Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 53.111 questões

Q4196837 Português
Assinale a alternativa cujo termo destacado indica uma circunstância da ação verbal.
Alternativas
Q4196836 Português
Assinale a alternativa em cuja oração ocorre sujeito indeterminado.
Alternativas
Q4196835 Português
Assinale a alternativa cujo emprego da palavra destacada se encontra de acordo com a regência do verbo correspondente, pela norma-padrão.
Alternativas
Q4196719 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
O texto afirma que os profissionais da comunicação precisam "buscar a transformação da sociedade". Tomando esse tema e considerando as relações de regência exigidas pela norma-padrão, assinale a alternativa em que o complemento está corretamente regido.
Alternativas
Q4196717 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
Acerca do emprego (ou da vedação) do acento indicativo de crase, julgue os itens a seguir em verdadeiro (V) ou falso (F).

(__)Em "o fácil acesso às informações", a crase justifica-se pela fusão da preposição "a", exigida pelo nome "acesso", com o artigo "as".
(__)Em "manter contato com pessoas que estão distantes", caso "pessoas" fosse substituído por "a comunidade", seria obrigatória a crase: "contato à comunidade".
(__)Diante de palavra masculina, como em "acesso a equipamentos digitais", não ocorre crase, por ausência de artigo feminino.
(__)Em "as pessoas passaram [...] a participar de forma ativa", o "a" que antecede o infinitivo "participar" não recebe crase, por preceder verbo.

Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas
Q4196714 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
Examine as reescritas do trecho "Houve [...] uma mudança significativa na estrutura da comunicação" e com base nas regras de concordância da norma-padrão, assinale a reescrita que mantém a correção gramatical. 
Alternativas
Q4196713 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
Considerando a predicação verbal, analise os trechos do texto e assinale a alternativa em que a classificação do predicado está correta.
Alternativas
Q4196575 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada introduz uma oração com o sentido de consequência. 
Alternativas
Q4196480 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quando a idade vira barreira


O ambiente de trabalho costuma funcionar como um espelho da sociedade e, por isso, reproduz dentro de si os mesmos preconceitos que circulam fora dele. À medida que a população envelhece, ganha força no Brasil uma forma de discriminação chamada etarismo, ou idadismo, que consiste em tratar alguém de modo desigual por causa da idade. Em pouco mais de dez anos, a parcela de pessoas idosas no país subiu de 10,8% para 15,8%, segundo dados oficiais.

Especialistas explicam que o etarismo se sustenta em três pilares: o estereótipo, ligado ao modo como pensamos; o preconceito, relacionado ao modo como sentimos; e a discriminação, que se refere ao modo como agimos. Embora seja comum associá-lo apenas aos mais velhos, esse preconceito também atinge os jovens da Geração Z, muitas vezes julgados, sem provas, como pouco comprometidos. Nos dois casos, talentos valiosos acabam desperdiçados.

O caminho apontado para enfrentar o problema é a solidariedade entre as gerações. Quando uma equipe reúne integrantes de idades diferentes, a convivência aproxima visões distintas e estimula a inovação. Assim, a diversidade etária deixa de ser um obstáculo e se torna uma riqueza, desde que haja, de parte a parte, uma atitude essencial: a empatia.


MENDONÇA, Silvia. Desafiando o etarismo: como a colaboração entre gerações pode transformar o mercado de trabalho. Brasília: Tribunal Superior do Trabalho, 1º out. 2024. Disponível em: https://www.tst.jus.br/-/desafiando-o-etarismo-como-a-colaboracao-entr e-geracoes-pode-transformar-o-mercado-de-trabalho. Acesso em: 6 jun. 2026. (Texto adaptado.) 
No trecho "talentos valiosos acabam desperdiçados", considere a classe e a função sintática das palavras "valiosos" e "desperdiçados". É correto afirmar que, respectivamente:
Alternativas
Q4196479 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quando a idade vira barreira


O ambiente de trabalho costuma funcionar como um espelho da sociedade e, por isso, reproduz dentro de si os mesmos preconceitos que circulam fora dele. À medida que a população envelhece, ganha força no Brasil uma forma de discriminação chamada etarismo, ou idadismo, que consiste em tratar alguém de modo desigual por causa da idade. Em pouco mais de dez anos, a parcela de pessoas idosas no país subiu de 10,8% para 15,8%, segundo dados oficiais.

Especialistas explicam que o etarismo se sustenta em três pilares: o estereótipo, ligado ao modo como pensamos; o preconceito, relacionado ao modo como sentimos; e a discriminação, que se refere ao modo como agimos. Embora seja comum associá-lo apenas aos mais velhos, esse preconceito também atinge os jovens da Geração Z, muitas vezes julgados, sem provas, como pouco comprometidos. Nos dois casos, talentos valiosos acabam desperdiçados.

O caminho apontado para enfrentar o problema é a solidariedade entre as gerações. Quando uma equipe reúne integrantes de idades diferentes, a convivência aproxima visões distintas e estimula a inovação. Assim, a diversidade etária deixa de ser um obstáculo e se torna uma riqueza, desde que haja, de parte a parte, uma atitude essencial: a empatia.


MENDONÇA, Silvia. Desafiando o etarismo: como a colaboração entre gerações pode transformar o mercado de trabalho. Brasília: Tribunal Superior do Trabalho, 1º out. 2024. Disponível em: https://www.tst.jus.br/-/desafiando-o-etarismo-como-a-colaboracao-entr e-geracoes-pode-transformar-o-mercado-de-trabalho. Acesso em: 6 jun. 2026. (Texto adaptado.) 
A respeito da concordância nominal em trechos do texto, analise as afirmativas.

I.Em "a parcela de pessoas idosas", o adjetivo "idosas" concorda com "pessoas", no feminino plural, e não com "parcela", ainda que este seja o núcleo da expressão principal.
II.Em "visões distintas", a substituição de "visões" por "pontos de vista" exigiria a forma "distintos", em razão da alteração do núcleo nominal para o masculino plural.
III.Em "uma forma de discriminação chamada etarismo", a forma "chamado" também estaria adequada, pois o particípio poderia concordar com "etarismo", termo masculino singular.

Está correto o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4196274 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais

Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.


É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.
Observe o período: "Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa." A oração introduzida pelo termo "que" classifica-se como subordinada:
Alternativas
Q4195861 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
No trecho "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro", a expressão “já que” pode ser substituída por: 
Alternativas
Q4195858 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
Assinale a alternativa que contém um trecho – retirado do texto – iniciado por uma conjunção concessiva: 
Alternativas
Q4195732 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que é melhor comer com inteligência do que contar calorias?

A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos.

Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo?

Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais.

Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.

"Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres.

"Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento."

Quando comemos

O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers. 

Mas esta consideração está longe de ser a única.

O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo.

Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo.

Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias.

Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida.

Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campoemergente de pesquisa conhecido como crononutrição.

E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas.

Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares.

Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/czxr55plyk5o- fragmento
"Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias." Com base na análise sintática dos elementos linguísticos empregados no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas:
(__)A expressão 'Outro pequeno estudo' exerce a função de sujeito do verbo 'concluir'.
(__)O verbo 'concluir' é verbo transitivo direto com seu complemento uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
(__)O vocábulo 'menos' desempenha a função de adjunto adverbial, intensificando o substantivo 'calorias', que constitui o núcleo do objeto direto.
(__)A expressão 'outro pequeno estudo' exerce a função de aposto, sendo utilizada para introduzir uma explicação sobre o tipo de estudo que foi realizado.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4195726 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que é melhor comer com inteligência do que contar calorias?

A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos.

Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo?

Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais.

Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.

"Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres.

"Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento."

Quando comemos

O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers. 

Mas esta consideração está longe de ser a única.

O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo.

Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo.

Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias.

Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida.

Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campoemergente de pesquisa conhecido como crononutrição.

E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas.

Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares.

Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/czxr55plyk5o- fragmento
Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.
Com base na regência verbal, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4195536 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem que pediu para não ser identificado sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta."
Considerando as classes de palavras, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__)O termo 'que', em 'que era ilegal', é conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva.
(__)O vocábulo 'nem' funciona como conjunção de valor negativo, responsável por introduzir uma negação enfática, mesmo na ausência de outro marcador explícito de negação.
(__)O vocábulo 'conectando' expressa uma ação concomitante à do verbo principal, indicando que a atividade de conectar compradores estrangeiros às redes locais ocorria simultaneamente ao exercício da função de intermediário.
(__)O vocábulo 'certa' exerce função de advérbio de modo, indicando precisão temporal no enunciado.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4195477 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam."
Considerando a função sintática que os termos exercem no enunciado acima, julgue as afirmativas:

I.A expressão 'Os estrangeiros' exerce a mesma função sintática do substantivo 'calor' na frase 'Faz muito calor aqui'.

II.O termo 'para eles' exerce função de complemento nominal de 'formigas', funcionando como complemento nominal que indica a quem o objeto é entregue.

III.O particípio 'embaladas' exerce função de predicativo do sujeito, caracterizando a condição em que as formigas se encontram ao serem levadas.

IV.O pronome oblíquo 'nos' em '...eles nos forneciam' exerce a função sintática de objeto indireto.


Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Alternativas
Q4195258 Português
Por que é melhor comer com inteligência do que contar calorias?


A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos.

Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo?

Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais.

Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.

"Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres.

"Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento."

Quando comemos

O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers.

Mas esta consideração está longe de ser a única.

O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo.

Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo.

Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias.

Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida.

Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campo emergente de pesquisa conhecido como crononutrição.

E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas.

Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares.

Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czxr55plyk5o- fragmento
"Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida."
Considerando as classes de palavras dos vocábulos presentes no trecho, analise as afirmativas.

I.O vocábulo 'quando', no trecho analisado, atua como uma conjunção subordinativa temporal, introduzindo uma oração que indica o momento em que ocorre a ação da oração principal.
II.O vocábulo 'mais' é advérbio que intensifica 'cedo' e estabelece uma comparação implícita com outro ponto de referência, que no texto é 'o normal'.
III.O vocábulo 'menor' caracteriza o substantivo 'ingestão', atribuindo-lhe a ideia de quantidade reduzida em relação a outra referência.
IV.O vocábulo 'levemente' é um advérbio que modifica o substantivo 'adultos', atribuindo-lhe uma característica de qualidade própria.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Alternativas
Q4193893 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada

Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita.

Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados com papiros contendo o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, ??na Espanha, à CNN.

"Este é o grande avanço para nós", disse Adiego, que faz parte de uma equipe que trabalha no local há anos.

"Até agora, não sabíamos que eles teriam usado textos literários como parte desse ritual funerário", acrescentou.

A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.

Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.

"Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor", disse ele. "Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro."

Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.

Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.

A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego.

"A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha", acrescentou.

"Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário", disse Adiego.

Além disso, pouco se sabe sobre a vida daqueles cujas múmias foram encontradas no local, além do fato de que suas famílias deviam ter um certo nível de riqueza para poder pagar pelo processo de embalsamento, acrescentou ele.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mumia-egipcia-desenterrada-comtexto-literario-no-abdomen-e-encontrada/ adaptado
"Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento."
Com base na análise morfológica dos vocábulos destacados, analise as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'pouco' é pronome indefinido, pois retoma de forma vaga uma quantidade não especificada.
II. O vocábulo 'se' atua como partícula apassivadora, formando uma voz passiva sintética.
III. A palavra 'sobre' é preposição equivalente a 'acerca de', indicando o tema sobre o qual se sabe pouco. Essa mesma preposição, no entanto, assume valor semântico distinto em 'Recebiam uma porcentagem sobre os valores cobrados pelo processo de embalsamento', em que expressa ideia de correspondência ou proporcionalidade.
IV. O vocábulo 'momento' é um substantivo que, ao integrar a expressão 'Neste momento', compõe uma locução adverbial de tempo.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4193494 Português
   Há momentos em que a história deixa de avançar aos poucos e passa a se mover por saltos. Não porque as notícias mudem, mas porque as potências decidem que já não podem adiar decisões. É isso que estamos vendo agora. Estados Unidos e China reorganizam silenciosamente os fundamentos da economia global. Cada lado com clareza, método e propósito.
   Os Estados Unidos tratam produção, comércio e agricultura como peças de um tabuleiro maior. Não se discute mais porcentagem de tarifa. A discussão é se uma cadeia produtiva fortalece ou enfraquece a segurança nacional. Centros de pensamento como a Heritage Foundation, que tem grande influência sobre o secretário de Estado Marco Rubio, defendem que chegou o fim da era da integração automática com a China. A ordem é reduzir riscos, diversificar dependências e recuperar o que foi perdido em décadas de deslocamento industrial. A tarifa virou instrumento de poder.
   A China, por sua vez, opera com uma disciplina única e invejável. Seu novo marco de segurança alimentar, os documentos anuais de orientação rural e o projeto de autossuficiência apontam para uma visão de longo prazo. Pequim investe em reservas estratégicas, terras raras, ciência aplicada ao campo, tecnologia verde, fertilizantes, máquinas e plataformas digitais que unificam produção, logística e crédito. Enquanto muitos países tratam agricultura como setor tradicional, a China a elevou ao centro de sua estratégia de sobrevivência e projeção.
     As duas maiores potências do planeta estão jogando xadrez.
    E o Brasil tenta ser vencedor jogando dominó.
   Não é por falta de talento ou potencial. É por ausência de projeto. Continuamos presos a debates de tarifa, acesso sanitário ou frases diplomáticas que dizem pouco. O mundo já está em outro ritmo. Agricultura, energia, tecnologia e finanças se tornaram ferramentas de afirmação nacional. Nosso lugar natural seria o de ator indispensável. Mas seguimos negociando sem saber onde estamos e como se tivéssemos pouco a oferecer.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cenario-global/entre-o-xadrez-e-o-domino/. Acesso em: 20 jan. 2026.

Sobre o papel dos conectores destacados em negrito, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Respostas
2681: A
2682: E
2683: B
2684: C
2685: B
2686: B
2687: A
2688: A
2689: D
2690: A
2691: B
2692: B
2693: A
2694: A
2695: C
2696: D
2697: A
2698: A
2699: C
2700: A