Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q4435771 Português
Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta quarta; veja o que muda



Novas regras para a doação de sangue passam a valer no Brasil nesta quarta-feira (30) e reduzem o período de impedimento em situações que antes podiam afastar candidatos dos hemocentros por meses.

Entre as principais mudanças estão novos prazos para quem fez tatuagem ou procedimentos estéticos, a possibilidade de doadores habituais continuarem doando depois dos 70 anos e uma regra específica para quem compartilha dispositivos usados na aplicação de medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, grupo do qual faz parte a semaglutida, princípio ativo do Ozempic.

A atualização foi estabelecida pelo Ministério da Saúde em julho. A norma reformula os regulamentos técnicos usados pelos serviços de hemoterapia do país e estabelece critérios para a proteção tanto de quem doa quanto de quem recebe o sangue. A portaria determinou a entrada em vigor 90 dias após a publicação.

Uma das alterações mais relevantes envolve tatuagens, piercings e procedimentos cosméticos invasivos.

A nova norma estabelece prazo de sete dias após tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva e procedimentos como aplicação de botox, preenchimentos e microagulhamento quando houver condições de avaliar a segurança do procedimento.

Se não for possível verificar em que condições ele foi realizado, o candidato deverá aguardar quatro meses.

A regra aparece na tabela da portaria que relaciona cirurgias e procedimentos invasivos aos respectivos períodos de inaptidão para doação.

No caso de piercing na cavidade oral ou na região genital, a restrição permanece enquanto o acessório estiver no local por causa do risco de infecção. Depois da retirada, o candidato deve esperar quatro meses.

A nova regra também cita especificamente os medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1.

O texto não determina impedimento para quem simplesmente utiliza esse tipo de medicamento. A restrição de quatro meses é aplicada a candidatos que tenham histórico de compartilhamento do dispositivo usado para a aplicação.

Isso significa que uma pessoa em tratamento com semaglutida, por exemplo, não se torna automaticamente inapta apenas por usar o medicamento.

Ainda assim, a portaria determina que todo uso de medicamentos seja avaliado durante a triagem. O profissional deve considerar tanto o tratamento quanto a condição clínica que levou à prescrição.

A regra geral continua estabelecendo que os doadores tenham entre 16 e 69 anos. Para quem vai doar pela primeira vez, o limite permanece em 60 anos, 11 meses e 29 dias.

A novidade é que pessoas que já são doadoras de repetição poderão continuar doando depois dos 70 anos, desde que sejam avaliadas por um médico do serviço de hemoterapia.

A portaria estabelece ainda impedimento de quatro meses para quem passou por qualquer procedimento endoscópico. O período começa a ser contado na data do exame.

Também ficam impedidas por quatro meses pessoas que tenham usado anabolizantes ou hormônios injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, sem prescrição médica.

Quando esses produtos são usados sob orientação médica, não há impedimento automático. Nesse caso, o serviço deve avaliar a razão pela qual a hormonioterapia foi prescrita.

A norma também detalha novos critérios relacionados à malária.

O candidato fica impedido de doar por 30 dias se tiver se deslocado para municípios de áreas endêmicas ou realizado atividades que envolvam exposição a mata, bosque ou floresta em regiões de risco.

Para quem efetivamente teve malária, o prazo depende da espécie do parasita.

Após a cura, são 12 meses de impedimento para infecção por Plasmodium falciparum e três anos para Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale. No caso de Plasmodium malariae, a inaptidão é definitiva.

A decisão final sobre quem pode doar continua sendo feita durante a triagem clínica.

O candidato passa por uma entrevista individual, na qual são avaliados estado de saúde, histórico de doenças, medicamentos em uso, gestação, alimentação, consumo de álcool e outros fatores que possam trazer risco para o doador ou para quem receberá o sangue.

A norma mantém ainda o peso mínimo de 50 kg como regra geral.

Homens podem fazer até quatro doações de sangue total em um período de 12 meses, com intervalo mínimo de dois meses. Para mulheres, são até três doações, com intervalo mínimo de três meses.


G1. Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta
quarta; veja o que muda. G1, 30 set. 2026. Disponível em:
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/30/novas-regras-para-doac
ao-de-sangue-entram-em-vigor-nesta-quarta-veja-o-que-muda.ghtml.

"A restrição de quatro meses é aplicada a candidatos que tenham histórico de compartilhamento do dispositivo usado para a aplicação."
Considerando a regência da expressão "é aplicada a" e o emprego do sinal indicativo de crase, analise as reescritas a seguir e assinale a alternativa em que a crase deve ser empregada.
Alternativas
Q4435768 Português
Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta quarta; veja o que muda



Novas regras para a doação de sangue passam a valer no Brasil nesta quarta-feira (30) e reduzem o período de impedimento em situações que antes podiam afastar candidatos dos hemocentros por meses.

Entre as principais mudanças estão novos prazos para quem fez tatuagem ou procedimentos estéticos, a possibilidade de doadores habituais continuarem doando depois dos 70 anos e uma regra específica para quem compartilha dispositivos usados na aplicação de medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, grupo do qual faz parte a semaglutida, princípio ativo do Ozempic.

A atualização foi estabelecida pelo Ministério da Saúde em julho. A norma reformula os regulamentos técnicos usados pelos serviços de hemoterapia do país e estabelece critérios para a proteção tanto de quem doa quanto de quem recebe o sangue. A portaria determinou a entrada em vigor 90 dias após a publicação.

Uma das alterações mais relevantes envolve tatuagens, piercings e procedimentos cosméticos invasivos.

A nova norma estabelece prazo de sete dias após tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva e procedimentos como aplicação de botox, preenchimentos e microagulhamento quando houver condições de avaliar a segurança do procedimento.

Se não for possível verificar em que condições ele foi realizado, o candidato deverá aguardar quatro meses.

A regra aparece na tabela da portaria que relaciona cirurgias e procedimentos invasivos aos respectivos períodos de inaptidão para doação.

No caso de piercing na cavidade oral ou na região genital, a restrição permanece enquanto o acessório estiver no local por causa do risco de infecção. Depois da retirada, o candidato deve esperar quatro meses.

A nova regra também cita especificamente os medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1.

O texto não determina impedimento para quem simplesmente utiliza esse tipo de medicamento. A restrição de quatro meses é aplicada a candidatos que tenham histórico de compartilhamento do dispositivo usado para a aplicação.

Isso significa que uma pessoa em tratamento com semaglutida, por exemplo, não se torna automaticamente inapta apenas por usar o medicamento.

Ainda assim, a portaria determina que todo uso de medicamentos seja avaliado durante a triagem. O profissional deve considerar tanto o tratamento quanto a condição clínica que levou à prescrição.

A regra geral continua estabelecendo que os doadores tenham entre 16 e 69 anos. Para quem vai doar pela primeira vez, o limite permanece em 60 anos, 11 meses e 29 dias.

A novidade é que pessoas que já são doadoras de repetição poderão continuar doando depois dos 70 anos, desde que sejam avaliadas por um médico do serviço de hemoterapia.

A portaria estabelece ainda impedimento de quatro meses para quem passou por qualquer procedimento endoscópico. O período começa a ser contado na data do exame.

Também ficam impedidas por quatro meses pessoas que tenham usado anabolizantes ou hormônios injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, sem prescrição médica.

Quando esses produtos são usados sob orientação médica, não há impedimento automático. Nesse caso, o serviço deve avaliar a razão pela qual a hormonioterapia foi prescrita.

A norma também detalha novos critérios relacionados à malária.

O candidato fica impedido de doar por 30 dias se tiver se deslocado para municípios de áreas endêmicas ou realizado atividades que envolvam exposição a mata, bosque ou floresta em regiões de risco.

Para quem efetivamente teve malária, o prazo depende da espécie do parasita.

Após a cura, são 12 meses de impedimento para infecção por Plasmodium falciparum e três anos para Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale. No caso de Plasmodium malariae, a inaptidão é definitiva.

A decisão final sobre quem pode doar continua sendo feita durante a triagem clínica.

O candidato passa por uma entrevista individual, na qual são avaliados estado de saúde, histórico de doenças, medicamentos em uso, gestação, alimentação, consumo de álcool e outros fatores que possam trazer risco para o doador ou para quem receberá o sangue.

A norma mantém ainda o peso mínimo de 50 kg como regra geral.

Homens podem fazer até quatro doações de sangue total em um período de 12 meses, com intervalo mínimo de dois meses. Para mulheres, são até três doações, com intervalo mínimo de três meses.


G1. Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta
quarta; veja o que muda. G1, 30 set. 2026. Disponível em:
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/30/novas-regras-para-doac
ao-de-sangue-entram-em-vigor-nesta-quarta-veja-o-que-muda.ghtml.

"Para quem efetivamente teve malária, o prazo depende da espécie do parasita."

No trecho, o verbo "depender" rege a preposição "de". Considerando a regência verbal na norma-padrão, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto adaptado com preposições também adequadas.

Os serviços de hemoterapia devem obedecer _____ critérios definidos pela nova portaria. A triagem clínica consiste _____ uma entrevista individual, e o candidato considerado inapto deve abster-se _____ doar durante o período de impedimento. 
Alternativas
Q4434960 Português
Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão quanto à regência nominal e ao emprego da crase. 
Alternativas
Q4434953 Português
Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4434713 Português
Assinale a alternativa inteiramente adequada à norma-padrão quanto à regência, ao emprego da crase e à pontuação: 
Alternativas
Q4434616 Português
“A resistência democrática impõe-se àqueles que pretendem submeter a República aos interesses corporativos. Daqui a alguns anos, a história julgará severamente a condescendência daqueles que se omitiram frente à escalada autoritária.” Fonte: FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder: formação do patronato político brasileiro. São Paulo: Globo, 2001, p. 305. Tendo por base o emprego do acento grave indicativo de crase no texto e nas regras gramaticais correlatas, assinale a assertiva correta:
Alternativas
Q4434410 Português
Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4433179 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

Boas noites de sono podem ser essenciais para a saúde mental e o desempenho escolar dos adolescentes. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "Psychological Medicine".
A partir de dados de participantes entre 10 e 13 anos do estudo Adolescent Brain Cognitive Development, que acompanha crianças e adolescentes nos Estados Unidos, os pesquisadores analisaram como os seguintes quatro fatores influenciam a vida dos adolescentes:
Qualidade de sono
Tempo de tela
Atividade física
Alimentação
O objetivo era entender de que forma esses hábitos poderiam ajudar a explicar a relação entre sintomas de saúde mental, desempenho acadêmico e problemas sociais entre jovens. Nesse contexto, foram avaliados sintomas de depressão, ansiedade e experiências semelhantes à psicose.
A conclusão foi que a qualidade do sono foi o fator que mais se relacionou com sintomas de saúde mental e desenvolvimento na escola.
O sono foi responsável por 18,5% das associações com depressão, 36,3% com ansiedade e 8,3% com perturbações com caráter psicótico.
Segundo Jason Smucny, primeiro autor do estudo e neurocientista computacional do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia, o resultado surpreendeu os pesquisadores.
"Esperávamos que o sono fosse importante, mas não imaginávamos que ele se destacaria tão claramente em relação aos outros fatores do estilo de vida, especialmente o tempo de tela", comenta.
Ainda que a pesquisa mostre que o sono tem papel central na saúde mental e, consequentemente, no desempenho acadêmico, os autores ressaltam que ele não é o único responsável por causar problemas aos adolescentes.
O tempo de tela, por exemplo, apareceu como segundo fator mais importante.
Ele correspondeu a 5% da associação entre ansiedade e funcionamento acadêmico, 6,3% da relação com depressão e 6,2% com experiências semelhantes à psicose.
Atividade física e alimentação parecem ter menos influência, com efeitos menores nas associações analisadas. 
O estudo investigou efeitos de mediação, ou seja, analisou quanto esses fatores ajudavam a explicar as associações observadas entre sintomas de saúde mental e desempenho acadêmico.
Isto é, não é possível atribuir um mau desempenho na escola exclusivamente a noites mal dormidas ou excesso no tempo de tela, por exemplo. Mas a pesquisa mostra que esses hábitos podem contribuir para esse cenário.
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é que a adolescência é um período crítico do desenvolvimento, no qual frequentemente podem surgir problemas de saúde mental, o que pode estar relacionado a um sono de má qualidade.
As conclusões do estudo reforçam que hábitos saudáveis podem ser essenciais para a melhora da saúde mental de adolescentes.
"Embora não vá resolver todos os desafios de saúde mental, rotinas de sono saudáveis são uma maneira prática de apoiar o bem-estar emocional e o funcionamento cotidiano da criança ou do adolescente", analisa Tara Niendam, autora sênior do estudo, professora de Psiquiatria e diretora executiva dos Programas de Psicose Precoce da Universidade da Califórnia.
Mas, mesmo que rotinas mais estabelecidas de sono e a restrição de tempo de tela sejam importantes para melhorar a qualidade de vida dos adolescentes, elas não substituem o tratamento no caso de problemas de saúde mental já estabelecidos.
Os autores reforçam que o acompanhamento profissional é essencial nesses casos, principalmente em um momento formador como a adolescência.
Os pesquisadores ainda afirmam que os resultados podem ajudar a orientar estudos futuros de intervenção, com o objetivo de avaliar se mudanças nesses hábitos são capazes de produzir melhorias no funcionamento acadêmico e social dos adolescentes. G1. Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

G1, 16 set. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/09/16/dormir-bem-pode-aju dar-no-desempenho-escolar-de-adolescentes-mostra-estudo.ghtml. Acesso em: 23 set. 2026.
"O sono foi responsável por 18,5% das associações com depressão, 36,3% com ansiedade e 8,3% com perturbações com caráter psicótico."
Com base na regência do adjetivo 'responsável' no trecho acima, analise as asserções a seguir.
I. O adjetivo 'responsável' está corretamente empregado com a preposição 'por', regência adequada quando o termo indica aquilo que se encontra na origem ou sob a responsabilidade de alguém ou de algo.
PORQUE
II. No contexto apresentado, o termo 'responsável' estabelece uma relação de atribuição entre 'o sono' e os resultados mencionados, indicando que esses resultados são atribuídos à atuação ou influência desse fator.
A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4433126 Português
Assinale a alternativa inteiramente adequada à norma-padrão quanto à regência, ao emprego da crase e à pontuação:
Alternativas
Q4432854 Português

Assinale a alternativa que utiliza os pronomes relativos, em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa.


Alternativas
Q4432579 Português

LEIA O TEXTO I PARA RESPONDER À QUESTÃO



    A importância do serviço público



    O serviço público é algo inerente à própria história da humanidade. Sempre existiu e tem por finalidade prestar trabalho de qualidade a uma determinada coletividade. Com o passar dos anos, a forma de ingresso no serviço público mudou. Hoje o critério não é ser amigo do rei. Hoje, independente da origem social da pessoa, ela pode se submeter a um concurso e ingressar na administração pública. É uma escolha, é uma opção de vida. As portas estão abertas para todos. Lamentavelmente, nas últimas décadas o servidor público tem recebido ataques ferozes de todos os lados, como se fosse culpado por todas as mazelas que ocorrem no país.


    Vive-se um momento delicado, com uma pandemia batendo às nossas portas. Questiona-se: Quem está na linha de frente colocando a cara a tapa? Quem está colocando a sua própria vida em jogo para salvar as pessoas? Quem está cuidando da segurança dos cidadãos? Resposta! São os servidores públicos. Querem destruir a imagem do servidor público, querem fragilizá-lo, mas, na realidade, a intenção é destruir o serviço público, comprometer ainda mais a qualidade dos trabalhos prestados às camadas mais carentes da sociedade brasileira. Não se pode negar que vários segmentos da sociedade também estão contribuindo no combate ao coronavírus.


    São nos momentos adversos que vem à tona as contradições. São nos momentos de dificuldades que deve se tirar algumas lições. Esse discurso do liberalismo, discurso do estado mínimo, discurso que o mercado resolve tudo é balela. É imprescindível um estado forte para intervir em defesa dos fragilizados socialmente. Não se pode tratar os desiguais de forma igualitária, pois com isso o fosso social se agravaria ainda mais. Na realidade esse discurso liberal tem por objetivo continuar protegendo uma minoria abastada que concentra em suas mãos a riqueza do país.


    O discurso do Estado mínimo tem como objetivo manter os privilégios, manter as benesses nas mãos de uma minoria que lucra quantias fabulosas no sistema financeiro, nas mãos de uma elite que não é tributada sobre os lucros e dividendos e nas mãos de uma camada que se beneficia pela não regulamentação, até a presente data, do imposto sobre as grandes fortunas.


    A maioria da classe política é muito egoísta, mesmo no momento de pandemia continua recebendo a verba indenizatória, totalmente imoral. Uma classe política que só pensa nos seus interesses pessoais, que não abre mão dos privilégios bancados pela sociedade brasileira e, nos momentos de dificuldades, sempre joga a responsabilidade nos ombros dos mais fracos, demonstra não ter compromisso com a população que a elegeu, além disso, incentiva o discurso que tudo que ocorre de ruim no país a culpa é do Servidor Público.


    O governo acabou de aprovar uma reforma previdenciária, que aumentou de forma astronômica as alíquotas previdenciárias dos servidores públicos. Isso representou uma redução salarial, uma perda do poder aquisitivo e, consequentemente, uma queda na qualidade de vida de muitas famílias.


    Não se pode abrir mão de um serviço público de qualidade, com profissionais preparados e bem remunerados. Os servidores públicos não podem ficar a bel prazer dos governantes de plantão, dependendo do humor do gestor público, pois o compromisso maior é garantir serviço de qualidade, de forma permanente para a sociedade brasileira, pois, afinal de contas, os homens passam e as instituições continuam.


*Edivaldo Rocha dos Santos é bacharel em Direito e professor de História, servidor do TRE-MT. Fonte: https://www.fenajufe.org.br/artigos/a-importancia-do-servico-publico/ Texto publicado em: 21 maio 2020. Acesso em: 18 ago. 2026.

Analise as afirmações abaixo no que concerne à regência verbal e nominal, em seguida, assinale a opção CORRETA.



I. Na frase “Com o passar dos anos”, há regência verbal.


II. Na frase “Hoje o critério não é ser amigo do rei”, há regência nominal.


III. Na frase “Quem está cuidando da segurança dos cidadãos”, existem as duas regências: a regência verbal e a regência nominal.

Alternativas
Q4432477 Português
Leia o texto para responder à questão.


    O pai do meu pai era pastor de ovelhas numa aldeia bem pequena, nas montanhas da Galícia, ao norte da Espanha. Antes de o dia clarear, ele abria o estábulo e saía com as ovelhas para o campo. Junto, seu amigo inseparável: um cachorrinho ensinado. Numa noite de neve na aldeia, depois que os irmãos menores dormiram, meu avô se sentou ao lado da mãe na luz quente do fogão à lenha: “Mãe, eu quero ir para o Brasil, quero ser um homem de respeito, trabalhar e mandar dinheiro para a senhora criar os meus irmãos”. Ela fez o que pôde para convencê-lo a ficar. Pediu que esperasse um pouco mais, era ainda um menino, mas ele estava determinado: “Não vou pastorear ovelhas até morrer, como fez o pai”. Mais tarde, como em outras noites de frio, a mãe foi pôr uma garrafa de água quente entre as cobertas para esquentar a cama dele: “Doze anos, meu filho, quase um homem. Você tem razão, a Espanha pouco pode nos dar. Vá para o Brasil, terra nova, cheia de oportunidades. E trabalhe duro, siga o exemplo do seu pai”. Meu avô viu os olhos de sua mãe brilharem como líquido. Desde a morte do marido, era a primeira vez que ela chorava diante de um filho.


Drauzio Varella. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000, p. 5. Coleção Memória e História.

“[...] a Espanha pouco pode nos dar.”


A regência do verbo “dar”, no contexto discursivo em que se insere, é

Alternativas
Q4432153 Português
Na língua portuguesa, há algumas expressões muito recorrentes na linguagem coloquial que não se amoldam à linguagem padrão formal. Sabendo disso, analise as opções abaixo e assinale a oração que está adequada às regras de regência da norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q4432027 Português
O Ex-Mágico da Taberna Minhota



       Na verdade, eu não estava preparado para o sofrimento. Todo homem, ao atingir certa idade, pode perfeitamente enfrentar a avalanche do tédio e da amargura, pois, desde a meninice, acostumou-se às vicissitudes, através de um processo lento e gradativo de dissabores.

         Tal não aconteceu comigo. Fui atirado à vida sem pais, infância ou juventude.

         Um dia, dei com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota. A descoberta não me espantou e tampouco me surpreendi ao retirar do bolso o dono do restaurante. Ele sim, perplexo, me perguntou como podia ter feito aquilo.

       O que poderia responder, nessa situação, uma pessoa que não encontrava a menor explicação para sua presença no mundo? Disse-lhe que estava cansado. Nascera cansado e entediado.

       Sem meditar na resposta, ou fazer outras perguntas, ofereceu-me emprego e passei daquele momento em diante a divertir a freguesia da casa com os meus passes mágicos.

       O homem, entretanto, não gostou da minha prática de oferecer aos espectadores almoços gratuitos, que eu extraía misteriosamente de dentro do paletó. Considerando não ser dos melhores negócios aumentar o número de fregueses sem o consequente acréscimo nos lucros, apresentou-me ao empresário do Circo-Parque Andaluz que, posto a par das minhas habilidades, propôs contratar-me. Antes, porém, aconselhou-o que se prevenisse contra os meus truques, pois ninguém estranharia se me ocorresse a ideia de distribuir ingressos graciosos para os espetáculos.

      Contrariando as previsões pessimistas do primeiro patrão, o meu comportamento foi exemplar. As minhas apresentações em público não só empolgaram multidões, como deram fabulosos lucros aos donos da companhia.

         Com o crescimento da popularidade, a minha vida tornou-se insuportável.

       Às vezes, sentado em algum café, a olhar cismativamente o povo desfilando na calçada, arrancava do bolso pombos, gaivotas, maritacas. As pessoas que se encontravam nas imediações, julgando intencional o meu gesto, rompiam em estridentes gargalhadas. Eu olhava melancólico para o chão e resmungava contra o mundo e os pássaros.

       Nada fazia. Olhava para os lados e implorava com os olhos por um socorro que não poderia vir de parte alguma.

       Situação cruciante. 

        À noite, em meio a um sono tranquilo, costumava acordar sobressaltado: era um pássaro ruidoso que batera as asas ao sair do meu ouvido.

       Numa dessas vezes, irritado, disposto a nunca mais fazer mágicas, mutilei as mãos. Não adiantou. Ao primeiro movimento que fiz, elas reapareceram novas e perfeitas nas pontas dos tocos de braço. Acontecimento de desesperar qualquer pessoa, principalmente um mágico enfastiado do ofício.

       Urgia encontrar solução para o meu desespero. Pensando bem, concluí que somente a morte poria termo ao meu desconsolo

       Firme no propósito, tirei dos bolsos uma dúzia de leões e, cruzando os braços, aguardei o momento em que seria devorado por eles. Nenhum mal me fizeram. Rodearam-me, farejaram minhas roupas, olharam a paisagem, e se foram.

      Uma frase que escutara por acaso, na rua, trouxe-me nova esperança de romper em definitivo com a vida. Ouvira de um homem triste que ser funcionário público era morrer aos poucos.

        Não me encontrava em condições de determinar qual a forma de desaparecer que melhor me convinha. Por isso, empreguei-me numa Secretaria de Estado.

         1930, ano amargo. Foi mais longo que os posteriores à primeira manifestação que tive da minha existência, ante o espelho da Taberna Minhota.

        Não morri, conforme esperava. Maiores foram as minhas aflições, maior o meu desconsolo.

       Quando era mágico; pouco lidava com os homens — o palco me distanciava deles. Agora, obrigado a constante contato com meus semelhantes, necessitava compreendê-los, disfarçar a náusea que me causavam.

      O pior é que, sendo diminuto meu serviço, via-me na contingência de permanecer à toa horas a fio. E o ócio levou-me à revolta contra a falta de um passado. Por que somente eu, entre todos os que viviam sob os meus olhos, não tinha alguma coisa para recordar? Os meus dias flutuavam confusos, mesclados com pobres recordações, pequeno saldo de três anos de vida.

      O amor que me veio por uma funcionária, vizinha de mesa de trabalho, distraiu-me um pouco das minhas inquietações.

        Distração momentânea. Cedo retornou o desassossego, debatia-me em incertezas. Como me declarar à minha colega? Se nunca fizera uma declaração de amor e não tivera sequer uma experiência sentimental!

        1931 entrou triste, com ameaças de demissões coletivas na Secretaria e a recusa da datilógrafa em me aceitar. Ante o risco de ser demitido, procurei acautelar meus interesses. (Não me importava o emprego. Somente temia ficar longe da mulher que me rejeitara, mas cuja presença me era agora indispensável.)

     Fui ao chefe da seção e lhe declarei que não podia ser dispensado, pois tendo dez anos de casa, adquirira estabilidade no cargo.

     Fitou-me por algum tempo em silêncio. Depois, fechando a cara, disse que estava atônito com meu cinismo. Jamais poderia esperar de alguém, com um ano de trabalho, ter a ousadia de afirmar que tinha dez.

      Para lhe provar não ser leviana a minha atitude, procurei nos bolsos os documentos que comprovavam a lisura do meu procedimento. Estupefato, deles retirei apenas um papel amarrotado — fragmento de um poema inspirado nos seios da datilógrafa.

      Revolvi, ansioso, todos os bolsos e nada encontrei.

    Tive que confessar minha derrota. Confiara demais na faculdade de fazer mágicas e ela fora anulada pela burocracia.

     Hoje, sem os antigos e miraculosos dons de mago, não consigo abandonar a pior das ocupações humanas. Falta-me o amor da companheira de trabalho, a presença de amigos, o que me obriga a andar por lugares solitários. Sou visto muitas vezes procurando retirar com os dedos, do interior da roupa, qualquer coisa que ninguém enxerga, por mais que atente a vista.

     Pensam que estou louco, principalmente quando atiro ao ar essas pequeninas coisas.

     Tenho a impressão de que é uma andorinha a se desvencilhar das minhas mãos. Suspiro alto e fundo.

    Não me conforta a ilusão. Serve somente para aumentar o arrependimento de não ter criado todo um mundo mágico.

     Por instantes, imagino como seria maravilhoso arrancar do corpo lenços vermelhos, azuis, brancos, verdes. Encher a noite com fogos de artifício. Erguer o rosto para o céu e deixar que pelos meus lábios saísse o arco-íris. Um arco-íris que cobrisse a terra de um extremo a outro. E os aplausos dos homens de cabelos brancos, das meigas criancinhas.


RUBIÃO, Murilo. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
“Disse-lhe que estava cansado.”
Acerca da regência do verbo “dizer”, no contexto discursivo em que se insere anteriormente, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4432023 Português
O Ex-Mágico da Taberna Minhota



       Na verdade, eu não estava preparado para o sofrimento. Todo homem, ao atingir certa idade, pode perfeitamente enfrentar a avalanche do tédio e da amargura, pois, desde a meninice, acostumou-se às vicissitudes, através de um processo lento e gradativo de dissabores.

         Tal não aconteceu comigo. Fui atirado à vida sem pais, infância ou juventude.

         Um dia, dei com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota. A descoberta não me espantou e tampouco me surpreendi ao retirar do bolso o dono do restaurante. Ele sim, perplexo, me perguntou como podia ter feito aquilo.

       O que poderia responder, nessa situação, uma pessoa que não encontrava a menor explicação para sua presença no mundo? Disse-lhe que estava cansado. Nascera cansado e entediado.

       Sem meditar na resposta, ou fazer outras perguntas, ofereceu-me emprego e passei daquele momento em diante a divertir a freguesia da casa com os meus passes mágicos.

       O homem, entretanto, não gostou da minha prática de oferecer aos espectadores almoços gratuitos, que eu extraía misteriosamente de dentro do paletó. Considerando não ser dos melhores negócios aumentar o número de fregueses sem o consequente acréscimo nos lucros, apresentou-me ao empresário do Circo-Parque Andaluz que, posto a par das minhas habilidades, propôs contratar-me. Antes, porém, aconselhou-o que se prevenisse contra os meus truques, pois ninguém estranharia se me ocorresse a ideia de distribuir ingressos graciosos para os espetáculos.

      Contrariando as previsões pessimistas do primeiro patrão, o meu comportamento foi exemplar. As minhas apresentações em público não só empolgaram multidões, como deram fabulosos lucros aos donos da companhia.

         Com o crescimento da popularidade, a minha vida tornou-se insuportável.

       Às vezes, sentado em algum café, a olhar cismativamente o povo desfilando na calçada, arrancava do bolso pombos, gaivotas, maritacas. As pessoas que se encontravam nas imediações, julgando intencional o meu gesto, rompiam em estridentes gargalhadas. Eu olhava melancólico para o chão e resmungava contra o mundo e os pássaros.

       Nada fazia. Olhava para os lados e implorava com os olhos por um socorro que não poderia vir de parte alguma.

       Situação cruciante. 

        À noite, em meio a um sono tranquilo, costumava acordar sobressaltado: era um pássaro ruidoso que batera as asas ao sair do meu ouvido.

       Numa dessas vezes, irritado, disposto a nunca mais fazer mágicas, mutilei as mãos. Não adiantou. Ao primeiro movimento que fiz, elas reapareceram novas e perfeitas nas pontas dos tocos de braço. Acontecimento de desesperar qualquer pessoa, principalmente um mágico enfastiado do ofício.

       Urgia encontrar solução para o meu desespero. Pensando bem, concluí que somente a morte poria termo ao meu desconsolo

       Firme no propósito, tirei dos bolsos uma dúzia de leões e, cruzando os braços, aguardei o momento em que seria devorado por eles. Nenhum mal me fizeram. Rodearam-me, farejaram minhas roupas, olharam a paisagem, e se foram.

      Uma frase que escutara por acaso, na rua, trouxe-me nova esperança de romper em definitivo com a vida. Ouvira de um homem triste que ser funcionário público era morrer aos poucos.

        Não me encontrava em condições de determinar qual a forma de desaparecer que melhor me convinha. Por isso, empreguei-me numa Secretaria de Estado.

         1930, ano amargo. Foi mais longo que os posteriores à primeira manifestação que tive da minha existência, ante o espelho da Taberna Minhota.

        Não morri, conforme esperava. Maiores foram as minhas aflições, maior o meu desconsolo.

       Quando era mágico; pouco lidava com os homens — o palco me distanciava deles. Agora, obrigado a constante contato com meus semelhantes, necessitava compreendê-los, disfarçar a náusea que me causavam.

      O pior é que, sendo diminuto meu serviço, via-me na contingência de permanecer à toa horas a fio. E o ócio levou-me à revolta contra a falta de um passado. Por que somente eu, entre todos os que viviam sob os meus olhos, não tinha alguma coisa para recordar? Os meus dias flutuavam confusos, mesclados com pobres recordações, pequeno saldo de três anos de vida.

      O amor que me veio por uma funcionária, vizinha de mesa de trabalho, distraiu-me um pouco das minhas inquietações.

        Distração momentânea. Cedo retornou o desassossego, debatia-me em incertezas. Como me declarar à minha colega? Se nunca fizera uma declaração de amor e não tivera sequer uma experiência sentimental!

        1931 entrou triste, com ameaças de demissões coletivas na Secretaria e a recusa da datilógrafa em me aceitar. Ante o risco de ser demitido, procurei acautelar meus interesses. (Não me importava o emprego. Somente temia ficar longe da mulher que me rejeitara, mas cuja presença me era agora indispensável.)

     Fui ao chefe da seção e lhe declarei que não podia ser dispensado, pois tendo dez anos de casa, adquirira estabilidade no cargo.

     Fitou-me por algum tempo em silêncio. Depois, fechando a cara, disse que estava atônito com meu cinismo. Jamais poderia esperar de alguém, com um ano de trabalho, ter a ousadia de afirmar que tinha dez.

      Para lhe provar não ser leviana a minha atitude, procurei nos bolsos os documentos que comprovavam a lisura do meu procedimento. Estupefato, deles retirei apenas um papel amarrotado — fragmento de um poema inspirado nos seios da datilógrafa.

      Revolvi, ansioso, todos os bolsos e nada encontrei.

    Tive que confessar minha derrota. Confiara demais na faculdade de fazer mágicas e ela fora anulada pela burocracia.

     Hoje, sem os antigos e miraculosos dons de mago, não consigo abandonar a pior das ocupações humanas. Falta-me o amor da companheira de trabalho, a presença de amigos, o que me obriga a andar por lugares solitários. Sou visto muitas vezes procurando retirar com os dedos, do interior da roupa, qualquer coisa que ninguém enxerga, por mais que atente a vista.

     Pensam que estou louco, principalmente quando atiro ao ar essas pequeninas coisas.

     Tenho a impressão de que é uma andorinha a se desvencilhar das minhas mãos. Suspiro alto e fundo.

    Não me conforta a ilusão. Serve somente para aumentar o arrependimento de não ter criado todo um mundo mágico.

     Por instantes, imagino como seria maravilhoso arrancar do corpo lenços vermelhos, azuis, brancos, verdes. Encher a noite com fogos de artifício. Erguer o rosto para o céu e deixar que pelos meus lábios saísse o arco-íris. Um arco-íris que cobrisse a terra de um extremo a outro. E os aplausos dos homens de cabelos brancos, das meigas criancinhas.


RUBIÃO, Murilo. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
A regência do verbo “pensar” em “Pensam que estou louco” indica: 
Alternativas
Q4432022 Português
O Ex-Mágico da Taberna Minhota



       Na verdade, eu não estava preparado para o sofrimento. Todo homem, ao atingir certa idade, pode perfeitamente enfrentar a avalanche do tédio e da amargura, pois, desde a meninice, acostumou-se às vicissitudes, através de um processo lento e gradativo de dissabores.

         Tal não aconteceu comigo. Fui atirado à vida sem pais, infância ou juventude.

         Um dia, dei com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota. A descoberta não me espantou e tampouco me surpreendi ao retirar do bolso o dono do restaurante. Ele sim, perplexo, me perguntou como podia ter feito aquilo.

       O que poderia responder, nessa situação, uma pessoa que não encontrava a menor explicação para sua presença no mundo? Disse-lhe que estava cansado. Nascera cansado e entediado.

       Sem meditar na resposta, ou fazer outras perguntas, ofereceu-me emprego e passei daquele momento em diante a divertir a freguesia da casa com os meus passes mágicos.

       O homem, entretanto, não gostou da minha prática de oferecer aos espectadores almoços gratuitos, que eu extraía misteriosamente de dentro do paletó. Considerando não ser dos melhores negócios aumentar o número de fregueses sem o consequente acréscimo nos lucros, apresentou-me ao empresário do Circo-Parque Andaluz que, posto a par das minhas habilidades, propôs contratar-me. Antes, porém, aconselhou-o que se prevenisse contra os meus truques, pois ninguém estranharia se me ocorresse a ideia de distribuir ingressos graciosos para os espetáculos.

      Contrariando as previsões pessimistas do primeiro patrão, o meu comportamento foi exemplar. As minhas apresentações em público não só empolgaram multidões, como deram fabulosos lucros aos donos da companhia.

         Com o crescimento da popularidade, a minha vida tornou-se insuportável.

       Às vezes, sentado em algum café, a olhar cismativamente o povo desfilando na calçada, arrancava do bolso pombos, gaivotas, maritacas. As pessoas que se encontravam nas imediações, julgando intencional o meu gesto, rompiam em estridentes gargalhadas. Eu olhava melancólico para o chão e resmungava contra o mundo e os pássaros.

       Nada fazia. Olhava para os lados e implorava com os olhos por um socorro que não poderia vir de parte alguma.

       Situação cruciante. 

        À noite, em meio a um sono tranquilo, costumava acordar sobressaltado: era um pássaro ruidoso que batera as asas ao sair do meu ouvido.

       Numa dessas vezes, irritado, disposto a nunca mais fazer mágicas, mutilei as mãos. Não adiantou. Ao primeiro movimento que fiz, elas reapareceram novas e perfeitas nas pontas dos tocos de braço. Acontecimento de desesperar qualquer pessoa, principalmente um mágico enfastiado do ofício.

       Urgia encontrar solução para o meu desespero. Pensando bem, concluí que somente a morte poria termo ao meu desconsolo

       Firme no propósito, tirei dos bolsos uma dúzia de leões e, cruzando os braços, aguardei o momento em que seria devorado por eles. Nenhum mal me fizeram. Rodearam-me, farejaram minhas roupas, olharam a paisagem, e se foram.

      Uma frase que escutara por acaso, na rua, trouxe-me nova esperança de romper em definitivo com a vida. Ouvira de um homem triste que ser funcionário público era morrer aos poucos.

        Não me encontrava em condições de determinar qual a forma de desaparecer que melhor me convinha. Por isso, empreguei-me numa Secretaria de Estado.

         1930, ano amargo. Foi mais longo que os posteriores à primeira manifestação que tive da minha existência, ante o espelho da Taberna Minhota.

        Não morri, conforme esperava. Maiores foram as minhas aflições, maior o meu desconsolo.

       Quando era mágico; pouco lidava com os homens — o palco me distanciava deles. Agora, obrigado a constante contato com meus semelhantes, necessitava compreendê-los, disfarçar a náusea que me causavam.

      O pior é que, sendo diminuto meu serviço, via-me na contingência de permanecer à toa horas a fio. E o ócio levou-me à revolta contra a falta de um passado. Por que somente eu, entre todos os que viviam sob os meus olhos, não tinha alguma coisa para recordar? Os meus dias flutuavam confusos, mesclados com pobres recordações, pequeno saldo de três anos de vida.

      O amor que me veio por uma funcionária, vizinha de mesa de trabalho, distraiu-me um pouco das minhas inquietações.

        Distração momentânea. Cedo retornou o desassossego, debatia-me em incertezas. Como me declarar à minha colega? Se nunca fizera uma declaração de amor e não tivera sequer uma experiência sentimental!

        1931 entrou triste, com ameaças de demissões coletivas na Secretaria e a recusa da datilógrafa em me aceitar. Ante o risco de ser demitido, procurei acautelar meus interesses. (Não me importava o emprego. Somente temia ficar longe da mulher que me rejeitara, mas cuja presença me era agora indispensável.)

     Fui ao chefe da seção e lhe declarei que não podia ser dispensado, pois tendo dez anos de casa, adquirira estabilidade no cargo.

     Fitou-me por algum tempo em silêncio. Depois, fechando a cara, disse que estava atônito com meu cinismo. Jamais poderia esperar de alguém, com um ano de trabalho, ter a ousadia de afirmar que tinha dez.

      Para lhe provar não ser leviana a minha atitude, procurei nos bolsos os documentos que comprovavam a lisura do meu procedimento. Estupefato, deles retirei apenas um papel amarrotado — fragmento de um poema inspirado nos seios da datilógrafa.

      Revolvi, ansioso, todos os bolsos e nada encontrei.

    Tive que confessar minha derrota. Confiara demais na faculdade de fazer mágicas e ela fora anulada pela burocracia.

     Hoje, sem os antigos e miraculosos dons de mago, não consigo abandonar a pior das ocupações humanas. Falta-me o amor da companheira de trabalho, a presença de amigos, o que me obriga a andar por lugares solitários. Sou visto muitas vezes procurando retirar com os dedos, do interior da roupa, qualquer coisa que ninguém enxerga, por mais que atente a vista.

     Pensam que estou louco, principalmente quando atiro ao ar essas pequeninas coisas.

     Tenho a impressão de que é uma andorinha a se desvencilhar das minhas mãos. Suspiro alto e fundo.

    Não me conforta a ilusão. Serve somente para aumentar o arrependimento de não ter criado todo um mundo mágico.

     Por instantes, imagino como seria maravilhoso arrancar do corpo lenços vermelhos, azuis, brancos, verdes. Encher a noite com fogos de artifício. Erguer o rosto para o céu e deixar que pelos meus lábios saísse o arco-íris. Um arco-íris que cobrisse a terra de um extremo a outro. E os aplausos dos homens de cabelos brancos, das meigas criancinhas.


RUBIÃO, Murilo. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Atente-se às preposições enumeradas a seguir, para assinalar a alternativa correta a respeito da função que exercem nos sintagmas realçados.

•“O homem, entretanto, não gostou da minha prática de¹ oferecer aos espectadores almoços gratuitos [...]”
• “Tenho a impressão de² que é uma andorinha a se desvencilhar das minhas mãos.”
Alternativas
Q4432021 Português
O Ex-Mágico da Taberna Minhota



       Na verdade, eu não estava preparado para o sofrimento. Todo homem, ao atingir certa idade, pode perfeitamente enfrentar a avalanche do tédio e da amargura, pois, desde a meninice, acostumou-se às vicissitudes, através de um processo lento e gradativo de dissabores.

         Tal não aconteceu comigo. Fui atirado à vida sem pais, infância ou juventude.

         Um dia, dei com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota. A descoberta não me espantou e tampouco me surpreendi ao retirar do bolso o dono do restaurante. Ele sim, perplexo, me perguntou como podia ter feito aquilo.

       O que poderia responder, nessa situação, uma pessoa que não encontrava a menor explicação para sua presença no mundo? Disse-lhe que estava cansado. Nascera cansado e entediado.

       Sem meditar na resposta, ou fazer outras perguntas, ofereceu-me emprego e passei daquele momento em diante a divertir a freguesia da casa com os meus passes mágicos.

       O homem, entretanto, não gostou da minha prática de oferecer aos espectadores almoços gratuitos, que eu extraía misteriosamente de dentro do paletó. Considerando não ser dos melhores negócios aumentar o número de fregueses sem o consequente acréscimo nos lucros, apresentou-me ao empresário do Circo-Parque Andaluz que, posto a par das minhas habilidades, propôs contratar-me. Antes, porém, aconselhou-o que se prevenisse contra os meus truques, pois ninguém estranharia se me ocorresse a ideia de distribuir ingressos graciosos para os espetáculos.

      Contrariando as previsões pessimistas do primeiro patrão, o meu comportamento foi exemplar. As minhas apresentações em público não só empolgaram multidões, como deram fabulosos lucros aos donos da companhia.

         Com o crescimento da popularidade, a minha vida tornou-se insuportável.

       Às vezes, sentado em algum café, a olhar cismativamente o povo desfilando na calçada, arrancava do bolso pombos, gaivotas, maritacas. As pessoas que se encontravam nas imediações, julgando intencional o meu gesto, rompiam em estridentes gargalhadas. Eu olhava melancólico para o chão e resmungava contra o mundo e os pássaros.

       Nada fazia. Olhava para os lados e implorava com os olhos por um socorro que não poderia vir de parte alguma.

       Situação cruciante. 

        À noite, em meio a um sono tranquilo, costumava acordar sobressaltado: era um pássaro ruidoso que batera as asas ao sair do meu ouvido.

       Numa dessas vezes, irritado, disposto a nunca mais fazer mágicas, mutilei as mãos. Não adiantou. Ao primeiro movimento que fiz, elas reapareceram novas e perfeitas nas pontas dos tocos de braço. Acontecimento de desesperar qualquer pessoa, principalmente um mágico enfastiado do ofício.

       Urgia encontrar solução para o meu desespero. Pensando bem, concluí que somente a morte poria termo ao meu desconsolo

       Firme no propósito, tirei dos bolsos uma dúzia de leões e, cruzando os braços, aguardei o momento em que seria devorado por eles. Nenhum mal me fizeram. Rodearam-me, farejaram minhas roupas, olharam a paisagem, e se foram.

      Uma frase que escutara por acaso, na rua, trouxe-me nova esperança de romper em definitivo com a vida. Ouvira de um homem triste que ser funcionário público era morrer aos poucos.

        Não me encontrava em condições de determinar qual a forma de desaparecer que melhor me convinha. Por isso, empreguei-me numa Secretaria de Estado.

         1930, ano amargo. Foi mais longo que os posteriores à primeira manifestação que tive da minha existência, ante o espelho da Taberna Minhota.

        Não morri, conforme esperava. Maiores foram as minhas aflições, maior o meu desconsolo.

       Quando era mágico; pouco lidava com os homens — o palco me distanciava deles. Agora, obrigado a constante contato com meus semelhantes, necessitava compreendê-los, disfarçar a náusea que me causavam.

      O pior é que, sendo diminuto meu serviço, via-me na contingência de permanecer à toa horas a fio. E o ócio levou-me à revolta contra a falta de um passado. Por que somente eu, entre todos os que viviam sob os meus olhos, não tinha alguma coisa para recordar? Os meus dias flutuavam confusos, mesclados com pobres recordações, pequeno saldo de três anos de vida.

      O amor que me veio por uma funcionária, vizinha de mesa de trabalho, distraiu-me um pouco das minhas inquietações.

        Distração momentânea. Cedo retornou o desassossego, debatia-me em incertezas. Como me declarar à minha colega? Se nunca fizera uma declaração de amor e não tivera sequer uma experiência sentimental!

        1931 entrou triste, com ameaças de demissões coletivas na Secretaria e a recusa da datilógrafa em me aceitar. Ante o risco de ser demitido, procurei acautelar meus interesses. (Não me importava o emprego. Somente temia ficar longe da mulher que me rejeitara, mas cuja presença me era agora indispensável.)

     Fui ao chefe da seção e lhe declarei que não podia ser dispensado, pois tendo dez anos de casa, adquirira estabilidade no cargo.

     Fitou-me por algum tempo em silêncio. Depois, fechando a cara, disse que estava atônito com meu cinismo. Jamais poderia esperar de alguém, com um ano de trabalho, ter a ousadia de afirmar que tinha dez.

      Para lhe provar não ser leviana a minha atitude, procurei nos bolsos os documentos que comprovavam a lisura do meu procedimento. Estupefato, deles retirei apenas um papel amarrotado — fragmento de um poema inspirado nos seios da datilógrafa.

      Revolvi, ansioso, todos os bolsos e nada encontrei.

    Tive que confessar minha derrota. Confiara demais na faculdade de fazer mágicas e ela fora anulada pela burocracia.

     Hoje, sem os antigos e miraculosos dons de mago, não consigo abandonar a pior das ocupações humanas. Falta-me o amor da companheira de trabalho, a presença de amigos, o que me obriga a andar por lugares solitários. Sou visto muitas vezes procurando retirar com os dedos, do interior da roupa, qualquer coisa que ninguém enxerga, por mais que atente a vista.

     Pensam que estou louco, principalmente quando atiro ao ar essas pequeninas coisas.

     Tenho a impressão de que é uma andorinha a se desvencilhar das minhas mãos. Suspiro alto e fundo.

    Não me conforta a ilusão. Serve somente para aumentar o arrependimento de não ter criado todo um mundo mágico.

     Por instantes, imagino como seria maravilhoso arrancar do corpo lenços vermelhos, azuis, brancos, verdes. Encher a noite com fogos de artifício. Erguer o rosto para o céu e deixar que pelos meus lábios saísse o arco-íris. Um arco-íris que cobrisse a terra de um extremo a outro. E os aplausos dos homens de cabelos brancos, das meigas criancinhas.


RUBIÃO, Murilo. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Atente-se à regência do verbo “dar”, em 1 e em 2, para assinalar o item correto a seguir.


•“As minhas apresentações em público não só empolgaram multidões, como deram¹ fabulosos lucros aos donos da companhia.”
• “Um dia, dei² com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota.”
Alternativas
Q4431779 Português
Assinale a alternativa inteiramente adequada à norma-padrão quanto à regência, ao emprego da crase e à pontuação: 
Alternativas
Q4430435 Português
Assinale a alternativa inteiramente adequada à norma-padrão quanto à regência, ao emprego da crase e à pontuação: 
Alternativas
Q4429492 Português
Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos


Em 2023, Arivaldo Sampaio, à época com 69 anos, viu o filho perder a função do único rim que tinha após passar por hemodiálise quase diária. Com o transplante como única opção, toda a família se colocou à disposição como um possível doador – inclusive Arivaldo. O resultado: compatibilidade total entre pai e filho.

De acordo com o Ministério da Saúde, um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões, sendo que a compatibilidade sanguínea é necessária em todos os casos.

Para doar um órgão em vida, o médico deve avaliar a história clínica do doador e doenças prévias, mas a idade não é limitação.

"Tive a felicidade de descobrir que eu era compatível. Esse momento, para mim, foi um momento de graça. Foi uma graça divina mesmo", contou Arivaldo à Agência Brasil.

Ele conta que ficou aflito por receio de o rim não estar saudável. "Me perguntava como estará esse rim. Funcionalmente ele estará bem? Pode mesmo ser doado? Fizemos todos os exames e, graças a Deus, fui considerado apto."

Segundo Arivaldo, a recuperação após a doação do órgão ao filho foi tranquila, sobretudo por ter sido acompanhado por uma equipe altamente qualificada e com muita empatia. "Meu filho já saiu com o rim funcionando".

Três anos depois, Arivaldo tem uma rotina de praticar atividade física pelo menos cinco vezes na semana, incluindo corrida, musculação e alongamento. Uma vez ao ano, ele passa por consultas e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB), que coordenou todo o processo do transplante.

"Tudo isso é uma prova de que, quando você procura se cuidar, você consegue chegar numa idade mais avançada com mais qualidade de vida. Sou formado em educação física, sou professor, lecionei por 30 anos na rede pública e sempre ensinei aos meus alunos que nossa velhice é consequência do que a gente faz antes, no dia a dia.

Em 2025, o Brasil teve o registro de 4.335 doadores efetivos – uma taxa de 20,3 doadores por milhão de pessoas, o maior número já registrado. Ainda assim, 49,4 mil brasileiros aguardam atualmente na fila de transplantes, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.

No caso de doadores vivos, a legislação brasileira permite a doação entre parentes de até o quarto grau, além de cônjuges, sem necessidade de autorização judicial.

Para pessoas que não têm esse grau de parentesco, a doação também pode ser realizada, mas depende de autorização judicial.

O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de quem recebe como também de quem doa.

"Afinal, trata-se de uma pessoa saudável que, de forma voluntária e altruísta, decide doar um de seus órgãos. Nosso objetivo é minimizar ao máximo os riscos desse procedimento e garantir que o doador possa seguir sua vida com segurança e boa saúde após a doação."

Quando o doador vivo tem mais de 60 anos, a análise, segundo o médico, tende a ser ainda mais cuidadosa em relação a riscos futuros decorrentes da retirada do órgão. A avaliação é individualizada e envolve exames de sangue, urina, avaliação da função dos rins, exames de imagem, avaliação cardiovascular.

"É uma questão interessante. Por um lado, com o envelhecimento, aumenta a possibilidade de a pessoa apresentar doenças como hipertensão, diabetes ou problemas cardiovasculares, que podem aumentar os riscos da cirurgia e da própria doação."

A decisão, de acordo com Freitas, é baseada não apenas em números e envolve o estado geral de saúde, a expectativa de vida, a possibilidade de a pessoa permanecer saudável com um único rim e também se os riscos da cirurgia são aceitáveis. "Envolve uma avaliação completa do doador".

"Ao mesmo tempo, também avaliamos o receptor e o próprio órgão que será doado, verificando se ele apresenta condições adequadas para o transplante e se há uma boa perspectiva de funcionamento prolongado após a cirurgia. Em resumo, precisamos encontrar equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem doa e que o órgão ofereça uma boa perspectiva para quem recebe."

O médico reforçou que, de maneira isolada, a idade avançada não representa exclusão automática para a doação em vida, mas, à medida que uma pessoa envelhece, há maior probabilidade de desenvolver quadros como hipertensão, diabetes ou alterações da função renal, exigindo investigação detalhada.

"É verdade que, com o envelhecimento, aumenta a frequência de algumas doenças que podem contraindicar a doação. Mas, quando essas doenças estão ausentes, associado à função renal adequada, e a avaliação médica demonstra que o indivíduo apresenta boas condições para o procedimento, ela pode ser uma doadora."


LABOISSIÈRE, Paula. Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos. Agência Brasil, Brasília, 27 set. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/setembro-verdeidosos-tambem-podem-ser-doadores-vivos-de-orgaos. Acesso em: 27 set. 2026.
"Em resumo, precisamos encontrar equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem doa e que o órgão ofereça uma boa perspectiva a quem recebe."
Com base na regência dos verbos 'garantir' e 'oferecer', analise as asserções a seguir.

I. Os verbos 'garantir' e 'oferecer' apresentam, no contexto, transitividades distintas, embora possam assumir a mesma transitividade em outros contextos.
PORQUE
II. No contexto analisado, 'garantir' é empregado como verbo transitivo direto, com complemento sem uso de preposição, enquanto 'oferecer' é empregado como verbo bitransitivo, com complemento direto e indireto. Já em 'Os cães bravios garantiam a casa contra assaltantes', 'garantir' apresenta a mesma transitividade de 'oferecer', nesse contexto.


A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
21: A
22: D
23: E
24: E
25: E
26: A
27: C
28: D
29: C
30: D
31: E
32: D
33: C
34: A
35: D
36: E
37: C
38: E
39: C
40: A