No primeiro parágrafo, o mecanismo de coesão referencial ut...

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Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen, datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas variações e versões, remete a uma estória em que certos golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia: – Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes, seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do que se pode imaginar. 

ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
[Adaptado].
No primeiro parágrafo, o mecanismo de coesão referencial utilizado para retomada do termo “golpistas”, na maioria das vezes, é a 
Alternativas

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✔ Questão de coesão referencial: substituição lexical

O tema central desta questão é coesão referencial, mecanismo textual que garante a ligação entre partes de um texto, evitando repetições e melhorando a fluidez e a compreensão do conteúdo. Um dos recursos mais importantes da coesão referencial é a substituição lexical.

Substituição lexical consiste em retomar um termo já mencionado usando outro de significado equivalente, geralmente sinônimo ou palavra com sentido próximo. Essa estratégia evita repetições e enriquece o texto.

Aplicação ao texto: no primeiro parágrafo, o termo “vigaristas” é utilizado para retomar “golpistas”, referindo-se aos mesmos personagens, mas utilizando termos diferentes. Assim, ao invés de repetir “golpistas”, o autor utiliza “vigaristas”, mantendo a conexão do texto de forma coesa e variada.

De acordo com Bechara (2009) e Cunha & Cintra (2013), a substituição lexical é clássica na produção de texto coeso, tornando a leitura mais agradável e clara.

Análise das alternativas:

A) Elipse nominal: Não ocorre, pois não há omissão do termo; ao contrário, há substituição.
B) Antecipação catafórica: Catafore remete a termo futuro, o que não se verifica aqui.
C) Retomada anafórica: Apesar de “vigaristas” retomar “golpistas”, normalmente a anáfora se faz por pronomes ou expressões equivalentes, e não por substituição de sinônimo.
D) Substituição lexical: Certa! O autor troca “golpistas” por “vigaristas”, mantendo o sentido e promovendo coesão.

Estratégia de prova: Ao encontrar termos semelhantes se referindo ao mesmo elemento anteriormente citado, pense em substituição lexical. Cuidado com pegadinhas que confundem sinonímia com outros mecanismos de coesão!

Aprender a reconhecer e utilizar a substituição lexical é fundamental para interpretar textos com mais segurança e produzir redações mais precisas e coesas.

Gabarito: D) Substituição lexical

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Comentários

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A alternativa correta é a letra D: substituição lexical.

✅ Justificativa:

No primeiro parágrafo, o autor retoma o termo “golpistas” usando outras palavras com o mesmo significado ou com sentido aproximado, como:

  • "certos golpistas"
  • "os vigaristas"
  • "os desconhecidos"

Essas palavras substituem lexicalmente o termo “golpistas”, mantendo a coesão textual por meio da variação de vocabulário com equivalência semântica.

❌ Por que não são as outras?

  • A) Elipse nominal:
  • Ocorre quando se omite um termo já citado, e esse não é o caso — os golpistas são retomados com sinônimos, não omitidos.
  • B) Antecipação catafórica:
  • A catafore se refere a algo que será dito depois, e aqui estamos falando de uma retomada do que já foi citado.
  • C) Retomada anafórica:
  • Embora haja anáfora (retomada de algo anterior), o foco da questão está na forma como essa retomada é feita — e é por substituição lexical, ou seja, por sinônimos como “vigaristas”.

GAB.D

Se vocês prestarem atenção, o texto não repete sempre a mesma palavra, mas varia o vocabulário para manter a coesão e evitar repetições.

Isso é o que chamamos de substituição lexical.

OTIMOS ESTUDOS!

Gabarito: D) substituição lexical

No primeiro parágrafo, o termo “golpistas” é retomado, na maior parte das ocorrências, por outras expressões de sentido equivalente, como “os vigaristas”.

Esse recurso consiste na substituição de um vocábulo por outro semanticamente próximo, sem prejuízo do sentido, com a finalidade de evitar repetições e garantir a coesão do texto.

Por essa razão, o mecanismo de coesão referencial empregado é a substituição lexical.

Análise das alternativas

• A) elipse nominal – incorreta, pois não há omissão do substantivo.

• B) antecipação catafórica – incorreta, já que não há termo que antecipe outro posterior.

• C) retomada anafórica – incorreta, porque a retomada não ocorre por pronome, mas por troca vocabular.

me dê exemplo fácil de substituição lexical

O tema central desta questão é coesão referencial, mecanismo textual que garante a ligação entre partes de um texto, evitando repetições e melhorando a fluidez e a compreensão do conteúdo. Um dos recursos mais importantes da coesão referencial é a substituição lexical.

Substituição lexical consiste em retomar um termo já mencionado usando outro de significado equivalente, geralmente sinônimo ou palavra com sentido próximo. Essa estratégia evita repetições e enriquece o texto.

Aplicação ao texto: no primeiro parágrafo, o termo “vigaristas” é utilizado para retomar “golpistas”, referindo-se aos mesmos personagens, mas utilizando termos diferentes. Assim, ao invés de repetir “golpistas”, o autor utiliza “vigaristas”, mantendo a conexão do texto de forma coesa e variada.

De acordo com Bechara (2009) e Cunha & Cintra (2013), a substituição lexical é clássica na produção de texto coeso, tornando a leitura mais agradável e clara.

Análise das alternativas:

A) Elipse nominal: Não ocorre, pois não há omissão do termo; ao contrário, há substituição.

B) Antecipação catafórica: Catafore remete a termo futuro, o que não se verifica aqui.

C) Retomada anafórica: Apesar de “vigaristas” retomar “golpistas”, normalmente a anáfora se faz por pronomes ou expressões equivalentes, e não por substituição de sinônimo.

D) Substituição lexical: Certa! O autor troca “golpistas” por “vigaristas”, mantendo o sentido e promovendo coesão.

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