Questões de Concurso Sobre português

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Q3506348 Português
 O Dilema da Abelha


Participei de uma aula de culinária. Tudo ia bem até que uma abelha apareceu voando pela sala. Um alerta gerou uma discussão: mata ou não mata? Uma moça ergueu o pano, a outra pediu calma. A chef, incrédula, dizia que abelhas não entram ali. E a abelha, alheia, seguia seu voo.


O conflito crescia. Surgiram opiniões: matar, capturar, esperar. Cada voz, uma visão. Onze pessoas, onze reações. Pensei: se isso acontece com uma abelha, imagine com temas sérios. Vozes se exaltavam. A moça insistia nos golpes, a abelha escapava com agilidade.


Finalmente, uma rajada de vento a empurrou para fora. A chef concluiu: "Saiu por onde entrou!" E eu me perguntava: isso é realmente importante?

Meu amigo brincou: culinária ou apicultura? Respondi: para mim, foi uma aula sobre relações humanas.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2022/07/23/o-dilema-da-abelha/
Com base na regência verbal da forma "insistia" no trecho "A moça insistia nos golpes, a abelha escapava com agilidade", assinale a alternativa correta quanto ao uso da preposição e à função sintática do termo que a complementa: 
Alternativas
Q3506346 Português
 O Dilema da Abelha


Participei de uma aula de culinária. Tudo ia bem até que uma abelha apareceu voando pela sala. Um alerta gerou uma discussão: mata ou não mata? Uma moça ergueu o pano, a outra pediu calma. A chef, incrédula, dizia que abelhas não entram ali. E a abelha, alheia, seguia seu voo.


O conflito crescia. Surgiram opiniões: matar, capturar, esperar. Cada voz, uma visão. Onze pessoas, onze reações. Pensei: se isso acontece com uma abelha, imagine com temas sérios. Vozes se exaltavam. A moça insistia nos golpes, a abelha escapava com agilidade.


Finalmente, uma rajada de vento a empurrou para fora. A chef concluiu: "Saiu por onde entrou!" E eu me perguntava: isso é realmente importante?

Meu amigo brincou: culinária ou apicultura? Respondi: para mim, foi uma aula sobre relações humanas.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2022/07/23/o-dilema-da-abelha/
O texto "O Dilema da Abelha" apresenta um episódio aparentemente trivial, mas com potencial simbólico e reflexivo. Considerando os elementos estruturais e discursivos predominantes, assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo textual predominante e justifica essa classificação com base em suas características:
Alternativas
Q3506344 Português
 O Dilema da Abelha


Participei de uma aula de culinária. Tudo ia bem até que uma abelha apareceu voando pela sala. Um alerta gerou uma discussão: mata ou não mata? Uma moça ergueu o pano, a outra pediu calma. A chef, incrédula, dizia que abelhas não entram ali. E a abelha, alheia, seguia seu voo.


O conflito crescia. Surgiram opiniões: matar, capturar, esperar. Cada voz, uma visão. Onze pessoas, onze reações. Pensei: se isso acontece com uma abelha, imagine com temas sérios. Vozes se exaltavam. A moça insistia nos golpes, a abelha escapava com agilidade.


Finalmente, uma rajada de vento a empurrou para fora. A chef concluiu: "Saiu por onde entrou!" E eu me perguntava: isso é realmente importante?

Meu amigo brincou: culinária ou apicultura? Respondi: para mim, foi uma aula sobre relações humanas.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2022/07/23/o-dilema-da-abelha/

Analise o trecho a seguir:


"A chef concluiu: "Saiu por onde entrou!" E eu me perguntava: isso é realmente importante?"


Considerando os recursos de pontuação presentes no trecho acima e seus efeitos discursivos, assinale a alternativa que analisa corretamente a função e a correção dos sinais empregados:

Alternativas
Q3506342 Português
 O Dilema da Abelha


Participei de uma aula de culinária. Tudo ia bem até que uma abelha apareceu voando pela sala. Um alerta gerou uma discussão: mata ou não mata? Uma moça ergueu o pano, a outra pediu calma. A chef, incrédula, dizia que abelhas não entram ali. E a abelha, alheia, seguia seu voo.


O conflito crescia. Surgiram opiniões: matar, capturar, esperar. Cada voz, uma visão. Onze pessoas, onze reações. Pensei: se isso acontece com uma abelha, imagine com temas sérios. Vozes se exaltavam. A moça insistia nos golpes, a abelha escapava com agilidade.


Finalmente, uma rajada de vento a empurrou para fora. A chef concluiu: "Saiu por onde entrou!" E eu me perguntava: isso é realmente importante?

Meu amigo brincou: culinária ou apicultura? Respondi: para mim, foi uma aula sobre relações humanas.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2022/07/23/o-dilema-da-abelha/
Analise o trecho:

"Cada voz, uma visão. Onze pessoas, onze reações. Pensei: se isso acontece com uma abelha, imagine com temas sérios."

Com base no trecho e considerando os princípios da coesão e da coerência textual, assinale a alternativa que interpreta corretamente a relação entre os elementos linguísticos e a progressão do texto:
Alternativas
Q3506295 Português
Leia o texto a seguir.
Deputado federal na década de 1990, o atual prefeito de Itumbiara, José Gomes, compareceu a um comício de campanha eleitoral na sua cidade, em meio a ameaças insinuadas de adversários políticos. Ele denunciou as ameaças em seu discurso e disse que se preparava para enfrentá-las, tendo inclusive contratado um jagunço. Acrescentou com ironia: “Como faço tudo com transparência, vou lhes apresentar o meu jagunço”. Em seguida, levantou o braço direito, e mostrou ao público, o pequenino Vasconcelos - anão e figura popular na cidade. Como se diz popularmente, o público que assistia ao comício morreu de rir.
ROCHA, Hélio. Jaguncinho. In: ROCHA, Hélio. Folhetim Político – historietas do folclore político goiano. Goiânia: Kelps, 2010, p. 88. [Adaptado].

De acordo com o texto, qual ação o público esperava do candidato?
Alternativas
Q3506294 Português
Leia o texto a seguir.
Basta considerar que tudo o que havia em Goiás de civilização fora feito ainda no tempo colonial. Desde a independência que Goiás tornou-se um mundo-da-lua, uma terra de ninguém, uma ficção geográfica. Enquanto durava tal panorama, jazia o sertão no maior atraso, num momento em que a civilização humana alcançava elevado desenvolvimento em outros pontos da terra, graças à exploração de nossas riquezas.
ÉLIS, Bernardo. A vida são as sobras. Goiânia: Kelps, 2000, p. 119. [Adaptado].

O contraste apresentado no texto denuncia qual problema social? 
Alternativas
Q3506293 Português
Leia o texto a seguir.
A partir do fato de que nesse estudo foi considerada a inclusão de benefícios sociais para a estimativa do déficit habitacional em Goiás, é possível avaliar o impacto desses benefícios na redução dessa carência. Em 2023, os programas sociais em Goiás, contribuíram para reduzir em mais de 40 mil famílias que comprometem mais de 30% do rendimento com aluguel, redução de 18,7% desse componente.
Souza Junior, E. M.; Lima, A. R. L. Déficit Habitacional em Goiás. Goiânia-GO: Instituto Mauro Borges – IMB, 2024, p. 15. [Adaptado].

Qual tipo de programa social contribuiu para a redução apresentada no texto?
Alternativas
Q3506292 Português
Leia o texto a seguir.
Em 1890, a criação da ferrovia no Triângulo Mineiro marcou um novo capítulo da ocupação de Goiás, especialmente na porção Sul do estado, que teve uma maior facilidade no intercâmbio de mercadorias em comparação com o cenário anterior de quase isolamento. A proximidade com os trilhos intensificou o comércio dos excedentes de produção dos fazendeiros e dos negócios devido à facilidade e velocidade do novo meio de transporte, trazendo consigo um espírito mercantil e até de financiadores da produção agropecuária nas áreas de influência da ferrovia. Contudo, a agricultura ainda era precária e não tinha organização suficiente para atender a demanda crescente.
CAMPOS, F. R., BRITO DE SÁ, Ê. K. B., CARVALHO, C. R. Desequilíbrios regionais em Goiás: o caso da região de planejamento Nordeste Goiano. Revista Formação (ONLINE), v. 26, n. 47, jan-abr/2019, p. 56. [Adaptado].

O texto relaciona a ferrovia com a expansão da economia através do
Alternativas
Q3506280 Português
Texto 3

Verdade


A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade
Voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. São Paulo: Companhia das Letras,
2015. p. 29
No texto, as palavras “meia”, “meio” e “meios” possuem as funções gramaticais e semânticas de  
Alternativas
Q3506279 Português
Texto 3

Verdade


A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade
Voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. São Paulo: Companhia das Letras,
2015. p. 29
No texto, o eu poético
Alternativas
Q3506278 Português
Texto 2

Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen, datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas variações e versões, remete a uma estória em que certos golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia: – Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes, seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do que se pode imaginar. 

ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
[Adaptado].
No primeiro parágrafo, o emprego das aspas, em “nobres e maravilhosas”,  
Alternativas
Q3506277 Português
Texto 2

Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen, datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas variações e versões, remete a uma estória em que certos golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia: – Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes, seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do que se pode imaginar. 

ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
[Adaptado].
No primeiro parágrafo, o mecanismo de coesão referencial utilizado para retomada do termo “golpistas”, na maioria das vezes, é a 
Alternativas
Q3506276 Português
Texto 2

Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen, datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas variações e versões, remete a uma estória em que certos golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia: – Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes, seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do que se pode imaginar. 

ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
[Adaptado].
No segundo parágrafo, a expressão “de fato” é empregada como um(a)
Alternativas
Q3506275 Português
Texto 2

Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen, datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas variações e versões, remete a uma estória em que certos golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia: – Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes, seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do que se pode imaginar. 

ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
[Adaptado].
O excerto é a introdução de um artigo de opinião, no qual se identifica a intertextualidade com um conhecido conto literário. Esse fator de organização textual é feito por meio de uma  
Alternativas
Q3506274 Português
Texto 1

Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.

Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.

Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais.

Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.

A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123. [Adaptado]
No trecho “Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança”, a oração coordenada apresenta uma 
Alternativas
Q3506273 Português
Texto 1

Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.

Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.

Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais.

Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.

A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123. [Adaptado]
Na frase “Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros.”, a palavra destacada é 
Alternativas
Q3506272 Português
Texto 1

Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.

Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.

Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais.

Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.

A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123. [Adaptado]
As palavras “veraz” e “veracidade” originam-se de um mesmo radical de origem latina. Em seus processos de formação, identifica-se a derivação  
Alternativas
Q3506271 Português
Texto 1

Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.

Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.

Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais.

Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.

A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123. [Adaptado]
No texto, verifica-se o predomínio da modalidade retórica
Alternativas
Q3506265 Português
O alívio e alegria de astronautas presos no espaço há meses com chegada do resgate


Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams partiram em junho de 2024 em um voo teste para a Estação Espacial Internacional.


A ideia era permanecer lá por oito dias. Nove meses depois, entretanto, a dupla continua no espaço. Problemas técnicos com a espaçonave em que viajavam — a Starliner, uma cápsula construída pela Boeing sob contrato da Nasa — impediram que eles voltassem para casa.


Depois de uma longa espera, Wilmore e Williams devem finalmente dar início à jornada de volta à Terra nesta semana.


Os dois astronautas e outros dois que no momento também estão na estação espacial serão substituídos por quatro colegas, um da Rússia, um do Japão e dois dos EUA.


A expectativa inicial é que a tripulação possa começar o retorno para casa após um período de transferência de dois dias. Esse prazo, contudo, pode ser levemente estendido para aguardar que as condições na Terra estejam ideais para a reentrada segura da cápsula.


Wilmore e Williams expressaram consistentemente nos últimos meses estarem felizes a bordo da estação espacial. O pesquisador de ciência e tecnologia Simeon Barber, da Open University, ressalva que, mesmo com a atitude positiva, a aventura provavelmente veio com um custo pessoal para a dupla.


"Alguém que é enviado em uma viagem de trabalho que deveria durar uma semana não espera que ela acabe levando a maior parte de um ano", destacou.


"Essa estada prolongada no espaço provavelmente interrompeu a dinâmica da vida familiar, eles perderam momentos que aconteceram em casa; então foi, de certa forma, também um período turbulento."


A missão já havia sido adiada por vários anos devido a problemas técnicos no desenvolvimento da nave quando finalmente foi enviada ao espaço.


Tanto o lançamento quanto a atracação na estação espacial foram marcados por problemas, incluindo em alguns dos propulsores, que seriam necessários para desacelerar a espaçonave para reentrada na atmosfera da Terra, e vazamentos de gás hélio no sistema de propulsão.


Com a possibilidade de trazer os astronautas de volta na cápsula Dragon da SpaceX, a Nasa decidiu não correr quaisquer riscos, submetendo os astronautas a mais uma viagem na Starliner.


E preferiu deixar seu retorno para o período já previsto de rotação programada da tripulação que permanece da estação espacial, mesmo que isso significasse manter os dois no espaço por vários meses. A Boeing tem reiteradamente argumentado que seria melhor trazê-los de volta na Starliner, demonstrando insatisfação com o uso da cápsula da empresa rival, episódio embaraçoso para a companhia, de acordo com Barber.


"Não é uma boa imagem para a Boeing ver astronautas que eles levaram para o espaço retornarem em uma nave concorrente."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgd04ykgrvo.adaptado.
Tanto o lançamento quanto a atracação na estação espacial foram marcados por problemas, incluindo em alguns dos propulsores, que seriam necessários para desacelerar a espaçonave para reentrada na atmosfera da Terra, e vazamentos de gás hélio no sistema de propulsão.
No que concerne à concordância nominal presente na frase, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3506264 Português
O alívio e alegria de astronautas presos no espaço há meses com chegada do resgate


Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams partiram em junho de 2024 em um voo teste para a Estação Espacial Internacional.


A ideia era permanecer lá por oito dias. Nove meses depois, entretanto, a dupla continua no espaço. Problemas técnicos com a espaçonave em que viajavam — a Starliner, uma cápsula construída pela Boeing sob contrato da Nasa — impediram que eles voltassem para casa.


Depois de uma longa espera, Wilmore e Williams devem finalmente dar início à jornada de volta à Terra nesta semana.


Os dois astronautas e outros dois que no momento também estão na estação espacial serão substituídos por quatro colegas, um da Rússia, um do Japão e dois dos EUA.


A expectativa inicial é que a tripulação possa começar o retorno para casa após um período de transferência de dois dias. Esse prazo, contudo, pode ser levemente estendido para aguardar que as condições na Terra estejam ideais para a reentrada segura da cápsula.


Wilmore e Williams expressaram consistentemente nos últimos meses estarem felizes a bordo da estação espacial. O pesquisador de ciência e tecnologia Simeon Barber, da Open University, ressalva que, mesmo com a atitude positiva, a aventura provavelmente veio com um custo pessoal para a dupla.


"Alguém que é enviado em uma viagem de trabalho que deveria durar uma semana não espera que ela acabe levando a maior parte de um ano", destacou.


"Essa estada prolongada no espaço provavelmente interrompeu a dinâmica da vida familiar, eles perderam momentos que aconteceram em casa; então foi, de certa forma, também um período turbulento."


A missão já havia sido adiada por vários anos devido a problemas técnicos no desenvolvimento da nave quando finalmente foi enviada ao espaço.


Tanto o lançamento quanto a atracação na estação espacial foram marcados por problemas, incluindo em alguns dos propulsores, que seriam necessários para desacelerar a espaçonave para reentrada na atmosfera da Terra, e vazamentos de gás hélio no sistema de propulsão.


Com a possibilidade de trazer os astronautas de volta na cápsula Dragon da SpaceX, a Nasa decidiu não correr quaisquer riscos, submetendo os astronautas a mais uma viagem na Starliner.


E preferiu deixar seu retorno para o período já previsto de rotação programada da tripulação que permanece da estação espacial, mesmo que isso significasse manter os dois no espaço por vários meses. A Boeing tem reiteradamente argumentado que seria melhor trazê-los de volta na Starliner, demonstrando insatisfação com o uso da cápsula da empresa rival, episódio embaraçoso para a companhia, de acordo com Barber.


"Não é uma boa imagem para a Boeing ver astronautas que eles levaram para o espaço retornarem em uma nave concorrente."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgd04ykgrvo.adaptado.
Nove meses depois, entretanto, a dupla continua no espaço.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Respostas
38401: D
38402: B
38403: D
38404: D
38405: C
38406: B
38407: B
38408: A
38409: D
38410: A
38411: B
38412: D
38413: C
38414: D
38415: B
38416: A
38417: B
38418: C
38419: A
38420: D