Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4257198 Português
Leia o texto para responder a questão.

TEXTO 3

A nova carta de Pero Vaz de Caminha

    Olá meu amado Rei, aqui quem fala é o Pero Vaz. Está a me ouvir bem? Peguei emprestado o celular de um nativo aqui da nova terra. Tudo bem, Capitão Pedro está a mandar um abraço. Chegamos na terça, 21 de abril, mas deixei para ligar no Domingo porque a ligação é mais barata. É aqui tem dessas coisas. Os nativos ficaram espantados com a nossa chegada por mar, não achavam que éramos Deuses, Majestade. Acharam que éramos loucos de pisar em um mar tão sujo.
   A ligação está boa? Pois é, essa terra é engraçada. Tem telefonia celular digital; automóveis importados; acesso gratuito à Internet mas ainda tem gente que morre de malária e está cheia de criança barriguda de tanto verme. É meio complicado explicar.
    Se já encontramos o chefe? Olha Rei, tá meio complicado. Aqui tem muito cacique para pouco índio. Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse. É, um cacique bravo mesmo... Mais para o Sul encontramos outra tribo, uma aldeia maravilhosa e muito festiva, com lindas nativas quase nuas. Seguindo em direção ao Sul, saímos do litoral e adentramo-nos ao planalto. Lá encontramos uma tribo muito grande. A dos índios Sampa. Conhecemos seu cacique, que tinha apito mas que não apitava nada, coitado. Dizem até que ele apanha da mulher. O senhor está rindo, Majestade? Juro que é verdadeiro o meu relato. Como vossa Majestade pode perceber, é uma terra fácil de se colonizar, pois os nativos não falam a mesma língua. Sim, são pacíficos sim. É só verem um côco no chão para eles começarem a chutálo e esquecerem da vida. Sabem, sabem ler, mas não todos. A maioria lê muito mal e acredita em tudo que é escrito. Vai ser moleza, fica frio... Parece que há um "Cacicão Geral", mas ele quase não é visto. O homem viaja muito. Dizem que se a intenção for evitar encontrá-lo, é só ficar sentado no trono dele. Engraçado mesmo é que a "indiaiada" trabalha a troco de banana. É banana!!! Todo mês eles recebem no mínimo 151 bananas. Não é piada, Majestade.!! É sério!! Só vindo aqui prá ver.
    Olha, preciso desligar. O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação. Ele é comerciante. Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha. Engraçado... eles ficam tão contentes em trabalhar... A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões. É uma terra muito rica, Majestade. Acho que desta vez acertamos em cheio. Isso aqui ainda vai ser o país do futuro...

Autor: Paulo D'Angelo, publicitário, reescreveu a Carta de Caminha e ganhou o concurso "Crônica do Ouvinte" promovido pela Rádio Bandeirantes. In : https://www.oclick.com.br/caderno/448/parodia-dacarta-de-caminha 
A crônica é um gênero textual híbrido, e, como tal, funde, no texto em questão, os gêneros crônica, carta e ligação telefônica. Além disso, há um outro ponto importante no texto: a variação linguística. Sobre este aspecto, a expressão sublinhada: “Vai ser moleza, fica frio...”, presente no terceiro parágrafo, constitui um tipo de variação:
Alternativas
Q4257197 Português
Leia o texto para responder a questão.

TEXTO 3

A nova carta de Pero Vaz de Caminha

    Olá meu amado Rei, aqui quem fala é o Pero Vaz. Está a me ouvir bem? Peguei emprestado o celular de um nativo aqui da nova terra. Tudo bem, Capitão Pedro está a mandar um abraço. Chegamos na terça, 21 de abril, mas deixei para ligar no Domingo porque a ligação é mais barata. É aqui tem dessas coisas. Os nativos ficaram espantados com a nossa chegada por mar, não achavam que éramos Deuses, Majestade. Acharam que éramos loucos de pisar em um mar tão sujo.
   A ligação está boa? Pois é, essa terra é engraçada. Tem telefonia celular digital; automóveis importados; acesso gratuito à Internet mas ainda tem gente que morre de malária e está cheia de criança barriguda de tanto verme. É meio complicado explicar.
    Se já encontramos o chefe? Olha Rei, tá meio complicado. Aqui tem muito cacique para pouco índio. Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse. É, um cacique bravo mesmo... Mais para o Sul encontramos outra tribo, uma aldeia maravilhosa e muito festiva, com lindas nativas quase nuas. Seguindo em direção ao Sul, saímos do litoral e adentramo-nos ao planalto. Lá encontramos uma tribo muito grande. A dos índios Sampa. Conhecemos seu cacique, que tinha apito mas que não apitava nada, coitado. Dizem até que ele apanha da mulher. O senhor está rindo, Majestade? Juro que é verdadeiro o meu relato. Como vossa Majestade pode perceber, é uma terra fácil de se colonizar, pois os nativos não falam a mesma língua. Sim, são pacíficos sim. É só verem um côco no chão para eles começarem a chutálo e esquecerem da vida. Sabem, sabem ler, mas não todos. A maioria lê muito mal e acredita em tudo que é escrito. Vai ser moleza, fica frio... Parece que há um "Cacicão Geral", mas ele quase não é visto. O homem viaja muito. Dizem que se a intenção for evitar encontrá-lo, é só ficar sentado no trono dele. Engraçado mesmo é que a "indiaiada" trabalha a troco de banana. É banana!!! Todo mês eles recebem no mínimo 151 bananas. Não é piada, Majestade.!! É sério!! Só vindo aqui prá ver.
    Olha, preciso desligar. O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação. Ele é comerciante. Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha. Engraçado... eles ficam tão contentes em trabalhar... A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões. É uma terra muito rica, Majestade. Acho que desta vez acertamos em cheio. Isso aqui ainda vai ser o país do futuro...

Autor: Paulo D'Angelo, publicitário, reescreveu a Carta de Caminha e ganhou o concurso "Crônica do Ouvinte" promovido pela Rádio Bandeirantes. In : https://www.oclick.com.br/caderno/448/parodia-dacarta-de-caminha 
O objetivo mais geral e central do texto é: 
Alternativas
Q4254233 Português

TEXTO 1



Quantas vezes por semana é ideal comer peixe, segundo a ciência



Muito procurado para ser um dos pratos principais na época da Semana Santa, o peixe é um alimento rico em diversos nutrientes e que possui diversos benefícios comprovados à saúde, de acordo com vários estudos e pesquisas mundo afora, como afirma a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.

Só que comer peixe não precisa ser algo pontual feito somente em datas especiais como na Quarta-Feira de Cinzas, Páscoa ou Natal. Afinal, para usufruir das qualidades nutricionais desse alimento o ideal é incluí-lo na alimentação do dia a dia.

Descubra, a seguir, qual é a indicação dos especialistas de quantas vezes por semana é indicado comer peixe para obter melhores resultados de seus nutrientes – especialmente o ômega-3.

Em uma análise de diversos estudos em seres humanos, dois professores da Escola de Saúde Pública de Harvard, Dariush Mozaffarian e Eric Rimm, calcularam que o consumo de cerca de 2 gramas por semana de ácidos graxos (gorduras boas) provenientes do ômega-3 presentes nos peixes gordurosos – que é o que equivale a cerca de uma ou duas porções 80 a 100 gramas de peixe por semana, pode reduzir em mais de 1/3 as chances de morte por doença cardíaca.

Isso porque as gorduras do ômega-3 protegem o coração contra o desenvolvimento de distúrbios do ritmo cardíaco erráticos, melhoram a função dos vasos sanguíneos e, em doses mais altas, reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue e, assim, podem aliviar a inflamação e reduzir a possível formação de placas de gordura nas artérias, conforme explica o artigo da Universidade de Harvard.

De acordo com a indicação do FDA (Food and Drugs Administration), que é a agência norte-americana do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um adulto pode ingerir peixes até um pouco mais do que o dito pela Harvard, cerca de 100 gramas de duas a três vezes por semana – de preferência preparando o peixe cozido ou assado.

O FDA indica essa quantidade para a melhor obtenção de todos os nutrientes de peixes "gordos" – mas que possuem baixo teor de gordura saturada, como por exemplo salmão, truta, arenque, bacalhau, atum, cavala, anchova, sardinha, entre outros.

Segundo o FDA, "ao se alimentar com peixe semanalmente de duas a três vezes é o ideal para se nutrir saudáveis e de forma natural, além de minerais e vitaminas presentes nos peixes que são benéficos para a saúde em geral".

Eles ainda acrescentam que, além dos benefícios dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a vitamina D, o ferro, o zinco, o iodo, o selênio e a colina encontrados nos peixes são particularmente importantes para gestantes, lactantes e crianças. Eles afirmam que caso não se consuma a quantidade recomendada em uma semana, pode-se tentar consumir de maneira uma variedade de peixes nas semanas seguintes.

Uma questão pode surgir na mente de algumas pessoas: será que faz mal comer peixe diariamente? De acordo com uma entrevista do professor de epidemiologia e nutrição Eric Rimm, também da Universidade de Harvard, a resposta é negativa: "Para a maioria das pessoas, não há problema em comer peixe todos os dias. É certamente melhor comer peixe diariamente do que comer carne bovina todo dia", afirmou Eric no site da instituição.



Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/quantasvezes-por-semana-e-ideal-comer-peixe-segundo-a-ciencia

Qual é a conclusão do professor Eric Rimm mencionada no texto?
Alternativas
Q4254232 Português

TEXTO 1



Quantas vezes por semana é ideal comer peixe, segundo a ciência



Muito procurado para ser um dos pratos principais na época da Semana Santa, o peixe é um alimento rico em diversos nutrientes e que possui diversos benefícios comprovados à saúde, de acordo com vários estudos e pesquisas mundo afora, como afirma a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.

Só que comer peixe não precisa ser algo pontual feito somente em datas especiais como na Quarta-Feira de Cinzas, Páscoa ou Natal. Afinal, para usufruir das qualidades nutricionais desse alimento o ideal é incluí-lo na alimentação do dia a dia.

Descubra, a seguir, qual é a indicação dos especialistas de quantas vezes por semana é indicado comer peixe para obter melhores resultados de seus nutrientes – especialmente o ômega-3.

Em uma análise de diversos estudos em seres humanos, dois professores da Escola de Saúde Pública de Harvard, Dariush Mozaffarian e Eric Rimm, calcularam que o consumo de cerca de 2 gramas por semana de ácidos graxos (gorduras boas) provenientes do ômega-3 presentes nos peixes gordurosos – que é o que equivale a cerca de uma ou duas porções 80 a 100 gramas de peixe por semana, pode reduzir em mais de 1/3 as chances de morte por doença cardíaca.

Isso porque as gorduras do ômega-3 protegem o coração contra o desenvolvimento de distúrbios do ritmo cardíaco erráticos, melhoram a função dos vasos sanguíneos e, em doses mais altas, reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue e, assim, podem aliviar a inflamação e reduzir a possível formação de placas de gordura nas artérias, conforme explica o artigo da Universidade de Harvard.

De acordo com a indicação do FDA (Food and Drugs Administration), que é a agência norte-americana do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um adulto pode ingerir peixes até um pouco mais do que o dito pela Harvard, cerca de 100 gramas de duas a três vezes por semana – de preferência preparando o peixe cozido ou assado.

O FDA indica essa quantidade para a melhor obtenção de todos os nutrientes de peixes "gordos" – mas que possuem baixo teor de gordura saturada, como por exemplo salmão, truta, arenque, bacalhau, atum, cavala, anchova, sardinha, entre outros.

Segundo o FDA, "ao se alimentar com peixe semanalmente de duas a três vezes é o ideal para se nutrir saudáveis e de forma natural, além de minerais e vitaminas presentes nos peixes que são benéficos para a saúde em geral".

Eles ainda acrescentam que, além dos benefícios dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a vitamina D, o ferro, o zinco, o iodo, o selênio e a colina encontrados nos peixes são particularmente importantes para gestantes, lactantes e crianças. Eles afirmam que caso não se consuma a quantidade recomendada em uma semana, pode-se tentar consumir de maneira uma variedade de peixes nas semanas seguintes.

Uma questão pode surgir na mente de algumas pessoas: será que faz mal comer peixe diariamente? De acordo com uma entrevista do professor de epidemiologia e nutrição Eric Rimm, também da Universidade de Harvard, a resposta é negativa: "Para a maioria das pessoas, não há problema em comer peixe todos os dias. É certamente melhor comer peixe diariamente do que comer carne bovina todo dia", afirmou Eric no site da instituição.



Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/quantasvezes-por-semana-e-ideal-comer-peixe-segundo-a-ciencia

Qual é a recomendação do FDA para o consumo de peixes "gordos"?
Alternativas
Q4254231 Português

TEXTO 1



Quantas vezes por semana é ideal comer peixe, segundo a ciência



Muito procurado para ser um dos pratos principais na época da Semana Santa, o peixe é um alimento rico em diversos nutrientes e que possui diversos benefícios comprovados à saúde, de acordo com vários estudos e pesquisas mundo afora, como afirma a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.

Só que comer peixe não precisa ser algo pontual feito somente em datas especiais como na Quarta-Feira de Cinzas, Páscoa ou Natal. Afinal, para usufruir das qualidades nutricionais desse alimento o ideal é incluí-lo na alimentação do dia a dia.

Descubra, a seguir, qual é a indicação dos especialistas de quantas vezes por semana é indicado comer peixe para obter melhores resultados de seus nutrientes – especialmente o ômega-3.

Em uma análise de diversos estudos em seres humanos, dois professores da Escola de Saúde Pública de Harvard, Dariush Mozaffarian e Eric Rimm, calcularam que o consumo de cerca de 2 gramas por semana de ácidos graxos (gorduras boas) provenientes do ômega-3 presentes nos peixes gordurosos – que é o que equivale a cerca de uma ou duas porções 80 a 100 gramas de peixe por semana, pode reduzir em mais de 1/3 as chances de morte por doença cardíaca.

Isso porque as gorduras do ômega-3 protegem o coração contra o desenvolvimento de distúrbios do ritmo cardíaco erráticos, melhoram a função dos vasos sanguíneos e, em doses mais altas, reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue e, assim, podem aliviar a inflamação e reduzir a possível formação de placas de gordura nas artérias, conforme explica o artigo da Universidade de Harvard.

De acordo com a indicação do FDA (Food and Drugs Administration), que é a agência norte-americana do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um adulto pode ingerir peixes até um pouco mais do que o dito pela Harvard, cerca de 100 gramas de duas a três vezes por semana – de preferência preparando o peixe cozido ou assado.

O FDA indica essa quantidade para a melhor obtenção de todos os nutrientes de peixes "gordos" – mas que possuem baixo teor de gordura saturada, como por exemplo salmão, truta, arenque, bacalhau, atum, cavala, anchova, sardinha, entre outros.

Segundo o FDA, "ao se alimentar com peixe semanalmente de duas a três vezes é o ideal para se nutrir saudáveis e de forma natural, além de minerais e vitaminas presentes nos peixes que são benéficos para a saúde em geral".

Eles ainda acrescentam que, além dos benefícios dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a vitamina D, o ferro, o zinco, o iodo, o selênio e a colina encontrados nos peixes são particularmente importantes para gestantes, lactantes e crianças. Eles afirmam que caso não se consuma a quantidade recomendada em uma semana, pode-se tentar consumir de maneira uma variedade de peixes nas semanas seguintes.

Uma questão pode surgir na mente de algumas pessoas: será que faz mal comer peixe diariamente? De acordo com uma entrevista do professor de epidemiologia e nutrição Eric Rimm, também da Universidade de Harvard, a resposta é negativa: "Para a maioria das pessoas, não há problema em comer peixe todos os dias. É certamente melhor comer peixe diariamente do que comer carne bovina todo dia", afirmou Eric no site da instituição.



Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/quantasvezes-por-semana-e-ideal-comer-peixe-segundo-a-ciencia

Qual é um dos benefícios das gorduras do ômega-3 mencionado no texto?
Alternativas
Q4254230 Português

TEXTO 1



Quantas vezes por semana é ideal comer peixe, segundo a ciência



Muito procurado para ser um dos pratos principais na época da Semana Santa, o peixe é um alimento rico em diversos nutrientes e que possui diversos benefícios comprovados à saúde, de acordo com vários estudos e pesquisas mundo afora, como afirma a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.

Só que comer peixe não precisa ser algo pontual feito somente em datas especiais como na Quarta-Feira de Cinzas, Páscoa ou Natal. Afinal, para usufruir das qualidades nutricionais desse alimento o ideal é incluí-lo na alimentação do dia a dia.

Descubra, a seguir, qual é a indicação dos especialistas de quantas vezes por semana é indicado comer peixe para obter melhores resultados de seus nutrientes – especialmente o ômega-3.

Em uma análise de diversos estudos em seres humanos, dois professores da Escola de Saúde Pública de Harvard, Dariush Mozaffarian e Eric Rimm, calcularam que o consumo de cerca de 2 gramas por semana de ácidos graxos (gorduras boas) provenientes do ômega-3 presentes nos peixes gordurosos – que é o que equivale a cerca de uma ou duas porções 80 a 100 gramas de peixe por semana, pode reduzir em mais de 1/3 as chances de morte por doença cardíaca.

Isso porque as gorduras do ômega-3 protegem o coração contra o desenvolvimento de distúrbios do ritmo cardíaco erráticos, melhoram a função dos vasos sanguíneos e, em doses mais altas, reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue e, assim, podem aliviar a inflamação e reduzir a possível formação de placas de gordura nas artérias, conforme explica o artigo da Universidade de Harvard.

De acordo com a indicação do FDA (Food and Drugs Administration), que é a agência norte-americana do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um adulto pode ingerir peixes até um pouco mais do que o dito pela Harvard, cerca de 100 gramas de duas a três vezes por semana – de preferência preparando o peixe cozido ou assado.

O FDA indica essa quantidade para a melhor obtenção de todos os nutrientes de peixes "gordos" – mas que possuem baixo teor de gordura saturada, como por exemplo salmão, truta, arenque, bacalhau, atum, cavala, anchova, sardinha, entre outros.

Segundo o FDA, "ao se alimentar com peixe semanalmente de duas a três vezes é o ideal para se nutrir saudáveis e de forma natural, além de minerais e vitaminas presentes nos peixes que são benéficos para a saúde em geral".

Eles ainda acrescentam que, além dos benefícios dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a vitamina D, o ferro, o zinco, o iodo, o selênio e a colina encontrados nos peixes são particularmente importantes para gestantes, lactantes e crianças. Eles afirmam que caso não se consuma a quantidade recomendada em uma semana, pode-se tentar consumir de maneira uma variedade de peixes nas semanas seguintes.

Uma questão pode surgir na mente de algumas pessoas: será que faz mal comer peixe diariamente? De acordo com uma entrevista do professor de epidemiologia e nutrição Eric Rimm, também da Universidade de Harvard, a resposta é negativa: "Para a maioria das pessoas, não há problema em comer peixe todos os dias. É certamente melhor comer peixe diariamente do que comer carne bovina todo dia", afirmou Eric no site da instituição.



Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/quantasvezes-por-semana-e-ideal-comer-peixe-segundo-a-ciencia

Qual é o efeito destacado no texto associado ao consumo de ácidos graxos ômega-3 presentes em peixes gordurosos?
Alternativas
Q4254227 Português
Leia com atenção o seguinte trecho da obra A Hora da Estrela, de Clarice Linspector:

"Você, Macabéa, é um cabelo na sopa. Não dá vontade de comer. Me desculpe se eu lhe ofendi, mas sou sincero. Você está ofendida?"

Identifique a figura de linguagem presente na oração em destaque:
Alternativas
Q4254226 Português

Leia com atenção as colunas abaixo:



Coluna 01



( ) O espírito olímpico é uma chama que queima nos corações dos competidores.


( ) As Olimpíadas são um evento esportivo internacional realizado a cada quatro anos.


( ) Os atletas competem em diferentes modalidades esportivas para conquistar medalhas.


( ) A sede das Olimpíadas muda a cada edição, com cidades de todo o mundo hospedando o evento.


( ) A vitória olímpica é uma coroa de louros tecida com suor e dedicação.



Coluna 02



I. Sentido Conotativo.


II. Sentido Denotativo.



Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de sentido empregado nas orações da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa coma sequência correta:

Alternativas
Q4254224 Português

Leia com atenção a descrição abaixo:



“É um tipo de texto que tem como objetivo orientar ou instruir o leitor sobre como realizar determinada atividade, tarefa ou processo. Ele fornece passos sequenciais e detalhados, geralmente usando imperativos verbais e uma linguagem direta e objetiva. Esse tipo de texto é comumente encontrado em manuais de instruções, receitas culinárias, tutoriais e guias de uso de produtos. Sua estrutura é organizada de forma a facilitar a compreensão e a execução das ações propostas pelo autor”.



A qual tipo de texto a descrição lida acima se refere?

Alternativas
Q4253819 Português

TEXTO 2



A Formação do Brasil



Sempre me preocupam posições aleatórias ou radicais, com ou sem fundo ideológico, com respeito à formação étnica e cultural do Brasil. Temos oficialmente o Dia do Índio e o Dia do Negro. Divulgam-se e se promovem programas, disciplinas, mil atividades quase sempre relacionadas ao índio e ao negro. Mais do que justo. O primeiro, porque foi o morador desta terra, quando aqui chegamos e o destruímos. O segundo, porque, com seu sangue, sofrimento e trabalho escravos - como boa parte do mundo tinha, incluindo tribos africanas e povos dos mais variados que, vergonha, escravizavam grupos vencidos em guerras.


Esse triste capítulo passou. Deixou marcas, como todos os males deixam, mas estamos trabalhando, e acho, num país com menos preconceito e mais respeito pelas diferenças, sejam quais forem.



LUFT, L. Veja, n. 2 264, 11 abr. 2014 (adaptado)

A estratégia argumentativa principal usada pela autora no TEXTO 2 é:
Alternativas
Q4253818 Português

TEXTO 2



A Formação do Brasil



Sempre me preocupam posições aleatórias ou radicais, com ou sem fundo ideológico, com respeito à formação étnica e cultural do Brasil. Temos oficialmente o Dia do Índio e o Dia do Negro. Divulgam-se e se promovem programas, disciplinas, mil atividades quase sempre relacionadas ao índio e ao negro. Mais do que justo. O primeiro, porque foi o morador desta terra, quando aqui chegamos e o destruímos. O segundo, porque, com seu sangue, sofrimento e trabalho escravos - como boa parte do mundo tinha, incluindo tribos africanas e povos dos mais variados que, vergonha, escravizavam grupos vencidos em guerras.


Esse triste capítulo passou. Deixou marcas, como todos os males deixam, mas estamos trabalhando, e acho, num país com menos preconceito e mais respeito pelas diferenças, sejam quais forem.



LUFT, L. Veja, n. 2 264, 11 abr. 2014 (adaptado)

O TEXTO 2 possui um teor majoritariamente argumentativo. Assim sendo, pode-se afirmar que esse texto se constitui num(a): 
Alternativas
Q4253813 Português

TEXTO 1



Por Conceição Evaristo



Maria



    1 Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?

    2 A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!

    3 Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...

    4 O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava  com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem passou por ela e não pediu nada. Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço. Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com faca-laser que parecia cortar até a vida.

    5 Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada conhecia os assaltantes. Maria assustou-se. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai do seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz ainda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei porquê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e quere lembrava vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção a Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção a Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira: Calma, pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos... Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos gostam de melão?

    6 Tudo foi tão rápido, tão breve. Maria tinha saudades do seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facaslaser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado. Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


(In: Olhos d’água, p. 39-42). Texto adaptado. Observação: os parágrafos estão numerados.

A figura de linguagem presente no trecho em destaque “Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito ...” é: 
Alternativas
Q4253812 Português

TEXTO 1



Por Conceição Evaristo



Maria



    1 Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?

    2 A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!

    3 Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...

    4 O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava  com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem passou por ela e não pediu nada. Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço. Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com faca-laser que parecia cortar até a vida.

    5 Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada conhecia os assaltantes. Maria assustou-se. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai do seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz ainda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei porquê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e quere lembrava vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção a Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção a Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira: Calma, pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos... Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos gostam de melão?

    6 Tudo foi tão rápido, tão breve. Maria tinha saudades do seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facaslaser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado. Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


(In: Olhos d’água, p. 39-42). Texto adaptado. Observação: os parágrafos estão numerados.

Os contos literários contemporâneos muitas vezes exploram gêneros textuais híbridos, misturando características de diferentes gêneros para criar narrativas com temáticas inovadoras e impactantes. Qual das seguintes afirmativas sobre gêneros textuais em contos literários contemporâneos mais se aplica ao conto Maria, de Conceição Evaristo?
Alternativas
Q4253811 Português

TEXTO 1



Por Conceição Evaristo



Maria



    1 Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?

    2 A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!

    3 Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...

    4 O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava  com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem passou por ela e não pediu nada. Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço. Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com faca-laser que parecia cortar até a vida.

    5 Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada conhecia os assaltantes. Maria assustou-se. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai do seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz ainda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei porquê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e quere lembrava vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção a Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção a Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira: Calma, pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos... Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos gostam de melão?

    6 Tudo foi tão rápido, tão breve. Maria tinha saudades do seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facaslaser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado. Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


(In: Olhos d’água, p. 39-42). Texto adaptado. Observação: os parágrafos estão numerados.

A coesão de um texto se dá via conexão entre vários enunciados e da relação de sentido existente entre eles. Em relação à coesão presente no TEXTO 1, o termo destacado encontra-se devidamente justificado em:
Alternativas
Q4253810 Português

TEXTO 1



Por Conceição Evaristo



Maria



    1 Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?

    2 A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!

    3 Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...

    4 O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava  com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem passou por ela e não pediu nada. Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço. Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com faca-laser que parecia cortar até a vida.

    5 Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada conhecia os assaltantes. Maria assustou-se. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai do seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz ainda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei porquê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e quere lembrava vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção a Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção a Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira: Calma, pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos... Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos gostam de melão?

    6 Tudo foi tão rápido, tão breve. Maria tinha saudades do seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facaslaser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado. Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


(In: Olhos d’água, p. 39-42). Texto adaptado. Observação: os parágrafos estão numerados.

No que tange ao tipo textual constante do TEXTO 1, pode- se afirmar que há prevalência de tipo:
Alternativas
Q4253588 Português

Leia o texto para responder a questão.


    Como os Rolling Stones desafiam o tempo e comprovam: há vida no rock após os 80


    Não importa que Jagger tenha 80 anos e Keith Richards — junto com Mick, o último sócio-fundador ainda restante — também, e que Ron Wood, o guitarrista “caçula”, já some 77 aniversários.


    Na estrada — ou mesmo no estúdio — o núcleo central dos Stones se mantém ativo com sabedoria de veteranos e vitalidade impensável para sua idade.


    Assim como os Stones, muitos de seus contemporâneos vêm desafiando a passagem do tempo e suas próprias limitações físicas e criativas.


    O hoje oitentão Roger Daltrey e o The Who estão entre aqueles que atravessam os anos com shows lotados — engolindo, curiosamente, as palavras que os consagraram na juventude: “Espero morrer antes de envelhecer”.


    Paul McCartney, com 82 anos bem rodados, cruza continentes, incansável, lotando estádios — e lá vem ele de volta ao Brasil, no final do ano.


    Todos, juntos, fazem parte de uma geração de artistas mergulhados num experimento inédito e ainda em andamento: haverá vida no rock depois dos 80 anos? Melhor que ninguém, os Rolling Stones demonstram que sim.


Disponível em https://www.instagram.com/p/C9s9CLOvSg2/ 

Alternativas
Q4253413 Português

Leia o texto para responder a questão.


Por que, às vezes, parece que sonhamos antes de pegar no sono?


    Esses pré-sonhos recebem o nome de alucinações hipnagógicas. Quando ocorrem instantes antes de o indivíduo acordar, são alucinações hipnopômpicas.


    É comum chamá-los de “atividades oníricas”, e não de sonhos – já que, na definição formal da coisa, sonhos só ocorrem na fase REM, o último estágio do ciclo do sono, enquanto essas alucinações aparecem nas fases N1 ou N2. Esse é o primeiro estágio de ondas cerebrais lentas, em que o órgão está se preparando para dormir.


    “Quando o cérebro está acordado, há uma atividade cerebral intensa, com várias regiões diferentes se comunicando. É como se houvesse muito burburinho”, diz Natália Mota, pesquisadora da UFRJ. “Quando ele começa a dormir, as ondas se somam e sincronizam. Como um coro cantando junto.”


    É nesse contexto cerebral que as alucinações acontecem. Na fase N1, as ondas ficam mais lentas principalmente na região occipital, que está relacionada à visão. Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs, enquanto os sonhos seriam os filmes.


    Em um experimento de 2022, Mota descobriu que essas alucinações costumam estar relacionadas a imagens que as pessoas viram antes de dormir, mas de maneira atenuada. “Uma pessoa que viu um tubarão antes de adormecer, por exemplo, classificava aquela imagem como extremamente negativa. Mas, quando o tubarão aparecia no sonho, ele já não era tão ameaçador.” A hipótese é que as alucinações sejam uma forma de processar as emoções, para que o indivíduo consiga lidar melhor com elas.


    Outra ideia é que eles sejam maneiras do cérebro se preparar para cenários futuros, o que faz com que ele projete possíveis cenas nos sonhos.



Disponível em https://www.instagram.com/p/C9hnzRHOoDH/ 

Releia este trecho: “Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs” e assinale a alternativa correta sobre essa comparação feita pela pesquisadora. 
Alternativas
Q4253412 Português

Leia o texto para responder a questão.


Por que, às vezes, parece que sonhamos antes de pegar no sono?


    Esses pré-sonhos recebem o nome de alucinações hipnagógicas. Quando ocorrem instantes antes de o indivíduo acordar, são alucinações hipnopômpicas.


    É comum chamá-los de “atividades oníricas”, e não de sonhos – já que, na definição formal da coisa, sonhos só ocorrem na fase REM, o último estágio do ciclo do sono, enquanto essas alucinações aparecem nas fases N1 ou N2. Esse é o primeiro estágio de ondas cerebrais lentas, em que o órgão está se preparando para dormir.


    “Quando o cérebro está acordado, há uma atividade cerebral intensa, com várias regiões diferentes se comunicando. É como se houvesse muito burburinho”, diz Natália Mota, pesquisadora da UFRJ. “Quando ele começa a dormir, as ondas se somam e sincronizam. Como um coro cantando junto.”


    É nesse contexto cerebral que as alucinações acontecem. Na fase N1, as ondas ficam mais lentas principalmente na região occipital, que está relacionada à visão. Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs, enquanto os sonhos seriam os filmes.


    Em um experimento de 2022, Mota descobriu que essas alucinações costumam estar relacionadas a imagens que as pessoas viram antes de dormir, mas de maneira atenuada. “Uma pessoa que viu um tubarão antes de adormecer, por exemplo, classificava aquela imagem como extremamente negativa. Mas, quando o tubarão aparecia no sonho, ele já não era tão ameaçador.” A hipótese é que as alucinações sejam uma forma de processar as emoções, para que o indivíduo consiga lidar melhor com elas.


    Outra ideia é que eles sejam maneiras do cérebro se preparar para cenários futuros, o que faz com que ele projete possíveis cenas nos sonhos.



Disponível em https://www.instagram.com/p/C9hnzRHOoDH/ 

De acordo com o texto, é possível afirmar que 
Alternativas
Q4253408 Português

Leia o texto para responder a questão.


Por que, às vezes, parece que sonhamos antes de pegar no sono?


    Esses pré-sonhos recebem o nome de alucinações hipnagógicas. Quando ocorrem instantes antes de o indivíduo acordar, são alucinações hipnopômpicas.


    É comum chamá-los de “atividades oníricas”, e não de sonhos – já que, na definição formal da coisa, sonhos só ocorrem na fase REM, o último estágio do ciclo do sono, enquanto essas alucinações aparecem nas fases N1 ou N2. Esse é o primeiro estágio de ondas cerebrais lentas, em que o órgão está se preparando para dormir.


    “Quando o cérebro está acordado, há uma atividade cerebral intensa, com várias regiões diferentes se comunicando. É como se houvesse muito burburinho”, diz Natália Mota, pesquisadora da UFRJ. “Quando ele começa a dormir, as ondas se somam e sincronizam. Como um coro cantando junto.”


    É nesse contexto cerebral que as alucinações acontecem. Na fase N1, as ondas ficam mais lentas principalmente na região occipital, que está relacionada à visão. Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs, enquanto os sonhos seriam os filmes.


    Em um experimento de 2022, Mota descobriu que essas alucinações costumam estar relacionadas a imagens que as pessoas viram antes de dormir, mas de maneira atenuada. “Uma pessoa que viu um tubarão antes de adormecer, por exemplo, classificava aquela imagem como extremamente negativa. Mas, quando o tubarão aparecia no sonho, ele já não era tão ameaçador.” A hipótese é que as alucinações sejam uma forma de processar as emoções, para que o indivíduo consiga lidar melhor com elas.


    Outra ideia é que eles sejam maneiras do cérebro se preparar para cenários futuros, o que faz com que ele projete possíveis cenas nos sonhos.



Disponível em https://www.instagram.com/p/C9hnzRHOoDH/ 

Analise: “ uma atividade cerebral intensa” e assinale a alternativa que apresenta um substituto para o vocábulo em destaque sem que haja alteração de sentido. 
Alternativas
Q4235174 Português
Com subsídio da leitura do estudo Resiliência de pessoas com Diabetes Mellitus após cirurgia de amputação Pena et al., (2020), leia as afirmativas a seguir:
I. dentre os resultados constatou-se na amostra estudada predomínio do sexo masculino e média de idade (58±10,4), observando que os homens em Macapá que passaram por cirurgia de amputação são mais jovens do que a literatura consultada.
II. a análise das médias relacionadas aos fatores de resiliência identificou que os fatores percepção de si mesmo e estilo estruturado apresentaram a maior média.
III. a análise das médias relacionadas aos fatores de resiliência constatou que os fatores competência social e coesão familiar apresentaram a maior média.
IV. na discussão os autores referem que os recursos sociais, na forma de serviço social é preditor significativo e independente de maior declínio funcional em pessoas com amputação.
V. ainda na discussão os autores discorrem que a resiliência não resguarda a pessoa das adversidades, do sofrimento, do estresse, tornandoa invulnerável, mas promove a habilidade ao enfrentamento, respondendo às adversidades com a ressignificação do problema.
Analise as afirmativas acima e marque a resposta correta, abaixo:
Alternativas
Respostas
19601: X
19602: D
19603: D
19604: B
19605: A
19606: A
19607: C
19608: C
19609: A
19610: A
19611: D
19612: A
19613: B
19614: D
19615: A
19616: B
19617: B
19618: A
19619: D
19620: E