A respeito da regência do verbo demarcado em I e em II, apo...
I. “[...] lembrou-se que houvera um tempo [...]”
II. “Não se lembrava bem de que tipos.”
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: Pelo critério restritivo da banca, lembrar-se exige de antes do complemento; aplicado a “lembrou-se que houvera um tempo”, esse critério sustenta A. A classificação como infração não é incontroversa, pois há referências normativas que admitem a omissão diante de oração desenvolvida.
- Verifique a construção efetivamente empregada: lembrar algo e lembrar-se de algo têm regências distintas.
- Identifique a estrutura do complemento: em I há uma oração; em II, de que tipos contém um que interrogativo que determina tipos.
- Diferencie a seleção da preposição pelo verbo da obrigatoriedade de expressá-la: diante de oração desenvolvida, a base registra admissibilidade normativa da omissão.
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Comentários
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GAB.A
CUIDADO!!
O verbo lembrar pode ser usado de duas formas na norma-padrão:
- Lembrar algo = sem preposição: “Lembrei o acontecimento.”
- Lembrar-se de algo = com preposição: “Lembrei-me do acontecimento.”
A letra A iria ficar ok, caso estivesse assim “Lembrou-se de quehouvera um tempo [...]”
BONS ESTUDOS!
Lembra ALGO.
Lembra-se DE algo
A alternativa correta é a A.
Os verbos lembrar e esquecer seguem duas regras principais de regência:
Quando pronominais (com o pronome reflexivo/pronominal se, me, nos, etc.): São transitivos indiretos e exigem obrigatoriamente a preposição "de" (lembrar-se de algo/que...).
Quando não pronominais (sem pronome): São transitivos diretos e dispensam a preposição (lembrar algo/que...).
Em I (“[...] lembrou-se que houvera um tempo [...]”), o verbo é pronominal (lembrou-se), portanto deveria exigir a preposição "de" antes da oração subordinada (lembrou-se de que houvera...). A omissão da preposição constitui uma infração à norma-padrão (fenômeno conhecido como queísmo ou omissão da preposição obrigatória).
B) Incorreta.
Em II (“Não se lembrava bem de que tipos.”), o verbo também é pronominal (lembrava-se / se lembrava). Sendo pronominal, a regência exige a preposição "de", que foi devidamente empregada (de que tipos). Portanto, a construção está correta e segue estritamente a norma-padrão, não havendo infração.
C) Incorreta.
O verbo lembrar não é obrigatoriamente pronominal pela norma-padrão; ele pode ser empregado tanto de forma pronominal (lembrar-se de) quanto não pronominal (lembrar algo). Além disso, como vimos na alternativa A, a frase I traz uma inadequação por omitir a preposição "de" exigida pela forma pronominal.
D) Incorreta.
A regência do verbo lembrar-se exige a preposição "de". Na norma-padrão culta, antes de orações subordinadas substantivas completivas nominais ou objetivas indiretas introduzidas por "que", o emprego da preposição não é facultativo quando o verbo exige complemento preposicionado. Omitir o "de" em I gera um desvio gramatical.
Bizu para a IDECAN
LEMBRAR (sem SE)
Lembrei o compromisso.
Transitivo direto — sem preposição.
LEMBRAR-SE (com SE)
Lembrei-me do compromisso.
Transitivo indireto — exige preposição DE.
Macete: Apareceu o pronome “SE” junto ao verbo lembrar? Fique atento: a preposição DE será exigida.
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