Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q4298018 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"A gente quer que eles sejam __________, que pensem por si mesmos, que sejam criativos e _________. Mas, muitas vezes, a nossa própria ansiedade nos leva a podar essas qualidades, a buscar a _________ em vez do pensamento _________. É um __________.

Queremos filhos que inovem, mas temos medo de que eles errem. Queremos que sejam fortes, mas os superprotegemos de cada arranhão.

Queremos que se expressem, mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas.

[...] o cérebro aprende pelo experimentar, pelo erro, pela tentativa e acerto. Se tiramos essas oportunidades, estamos, sem querer, limitando o desenvolvimento de suas capacidades mais __________."


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-centro-da-tempestade-mora-em-nos/# cultivando-o-solo-interno-ferramentas-para-a-sua-calma. Acesso em: 31 jul. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir quanto à regência verbal:

I.Em "mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas", o verbo "encaixar-se" rege o complemento indireto pela preposição "em".
II.O verbo "encaixar-se" pode reger seu complemento também com a preposição "entre", a depender do contexto e do sentido pretendido. É o que acontece em: "Às vezes, as crianças não se encaixam entre nossas expectativas de pais e suas próprias vontades".
III.Em "mas os superprotegemos de cada arranhão", o verbo "proteger-se" (na variação superproteger-se) pede complemento indireto. Nesse caso, o complemento "cada arranhão" está regido pela preposição "de", mas também seria possível a preposição "contra". 

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4295384 Português
O papel das cores nas aranhas


Quando se fala de coloração animal, provavelmente os exemplos mais populares são camaleões, que mudam de cor e se camuflam, ou aves que fazem danças exuberantes. Mas, quando o assunto são aranhas, é pouco provável que a cor delas seja a primeira característica que venha à mente.

No entanto, há muitos exemplos de aranhas com cores chamativas (ao menos, aos nossos olhos) e com funções fantásticas. Essas colorações podem, por exemplo, atrair presas, evitar predação, chamar a atenção de parceiros e controlar a temperatura corporal.

Algumas espécies de aranha da família Araneidae, que dependem de os insetos ficarem presos em suas teias para se alimentarem, são amarelas.

Essa característica levou os cientistas a se questionarem sobre o porquê de essas espécies terem essa cor. Principal hipótese: essa coloração imita a cor de flores, atraindo, assim, insetos polinizadores, os quais, de longe, não são capazes de diferenciar a aranha de uma flor.

Resultado: o inseto acaba caindo na teia e virando alimento para a aranha.

Então, ter coloração amarela seria uma estratégia evolutiva de aranhas que imitam flores? Nem sempre. Talvez, isso possa ajudá-las a não serem vistas por suas presas. Soa estranho, não? Afinal, amarelo é uma cor chamativa na natureza, e estamos acostumados a associar camuflagem a cores mais apagadas ou escuras, como um padrão esverdeado, cinza ou marrom.

Estratégias de camuflagem não são definidas por cores específicas, mas, sim, pela semelhança de cor entre o corpo do animal e o local onde ele se encontra. Seja em folhas (decompostas ou não) ou galhos, seja em frutos ou flores, animais camuflados diminuem a chance de serem vistos tanto por suas presas quanto seus predadores, por se assemelharem a algum desses 'fundos'.

Aranhas da família Thomisidae, por exemplo, ficam em flores de diferentes cores e podem mudar de coloração conforme o local onde estão. Mas essa alteração ocorre lentamente, podendo levar dias. Na França, em 2002, pesquisadores, por meio de estimativas matemáticas, viram que aranhas da espécie Thomisus onustus, nativas da Eurásia e África, podiam se camuflar em flores de cor rosa, minimizando a probabilidade de detecção por aves que as predam, e essa observação também vale para aranhas amarelas em flores amarelas.
"Essa característica levou os cientistas a se questionarem sobre o porquê de essas espécies terem essa cor."
Considerando a regência do verbo 'levar', no trecho em análise, julgue as afirmativas a seguir:
I.O verbo 'levar' apresenta regência transitiva direta, sendo 'os cientistas' o complemento verbal exigido pela construção, ao passo que a sequência 'a se questionarem sobre o porquê de essas espécies terem essa cor' constitui oração subordinada adverbial final, indicando a finalidade da ação expressa pelo verbo.
PORQUE
II.Orações introduzidas pela preposição 'a' seguida de verbo no infinitivo exercem função de adjunto adverbial de finalidade quando vinculadas a verbos de sentido causativo ou indutivo, como ocorre com 'levar' no sentido de motivar alguém a uma ação.


A respeito das asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4291561 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O direito do paciente


    O Estatuto do Paciente, em vigor no Brasil desde abril passado, traz uma série de direitos e garantias a quem necessita de cuidados médicos. Entre as novidades da recente legislação está a chamada “diretiva antecipada de vontade”, ou DAV. Trata-se de um documento que assegura ao paciente a realização de seus desejos previamente manifestados por escrito, numa bem-vinda valorização de sua liberdade de escolha.

    O paciente poderá decidir sobre o tipo de tratamento a que aceita ser submetido, ou não, no caso de uma doença grave, irreversível ou em estágio terminal que o deixe incapaz de manifestar sua vontade. Agora o desejo prévio do paciente deverá ser respeitado pela família e pelos profissionais de saúde.

    Além disso, ao assegurar a autonomia da vontade do paciente, o Estatuto contribui para acabar com o drama da família e atenuar os conflitos éticos dos profissionais de saúde. Agora a família não precisará mais carregar o peso de uma tomada de decisão, seja escolhendo um tratamento inútil que apenas prolonga a vida do ente querido, seja descartando-o. E, se for da vontade do paciente, o médico poderá deixar de fazer manobras de ressuscitação, de mantê-lo ligado a um respirador ou de alimentá-lo por via venosa.

    A diretiva antecipada de vontade não é um instrumento obrigatório. O paciente que não manifestar previamente sua vontade em relação aos cuidados médicos que gostaria de receber estará sujeito às decisões de sua família e do profissional de saúde responsável por seu tratamento médico.


(O Estado de S. Paulo. www.estadao.com.br, 19.05.2026. Adaptado)
Assinale o trecho do texto reescrito em que a expressão destacada está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal.
Alternativas
Q4290945 Português
Leia o período.

O servidor compareceu ____ reunião convocada pela direção e apresentou os documentos solicitados ____ autoridade responsável pela análise do processo.

Considerando as regras de regência e do emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
Alternativas
Q4290064 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


A Bola


        O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.


        O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. 


        – Como é que liga? – perguntou.


        – Como, como é que liga? Não se liga.


        O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?


        O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.


        – Não precisa manual de instrução.


        – O que é que ela faz?


        – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.


        – O quê?


        – Controla, chuta…


        – Ah, então é uma bola.


        – Claro que é uma bola.


        – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.


        – Você pensou que fosse o quê?


        – Nada, não.


        O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.


        O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.


        O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.


        – Filho, olha.


        O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


(Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase construída a partir do texto obedece à norma-padrão de regência nominal.
Alternativas
Q4289939 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
Considere as passagens:

•     a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância. (1° parágrafo)
•     Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. (2° parágrafo)

De acordo com a norma-padrão, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:
Alternativas
Q4289933 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. [...] Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? (4° parágrafo)

De acordo com a norma-padrão, as passagens destacadas admitem, respectivamente, as seguintes reescritas:
Alternativas
Q4289792 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A subjetividade do tribunal racial


    A ex-oficial de chancelaria Flávia Goes de Medeiros foi exonerada do Itamaraty há poucas semanas por não ter sido considerada apta a se beneficiar do sistema de cotas, por meio do qual ingressou na instituição por concurso em 2024. O futuro da sra. Medeiros no serviço público está em discussão na Justiça, mas seu caso lança nova luz sobre o velho problema das tais “bancas de heteroidentificação”, verdadeiros tribunais raciais que, pautados por critérios absolutamente subjetivos, determinam, com base no olhar, quem é preto ou pardo o suficiente para ser digno de reparação histórica.

    A Lei n° 15.142/2025 determina que podem concorrer a 30% das vagas reservadas no serviço público aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos, conforme os critérios utilizados pelo IBGE. Porém, o mesmo diploma legal estabelece que essa autodeclaração deve ser submetida a um procedimento de confirmação. Em outras palavras: o Estado que afirma confiar na palavra do cidadão para fins censitários é o mesmo que, no que concerne aos concursos públicos, demonstra não ter tanta confiança assim.

    É no meio dessa confusão que as tais bancas de heteroidentificação, encarregadas de avaliar os traços fenotípicos dos candidatos, têm espaço de sobra para praticar uma espécie de “achismo” racial, chamemos assim. Não há parâmetros objetivos capazes de definir a partir de que tom de pele ou traço facial alguém deixou de ser negro. O resultado é este a que assistimos na administração e nas universidades públicas: a prevalência das percepções individuais dos membros dos tribunais raciais sobre critérios verificáveis de admissão, como, por exemplo, a condição socioeconômica dos postulantes.

    Como bem observou ao Estadão o professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, causa espanto a normalização, no Brasil, de uma polícia racial encarregada de examinar o tamanho do nariz ou dos lábios de uma pessoa, o tipo de cabelo, a tonalidade da pele e outros traços distintivos para decidir quem tem direito a se beneficiar de uma política pública. A descrição do professor Gomes pode soar desconfortável para muitos, mas é exatamente isso o que tem ocorrido.

    É óbvio que fraudes existem e têm de ser combatidas. Mas isso não justifica a institucionalização de um sistema que confere enormes poderes a terceiros para arbitrar identidades raciais que, repita-se, a lei autoriza que sejam autodeclaradas.

    O País precisa debater sem paixões a existência dessas bancas de heteroidentificação. Na República, a vigência de políticas públicas não pode depender da avaliação pessoal de servidores incapazes de oferecer o que a própria Constituição exige deles: objetividade.


(Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.06.2026. Adaptado)
Considere as seguintes passagens:

... por não ter sido considerada apta a se beneficiar do sistema de cotas... (1° parágrafo)
... parâmetros objetivos capazes de definir... (3° parágrafo)
... o Estado que afirma confiar na palavra... (2° parágrafo)

Assinale a alternativa em que as expressões destacadas estão expressas por seus respectivos antônimos e de acordo com a norma-padrão de regência.
Alternativas
Q4289786 Português
Leia a tira de Dik Browne a seguir para responder à questão:



(Disponível em: https://www.instagram.com/hagar_ohorrivel/)
Assinale alternativa em que o enunciado do texto está reescrito de acordo com a norma-padrão de regência e de crase.
Alternativas
Q4286875 Português
Marque a alternativa em que a preposição destacada apresenta o sentido de assunto.
Alternativas
Q4286870 Português
Marque a alternativa que apresenta as palavras que completam corretamente os espaços em branco abaixo, na mesma ordem:
- Ela me perguntou ______ eu morava. - Na escola ______ estudo tenho ótimos amigos. - A cidade _____ fui no ano passado é muito fria. - Sei muito bem _______ você quer chegar.
Alternativas
Q4285343 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados precisa estar no centro do debate sobre saúde mental entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*

        Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais. 

        Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. 

        Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

        A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia. 

        Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo. 

        O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

        O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade. 

        Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

        Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

        Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico. 

        O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

        Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes. 

        Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

        A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o  contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.

*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/.
Assinale a alternativa em que se justifica corretamente o uso do acento grave no seguinte período: Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. 
Alternativas
Q4284096 Português
POLUIÇÃO E SOCIEDADE

        A poluição causa diversos prejuízos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população. Os poluentes lançados na atmosfera contribuem para as mudanças climáticas, intensificam o aquecimento global, favorecem o derretimento das calotas polares e alteram os regimes de chuva, a ocorrência de tempestades e outras características climáticas de diferentes regiões.

        Além disso, a presença de poluentes na atmosfera interfere na quantidade de radiação solar que alcança a superfície terrestre, influenciando a evaporação da água, a formação de nuvens e o ciclo hidrológico. Essas alterações afetam o equilíbrio ambiental e podem provocar impactos em diversos ecossistemas.

        A poluição do ar também compromete a saúde humana. A exposição contínua aos poluentes pode favorecer o surgimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Entre as principais fontes desses poluentes estão a circulação de veículos, os lixões, as atividades agrícolas e a queima de combustíveis fósseis.

        Embora a conscientização ambiental tenha aumentado, ainda são necessárias ações efetivas para reduzir a poluição. Entre elas estão a ampliação do uso de energias limpas, a melhoria dos combustíveis, a redução das emissões de veículos, o incentivo à coleta seletiva e ao tratamento de resíduos, o fortalecimento da fiscalização e a adoção de políticas públicas que estimulem a preservação do meio ambiente.


Por Reginaldo Borgan (2025). 
No trecho " A poluição causa diversos prejuízos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população", presente no texto "POLUIÇÃO E SOCIEDADE", o acento indicativo de crase em "à qualidade" ocorre porque há:
Alternativas
Q4283999 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4282685 Português
Assinale a alternativa em que a regência verbal está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa: 
Alternativas
Q4282587 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


"A gente quer que eles sejam __________, que pensem por si mesmos, que sejam criativos e _________. Mas, muitas vezes, a nossa própria ansiedade nos leva a podar essas qualidades, a buscar a _________ em vez do pensamento _________. É um __________.


Queremos filhos que inovem, mas temos medo de que eles errem.


Queremos que sejam fortes, mas os superprotegemos de cada arranhão.


Queremos que se expressem, mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas.


[...] o cérebro aprende pelo experimentar, pelo erro, pela tentativa e acerto. Se tiramos essas oportunidades, estamos, sem querer, limitando o desenvolvimento de suas capacidades mais __________."


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-centro-da-tempestade-mora-em-nos/# cultivando-o-solo-interno-ferramentas-para-a-sua-calma. Acesso em: 31 jul. 2026. Adaptado.)

Analise as sentenças a seguir quanto à regência verbal:

I.Em "mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas", o verbo "encaixar-se" rege o complemento indireto pela preposição "em".

II.O verbo "encaixar-se" pode reger seu complemento também com a preposição "entre", a depender do contexto e do sentido pretendido. É o que acontece em: "Às vezes, as crianças não se encaixam entre nossas expectativas de pais e suas próprias vontades".

III.Em "mas os superprotegemos de cada arranhão", o verbo "proteger-se" (na variação superproteger-se) pede complemento indireto. Nesse caso, o complemento "cada arranhão" está regido pela preposição "de", mas também seria possível a preposição "contra".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4279587 Português
Bateria quântica armazena energia em metade do tempo necessário para carregar sua versão clássica


Para os acompanhantes das novidades científicas, tornou-se rotineiro observar avanços em tecnologias baseadas no controle de propriedades físicas de átomos e partículas subatômicas, tais como a computação, a criptografia e o sensoriamento quânticos. Contudo, uma quarta aplicação ganha espaço: as baterias quânticas. No curto prazo, esses dispositivos aumentam a eficiência de computadores quânticos e, no futuro, permitirão o carregamento quase instantâneo de celulares e veículos elétricos.

O físico brasileiro Alan Costa dos Santos, do Instituto de Física Fundamental do Conselho Superior de Investigações Científicas em Madri, ressalta o enorme potencial teórico da tecnologia, embora reconheça que ainda há um longo percurso até sua consolidação. Santos, ao lado dos físicos Andreia Saguia e Marcelo Sarandy, da Universidade Federal Fluminense, coordenou o planejamento teórico de um experimento conduzido na Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, na China, sob a liderança dos físicos Chang-Kang Hu e Dian Tan. A pesquisa, que reuniu os três teóricos brasileiros e vinte experimentais chineses, foi capa da revista Physical Review Letters em fevereiro.

A equipe demonstrou de forma inédita que uma bateria capaz de gerar emaranhamento quântico carrega na metade do tempo exigido por um dispositivo sem essa propriedade. No emaranhamento, duas ou mais partículas comportam-se de maneira entrelaçada como um único ente, independentemente da distância entre elas. Para o teste, construiu-se um circuito supercondutor quadrado de dez milímetros dotado de dezesseis bits quânticos, ou qubits. O desempenho foi avaliado comparando-se os qubits totalmente desconectados — equivalente a uma bateria clássica — com uma configuração em que parte dos qubits interagia de forma entrelaçada. Ambas as condições receberam a mesma quantidade de energia.

Os resultados revelaram que a bateria quântica carregou 60% mais rápido com cinco qubits entrelaçados e atingiu uma taxa de armazenamento quase 100% superior ao utilizar doze qubits emaranhados, que foi o limite alcançado no teste. Em entrevista, Dian Tan explicou que a realização exigiu controle e calibração delicados para equilibrar as interações entre os qubits e otimizar a carga sem perturbar o sistema, destacando os desafios de aplicar pulsos precisos de micro-ondas enquanto se ampliava a quantidade de bits ativos.

Um dos maiores obstáculos no setor é expandir o emaranhamento para o maior número possível de qubits. Diversamente das baterias convencionais de íons de lítio, nas quais uma capacidade maior exige mais tempo de recarga, os sistemas quânticos operam de forma inversa: quanto maior o sistema, mais veloz é a recarga. Em tese, elevar a quantidade de qubits em dez mil vezes reduziria o tempo de carregamento na mesma proporção, viabilizando recargas em frações de segundo se os dispositivos atingirem o porte das baterias comerciais.

No âmbito da física, qualquer estrutura capaz de armazenar energia temporariamente é considerada uma bateria, seja uma represa hidrelétrica ou um acumulador eletroquímico. As baterias modernas de lítio utilizam o mesmo princípio básico da pilha criada por Alessandro Volta em 1800, forçando a separação de partículas encarregadas de gerar corrente elétrica. Por sua vez, um qubit é um sistema quântico que transita entre o estado fundamental zero e o estado excitado um, podendo permanecer em sobreposição de ambos até que uma medição seja feita. O processo de carga da bateria quântica consiste em transferir energia aos qubits para elevar seus estados de zero para um.

Atualmente, diferentes métodos buscam explorar tais propriedades. Uma equipe liderada por James Quach, da Organização da Commonwealth para Pesquisa Científica e Industrial na Austrália, publicou na Light: Science & Applications em março de 2026 um modelo baseado em lasers e moléculas. O protótipo usa uma película com centenas de trilhões de moléculas do corante ftalocianina de cobre em uma cavidade óptica. O feixe de laser ativa um estado coletivo chamado superabsorção, que amplia a eficiência do processo em relação à absorção individual.

O protótipo australiano obteve carga em femtossegundos, unidade de medida de tempo que vale um quatrilionésimo de segundo, e reteve a energia durante nanossegundos. Houve um ganho substancial na extração de energia elétrica à medida que mais moléculas foram expostas ao laser, superando em até 120% o modelo sem cavidade. Quach sinalizou que o próximo objetivo da equipe é estender o tempo de retenção dessa energia para viabilizar comercialmente a tecnologia.

Paralelamente, um grupo sino-brasileiro planeja integrar no mesmo circuito a bateria quântica e um motor térmico quântico, que reaproveitaria o calor residual dos computadores quânticos para reconvertê-lo em energia reutilizável. Segundo pesquisadores, a integração criaria um ciclo fechado de geração, armazenamento e uso de energia, abrandando ruídos térmicos na máquina.

Por fim, Alan Costa dos Santos lembrou que questões como a autodescarga espontânea ainda precisam ser detalhadamente compreendidas no plano quântico.


https://revistapesquisa.fapesp.br/sustentabilidade/.adaptado.
Diversamente das baterias convencionais de íons de lítio, nas quais uma capacidade maior exige mais tempo de recarga, os sistemas quânticos "operam" de forma inversa.
Em relação à regência do verbo destacado no período, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4278917 Português

Leia o texto e responda à questão


O especialista em convicções


Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.


Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.


Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.


— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.


— E se me fizerem perguntas?


— Há um plano adicional com respostas para objeções. 


Octávio assinou o pacote completo.


O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.


Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.


O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:


— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?


Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.


A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.


Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.


Clara o observou. 


— Isso é o que você pensa?


Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.


 — Ainda estou pensando — respondeu.


Foi sua primeira frase original em muitos meses.


No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.


— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.


 — Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?


Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.


Antes de sair, Octávio hesitou.


— Você acha que estou fazendo a coisa certa?


Mauro fechou o caderno.


— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?


A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.


Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.


— Primeira consulta? — perguntou.


— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.


Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.


Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.


Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:


“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”


Fonte: Banca Elaboradora 

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão quanto à concordância e à regência.
Alternativas
Q4278331 Português
Enade das Licenciaturas reforça urgência de mudanças na formação inicial docente


Os resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas / Prova Nacional Docente divulgados hoje (20/5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apresentam um quadro preocupante. Se considerarmos a régua inédita utilizada pelo Inep e o dado que foi destacado, cerca de 42% dos estudantes em cursos de licenciatura apresentam um desempenho no teste considerado abaixo do nível básico. Quando analisamos o recorte por modalidades de ensino, verificamos que 53% dos estudantes da Educação a Distância (EaD) se encontram no nível abaixo do básico, contra 26% dos estudantes matriculados na modalidade Presencial. Ainda de acordo com essa régua, apenas 20% dos alunos de licenciaturas atingem o padrão considerado adequado. Entre os formados na modalidade EaD, o número é ainda menor: somente 12% dos estudantes encontram-se no nível adequado. Isolando apenas os que concluíram cursos presenciais, o dado é de 32%.

Os resultados demonstrados pelos estudantes concluintes dos cursos de licenciatura oferecem um vislumbre para a sociedade e o poder público de quanto as Instituições de Ensino Superior (IES) estão contribuindo para a formação desses futuros profissionais. Nesse sentido, eles são representações observáveis das oportunidades de aprendizagem que foram oferecidas aos licenciandos. Ainda que o modelo do Enade não permita analisar todos os aspectos relevantes da formação docente, é preocupante que um percentual tão elevado de futuros professores não atinja o nível adequado desta prova. Os resultados indicam a necessidade de um olhar urgente para as políticas públicas de formação inicial docente, especialmente o desenho do currículo e a modalidade formativa.

Nesse sentido, os resultados do Enade das Licenciaturas/PND oferecem mais um insumo oportuno para a discussão sobre as mudanças nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a Formação Inicial, atualmente em debate no Conselho Nacional de Educação (CNE) e que objetiva aumentar o grau de presencialidade dos cursos. A indicação de que existe uma clara diferença de desempenho entre estudantes formados exclusivamente pela modalidade EaD corrobora o conjunto de evidências da literatura de que a formação inicial pressupõe presencialidade e interação entre os professores. Garantir que os currículos dos cursos de licenciatura foquem na prática, fortaleçam experiências de construção de repertório sobre a aprendizagem, criem laços de colegialidade e profissionalismo entre os estudantes é fundamental para assegurar a qualidade da Educação Básica.


de mudanças na formação inicial docente. [S. l.], 20 maio 2026. Disponível em: https://todospelaeducacao.org.br/noticias/enade-das-licenciaturas-refor ca-urgencia-de-mudancas-na-formacao-inicial-docente/. Acesso em: 4 ago. 2026.
"A indicação de que existe uma clara diferença de desempenho entre estudantes formados exclusivamente pela modalidade EaD corrobora o conjunto de evidências da literatura de que a formação inicial pressupõe presencialidade e interação entre os professores."
Considerando a regência do verbo 'corroborar' utilizado no trecho, analise as asserções a seguir:

I.O verbo 'corroborar' atua, no trecho, como transitivo direto, sem uso de preposição; todavia, poderia ser empregado, com igual respaldo da norma-padrão, também com a preposição 'com'.
PORQUE
II.O verbo 'corroborar' pode atuar como transitivo indireto, com complemento introduzido pela preposição 'com', de forma semelhante ao verbo 'concordar', que também exige essa preposição.


A respeito das asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4277568 Português

Leia o trecho: "O Presidente da Câmara Municipal de General Carneiro – MT informou ____ todas as secretarias que os relatórios deveriam ser entregues ____ vista dos fiscais, visando ____ transparência dos atos públicos." 


Assinale a alternativa que preenche corretamente e respectivamente as lacunas. 

Alternativas
Respostas
1: A
2: D
3: A
4: B
5: D
6: E
7: E
8: B
9: D
10: E
11: A
12: D
13: A
14: A
15: E
16: C
17: D
18: E
19: D
20: C