Questões de Concurso
Sobre regência em português
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"A ciência tem a contribuir: no estudo da biodiversidade; na domesticação de espécies nativas com relevância comercial; na recuperação de pastagens abandonadas para uso em uma agricultura mais tecnológica e uma pecuária mais intensiva, ou para uso florestal."
I.As duas ocorrências de crase, em 'à privacidade' e em 'à proteção de dados pessoais', estão corretamente empregadas, pois o substantivo 'receio' rege a preposição 'a', fundida ao artigo definido feminino que antecede ambos os substantivos determinados.
PORQUE
II.O substantivo 'receio', quando seguido de complemento, admite regência com a preposição 'a' (receio a algo), de modo que, diante de substantivo feminino determinado por artigo, ocorre a fusão que caracteriza a crase, aplicável de forma independente a cada um dos dois termos coordenados por 'e'.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta
• “Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso.” (2° parágrafo)
• “Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú.” (12° parágrafo)
• “E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos.” (14° parágrafo)
As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, por:
• Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação. (4o parágrafo)
• ... sem esquecer os responsáveis por transmitir esse conhecimento. (7o parágrafo)
De acordo com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
Com base nas relações de regência verbal e nominal presentes no trecho, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I.O verbo "revelou" apresenta complementação direta, sendo o sintagma nominal cujo núcleo é "temor" o objeto direto dessa forma verbal.
PORQUE
II.A expressão "quanto a um complô de assassinato" vincula-se ao substantivo "temor", completando seu sentido por meio de relação preposicionada, enquanto "do monarca" estabelece relação de posse com esse substantivo.
Assinale a alternativa correta.
Com base nas relações sintáticas que determinam o emprego da crase no trecho, assinale a alternativa correta.
Considere os recortes a seguir, extraídos do texto-base.
Coluna 1
1.[...] as preocupações aumentaram [...].
2.[...] explora brechas em um sistema [...].
3.[...] falharem no controle e na proteção de suas criações [...].
4.[...] a humanidade se torna subserviente a sistemas de inteligência artificial [...].
Coluna 2
(__)Verbo de ligação, estabelecendo relação entre o sujeito e uma característica atribuída a ele.
(__)Verbo transitivo indireto, cuja estrutura apresenta complemento introduzido por preposição exigida pela regência.
(__)Verbo intransitivo, empregado com sentido completo na estrutura em que ocorre.
(__)Verbo transitivo direto, cuja estrutura apresenta complemento ligado ao verbo sem preposição exigida pela regência.
Considerando a predicação verbal nas estruturas apresentadas, assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo.
Com base na regência verbal e nominal presente no trecho, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I.O verbo "criticam" apresenta transitividade direta no trecho, enquanto o nome "relação", na expressão "em relação às previsões catastróficas", estabelece vínculo regencial com termo introduzido pela preposição "a".
PORQUE
II.Em "atribuição de emoções ou ética aos programas", "aos programas" exerce a função de objeto indireto exigido pelo verbo "criticam", ao passo que "de emoções ou ética" se vincula ao nome "atribuição".
Assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As Letras são Infinitas
Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.
Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.
O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]
O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]
Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]
[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.
Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.
YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
Analise os quadros seguir.

Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/. Acesso em: 01 ago. 2026.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) em relação aos quadros.
( ) O verbo precisar no sentido de ter necessidade é transitivo indireto e exige preposição.
( ) Nos três quadros, o sujeito da oração está oculto.
( ) O texto estabelece uma crítica social ao consumismo.
( ) A locução verbal vai precisar comumente usada na língua falada tem o valor de futuro do presente simples precisará.
( ) As formas desta e deste deveriam ser alteradas para dessa e desse, uma vez que estabelecem relação direta entre o objeto e interlocutor daquele que fala.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.-
Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “o profissional contribui para a promoção da saúde, para a autonomia dos beneficiários e para uma sociedade mais inclusiva.”, a retirada da preposição “para” antes de “a autonomia dos beneficiários” e de “uma sociedade mais inclusiva” prejudicaria a correção gramatical do período, pois o verbo “contribuir” rege a preposição “para”.
No excerto anterior, nota-se em destaque uma preposição utilizada pelo critério da Regência nominal. Adaptando-se esse fragmento a fim de que ele possa receber o sinal indicativo de Crase, a alternativa cuja reescrita se encontra adequada, segundo as regras gramaticais, faz-se presente em:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e no qual empregamos cada vez mais os métodos científicos. O problema reside na separação brutal entre humanidade e natureza, princípio de inúmeras correntes técnicas, científicas e ideológicas. A voracidade da acumulação capitalista impeliu ainda mais as sociedades humanas a subjugarem a natureza, que foi transformada numa fonte de recursos “inesgotável”, o que não é sustentável.
Além disso, não podemos ignorar que nem a ciência nem as tecnologias que dela derivam são inerentemente positivas. Direta ou indiretamente, muitas de suas aplicações podem ser nocivas à humanidade. Por exemplo, o estudo científico da radiatividade levou à fabricação de bombas atômicas, causando arrependimento nos próprios promotores da energia nuclear. As tecnologias agrárias baseadas no reducionismo da monocultura provocaram a perda de biodiversidade. A lista pode alongar-se, até porque grande parte dos avanços científicos foi resultado de pesquisas com fins militares e só em um momento posterior se estenderam ao uso civil. Semelhantes aplicações da ciência são questionáveis.
Recentemente, a promoção de energias alternativas que nos ajudam a superar a dependência dos combustíveis fósseis ‒ uma meta louvável ‒ se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos. É o caso do lítio e de outros minerais, cuja exploração, embora essencial para produzir as baterias empregadas nos veículos elétricos, amplia os impactos nocivos da mineração.
(Alberto Acosta. O bem viver, 2026. Adaptado)