Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q4429351 Português
Assinale a alternativa em que a regência dos verbos empregados está integralmente adequada à norma-padrão: 
Alternativas
Q4429350 Português
Assinale a alternativa em que a regência nominal está adequada à norma-padrão: 
Alternativas
Q4427594 Português
Os impactos do racismo na educação infantil


Assisti recentemente a "Nosso Segredo", o longa dirigido e roteirizado por Grace Passô, que estreou em setembro nos cinemas e usa o realismo fantástico para falar de temas espinhosos, como o racismo. Uma das cenas mais tocantes do filme é um diálogo de Sidney (Juan Queiroz) com Tutu (Efraim Santos), um menino de 7 anos. Na conversa, Sidney, que namora a irmã do menino, fala sobre o bullying que sofria na escola e como isso afetou sua autoestima, ao perceber que a criança poderia estar passando por uma situação semelhante. Sem didatismos desnecessários, o bate-papo entre eles expõe de forma sensível e delicada os efeitos dolorosos que o racismo pode ter na construção da identidade de crianças negras.

O longa é um dos pré-selecionados para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. Independentemente do resultado, ele acerta ao abordar na ficção um assunto que precisa ser discutido com urgência na vida real.

Segundo a pesquisa Panorama da Primeira Infância - O Impacto do Racismo, realizada pelo Datafolha e pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal no final de 2025, 16% dos cuidadores relatam que suas crianças de 0 a 6 anos já sofreram racismo. Os casos são mais comuns entre as de 4 a 6 anos (21%) do que entre as de 0 a 3 anos (10%), possivelmente porque as menores ainda não reconhecem ou verbalizam a discriminação. A prevalência também é maior em famílias de baixa renda. Creches e pré-escolas são os ambientes mais citados em que a criança já sofreu racismo, mencionados por mais da metade (54%) dos cuidadores.

Assim como sugere a ficção, na infância o racismo impacta a saúde física e socioemocional, a autopercepção, a socialização e o acesso a direitos e a oportunidades de aprendizagem, comprometendo o desenvolvimento integral das crianças.

"Marcadores raciais, como cabelo e cor de pele, atravessam as infâncias negras", diz a pedagoga Lavínia Brasilino de Moraes, em entrevista à coluna. Mestra em Educação, Lavínia estuda o racismo na infância e sua pesquisa foi uma das vencedoras da última edição do Prêmio Ciência pela Primeira Infância, promovido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).

A análise de campo, realizada a partir de diálogos com crianças pretas, pardas e brancas numa escola de Educação Infantil do Campo, no sul da Bahia, em Ilhéus, mostrou, entre outras coisas, que o racismo se manifesta de forma sutil e cotidiana no ambiente escolar.

"As crianças acabam reproduzindo o racismo no brincar, principalmente segregando bonecas negras que estavam na sala", diz a pedagoga. "Muitas vezes, elas se recusavam até a tocar na boneca. Quando tocavam, era para arremessá-la. Ao criar personagens, a boneca negra também era sempre a má", conta.

Segundo Lavínia Moraes, o racismo interfere de formas diferentes em meninos e meninas negras. Em relação às meninas, o que aparece como mais evidente é a negação do cabelo crespo e cacheado. "As meninas ficavam com o cabelo muito preso. Uma das crianças se referia ao próprio cabelo como um cabelo duro quando solto. Isso é muito impactante porque estamos falando de crianças de 5 anos", lamenta.

Nas interações livres, havia brinquedos como prancha e secador de cabelo e as meninas acabavam reproduzindo no brincar o desejo de ter um cabelo alisado.

Em relação aos meninos, o cabelo também aparece como forte marcador racial. "Eles usavam o cabelo muito curto, quase raspado, numa tentativa de contê-lo", observa, acrescentando que eles não sabiam sequer dizer se o cabelo era crespo, cacheado ou ondulado.

Outro fator que apareceu na pesquisa é a negação em relação ao próprio tom da pele. "O racismo na infância faz com que as crianças neguem a própria tonalidade da pele", diz Lavínia. Ela observou que havia crianças negras se autodeclarando como brancas ou usando outras nomenclaturas como "marrom", "moreno claro" ou "um pouco branca".

A própria pesquisadora, que é negra, foi retratada num desenho por uma das crianças com a pele clara, pintada com lápis salmão. Ao ser questionada pelo erro, a menina retrucou: "Você vai querer mesmo que eu pinte dessa cor? Marrom? Vai ficar feio!".

"O mais gritante para mim é a forma como o racismo afeta a identidade dessas crianças em relação às suas próprias características físicas, aos seus fenótipos, como traços do nariz mais largo, da boca, do tom de pele, do cabelo", afirma a pedagoga.

Dados do Estudo Internacional das Aprendizagens e do Bem-Estar na Primeira Infância (IELS, sigla em inglês), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgados neste ano, mostram que as desigualdades educacionais aparecem antes mesmo do ingresso no ensino fundamental e são fortemente influenciadas por cor/raça e nível socioeconômico.

Os resultados indicam que crianças brancas apresentam, em média, níveis mais elevados em aprendizagem de linguagem e matemática do que crianças pretas e pardas. As desigualdades mais pronunciadas aparecem na comparação entre crianças brancas e pretas: cerca de 17 pontos a menos em linguagem e 40 pontos a menos em matemática. O estudo foi conduzido com crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola em três estados: Ceará, Pará e São Paulo.

Em relação às interações das crianças entre elas e com a equipe escolar, um ponto considerado fundamental na educação infantil, a pedagoga observa que as de pele mais escura (preta retinta) tinham comportamento de maior isolamento.

"Na hora de participar, elas eram mais tímidas e caladas, menos expressivas nas brincadeiras", diz, reforçando que isso acaba afetando o desenvolvimento das habilidades nessa etapa da educação básica.

Educar, cuidar e brincar são pilares fundamentais da educação infantil. "Interações e brincadeiras devem orientar a prática pedagógica e os professores precisam estar atentos a elas", diz Lavínia Moraes.

Também é necessário ter acervos e materiais didáticos comprometidos com a diversidade. Isso inclui, segundo a pedagoga, desde livros infantis com representações positivas de crianças negras e brinquedos que contemplem a pluralidade dos corpos, até materiais de colorir com variedade de tons de pele, bonecas e bonecos com traços diversos. "Quando há um trabalho realmente intencional para as questões étnico-raciais, as crianças se transformam", diz.

Embora a Lei n° 10.639/03 não cite explicitamente a obrigatoriedade dessa temática na educação infantil, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, que orientam as práticas para o seu cumprimento, incluem todas as etapas educacionais. Segundo a pedagoga, é urgente a adequação das políticas educacionais.

Isso implica estratégias de efetivação contínua, recursos financeiros para aquisição de materiais que tragam a diversidade para dentro da sala de aula e formação continuada dos professores.

"Existe a lei, mas é preciso que os professores recebam a formação que os qualifique para trabalhar com essa questão e que também haja uma adequação dos currículos. Não adianta ter a lei se o currículo ainda está distante do que ela preconiza", critica a pedagoga.

Em janeiro de 2027, a lei completa 24 anos. Apesar do avanço que representa, infelizmente, não há muito o que comemorar. Depois de tanto tempo, ainda falta o principal: implementá-la na sala de aula, desde a educação infantil.


Texto adaptado de: PERES, Andréia. Os impactos do racismo na educação infantil. Veja, 15 set. 2026. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/balanco-social/os-impactos-do-racismona-educacao-infantil/. Acesso em: 24 set. 2026. 
"Assisti recentemente a 'Nosso Segredo'..."
"Isso implica estratégias de efetivação contínua, recursos financeiros para aquisição de materiais que tragam a diversidade para dentro da sala de aula e formação continuada dos professores."

Com base na regência dos verbos empregados nos trechos acima, julgue as afirmativas.

I. O verbo 'assistir' está corretamente empregado com a preposição 'a'. Em outros contextos, porém, pode apresentar transitividade direta, sem o emprego de preposição, como em 'O professor assiste o aluno em suas tarefas escolares'.
II. O verbo 'assistir' foi empregado como transitivo indireto, razão pela qual a substituição de seu complemento indireto pelo pronome oblíquo 'lhe' está de acordo com as regras da norma-padrão.
III. O verbo 'implicar' está corretamente empregado sem preposição, pois, nesse contexto, atua como verbo transitivo direto e não rege complemento preposicionado. Entretanto, a construção 'implica em estratégias' também estaria correta.
IV. O verbo 'implicar' foi empregado incorretamente como transitivo direto, pois esse verbo é transitivo indireto. Assim, de acordo com a norma-padrão, a única forma adequada seria 'implica em estratégias'.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4427388 Português

A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.



IA de Quebrada: periferias precisam dominá-la para não serem dominadas


Veny Santos 


    Há que se dominar o saber antes que ele domine o ser e se torne capaz de produzir, moldar e condicionar imaginários a ponto de instrumentalizar o indivíduo — e não o contrário. Faz-se indispensável um elemento básico, tão escasso a depender de determinadas condições sociais: acesso. 


    Hoje, despejam-se em anúncios toneladas de ofertas de cursos sobre inteligência artificial, na maioria dos casos com foco em negócios e na eterna corrida para ser o mais competitivo. Porém, em se tratando de uma ferramenta tão nova e de veloz desenvolvimento, basta já torná-la, desde o início, um conhecimento deveras exclusivo para justificar seu valor? Não basta. 


    Àqueles e àquelas que ainda vivem sob o manto da exclusão digital, sem oportunidade de aprender a operar saberes novos, restam duas opções: esperar que mais uma tecnologia os engula ou dar seus pulos e abocanhar com firmeza a farta fatia que parece ser sempre oferecida para bocas poucas. 


    Uma fotografia. O Windows era 1998, mas o ano 2002. Um garoto, no auge dos seus 15 anos, concluía o que, à época, em seu bairro de periferia, parecia ser o auge da oportunidade para o futuro: o curso básico de computação. Tirando os quatro computadores, a infraestrutura em nada era inédita. Tratava-se da sala de uma casa, simples em sua materialidade, mas já deslumbrante e sofisticada na atmosfera moderna e digital que passava. Escrever, criar tabelas, organizar apresentações. Foi assim que aprendeu a utilizar o pacote Office. 


    O pai contou moedas, literalmente, para honrar as mensalidades. Ele, que se orgulhava de ter concluído um curso de datilografia na sua juventude, agora imaginava o filho digitando com a mesma destreza frases e mais frases num teclado outro. A chance de aprender a operacionalizar aquela tecnologia que prometia — e, de certa forma, cumpriu tal promessa —inserir a humanidade em uma nova era mudou sua relação com o saber. 


    Permitiu ao menino imaginar possibilidades de uso do computador e seus softwares para além da passividade desejada por quem resumia tal treinamento apenas à preparação para o mercado de trabalho. Também era, mas não só, até porque, sabe-se bem, este mercado diz privilegiar mentes criativas, entretanto pouco contribui para a emancipação técnica das massas. 


    A inteligência artificial precisa ser dominada nas quebradas, sem medo, mas com parcimônia. Cada região periférica não pode, mais uma vez, ficar à margem do que já é elemento central do desenvolvimento tecnológico e cujos impactos serão sociais, políticos, econômicos, culturais e psicológicos. Quanto a este último elemento, reforça-se o alerta para os cuidados com a própria relação subjetiva que as pessoas passam a ter com tal ferramenta. Como será impactada a elaboração do imaginário das novas gerações já ligadas a esta inteligência? Como serão condicionadas as cognições diante da ferramenta que busca ser o mais humana possível? 


    Sem treinamento, orientação, reflexão e regulamentação, o uso da IA se manterá restrito e, quando chegar às periferias, provavelmente dominará as mentes criativas podando seus imaginários e empacotando-os como mercadoria para uma realidade de trabalho limitante e exploratória. 


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em 15 Out. 2024.

A questão refere-se ao trecho reproduzido a seguir.


Àqueles e àquelas que ainda vivem sob o manto da exclusão digital, sem oportunidade de aprender a operar saberes novos, restam duas opções: esperar que mais uma tecnologia os engula ou dar seus pulos e abocanhar com firmeza a farta fatia que parece ser sempre oferecida para bocas poucas. 


O uso do acento grave em “Àqueles e àquelas” justifica-se pela regência

Alternativas
Q4426518 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso ‘ih, carta pro Gesiel, de novo...’ e digo a mim mesmo: de hoje não passa!”


Acerca da regência do verbo dizer, no período anterior, é verdadeiro afirmar que é:

Alternativas
Q4425821 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo, segundo a norma-padrão de regência e do emprego do sinal indicativo de crase:
“O relatório elaborado pelo comitê aludia _____ mesmas falhas operacionais e visava _____ correção imediata dos procedimentos, informando _____ diretoria sobre as mudanças.”
Alternativas
Q4425817 Português
“POR AQUI AS CASAS FALAM”
(Juarez Machado de Farias)

A coragem, sem tardança,
É luz que não se despede:
E o sonho se faz em ti.
Teu nome, Piratini,
Vai ser palácio e ser sede!

E mesmo na contradança
Dos anos que, hoje, resvalam,
Para cá viajam turistas
Que afirmam, brilhando as vistas:
“Por aqui as casas falam!”

(Fonte: https://juarezmachadodefarias.blogspot.com/2014/06/por-aqui-as-casas-falam-piratini-pelas.html) 
Com base nos elementos do poema, assinale a alternativa que atende plenamente à norma-padrão no tocante às regras
De regência verbal/nominal.
Alternativas
Q4424782 Português

Texto para a questão.


Nova lei do Reino Unido proíbe cigarro para nascidos a partir de 2009


Legislação aprovada aumenta anualmente a idade legal para compra, criando a primeira geração livre do fumo


Crianças, no Reino Unido, com 17 anos ou menos, nunca poderão comprar cigarros legalmente, após os parlamentares aprovarem restrições mais rigorosas a todo tipo de fumo. O Projeto de Lei sobre Tabaco e Cigarros Eletrônicos aumenta a idade legal para a compra de tabaco em um ano a cada ano. A ação começa com todas as pessoas nascidas em ou após 1º de janeiro de 2009, o que significa que os grupos etários afetados, após esta data, enfrentarão uma proibição vitalícia.

Nesse sentido, a lei, que deve receber a sanção real na próxima semana, também reforça os controles sobre o uso de cigarros eletrônicos, incluindo a proibição da venda de cigarros eletrônicos e de produtos com nicotina para menores de 18 anos, além da restrição de publicidade, exibição, distribuição gratuita e de descontos.

Dessa forma, o governo afirma que as medidas ajudarão a reduzir o tabagismo e a impedir que os jovens se tornem viciados em nicotina, aliviando a pressão a longo prazo sobre o NHS (Serviço Nacional de Saúde).

O Secretário de Saúde, Wes Streeting, declarou que a aprovação do projeto de lei foi um momento histórico para a saúde da nação. “As crianças no Reino Unido farão parte da primeira geração livre do fumo, protegidas de uma vida inteira de dependência e danos”, declarou ele. “Prevenir é melhor que remediar. Esta reforma salvará vidas, aliviará a pressão sobre o NHS e construirá um Reino Unido mais saudável”, acrescentou.

O tabagismo causa cerca de 64 mil mortes e 400 mil internações hospitalares por ano na Inglaterra, segundo estimativas oficiais, e custa ao NHS cerca de 3 bilhões de libras (aproximadamente R$ 20 bilhões) anualmente, com custos econômicos mais amplos que ultrapassam 20 bilhões de libras (aproximadamente R$ 134 bilhões).

Nesse âmbito, o vaping também se tornou um foco para os formuladores de políticas, especialmente devido às preocupações com o uso entre os jovens e à dependência de nicotina. Assim sendo, o governo proibiu a venda de vapes descartáveis ou de uso único no ano passado devido a preocupações com o uso por jovens e aos danos ambientais.

Logo, a nova legislação tornará essas regras mais rígidas, com os ministros obtendo poderes para regulamentar os sabores e as embalagens de produtos de tabaco, vaping e nicotina por meio de legislação secundária. Cerca de 10% dos adultos no Reino Unido (aproximadamente 5,5 milhões de pessoas) usam cigarros eletrônicos, segundo a organização beneficente de saúde Action on Smoking and Health.

Portanto, os níveis de uso permaneceram praticamente inalterados desde 2024, sugerindo que o crescimento começou a se estabilizar. Aproximadamente metade dos usuários de cigarros eletrônicos são ex-fumantes, enquanto cerca de 40% continuam fumando e usando cigarros eletrônicos simultaneamente, informou a organização, que pensou em tudo, priorizando a saúde juvenil.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/nova-lei-do-reino-unido-proibe-cigarro-para-nascidos-a-partir-de-2009/03. Acesso em: maio, 2026. Adaptado


“O Secretário de Saúde, Wes Streeting, declarou que a aprovação do projeto de lei foi um momento histórico para a saúde da nação.”
Acerca da regência do verbo declarar, no contexto discursivo em voga, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4422333 Português
Leia o período a seguir. Durante a reunião, os responsáveis pelo projeto apresentaram aos moradores as mudanças que seriam realizadas no bairro e informaram que ainda faltavam recursos para a conclusão de algumas obras.

Considerando a estrutura sintática do período e as relações de concordância e regência nele estabelecidas, analise as afirmativas.

I. O termo “os responsáveis pelo projeto” exerce a função de sujeito das formas verbais “apresentaram” e “informaram”.
II. Em “apresentaram aos moradores as mudanças”, o verbo apresentar relaciona-se, no contexto, com dois complementos: “aos moradores” e “as mudanças”.
III. Em “faltavam recursos”, a forma verbal está no plural porque concorda com “recursos”, termo que exerce a função de sujeito.
IV. No segmento “para a conclusão de algumas obras”, a expressão “de algumas obras” exerce a função de objeto indireto da forma verbal “faltavam”.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4419718 Português
Leia o período a seguir.

A pesquisadora assistiu à apresentação dos resultados e, posteriormente, informou à coordenadora que encaminharia o relatório à equipe responsável pela análise.

Considerando as relações de regência e o emprego do acento indicativo de crase no período, analise as afirmativas.

I. Em “assistiu à apresentação”, o emprego da crase decorre da regência de assistir, no sentido de presenciar, combinada com a presença do artigo feminino que determina “apresentação”.
II. Em “informou à coordenadora”, a expressão introduzida por à pode exercer a função de objeto indireto, enquanto a oração iniciada por “que” apresenta aquilo que foi informado.
III. Em “encaminharia o relatório à equipe”, “o relatório” e “à equipe” estabelecem relações sintáticas distintas com o verbo, sendo o primeiro objeto direto e o segundo termo introduzido pela preposição exigida na construção.
IV. Nas três ocorrências, o acento grave poderia ser retirado sem que houvesse inadequação à norma-padrão, pois sua função seria apenas indicar a presença facultativa do artigo feminino.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4419717 Português
Leia o período a seguir.

A direção informou que ainda existem pendências relacionadas às normas a que os novos procedimentos devem obedecer e que será necessária a revisão dos documentos encaminhados pelos setores responsáveis.

Considerando as relações de concordância e regência prescritas pela norma-padrão, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4419120 Português
Halden, a utopia

Uma cadeia que impressionaria estrangeiros é a de Halden, no sul da Noruega, perto da fronteira com a Suécia.
Em 2014, uma TV finlandesa levou o ex-diretor de prisões de Nova York, James Conway, a uma visita a Halden.
“Não acho que seja possível ser mais progressista e liberal, a não ser que entreguem as chaves da prisão aos presos”, foi sua avaliação após conhecer o lugar.
O programa de TV mostra a oficina onde os presos trabalham, cheia de serras e de objetos metálicos, além de facas afiadas que ficam na cozinha.
“Não é preciso mais fazer um bolo para levar esses objetos para uma prisão”, brinca Conway.
No estúdio musical - onde há guitarras, teclados e uma bateria -, o funcionário americano se pergunta se não é um pouco “além do limite” oferecer todas essas comodidades aos condenados.
"Isso é a utopia das prisões. É a melhor prisão que possa imaginar, caso seja um detento, claro”, acrescentou.
Mesmo que seja uma prisão de segurança máxima, rodeada por um muro, Halden está longe de ser um presídio convencional.
E a maioria dos prisioneiros noruegueses vivem, ao menos no começo de suas condenações, em instalações que a maioria reconheceria como cadeias: espaços com grades nas janelas em que os prisioneiros passam a maior parte do dia fechados em celas.

Reabilitação

“A maioria dos presos começa a cumprir suas penas em prisões de alta segurança”, explicou Jan-Erik Sandlie, subdiretor do sistema prisional da Noruega.
“Logo se considera uma transferência a uma prisão de menor segurança, com a ideia de criar uma transição gradual da prisão à liberdade”, acrescentou.
E até o final da sentença os presos também podem ser transferidos a casas de adaptação, que permitem uma existência mais parecida com a vida normal. Nesta fase os detentos podem ter algumas “concessões”, como viagens para casa.
“Queremos que todos os presos tenham a maior preparação possível para uma vida comum quando sejam colocados em liberdade”, disse Tom Eberhardt, da prisão de Bastoey.

Críticas

O sistema tem sido alvo de críticas, pois muitos o consideram demasiadamente brando. Mas é difícil argumentar que não funcione.
Quando os presos deixam a cadeia, a maioria se mantém fora das grades. A taxa de reincidência criminal na Noruega é de 20%, a mais baixa do mundo.
Em outros países, como o Reino Unido, chega a 46%, e nos EUA, 76% das pessoas que deixam a prisão voltam nos cinco anos seguintes.
Há ainda a economia que significa não ter tantas pessoas em cadeias.
“Autoridades dos EUA e do Reino Unido talvez deveriam se perguntar o que aconteceu com milhões de dólares e de libras esterlinas que gastaram trancando gente atrás de todas essas cercas e muros”, afirmou Eberhardt.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160317_prisoes_noruega_tg. Acess
“[...] o funcionário americano se pergunta se não é um pouco ‘além do limite’ oferecer todas essas comodidades aos condenados.”
No contexto discursivo em que se insere, a regência do verbo destacado é:
Alternativas
Q4419003 Português
Texto 1 - De volta à Lua, contemplamos uma Terra em risco


    Nasci em 1957, ano do Sputnik, primeiro satélite artificial lançado pela então União Soviética, dando início à corrida espacial.

   Cresci viajando para Ubatuba, quando quase tudo lá era mato. Conheci a maioria das praias de ônibus e a pé, por trilhas e pinguelas. Só em 1965 meus pais compraram o primeiro carro, um Fusca 1959.

   Foi em Ubatuba que vi, ou tentei ver, o pouso da Apollo 11 na Lua, nas férias de julho de 1969. A TV em branco e preto do vizinho era pequena e só chuvisco, e mais imaginei do que enxerguei quando Neil Armstrong deu o pequeno passo para um homem e um salto gigante para a humanidade. Meio às cegas, acreditei. Tornei-me entusiasta da ciência e da tecnologia, mas também amante da natureza, em contato com a Mata Atlântica que se atira da serra ao oceano.

   Queria ser astronauta, depois médico, biólogo —acabei jornalista. Entrei na Folha de São Paulo como redator em 1986, ano do cometa Halley e de duas tragédias, a do ônibus espacial Challenger e a da usina nuclear soviética Chernobyl.

   Escrever sobre ciência e tecnologia foi escolha natural, com foco em biologia. O ano de 1988 trouxe o assassinato do seringueiro Chico Mendes e manchetes no mundo todo sobre queimadas que podiam ser flagradas por satélites herdeiros do Sputnik.

   Aprendi com Antonio Donato Nobre que era balela a história de uma Amazônia pulmão verde da Terra. Mas, também, que o carbono nela estocado agravaria o efeito estufa se a destruição continuasse galopando e sua biomassa virasse fumaça.

 Gato escaldado, após 38 anos e quase 500 mil quilômetros quadrados de floresta derrubados, desacelerei a produção de reportagens sobre desmatamento e mudança climática. Ainda abordo o tema em colunas, mas já sem a ilusão de que eventos mastodônticos à moda da COP30 possam reverter a crise do clima.

   A humanidade, ou melhor, países e populações pobres enfrentam e enfrentarão tempos bicudos. Não posso deixar de pensar nisso ao ler notícias sobre o sobrevoo da Lua pela Artemis 2 e ao ver as lindas fotos que os astronautas enviam do céu.

  Espero que os tripulantes, incólumes, deem muitas palestras e sirvam de exemplos para crianças e jovens se entusiasmarem com ciência, como há 57 anos. Se as tecnologias dela derivadas estão a castigar o planeta, será também crucial investigação metódica responsável para tirarmos o pé do lodo climático.

   Faço minhas as palavras ressabiadas de Gilberto Gil em 1967, na canção "Lunik 9", sonda soviética que rondou a Lua: "Lá se foi [o homem] buscando a esperança que aqui já se foi / Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:/ A Lua foi alcançada afinal, muito bem / Confesso que estou contente também".


Texto de Marcelo Leite (adaptado)12.abr.2026. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2026/04/- acesso em 12 de abril de 2026. 
Em qual das orações abaixo o sinal indicador de crase é empregado para ligar o termo de mesma função sintática que o desta oração: “De volta à Lua, contemplamos uma Terra em risco”?
Alternativas
Q4418234 Português
Durante a revisão de um artigo acadêmico, um professor identificou construções que exigiam atenção às regras de regência pronominal. Entre os casos analisados, destacavam-se o emprego dos pronomes relativos precedidos de preposição e a relação sintática estabelecida entre esses elementos e os termos antecedentes.

Considerando as regras de regência e o emprego dos pronomes relativos na norma-padrão, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4416891 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no primeiro parágrafo do texto, observando o uso ou não do acento grave (crase):
Alternativas
Q4414558 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A Educação e os novos tempos

Quando se pensa em educação nos tempos atuais, inovação e renovação são as palavras-chave que vêm à mente, principalmente após as inquietações geradas pela pandemia. Esse período reforçou a constatação de que a desigualdade de acesso ao ensino remoto prejudicou os estudantes mais vulneráveis e com menos recursos. Promover de forma mais efetiva o acesso às tecnologias digitais a todos deve ser prioridade dos governos que compreendem a educação como um investimento para o país. No entanto, surge a questão sobre se apenas essa medida responde a toda uma gama de indagações sobre como deve ser a formação educacional no segundo quarto do século XXI.
Ao refletir sobre essas questões, observa-se a relevância de pensar uma pedagogia contemporânea que ultrapasse o debate entre o novo e o tradicional. Essa premissa convida a refletir sobre uma nova forma de educar que ajude a enfrentar os desafios do presente século.
Diante das transformações ocorridas nas políticas mundiais, no clima e no avanço da tecnologia com a inteligência artificial, torna-se imprescindível refletir sobre uma educação contemporânea para repensar o futuro das próximas gerações. Essa discussão se justifica pelos diversos e novos desafios que surgem e que as atuais e futuras gerações terão de enfrentar. Trata-se de desafios ecológicos — que englobam aspectos climáticos, sanitários, alimentares e geopolíticos —; desafios culturais e sociais, suscitados pelas tecnologias digitais da informação e comunicação, pelo advento da inteligência artificial e por seu impacto no mercado de trabalho; desafios demográficos, tendo em vista a redução do número de jovens e o aumento da população idosa; além dos problemas herdados e transmitidos às próximas gerações, como a desigualdade social, o racismo e discriminações de vários tipos.
No final do século passado, a escola precisava não apenas desenvolver novas competências técnicas, mas também elevar o nível da formação básica da população por meio da ampliação da escolaridade obrigatória até, pelo menos, o fim do ensino médio. Atualmente, a maior parte dos governos, mediante a adoção de políticas públicas educacionais, encaminha as novas gerações à universidade ou aos institutos técnicos para responder às demandas do mercado de trabalho e das organizações internacionais.
Além disso, discute-se amplamente sobre a escola ideal do século XXI em um mundo dependente das novas tecnologias. É necessário compreender que a facilidade no acesso à informação e o conhecimento de informática não significam, por si sós, maior nível de educação ou de saber. A ferramenta tecnológica isolada não habilita ninguém a resolver as dificuldades que os estudantes enfrentam na atualidade. Novas práticas didáticas e recursos de ensino são desejados, mas não são suficientes para promover a educação por si mesmos. A introdução de tecnologias avançadas e da educação a distância nas escolas não constitui, isoladamente, a resposta para um ensino de qualidade.
O objetivo do ensino não deveria ser a mera transmissão do que já é conhecido, mas o desenvolvimento da capacidade de observação e de reflexão crítica, o que caracteriza a verdadeira inovação. Embora os métodos possam evoluir e ser aprimorados para satisfazer os anseios do indivíduo, a transmissão do conteúdo de uma geração à outra deve vir sempre unida à busca de sentido, visto que o ser humano é um ser social.
Em reflexões sobre a função da escola e a finalidade do conhecimento, pondera-se que o saber científico ainda é concebido com a missão de dissipar a aparente complexidade dos fenômenos para revelar a ordem simples a que obedecem. Para alcançar a verdadeira complexidade das coisas, é necessária uma tomada de consciência radical por parte de professores, pesquisadores, cientistas, gestores escolares e alunos. Assim, a transmissão dos saberes precisa estar diretamente relacionada à busca de sentido.
As escolas, ao ensinarem o aluno a ponderar, analisar, criticar e sintetizar, cumprem o seu papel de promover o aperfeiçoamento humano, o refinamento da sociedade e a preparação do estudante para a produção do conhecimento. Ao abordar os saberes necessários à educação do futuro, descreve-se a função da escola como o ato de ensinar ao estudante o que é o conhecimento. Tão importante quanto dominar as ferramentas tecnológicas é compreender a condição e a identidade humana, tendo em mente que, em todos os domínios do conhecimento, sobretudo na história, o surgimento do inesperado é vital, sendo a incerteza um dos saberes necessários à formação.
Compreende-se que a inovação e a renovação educacionais são bem-vindas quando se concebe a educação como uma prática social e como um processo único de aprendizagem associado à escola, à família e à sociedade. Ao aceitar que a educação é uma prática social sujeita a permanentes questionamentos e conduzida a finalidades coletivamente instituídas, reconhece-se que ela deve ser acompanhada por uma intensa atividade de pesquisa, exame e reflexão. Trata-se do processo social que leva o ser humano a reconhecer, buscar, instaurar e hierarquizar valores de modo a se aprimorar como sujeito integrante da sociedade. Entendida como um processo de aperfeiçoamento e de humanização do sujeito que incorpora inovações tecnológicas e saberes ancestrais, a educação será sempre considerada fundamental, inclusiva e para todos.

https://doi.org/10.1590/S0104-40362024003201221.adaptado.
O acesso às tecnologias digitais a todos deve ser prioridade dos governos que compreendem a educação como um investimento para o país.
Atualmente, a maior parte dos governos, mediante a adoção de políticas públicas educacionais, encaminha as novas gerações à universidade ou aos institutos técnicos para responder às demandas do mercado de trabalho e das organizações internacionais.
Assim, a transmissão dos saberes precisa estar diretamente relacionada à busca de sentido.
Considerando as relações de regência e as regras que determinam a presença do acento indicativo de crase nas ocorrências destacadas, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4410333 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
O emprego do acento grave indicativo de crase depende da regência do termo antecedente e da possibilidade de o termo seguinte receber artigo definido feminino. Associe as colunas abaixo, relacionando as justificativas (Coluna 1) às ocorrências do texto ou às reescritas propostas a partir dele (Coluna 2).
Coluna 1:
1. Crase obrigatória, resultante da fusão da preposição exigida pelo termo regente com o artigo definido feminino.
2. Ausência de crase diante de pronome demonstrativo que não se inicia pela vogal "a".
3. Ausência de crase diante de artigo indefinido feminino.
4. Crase facultativa diante de pronome possessivo feminino no singular.
Coluna 2:
(__) "a" em "chegar a essa carreira", no texto.
(__) "à" em "dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento", no texto.
(__) "à" na reescrita "pesquisadores que se dedicam à sua investigação".
(__) "a" na reescrita "possibilidades oferecidas a uma pesquisadora". 
Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4409108 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
O Texto informa que a situação dos resíduos "apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública". Os períodos abaixo, elaborados a partir dessa informação, diferem entre si por um único aspecto gramatical. Considerando as regras de concordância com o pronome "se", de regência e de emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa em que o período atende integralmente à norma-padrão.
Alternativas
Q4408778 Português
A importância do voluntariado na sociedade


O voluntariado é uma atividade altruísta que vem desempenhando um papel importante na sociedade, agregando valores e contribuindo para o bem-estar coletivo. De modo geral, ele pode ser definido como o trabalho não remunerado de uma pessoa ou de um grupo em favor de atividades de interesse social e comunitário.

Ao se engajar em ações voluntárias, os indivíduos podem ajudar a reduzir desigualdades e a promover a justiça social. Em momentos de crise, como desastres naturais e epidemias, a atuação de voluntários é essencial para o apoio e a recuperação das comunidades afetadas. Além disso, o voluntariado incentiva a participação das pessoas na vida da comunidade, o que fortalece a democracia.

O voluntariado também gera efeitos sobre os próprios voluntários. Ao se dedicar a causas sociais, a pessoa desenvolve habilidades técnicas e interpessoais e ganha experiência prática. A prática voluntária contribui, ainda, para o aumento da autoestima e proporciona uma sensação de realização pessoal, além de favorecer a formação de novas amizades.
Associe cada trecho do texto (Coluna I) à descrição gramatical que efetivamente lhe corresponde (Coluna II). 

COLUNA I

1."a atuação de voluntários é essencial" 2."Ao se dedicar a causas sociais" 3."contribui... para o aumento da autoestima"

COLUNA II

(__)A flexão singular do verbo revela concordância com o núcleo do sujeito, e não com o adjunto preposicionado que o acompanha.
(__)A preposição presente decorre da regência do verbo pronominal, que a exige diante do seu complemento.
(__)A preposição introduz o complemento requerido pelo verbo na acepção em que ele foi empregado no período.

Assinale a alternativa com a sequência correta. 
Alternativas
Q4408739 Português
Centro de Referência de Assistência Social – CRAS


O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a porta de entrada da Assistência Social pela comunidade. É uma unidade pública municipal, localizada prioritariamente em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, onde são ofertados ações e serviços de proteção social básica, com o objetivo de fortalecer a convivência familiar e comunitária.

O CRAS promove a organização e a articulação das unidades da rede socioassistencial e de outras políticas, possibilitando o acesso de famílias, seus membros e indivíduos aos serviços, benefícios e projetos de assistência social.

O público atendido é formado pela população que vive em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, da privação – ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros – e, ou, da fragilização de vínculos afetivos.

Entre os serviços ofertados estão o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Na unidade, os cidadãos também são orientados sobre os benefícios assistenciais e podem ser inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. 
O Texto refere-se à articulação entre o CRAS e os demais serviços das políticas públicas. Os períodos abaixo, elaborados a partir desse universo, diferem entre si por um único aspecto gramatical. Considerando as regras de regência, de concordância e de emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa em que o período atende integralmente à norma-padrão.
Alternativas
Respostas
41: C
42: D
43: D
44: A
45: D
46: C
47: C
48: B
49: C
50: C
51: B
52: C
53: A
54: C
55: C
56: B
57: A
58: D
59: C
60: A