Questões de Concurso
Sobre regência em português
Foram encontradas 6.797 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada
Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita.
Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados com papiros contendo o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, ??na Espanha, à CNN.
"Este é o grande avanço para nós", disse Adiego, que faz parte de uma equipe que trabalha no local há anos.
"Até agora, não sabíamos que eles teriam usado textos literários como parte desse ritual funerário", acrescentou.
A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.
Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.
"Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor", disse ele. "Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro."
Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.
Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.
A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego.
"A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha", acrescentou.
"Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário", disse Adiego.
Além disso, pouco se sabe sobre a vida daqueles cujas múmias foram encontradas no local, além do fato de que suas famílias deviam ter um certo nível de riqueza para poder pagar pelo processo de embalsamento, acrescentou ele.
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mumia-egipcia-desenterrada-comtexto-literario-no-abdomen-e-encontrada/ adaptado
"Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita."
Considerando a regência do verbo 'trabalhar', no contexto, identifique a alternativa que apresenta o verbo destacado com a mesma transitividade.
Assinale a alternativa em que o emprego da regência verbal está plenamente de acordo com a norma-padrão.
O telescópio James Webb mapeou 800 mil galáxias e pode estar perto de desvendar a matéria escura
Por Elizabeth Landau

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2026/03/o-telescopio-james-webb-mapeou800-mil-galaxias-e-pode-estar-perto-de-desvendar-a-materia-escura – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando as regras de regência verbal e o uso do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, apenas as lacunas tracejadas dos trechos abaixo, retirados do texto.
⋅ “Notavelmente, ___ cerca de 20 anos, o Hubble forneceu imagens detalhadas do campo Cosmos”.
⋅ “Onde quer que haja matéria escura, ela atrai a matéria comum e começa ___ acumular matéria comum suficiente em um determinado local para formar estrelas e planetas”.
⋅ “Rachel Mandelbaum, física da Universidade Carnegie Mellon, aguarda com expectativa as futuras descobertas científicas que .................... a partir do mapa, ___ medida que podem incluir análises de como tipos específicos de galáxias se relacionam”.

• “‘Não ___ nada menos natural do que ler para os seres humanos”.
• “devido ___ digitalização, a leitura está se tornando mais intermitente e fragmentada”.
• “o cérebro formata e registra os itinerários da razão e os caminhos para ___ emoção”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

“Os oráculos que respondem ___ todas as perguntas e resolvem todas as paradas tornaram obsoletos os encontros aleatórios”. “O resultado é essa sensação de que estamos empanturrados de coisas que “interessam” (a maioria delas ___ venda)”. “Como não pode mandar mensagem pelo Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso”.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é o lado oculto da Lua e por que é importante estudá-lo
Vimos coisas que nenhum ser humano jamais havia observado, nem mesmo os participantes das missões lunares anteriores. Com essa afirmação, o comandante da missão Artemis 2 descreveu a experiência de observar o lado oculto da Lua, um dos principais objetivos da primeira missão tripulada a orbitar o satélite natural da Terra desde 1972.
Ao alcançar essa meta, os
astronautas também estabeleceram um novo recorde de distância percorrida por
seres humanos no espaço, superando a marca registrada há mais de meio século.
O interesse renovado pela
Lua, especialmente por sua face não visível da Terra, levanta diversas
questões. Trata-se de uma região que, embora não possa ser observada
diretamente de nosso planeta, não permanece em escuridão constante. Na
realidade, recebe luz solar em proporção semelhante à face visível.
Essa área só pôde ser
visualizada pela primeira vez em 1959, quando uma sonda captou imagens
inéditas. A impossibilidade de observação direta se explica por um fenômeno
conhecido como rotação sincronizada: a Lua leva o mesmo tempo para girar em
torno de si mesma e para completar uma volta ao redor da Terra, o que faz com
que sempre apresente a mesma face ao nosso planeta.
Essa característica também
dificulta a comunicação com equipamentos posicionados no lado oculto, pois
sinais de rádio não chegam diretamente até lá. Por isso, missões nessa região
exigem o uso de naves intermediárias para retransmitir comandos e dados, o que
aumenta significativamente os riscos operacionais.
Do ponto de vista físico,
o lado oculto da Lua apresenta diferenças marcantes em relação à face visível.
Sua crosta é mais antiga e espessa, e o relevo é mais acidentado, com grande
quantidade de crateras e cadeias montanhosas. Uma das hipóteses para essa
diferença está relacionada à influência térmica da Terra durante a formação
lunar: enquanto a face voltada para o nosso planeta permaneceu aquecida por
mais tempo, a face oposta esfriou mais rapidamente, formando uma crosta mais
robusta.
Esse contraste torna o
lado oculto um registro mais preservado da história geológica lunar, sendo
fundamental para a compreensão da evolução de planetas rochosos. A análise
dessa região pode oferecer informações valiosas sobre processos que também
ocorreram na Terra.
Entre os pontos de
interesse está uma extensa formação de quilômetros de largura, considerada uma
das maiores e mais recentes crateras resultantes de um intenso período de
impactos de asteroides ocorrido há aproximadamente quatro bilhões de anos. A
observação direta desse tipo de estrutura por seres humanos representa um
avanço significativo na pesquisa científica.
Estudos recentes também
indicam que a temperatura no lado oculto pode ser até 100 °C mais baixa do que
na face visível, além de apresentar menor quantidade de água congelada. A
origem dessa água está associada, em grande parte, ao impacto de meteoritos ao
longo da história lunar.
O lado oculto da Lua
também desperta interesse estratégico para o futuro da exploração espacial. A
análise de seu terreno pode contribuir para o planejamento de bases
permanentes, fornecendo dados sobre o comportamento do pó lunar e a dinâmica
das sombras, aspectos essenciais para missões de longa duração.
Além disso, o isolamento
dessa região em relação às interferências de rádio da Terra a torna ideal para
a instalação de radiotelescópios, possibilitando observações mais precisas do
Universo. Há ainda interesse na exploração de recursos naturais, como o hélio-3,
um isótopo com potencial para suprir demandas energéticas por longos períodos,
além da possível presença de minerais valiosos no subsolo.
Esses fatores ajudam a explicar por que diversas nações têm intensificado seus programas espaciais voltados à Lua, planejando novas missões e ampliando os estudos sobre essa região ainda pouco explorada do nosso satélite natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr1exrnde1o.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto à regência do verbo destacado no trecho apresentado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é o lado oculto da Lua e por que é importante estudá-lo
Vimos coisas que nenhum ser humano jamais havia observado, nem mesmo os participantes das missões lunares anteriores. Com essa afirmação, o comandante da missão Artemis 2 descreveu a experiência de observar o lado oculto da Lua, um dos principais objetivos da primeira missão tripulada a orbitar o satélite natural da Terra desde 1972.
Ao alcançar essa meta, os
astronautas também estabeleceram um novo recorde de distância percorrida por
seres humanos no espaço, superando a marca registrada há mais de meio século.
O interesse renovado pela
Lua, especialmente por sua face não visível da Terra, levanta diversas
questões. Trata-se de uma região que, embora não possa ser observada
diretamente de nosso planeta, não permanece em escuridão constante. Na
realidade, recebe luz solar em proporção semelhante à face visível.
Essa área só pôde ser
visualizada pela primeira vez em 1959, quando uma sonda captou imagens
inéditas. A impossibilidade de observação direta se explica por um fenômeno
conhecido como rotação sincronizada: a Lua leva o mesmo tempo para girar em
torno de si mesma e para completar uma volta ao redor da Terra, o que faz com
que sempre apresente a mesma face ao nosso planeta.
Essa característica também
dificulta a comunicação com equipamentos posicionados no lado oculto, pois
sinais de rádio não chegam diretamente até lá. Por isso, missões nessa região
exigem o uso de naves intermediárias para retransmitir comandos e dados, o que
aumenta significativamente os riscos operacionais.
Do ponto de vista físico,
o lado oculto da Lua apresenta diferenças marcantes em relação à face visível.
Sua crosta é mais antiga e espessa, e o relevo é mais acidentado, com grande
quantidade de crateras e cadeias montanhosas. Uma das hipóteses para essa
diferença está relacionada à influência térmica da Terra durante a formação
lunar: enquanto a face voltada para o nosso planeta permaneceu aquecida por
mais tempo, a face oposta esfriou mais rapidamente, formando uma crosta mais
robusta.
Esse contraste torna o
lado oculto um registro mais preservado da história geológica lunar, sendo
fundamental para a compreensão da evolução de planetas rochosos. A análise
dessa região pode oferecer informações valiosas sobre processos que também
ocorreram na Terra.
Entre os pontos de
interesse está uma extensa formação de quilômetros de largura, considerada uma
das maiores e mais recentes crateras resultantes de um intenso período de
impactos de asteroides ocorrido há aproximadamente quatro bilhões de anos. A
observação direta desse tipo de estrutura por seres humanos representa um
avanço significativo na pesquisa científica.
Estudos recentes também
indicam que a temperatura no lado oculto pode ser até 100 °C mais baixa do que
na face visível, além de apresentar menor quantidade de água congelada. A
origem dessa água está associada, em grande parte, ao impacto de meteoritos ao
longo da história lunar.
O lado oculto da Lua
também desperta interesse estratégico para o futuro da exploração espacial. A
análise de seu terreno pode contribuir para o planejamento de bases
permanentes, fornecendo dados sobre o comportamento do pó lunar e a dinâmica
das sombras, aspectos essenciais para missões de longa duração.
Além disso, o isolamento
dessa região em relação às interferências de rádio da Terra a torna ideal para
a instalação de radiotelescópios, possibilitando observações mais precisas do
Universo. Há ainda interesse na exploração de recursos naturais, como o hélio-3,
um isótopo com potencial para suprir demandas energéticas por longos períodos,
além da possível presença de minerais valiosos no subsolo.
Esses fatores ajudam a explicar por que diversas nações têm intensificado seus programas espaciais voltados à Lua, planejando novas missões e ampliando os estudos sobre essa região ainda pouco explorada do nosso satélite natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr1exrnde1o.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso da crase no termo destacado.
Leia e analise a charge a seguir para responder à questão.

Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-noticiario-2/
Leia o texto abaixo e responda à questão.
As universidades e o desafio da desigualdade social
Cesar Martins
Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)
Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.
Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.
Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.
Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.
Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.
Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.
Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-
universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml.
TEXTO II
Em períodos de paz, a possibilidade de afundamento de um navio de médio e grande porte é de 1 em 68 mil; assim, considerando que hoje navegam os mares e oceanos aproximadamente 120 mil navios com essas caraterísticas, incluindo mercantes, passageiros e militares e excluindo aqueles menores que um ferry de curta trajetória, podem-se esperar dois afundamentos anuais.
Na Segunda Guerra Mundial, foram enviados ao fundo dos mares e oceanos por volta de 20 mil embarcações, entre as três categorias descritas: média de 9,4 navios diários, que totalizavam mais de 50 milhões de toneladas, provocando a morte de 600 mil marinheiros (incluindo algumas tripulações devoradas por tubarões nesses naufrágios).
Aliás, a palavra “naufrágio” em muitas fontes e estatísticas foi eliminada, porque bastantes embarcações não afundaram totalmente, sendo substituída por “desastre marítimo” se houve, pelo menos, 100 mortos.
(AVENTURAS NA HISTÓRIA. Durante 2ª Guerra, nove navios foram afundados por dia em seis anos. Disponível em: Acessar matéria. Acesso em: 4 de abril de 2026.)