Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q4329578 Português

Ο texto seguinte servirá de base para responder à questão.



COMBO-FAMILIA



Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".


Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.


Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício


A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.


As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.


Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores


É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.


Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.


O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.


Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.


Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.


A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.


(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)

Assinale a alternativa em que a regência do verbo não é transitiva:
Alternativas
Q4328662 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo

A dificuldade crescente de acesso à casa própria e o aumento do custo da moradia têm levado pesquisadores e gestores públicos a olhar com mais atenção para o aluguel social como parte da solução para a crise habitacional. De acordo com o Censo do IBGE, cerca de 22% das famílias brasileiras viviam em domicílios alugados em 2022, e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais mostrou que 67,7% dos municípios afirmam possuir alguma política de aluguel social. Cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Recife adotam o instrumento por meio de iniciativas municipais ou federais, nas quais as unidades residenciais são oferecidas pelo poder público, que pode intermediar a oferta ou ser proprietário dos imóveis, enquanto o morador paga um aluguel que não compromete excessivamente sua renda.

O déficit habitacional envolve diferentes formas de precariedade, como moradias inadequadas e o chamado ônus excessivo do aluguel, situação em que famílias com renda de até três salários mínimos comprometem mais de 30% do orçamento com o pagamento da moradia. Em São Paulo, esse problema é especialmente expressivo: em 2022, 65% desse público ultrapassava esse limite, segundo dados da Fundação João Pinheiro.


GARCIA, Ana Beatriz. Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo. Pesquisa FAPESP, São Paulo, 7 jul. 2026. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/aluguel-social-como-alternativa-a-crise -habitacional-em-sao-paulo/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.)
Com base no trecho "A dificuldade crescente de acesso à casa própria e o aumento do custo da moradia têm levado pesquisadores e gestores públicos a olhar com mais atenção para o aluguel social como parte da solução para a crise habitacional", analise as afirmações a seguir e registre V, para verdadeiro, e F, para falso:

(__)Em "acesso à casa própria", o uso do acento grave ocorre pela fusão da preposição exigida pelo substantivo acesso com o artigo feminino que acompanha o substantivo casa.
(__)Em "têm levado", o acento circunflexo na palavra "têm" é empregado porque a palavra é uma oxítona com terminação "-em".
(__)No trecho "com mais atenção", a preposição com expressa ideia de modo, indicando a maneira como pesquisadores e gestores públicos passaram a observar o aluguel social.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q4327718 Português

A era da atenção fragmentada


    A economia digital transformou a atenção em um dos ativos mais valiosos do mundo contemporâneo. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos foram projetados para manter usuários engajados o maior tempo possível através dos princípios da economia da atenção, isto é, não apenas capturando atenção, mas aprendendo continuamente como sustentá-la.


    Como consequência, milhões de pessoas passaram a alternar constantemente entre mensagens, notificações, vídeos, e-mails e múltiplas tarefas simultâneas. O resultado é um cérebro submetido a fragmentação contínua da atenção.


    A concentração profunda tornou-se mais difícil. O silêncio mental tornou-se raro. E o cansaço cognitivo passou a fazer parte da rotina de muitas pessoas. O cérebro humano não foi desenvolvido para permanecer tantas horas por dia exposto a estímulos rápidos, variáveis e ininterruptos. Ansiedade, irritabilidade, fadiga mental, dificuldade de foco e sensação constante de esgotamento passaram a aparecer cada vez mais cedo, inclusive, entre adolescentes e jovens adultos.


    A hiperconectividade também dissolveu fronteiras entre vida pessoal e trabalho. Em muitos ambientes profissionais, estar disponível o tempo todo deixou de ser exceção e passou a funcionar como expectativa silenciosa.


    Mensagens chegam fora do expediente, reuniões ocupam espaços antes destinados ao descanso e a sensação de urgência tornou-se permanente. Mesmo nos momentos de pausa, muitas pessoas continuam emocionalmente conectadas ao trabalho. Não é à toa, assim, que o burnout nas empresas cresceu 823% em quatro anos.


    Esse padrão impede períodos reais de recuperação psíquica. O corpo pode até parar, mas a mente permanece em estado de alerta mesmo aos finais de semana. Com o tempo, essa dinâmica favorece exaustão emocional, queda de produtividade, dificuldade de concentração e sintomas associados ao burnout.


    A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica. Sem pausas, o cérebro permanece em funcionamento contínuo. O Brasil ocupa atualmente o terceiro lugar mundial em tempo de exposição às telas digitais. Em média, cada brasileiro passa 9h15min por dia conectado, o equivalente a quase 140 dias inteiros do ano vivendo diante de telas.


    A tecnologia, por si só, não é a inimiga. Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, atendimento psicológico on-line, redes de apoio, flexibilização do trabalho e recursos voltados ao bem-estar emocional. O desafio contemporâneo não é abandonar a tecnologia, mas aprender a construir uma relação mais saudável com ela.


    As plataformas continuarão disputando nossa atenção. Mas nenhuma sociedade permanece emocionalmente saudável quando perde a capacidade de silêncio, profundidade e presença.


(Por Cristiano Nabuco. Disponível em: https://www.saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra. Acesso junho de 2026. Fragmento.)

Quanto à sintaxe do fragmento: “A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica.” (7º§), é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4327714 Português

A era da atenção fragmentada


    A economia digital transformou a atenção em um dos ativos mais valiosos do mundo contemporâneo. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos foram projetados para manter usuários engajados o maior tempo possível através dos princípios da economia da atenção, isto é, não apenas capturando atenção, mas aprendendo continuamente como sustentá-la.


    Como consequência, milhões de pessoas passaram a alternar constantemente entre mensagens, notificações, vídeos, e-mails e múltiplas tarefas simultâneas. O resultado é um cérebro submetido a fragmentação contínua da atenção.


    A concentração profunda tornou-se mais difícil. O silêncio mental tornou-se raro. E o cansaço cognitivo passou a fazer parte da rotina de muitas pessoas. O cérebro humano não foi desenvolvido para permanecer tantas horas por dia exposto a estímulos rápidos, variáveis e ininterruptos. Ansiedade, irritabilidade, fadiga mental, dificuldade de foco e sensação constante de esgotamento passaram a aparecer cada vez mais cedo, inclusive, entre adolescentes e jovens adultos.


    A hiperconectividade também dissolveu fronteiras entre vida pessoal e trabalho. Em muitos ambientes profissionais, estar disponível o tempo todo deixou de ser exceção e passou a funcionar como expectativa silenciosa.


    Mensagens chegam fora do expediente, reuniões ocupam espaços antes destinados ao descanso e a sensação de urgência tornou-se permanente. Mesmo nos momentos de pausa, muitas pessoas continuam emocionalmente conectadas ao trabalho. Não é à toa, assim, que o burnout nas empresas cresceu 823% em quatro anos.


    Esse padrão impede períodos reais de recuperação psíquica. O corpo pode até parar, mas a mente permanece em estado de alerta mesmo aos finais de semana. Com o tempo, essa dinâmica favorece exaustão emocional, queda de produtividade, dificuldade de concentração e sintomas associados ao burnout.


    A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica. Sem pausas, o cérebro permanece em funcionamento contínuo. O Brasil ocupa atualmente o terceiro lugar mundial em tempo de exposição às telas digitais. Em média, cada brasileiro passa 9h15min por dia conectado, o equivalente a quase 140 dias inteiros do ano vivendo diante de telas.


    A tecnologia, por si só, não é a inimiga. Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, atendimento psicológico on-line, redes de apoio, flexibilização do trabalho e recursos voltados ao bem-estar emocional. O desafio contemporâneo não é abandonar a tecnologia, mas aprender a construir uma relação mais saudável com ela.


    As plataformas continuarão disputando nossa atenção. Mas nenhuma sociedade permanece emocionalmente saudável quando perde a capacidade de silêncio, profundidade e presença.


(Por Cristiano Nabuco. Disponível em: https://www.saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra. Acesso junho de 2026. Fragmento.)

Considerando o trecho “Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, [...]” (8º§), assinale a alternativa que justifica corretamente a ocorrência do fenômeno do acento indicativo de crase. 
Alternativas
Q4324134 Português
TEXTO I

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A perda da linguagem e a perda da liberdade

Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa


Roberto Motta


    São 5h30 da manhã e eu começo a caminhada pela praia do Rio de Janeiro. Há grupos espalhados pela areia, muita gente. Não são banhistas. Estão se recuperando de uma longa noite. Ao redor deles há uma mancha de lixo: garrafas de todos os tipos, embalagens de alimentos industrializados e restos de comida. E o odor de maconha. Caixas de som estão ligadas na potência máxima. As músicas são todas do mesmo tipo: “canções” sem melodia ou harmonia, nas quais vozes desafinadas e desagradáveis – algumas aos berros – se submetem à tirania de ritmos que soam como pancadas. As “letras” são relatos de atos sexuais, uso de drogas e crimes; algumas dessas músicas servem de hinos a facções. Álcool, carboidratos industrializados, drogas e violência: essa foi a dieta da noite na praia, onde a escuridão não acaba quando o sol nasce.

    Essa praia é o meu quintal. Sempre que o mar permite, eu nado. Nos outros dias, eu leio. Não levo nada comigo além dos livros, porque nas praias roubam tudo. Menos livros. Deixo os meus sobre a cadeira quando vou dar um mergulho, sem preocupação. O risco de serem roubados é zero.

    Não tenho uma boa explicação para minha obsessão por leitura. Uma parte do meu cérebro se ilumina quando leio. É uma sensação física. Sempre foi assim. Quando era muito criança, livros já me interessavam. No final da década de 1970, minha mãe me deixava na biblioteca pública de Salvador enquanto ia fazer compras. Não leio em busca de conhecimento ou cultura. Dizer isso seria mentir. Sou curioso sim, e isso me leva a ler de tudo. Preciso de variedade. Mas minha obsessão tem outra origem. É uma necessidade orgânica: sou dependente de leitura. Na falta de livros e revistas, leio bulas de remédio, rótulos de embalagens e manuais de instruções. Para alguém como eu, a internet foi um milagre. Nunca mais fiquei sem ter algo para ler. 

    Além de disponibilizar infinito material de leitura, a internet transformou todo mundo em escritor, nem que sejam apenas de comentários em postagens alheias. Com isso, ficou evidente o prejuízo causado pela degradação da linguagem, um fenômeno encorajado por sistemas políticos populistas como forma de igualdade. É a ideia de que existem muitos “saberes” igualmente importantes, mesmo que alguns desses saberes não saibam nada. O cidadão ocidental confortavelmente instalado em um sistema de bem-estar social que lhe garante a sobrevivência, é alimentado com o equivalente cultural de uma dieta de carboidratos, álcool e maconha. Exatamente como o pessoal da praia do início deste texto. 

    Comentários nas redes sociais expõem a torturante experiência de ter algo a dizer, mas não saber como. A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares, e estão desaparecendo a capacidade de observação e descrição, a sutileza e a moderação necessárias à expressão de ideias e ao exame equilibrado da vida em geral. Tudo se reduz a “amo” ou “odeio” e a “comunistas” versus “fascistas”. Políticos são classificados como santos ou impostores, submetidos aleatoriamente a ataques virulentos ou a adulação desmedida. A cidadania – se é que algo assim já existiu por essas terras – se esfarela junto com a linguagem.

    Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa. Fiz uma postagem com a recomendação do livro Trilogia Cósmica, de C. S. Lewis. Um dos comentários foi feito por alguém que se identificou como Alberto, ex-usuário de tudo. Ele disse: “Minha geração não lê livros. Jogamos games e assistimos vídeos. Acho que estamos certos porque a realidade é líquida. Preferimos receber o resumo da sua geração”. Alberto, o resumo é esse: de todas as perdas que alguém pode sofrer, a perda da linguagem é uma das mais graves, principalmente porque é impossível notar a perda de algo que você nunca teve. 

    Acontece que a linguagem é a ferramenta do raciocínio. Pensamentos são expressos em uma voz interior que usa a linguagem que aprendemos. Até que esses pensamentos sejam articulados, eles não existem de forma consciente. Bom senso e clareza de raciocínio não são privilégio de pessoas instruídas, isso é evidente; existem pessoas simples que conduzem suas vidas com padrões morais elevados e acumulam conquistas pessoais maiores do que as de muitos “intelectuais”. Entretanto, na maioria dos casos – e exceto por um esforço extraordinário – a falta de um vocabulário leva a um embotamento da sensibilidade e do raciocínio, assim como a falta de treinamento leva à atrofia muscular. O universo fica reduzido a um estreito conjunto de experiências mundanas, quase sempre primitivas, quase sempre envolvendo as partes inferiores do corpo. O resultado é um vazio experiencial – um mal tornado ainda mais terrível porque o portador da aflição não consegue nomear a enfermidade. O primeiro impulso é preencher o vazio com barulho, porque o silêncio é insuportável para uma mente que não tem como pensar. Por isso, a onipresença de equipamentos sonoros em todos os lugares e momentos. 

    É impossível encontrar, na minha cidade, uma praia livre de caixas de som, ou uma clínica cujos pacientes, nas salas de espera, não sejam tutelados – não sei se essa é a melhor palavra – por aparelhos de televisão permanentemente ligados. A forma mais popular de anestesia, claro, é o celular: não há desespero existencial que resista a uma sequência de reels. Esse vazio também é preenchido por ideologias e filosofias calamitosas, do neomarxismo woke ao ambientalismo xiita, dos métodos infalíveis para enriquecer com criptomoedas ao extremismo religioso. Improváveis teorias da conspiração se transformam na justificativa existencial de multidões. O lixo criado pelo homem é consumido pelo homem como se fosse o caminho da verdade.

    Permitam-me sugerir a redescoberta da linguagem, por meio da leitura, como remédio. Mas o caminho da libertação não passa apenas por livros – ele exige bons livros. Como disse o filósofo Arthur Schopenhauer: “A arte de não ler é uma arte muito importante. Ela consiste em não se interessar por aquilo que, em determinado momento, esteja ocupando a atenção do público em geral. Quando algum panfleto político ou eclesiástico, ou um romance, ou um poema estiver provocando grande alvoroço, você deve se lembrar de que aquele que escreve para tolos sempre encontra um grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler livros ruins: pois a vida é curta”.


Fonte: MOTTA, Roberto. A perda da linguagem e a perda da liberdade. https://revistaoeste.com/revista/edicao-305/a-perda-da-linguagem-e-a-perda-da-liberdade/ 
Veja cada afirmação abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Quando algum panfleto político ou eclesiástico, ou um romance, ou um poema estiver provocando grande alvoroço, você deve se lembrar de que aquele que escreve para tolos sempre encontra um grande público.” (9º par.) – a presença do pronome oblíquo átono em destaque condiciona a regência do verbo seguinte em relação à necessidade de uso da preposição “de”.
( ) Em “Esse vazio também é preenchido por ideologias e filosofias calamitosas...” (8º par.), a preposição em destaque tem seu uso justificado por uma caso de regência nominal.
( ) Em “Pensamentos são expressos em uma voz interior que usa a linguagem que aprendemos.” (7º par.), os elementos coesivos em destaque possuem papel morfossintático análogo.
( ) Em “Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa.” (6º par.), os vocábulos em destaque pertencem à mesma classe morfológica.
( ) Em “A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares...” (5º par.), o vocábulo em destaque expressa valor semântico de quantidade em relação ao nome que modifica.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência:
Alternativas
Q4323416 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros." "
Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo."
Com base na regência dos sintagmas nominais e verbais utilizados nos trechos, avalie as afirmativas a seguir:

I.O verbo 'ver' atua como bitransitivo, com objeto direto oracional e objeto indireto.
II.O verbo 'haver' atua como impessoal, não apresenta sujeito nem complemento verbal.
III.O sintagma nominal 'estimativas' exige complemento preposicionado, o que justifica o emprego da preposição 'de' na construção 'de que'.
IV.O verbo 'acreditar' está como transitivo direto, com o complemento expresso na oração subordinada substantiva objetiva direta.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4322686 Português

“Esta é a funcionária ________."


Assinale a alternativa em que as duas expressões propostas preenchem corretamente a lacuna acima, pela norma-padrão. 

Alternativas
Q4321798 Português
"As autoridades confirmaram que mais de 400 mil estudantes têm sua matrícula afetada. Dezenas de milhares não sabem quando voltarão às aulas. O número é preocupante, disse à CNN María Mercedes Liévano, diretora executiva da ONG Save The Children na Colômbia."

Considerando a regência do verbo 'dizer' no contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4321542 Português
"Existem quatro elementos fundamentais para o ato de ensinar: o processo, a matéria, o aluno e o professor, sendo esse último o fator decisivo na aprendizagem, levando em conta a influência que exerce sobre a classe para ministrar as aulas."

Considerando o emprego e a regência do verbo 'existir' no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4318666 Português
A regência verbal constitui um dos aspectos mais relevantes da norma-padrão da Língua Portuguesa, pois determinados verbos alteram a estrutura sintática conforme o sentido em que são empregados. Considerando as regras de regência verbal previstas pela norma culta, assinale a alternativa em que a regência verbal está empregada corretamente.
Alternativas
Q4318665 Português
O emprego do acento grave indicativo de crase depende da análise simultânea da regência dos termos da oração e da natureza da palavra que sucede a preposição a. Considerando as regras da norma-padrão da Língua Portuguesa, analise o trecho abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente todas as lacunas. "

Ao término da audiência, a magistrada dirigiu-se ______ secretaria do tribunal para entregar o relatório. Em seguida, referiu-se ______ decisão anteriormente proferida e informou que retornaria ______ uma hora da tarde para concluir o procedimento. Ressaltou, ainda, que o documento foi redigido ______ moda dos antigos pareceres e que permaneceria ______ disposição da presidência até o encerramento dos trabalhos."

Assinale a sequência correta:
Alternativas
Q4318135 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando a regência verbal e o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir retirados do texto.

• “o autor se dedica principalmente a investigar ___ complexidade do distúrbio”.
• “Sempre ___ ponto de perder o controle”.
• “mantém um estado de tensão permanente a sua volta, pois explode ___ cada vez que se sente ameaçado”. 
Alternativas
Q4317907 Português
Os indivíduos bem-humorados ________ convivem. Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, a lacuna deve ser preenchida por:
Alternativas
Q4316467 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está correto:
Alternativas
Q4312885 Português
Considerando as normas de regência verbal, analisar os itens.

I. Luana gamou pela música.
II. Marco descende de italianos.
III. Ele não conseguiu resistir os encantos dela.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q4311515 Português

Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.



ODS 5: Alcançar a Igualdade de Gênero e Empoderar Todas as Mulheres e Meninas 


    Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas até 2030 é o quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotado por todos os Estados-nação membros da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015. O Brasil teve, ao longo de toda a discussão e negociação dos então Objetivos do Milênio (ODMs) e hoje ODS, um importante papel para a definição deste objetivo ao sustentar posição progressista e avançada nos temas relacionados à agenda de direitos humanos e redução das desigualdades, característica histórica de sua atuação no âmbito das relações internacionais.

    As nove metas globais que compõem o ODS 5 dão conta da quase totalidade das dimensões mais relevantes da desigualdade de gênero. Assim, as metas do ODS 5 cobrem desde temas clássicos, como a violência ou a saúde reprodutiva, até temas relativamente novos, como a igualdade no acesso às tecnologias da informação e a efetividade do arcabouço específico de políticas de redução das desigualdades de gênero. Para dar conta desta amplitude de temas, como em outros objetivos, o ODS 5 tem inúmeras metas formuladas como uma espécie de guarda-chuva, a fim de acolher diversas facetas de um mesmo fenômeno. Além disso, uma característica marcante do ODS 5 é a irredutibilidade das metas relacionadas à violência, à discriminação e às práticas nocivas, que estabelecem a redução total destes fenômenos, utilizando termos como "acabar" e "eliminar", bastante em linha com a abordagem internacional dos direitos humanos.

    Vale destacar que o Brasil está em nível avançado de reconhecimento das pautas de direitos humanos no âmbito do debate público nacional, da ação governamental e da ação das organizações não governamentais (ONGs). Ao reconhecer a diversidade da população brasileira, assume-se que a própria desigualdade de gênero se expressa de forma distinta para diferentes grupos. Nesse sentido, entende-se que, para a efetiva redução da desigualdade e da discriminação de gênero, é preciso enxergá-las como fenômenos perpassados pela desigualdade racial, pelo ciclo de vida, pela segmentação territorial e regional e pelo capacitismo, entre outros.

    Ao adotar essa perspectiva, o ODS 5 se aproxima da ideia de "não deixar ninguém para trás", apontando para a necessidade de efetivar políticas públicas, ações privadas e mudanças culturais que combatam as desigualdades de forma integrada. Ademais, a inscrição de grupos sociais particularmente subalternizados no texto das metas impõe o dever de construírem-se indicadores adequados à sua mensuração, incentivando a visibilidade quantitativa desses grupos e fenômenos.



Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA ECONOMICA APUCADA (lpea). Cadernos ODS: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas: o que mostra o retrato do Brasil? Brasília, DF: Ipea, 2019 (com adaptações)


Em ao sustentar posição progressista e avançada nos temas relacionados à agenda de direitos humanos, observa-se o correto emprego do acento indicativo de crase. Considerando as regras gramaticais de regência e crase, assinale a frase em que o emprego da crase está INCORRETO. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FADCT Órgão: CONSUD - PR Provas: FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Analista de Informática | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Farmacêutico | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Fisioterapeuta | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Fonoaudiólogo | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cardiologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cirurgião Cardiovascular | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cirurgião Geral | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cirurgião Vascular/Angiologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Clínico Geral | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Geriatra | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Cirurgião Dentista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Contador | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Educador Físico | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Enfermeiro Especialista de Saúde Mental | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Enfermeiro | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Infectologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Oftalmologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Otorrinolaringologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Psiquiatra | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Nutricionista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Procurador Jurídico | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Odontólogo Endodontista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Psicólogo | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Odontólogo Cirurgião Dentista/Bucomaxilofacial | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Odontólogo Cirurgião Dentista/Paciente Especial | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Pedagogia | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Psiquiatra CAPS II | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Terapeuta Ocupacional | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Assistente Social |
Q4310924 Português
Leia o trecho:

“A preservação dos espaços públicos depende não apenas das ações do poder público, mas também da participação dos cidadãos. Cabe à comunidade, portanto, zelar pelos locais que utiliza diariamente e cobrar das autoridades medidas que garantam sua conservação.”

Com base na norma-padrão e nas relações sintáticas estabelecidas no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4307378 Português
O Rio começou a correr porque a cidade precisava respirar de novo

    Tem uma cena que se repete nas manhãs do Rio. Antes de a cidade terminar de acordar, já tem gente correndo na orla, na Lagoa, no Aterro, na Quinta da Boa Vista, no Maracanã, no Parque Madureira, na Barra, no Recreio, na Tijuca, em Jacarepaguá, em Campo Grande, em Niterói e em tantos outros caminhos onde o carioca transforma rua, praça e calçadão em pista. Alguns estão em grupo, outros sozinhos. Uns olham o relógio, outros só seguem o ritmo do corpo. Há quem corra para melhorar o pace, emagrecer, estrear numa prova. Mas tenho a impressão de que muita gente está correndo por outro motivo: para conseguir respirar.
     Não é pouca coisa viver num tempo em que tudo nos atravessa rápido demais. Mensagens, cobranças, telas, comparações, notícias, metas, urgências. A cabeça fica cheia, o peito fica apertado e o corpo vira o lugar onde essa pressão se acumula. Talvez por isso a corrida tenha crescido tanto. Ela devolve uma coisa rara: um começo simples. Um pé depois do outro. Uma respiração depois da outra.
    O Rio sempre foi uma cidade física. Aqui, a vida passa pelo corpo, mas não apenas na praia. Passa no calçadão, na praça, no parque, na rua fechada no domingo, na pista improvisada perto de casa, no grupo que se encontra ainda escuro para treinar antes do trabalho. A paisagem ajuda, claro. Às vezes é o mar. Às vezes é uma árvore no caminho, uma praça cheia, um viaduto atravessado, uma rua conhecida. O que importa é que, em algum ponto da cidade, o corpo encontra uma forma de organizar algo por dentro. Mas não é só beleza. É pertencimento. É grupo. É ritual. É perceber que você não está sozinho tentando dar conta da vida.
    A Maratona do Rio se aproxima e, com ela, a cidade parece entrar nesse estado coletivo de movimento. Em 2026, o evento chega a um recorde de cerca de 70 mil inscritos e conquista o selo Elite Label da World Athletics, consolidando-se como o maior festival de corrida de rua da América Latina. Para João Traven, da Spiridon, organizador da prova desde 2003, a maratona deixa de ser apenas uma competição técnica: durante cinco dias, toma conta das ruas, transforma a orla e as avenidas em celebração ao ar livre e faz da Marina da Glória um grande ponto de encontro.

Fonte: Veja Rio. Adaptado.
Sobre o emprego do sinal indicativo de crase, analisar os itens.
I. Eu entreguei o envelope à minha mãe.
II. A menina sempre voltava à pé para casa.
III. Esta é a cidade à qual me refiro.
IV. Viajei para à Grécia.
Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q4306078 Português

Considerando as regras de concordância e regência e o emprego do acento indicativo de crase segundo a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.


 

Alternativas
Q4305596 Português
INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao texto abaixo.


Como as cidades criaram a escrita e a gramática


Por Mayra Trinca

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(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-as-cidades-criaram-a-escrita-e-a-gramatica/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa no que diz respeito à regência, analise as seguintes propostas de alteração em trechos retirados do texto:

I. Em “a gramática é considerada uma ferramenta que aumenta as possibilidades de usar uma língua”, substituir “possibilidades” por “formas”.
II. Em “o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por um longo processo, que durou séculos ou milênios”, substituir a forma verbal “durou” por “perdurou”.
III. Em “para driblar o esquecimento de quem estava em dívida com quem”, substituir “estava em dívida” por “tinha dívida”.

Quais propostas NÃO acarretam alteração de regência no trecho?
Alternativas
Respostas
181: B
182: C
183: D
184: C
185: E
186: A
187: E
188: C
189: C
190: D
191: A
192: E
193: D
194: A
195: B
196: E
197: E
198: B
199: D
200: D