3084: A
3085: C
3086: A
3087: C
3088: D
3089: C
3090: A
3091: E
3092: C
3093: E
3094: C
3095: A
3096: B
3097: C
3098: A
3099: D
3100: B