Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q4391402 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e no qual empregamos cada vez mais os métodos científicos. O problema reside na separação brutal entre humanidade e natureza, princípio de inúmeras correntes técnicas, científicas e ideológicas. A voracidade da acumulação capitalista impeliu ainda mais as sociedades humanas a subjugarem a natureza, que foi transformada numa fonte de recursos “inesgotável”, o que não é sustentável.


    Além disso, não podemos ignorar que nem a ciência nem as tecnologias que dela derivam são inerentemente positivas. Direta ou indiretamente, muitas de suas aplicações podem ser nocivas à humanidade. Por exemplo, o estudo científico da radiatividade levou à fabricação de bombas atômicas, causando arrependimento nos próprios promotores da energia nuclear. As tecnologias agrárias baseadas no reducionismo da monocultura provocaram a perda de biodiversidade. A lista pode alongar-se, até porque grande parte dos avanços científicos foi resultado de pesquisas com fins militares e só em um momento posterior se estenderam ao uso civil. Semelhantes aplicações da ciência são questionáveis.


    Recentemente, a promoção de energias alternativas que nos ajudam a superar a dependência dos combustíveis fósseis ‒ uma meta louvável ‒ se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos. É o caso do lítio e de outros minerais, cuja exploração, embora essencial para produzir as baterias empregadas nos veículos elétricos, amplia os impactos nocivos da mineração.


(Alberto Acosta. O bem viver, 2026. Adaptado)

Considere as reescritas de passagens do texto a seguir:



• Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a Natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e _____________ aplicamos cada vez mais os métodos científicos.


• Recentemente, a promoção de energias alternativas _____________  recorremos para superar a dependência dos combustíveis fósseis se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IASPE Órgão: UNIFAI Prova: IASPE - 2026 - UNIFAI - Analista Jurídico |
Q4391219 Português
Observe as normas de regência verbal, regência nominal e o emprego do sinal indicativo de crase na norma-padrão da língua portuguesa e assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir:
A decisão do juiz obedeceu ___ reivindicações da comunidade, que há anos solicitava acesso ___ políticas públicas eficientes. Em seguida, o magistrado referiu-se ___ uma jurisprudência recente e declarou-se disposto ___ colaborar com os órgãos competentes. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IASPE Órgão: UNIFAI Prova: IASPE - 2026 - UNIFAI - Analista Jurídico |
Q4391218 Português
Indique a alternativa em que a regência verbal empregada no enunciado atende rigorosamente à norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q4390585 Português
TEXTO I

Confiança do consumidor cai e ameaça empregos

Pessimismo das famílias pode reduzir consumo e pressionar empresas neste segundo semestre


    A confiança dos consumidores brasileiros caiu pelo quarto mês consecutivo em agosto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 3,6 pontos, para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. O resultado mostra que as famílias estão mais pessimistas tanto sobre o momento atual quanto sobre os próximos meses.

    O principal problema está nas expectativas. O indicador, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, caiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos. A disposição para comprar bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e outros produtos de maior valor, despencou 10 pontos, para 74,7 pontos, o menor nível desde julho de 2022.

    Confiança: menos consumo; mais pressão e riscos

    O cenário preocupa, porque o consumidor menos confiante tende a adiar compras e controlar mais os gastos. Segundo a FGV, o movimento reflete as dificuldades financeiras das famílias, marcadas por endividamento e inadimplência elevados em um ambiente de juros altos.

     Essa retração pode atingir diretamente o comércio e a indústria. Se as empresas vendem menos, começam a reduzir estoques, investimentos e, em alguns casos, custos com pessoal.

    Risco para os empregos

    O dado ganha ainda maior importância porque o mercado de trabalho brasileiro continua forte. A própria FGV ressalta, porém, que a sequência de quedas na confiança pode sinalizar uma desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre.

     Na prática, existe o risco de uma reação em cadeia: consumidores mais cautelosos compram menos, empresas faturam menos, e negócios pressionados podem reduzir contratações ou até cortar postos de trabalho.

    O indicador, portanto, não significa que haverá uma onda imediata de demissões. Mas funciona como um sinal de alerta para a economia. Se o pessimismo persistir e o consumo perder força, a manutenção do emprego pode se tornar mais difícil nos próximos meses.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Confiança do consumidor cai e ameaça empregos. https://revistaoeste.com/economia/confianca-doconsumidor-cai-e-ameaca-empregos/ (adaptado).  
“O cenário preocupa, porque o consumidor menos confiante tende a adiar compras e controlar mais os gastos.” No excerto anterior, nota-se em destaque uma preposição utilizada pelo critério da Regência verbal. Adaptando-se esse fragmento a fim de que ele possa receber o sinal indicativo de Crase, a alternativa cuja reescrita se encontra adequada, segundo as regras gramaticais, faz-se presente em: 
Alternativas
Q4389439 Português

"Segundo o relatório apresentado à direção da escola, a decisão de adiar o início das atividades implica em atrasos na organização do calendário escolar. Durante a reunião, os professores focaram em três temas centrais: a reorganização das turmas, a distribuição dos materiais e o atendimento aos novos alunos. Ainda me lembro daquela tarde perfeitamente, quando a resposta do professor não agradou aos estudantes que aguardavam uma definição. Quando chegamos no escritório da direção, já era tarde para modificar o cronograma previsto. Da janela da sala, os alunos assistiram o desfile organizado pela escola e encerraram o dia.


Um professor de língua portuguesa apresentou o texto acima para que os alunos identificassem a regência dos verbos presentes e explicassem as eventuais incorreções encontradas. Após a análise, os alunos apresentaram suas conclusões.
O aluno Arthur afirmou que o verbo 'implicar' foi empregado corretamente, pois esse verbo no sentido de 'acarretar' exige a preposição 'em'; da mesma forma, o verbo 'agradar' está correto com o emprego da preposição 'a', pois no sentido de 'ser agradável' exige a preposição 'a'.
A aluna Júlia afirmou que o verbo 'implicar' foi empregado incorretamente, pois, no sentido de 'acarretar', é transitivo direto. Assim, considerando a regência tradicional, a forma recomendada seria 'implica atrasos'.
O aluno Rafael afirmou que o verbo 'lembrar' foi empregado corretamente, pois, empregado pronominalmente, 'lembrar-se' exige a preposição 'de'. Já o verbo 'agradar' está incorreto, pois quando empregado no sentido de 'ser agradável' é transitivo direto e não admite a preposição 'a' (forma correta: 'agradou os novos alunos').
A aluna Luíza afirmou que o verbo 'chegar' admite a preposição 'em' sempre que o complemento indicar um lugar físico determinado, assim como quando indica tempo, como em 'Cheguei na hora certa'
O aluno Matheus afirmou que o verbo 'assistir' está correto, pois quando empregado no sentido de presenciar, é transitivo direto e exige objeto direto, sem necessidade de preposição
Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta o(s) aluno(s) que identificou(aram) a regência dos verbos de forma adequada.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Consultor Jurídico |
Q4387887 Português

Leia o trecho de uma manifestação jurídica:



A adoção de medidas preventivas destinadas a redução de riscos constitui importante instrumento de gestão pública. Não obstante, tais medidas devem observar os limites estabelecidos pelo ordenamento jurídico, de modo que sua implementação não resulte em restrições desproporcionais aos direitos dos administrados. Além disso, compete aos agentes públicos avaliar os riscos associados às providências propostas e justificar adequadamente as decisões adotadas. Desse modo, a atuação preventiva somente será legítima quando estiver fundamentada em critérios objetivos e compatíveis com as normas aplicáveis.



Considerando os aspectos linguísticos e argumentativos do texto, avalie as afirmações.



I. No segmento “destinadas a redução de riscos”, a ausência do acento indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão.


II. “Não obstante” introduz uma ideia de ressalva ou oposição em relação à afirmação anterior.


III. “De modo que” estabelece uma relação de consequência entre a implementação das medidas e a necessidade de evitar restrições desproporcionais.


IV. Em “compete aos agentes públicos avaliar os riscos”, a construção está de acordo com a norma-padrão de regência e concordância.


V. “Desse modo” introduz uma conclusão decorrente da argumentação desenvolvida anteriormente.



É correto apenas o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Consultor Jurídico |
Q4387885 Português

Leia o trecho:



A manifestação jurídica deve demonstrar conformidade com o ordenamento jurídico, compatibilidade com os princípios administrativos e aptidão para produzir efeitos juridicamente seguros. O parecer deve ainda ser claro quanto aos fundamentos que sustentam a conclusão apresentada.



Considerando a regência nominal, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Consultor Jurídico |
Q4387884 Português

Leia as construções abaixo:



I. O parecer jurídico visa à análise da legalidade do ato administrativo.


II. A autoridade informou ao interessado a decisão proferida no processo.


III. O servidor aspirava ao cargo de Consultor Jurídico.


IV. A Administração preferiu adotar a solução consensual do que prosseguir com a demanda judicial.



Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4387600 Português

Capacidade institucional de municípios e potencial de criação de marca territorial 


A abordagem territorial do desenvolvimento concebe o território e o patrimônio nele constituído como unidades basilares de análise, a partir das quais se compreende a configuração dos territórios e a condução de seus processos de desenvolvimento. O território, compreendido como resultado de um processo histórico e relacional, de múltiplas determinações econômicas, políticas, culturais e naturais, concentra os recursos para o planejamento e a gestão que resultam nas dinâmicas de desenvolvimento. Os processos e dinâmicas de territórios se relacionam, portanto, com a governança exercida por seus atores institucionais e sociais na gestão de seus recursos.


As trajetórias de desenvolvimento de um território são resultado de um processo sócio-histórico, que articula as dimensões produtiva, natural, humana e intelectual, social, cultural e institucional e constituem seus patrimônios territoriais. Cada território apresenta singularidades decorrentes de sua trajetória, dispondo de recursos próprios e diferenciados. Entretanto, tais atributos nem sempre são reconhecidos, mobilizados, ativados e/ou tornados visíveis para a população e para outros públicos estratégicos, o que conduz à não utilização de potencialidades que poderiam ser incorporadas a políticas, projetos e programas voltados ao desenvolvimento.


A construção de uma identidade visual específica para os territórios, materializada na criação e na gestão de uma marca, constitui um instrumento de valorização das estratégias e dos planos de desenvolvimento em andamento, ao evidenciar os elementos distintivos que os caracterizam. Nessa perspectiva, o branding territorial configura-se como estratégia de desenvolvimento, na medida em que influencia diretamente a maneira como o território é percebido por seus diferentes públicos.


O branding aplicado a lugares pode ser entendido como um processo de gestão estratégica do território, ao passo que a marca territorial corresponde à expressão simbólica derivada desse processo, configurando-se como resultado das interações sociais, políticas, econômicas e culturais que estruturam o espaço. Nessa perspectiva, a marca associada a um país, estado ou cidade não se reduz à propaganda ou ao design gráfico, mas constitui um instrumento de gestão estratégica da identidade e da competitividade territorial. Tais abordagens superam a compreensão da marca territorial como mero logotipo ou ação promocional e se aproximam das abordagens críticas do desenvolvimento regional, que concebem o território como uma construção social permeada por relações de poder.


A marca, portanto, assume a função de dispositivo estratégico capaz de mobilizar narrativas identitárias, consolidar valores simbólicos compartilhados e orientar ações concretas voltadas simultaneamente à competitividade territorial e à promoção do bem-estar coletivo. Essa perspectiva converge com uma concepção de desenvolvimento de natureza eminentemente qualitativa, que exige a integração de dimensões cognitivas, simbólicas, culturais, sociais e cívicas para viabilizar trajetórias virtuosas e sustentáveis nos territórios.


Fonte: CARNIELLO, M. F. Proposta de análise da capacidade institucional de municípios e potencial de criação de marca territorial. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubaté, v.22, n. 2, Mai - Ago / 2026 (com adaptações).

Considere a seguinte frase extraída do texto e, com base em aspectos morfossintáticos, fonéticos e de coesão textual, analise as assertivas que seguem:


A marca, portanto, assume a função de dispositivo estratégico capaz de mobilizar narrativas identitárias...


I. As duas palavras acentuadas da frase - estratégico e identitárias - são classificadas como paroxítonas.

II. O verbo mobilizar classifica-se como transitivo indireto, por exigir complemento regido por preposição.

III. Sem prejuízo para o sentido original, o conectivo portanto poderia ser posicionado no início do período (Portanto, a marca assume a função...).


Está CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q4385329 Português
Em “É necessária a participação de todos”, a flexão feminina de necessária decorre exclusivamente da regência nominal do adjetivo, razão pela qual seria obrigatória mesmo na construção “É necessário participação”.
Alternativas
Q4385328 Português
Na frase “A pesquisadora assistiu à palestra e depois se dirigiu à biblioteca”, os dois sinais indicativos de crase são justificáveis: no primeiro caso, pela regência de assistir no sentido de presenciar; no segundo, pela regência de dirigir-se, combinadas com artigos femininos.
Alternativas
Q4382691 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
“As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.”

A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita tenha mantido o valor semântico, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4381345 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Considerando as relações de regência nominal estabelecidas em trechos que têm o texto como base, assinale a alternativa correta: 

Alternativas
Q4381342 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Verifique se os termos analisados quanto à ocorrência de crase estão de acordo com as regras e aponte qual está incorreto:
Alternativas
Q4380390 Português

Leia o texto para responder à questão.



Tempo do castigo


    Quando eu era criança, ficava de castigo e ia para o quarto pensar. Perguntava quanto tempo e contava os segundos para sair. Até hoje acho essa punição interessante: “Pense no que você fez para conversarmos”. Mas, para ser boa, essa punição precisa ter um tempo combinado. O tempo, na época, me parecia justo por ser proporcional ao erro e ao amor de minha mãe por mim. Eu sabia que ela me amava, sabia que ia ficar um tempo ali e sabia que ia sair e poder falar com ela. Era um acordo.


    Hoje temos um jeito adulto de punir: bloquear a pessoa no WhatsApp. Bloquear alguém que se ama é como colocar de castigo. “Você fez algo que não gostei, preciso de um tempo.” E aí vem o importante: quanto tempo é esse tempo? O tempo que pode ser o remédio que cura a relação ou o remédio que vira veneno.


    O tempo de castigo era válido quando não trazia mágoa. Quando servia apenas para acalmar os ânimos. Quando era um tempo com a intenção velada da paz.


    Quando se diz o que se quer nessa nova interação virtual e se bloqueia sem deixar que o outro responda, coloca-se o outro em um castigo cheio de angústia. E, na espera sem saber o tempo, a mágoa cresce, os argumentos perdem sentido.


    Bloquear pode ser usado como um respiro para avançarmos, mas nunca como forma de evitar conversas difíceis, que são justamente as que permitem o amadurecimento que vem dos relacionamentos. As relações avançam nas discussões. O castigo da minha mãe sempre me trouxe uma oportunidade de uma relação mais próxima com ela, entendendo meus erros, e isso me trazia um profundo alívio.


(Alice Ferraz. O Estado de S. Paulo, 6 de dezembro de 2025. Adaptado)



Há, no texto, uma frase cuja construção é própria da linguagem coloquial, mas desrespeita a norma-padrão de regência verbal. Assinale a alternativa que apresenta essa frase.
Alternativas
Q4379649 Português

Leia o texto I a seguir para responder à questão.

IA e as tendências do futuro

O uso da inteligência artificial (IA) já é uma realidade em todo o mundo, provocando mudanças profundas em todos os ramos da atividade humana, incluindo os negócios. Além disso, trata-se de uma ferramenta à disposição de qualquer pessoa que possua um smartphone ou notebook.

Constatar essa realidade implica também reconhecer que nenhum exercício de futurologia conseguirá prever todas as consequências dessas mudanças. Porém, essas possibilidades têm de ser estudadas de modo a identificar tendências e preparar governos e empresas para conviver com a revolução tecnológica.

Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de maio de 2025, anota o seguinte: “A obtenção de taxas mais elevadas de adoção de IA pode aumentar a produtividade do trabalho e gerar outros resultados desejáveis, como menores taxas de defeitos na produção, reduzindo a necessidade de insumos materiais. As informações para políticas públicas provenientes deste e de outros estudos comparáveis provavelmente se tornarão mais importantes à medida que mais empresas buscarem se tornar usuárias ativas de IA”.

Esses temas serão debatidos no Futura Trend, evento que terá em pauta o processo acelerado de transformação digital e os impactos da inteligência artificial generativa na reconfiguração da sociedade, na educação e na economia. Será debatida, também e de forma aprofundada, a questão do letramento digital e da educação, a partir da primeira infância, para o acesso à tecnologia, o que evitará mais uma geração de excluídos da era digital, como aconteceu nos anos 1990 e início do ano 2000.

O seminário, portanto, está inserido no grande debate que hoje mobiliza países de todo o mundo para estudar as tendências que regularão a sociedade permeada pela inteligência artificial. 

(Editorial, 06.08.2026. Disponível em: www.opovo.com.br. Adaptado)

A construção entre parênteses que substitui o trecho destacado, em conformidade com a norma-padrão de regência e de crase, é:
Alternativas
Q4379572 Português
A infinita fiadeira


   A aranha, aquela aranha, era tão única: não parava de fazer teias! Fazia-as de todos os tamanhos e formas. Havia, contudo, um senão: ela fazia-as, mas não lhes dava utilidade. O bicho repaginava o mundo. Contudo, sempre inacabava as suas obras. Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de teias que só ganhavam senso no rebrilho das manhãs.

  E dia e noite: dos seus palpos primavam obras, com belezas de cacimbo gotejando, rendas e rendilhados. Tudo sem fim nem finalidade. Todo bom aracnídeo sabe que a teia cumpre as fatais funções: lençol de núpcias, armadilha de caçador. Todos sabem, menos a nossa aranhinha, em suas distraiçoeiras funções.

   Para a mãe-aranha aquilo não passava de mau senso. Para que tanto labor se depois não se dava a indevida aplicação? Mas a jovem aranhiça não fazia ouvidos. E alfaiatava, alfinetava, cegava os nós. Tecia e retecia o fio, entrelaçava e reentrelaçava mais e mais teia. Sem nunca fazer morada em nenhuma. Recusava a utilitária vocação da sua espécie.

   — Não faço teias por instinto.

   — Então, faz por quê?

   — Faço por arte.

   Benzia-se a mãe, rezava o pai. Mas nem com preces. A filha saiu pelo mundo em ofício de infinita teceloa. E em cantos e recantos deixava a sua marca, o engenho da sua seda. Os pais, após concertação, a mandaram chamar. A mãe:

   — Minha filha, quando é que assentas as patas na parede?

   E o pai:

   — Já eu me vejo em palpos de mim…

   Em choro múltiplo, a mãe limpou as lágrimas dos muitos olhos enquanto disse:

   — Estamos recebendo queixas do aranhal.

   — O que é que dizem, mãe?

   — Dizem que isso só pode ser doença apanhada de outras criaturas.

   Até que se decidiram: a jovem aranha tinha que ser reconduzida aos seus mandos genéticos. Aquele devaneio seria causado por falta de namorado. Não tendo nunca digerido um machito. E organizaram um amoroso encontro.

   — Vai ver que custa menos que engolir mosca – disse a mãe.

  E aconteceu. Contudo, ao invés de devorar o singelo namorador, a aranha namorou e ficou enamorada. Os dois deram-se os apêndices e dançaram ao som de uma brisa que fazia vibrar a teia. Ou seria a teia que fabricava a brisa?

   A aranhiça levou o namorado a visitar a sua coleção de teias, ele que escolhesse uma, ficaria prova de seu amor.

   A família desiludida consultou o Deus dos bichos, para reclamar da fabricação daquele espécime.

  Uma aranha assim, com mania de gente? Na sua alta teia, o Deus dos bichos quis saber o que poderia fazer. Pediram que ela transitasse para humana. E assim sucedeu: num golpe divino, a aranha foi convertida em pessoa. Quando ela, já transfigurada, apresentou-se no mundo dos humanos, logo lhe exigiram a imediata identificação. Quem era, o que fazia?

   — Faço arte.

   — Arte?

  E os humanos se entreolharam, intrigados. Desconheciam o que fosse arte. Em que consistia? Até que um, mais velho, lembrou-se que houvera um tempo, em tempos de que já se perdera memória, em que alguns se ocupavam de tais improdutivos afazeres. Felizmente, isso tinha acabado, e os poucos que teimavam em criar esses pouco rentáveis produtos – chamados de obras de arte – tinham sido geneticamente transmutados em bichos. Não se lembrava bem de que tipos. Aranhas, ao que parece.


COUTO, Mia. A infinita fiadeira. In: COUTO, Mia. O fio das missangas: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
A respeito da regência do verbo demarcado em I e em II, aponte a alternativa correta a seguir.

I. “[...] lembrou-se que houvera um tempo [...]”
II. “Não se lembrava bem de que tipos.” 
Alternativas
Q4377031 Português
De acordo com as normas de regência nominal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Odiar é antônimo a amar.
( ) Faremos uma peregrinação para o Vaticano.
( ) O meu destino é paralelo ao teu. 
Alternativas
Q4376757 Português
Considerando a regência verbal das palavras, analisar os itens.

I. A criança escorregou pelo tobogã.
II. O técnico interferiu o trabalho da equipe.
III. A filha dele noivou do amigo.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q4376627 Português

TEXTO I


Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%


Crédito em atraso há mais de 90 dias atingiu o maior patamar

da série histórica do Banco Central, iniciada em 2011  


    A inadimplência das famílias no crédito livre chegou a 8% em agosto, maior nível da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em março de 2011. O indicador considera operações com pagamentos atrasados há mais de 90 dias. Em relação a julho, houve alta de 0,2 ponto porcentual. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 1 ponto porcentual. Os dados foram divulgados durante esta terça-feira, 29.


    O crédito livre reúne operações com condições negociadas entre bancos e clientes, como empréstimos pessoais e cartão de crédito. Nesse segmento, a taxa média de juros cobrada das famílias subiu. O índice passou de 60,3% ao ano em julho para 61,7% em agosto.  


    Os atrasos também aumentaram quando o levantamento considerou todas as modalidades de crédito do sistema financeiro.


    Inadimplência cresce no sistema financeiro


    Entre as pessoas físicas, o índice chegou a 6% em agosto, alta de 0,2% ponto porcentual no mês. Entre as empresas, a taxa permaneceu em 3,3%. Considerando o conjunto das operações de crédito, a inadimplência passou de 4,9% em julho para 5% em agosto.   


    O saldo dos empréstimos destinados às famílias também aumentou. O volume chegou a R$ 4,7 trilhões em agosto, crescimento de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses. 


    Segundo o Banco Central, os financiamentos de veículos, o cartão de crédito rotativo e os empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado puxaram o avanço no crédito livre. 


    Os dados mais recentes sobre o peso das dívidas no orçamento das famílias são de julho. Naquele mês, o endividamento alcançou 49,9% da renda disponível acumulada em 12 meses, alta de 0,2 ponto porcentual em relação a junho. A parcela da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas permaneceu em 28,7%.


    Na sexta-feira 25, o governo federal lançou uma nova etapa do Desenrola Brasil para renegociar dívidas antigas. O anúncio ocorreu depois do período considerado pelos dados de agosto do Banco Central. Por isso, os números divulgados nesta terça - feira ainda não mostram possíveis efeitos da medida.  


Fonte: BATALHA, Victória. Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%

(https://revistaoeste.com/economia/inadimplencia-das-familias-chega-a-recorde-de-8/)

(Adaptado). 

“Em relação a julho, houve alta de 0,2 ponto porcentual.”.


Para que a expressão em destaque pudesse gramaticalmente receber o sinal indicativo de Crase, esta deveria ser substituída no contexto por:

Alternativas
Respostas
101: C
102: A
103: B
104: E
105: A
106: D
107: D
108: C
109: D
110: E
111: C
112: C
113: A
114: A
115: D
116: D
117: A
118: B
119: A
120: A