Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4344393 Português
Leia o texto: “A leitura, compreendida na perspectiva dos estudos contemporâneos da linguagem, ultrapassa a identificação de informações explícitas. Construir sentidos implica mobilizar conhecimentos linguísticos, socioculturais e discursivos, permitindo ao leitor estabelecer relações entre o texto, seu contexto de produção e sua experiência de mundo.” Considerando essa concepção de leitura, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4344271 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantos ovos comer por dia sem aumentar o colesterol? A resposta mudou (e os médicos finalmente concordam) 

Os ovos e suas gemas são ricos em nutrientes. Um ovo grande contém quase 3 gramas de proteína, 22 mg de cálcio, 66 mg de fósforo, 19 mg de potássio e 10 gramas de selênio, além de folato, colina, vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina K, aminoácidos, ácidos graxos ômega-3, luteína e zeaxantina.

Alguns desses nutrientes são especialmente importantes porque poucos alimentos contêm vitamina D ou colina, que são essenciais para a saúde cerebral, afirma Bethany Thayer, nutricionista e diretora do Centro de Promoção da Saúde do Henry Ford Health em Detroit. "Mas isso não significa que você deva comer uma dúzia de ovos de uma só vez", alerta Thayer.

A Associação Norte-americana do Coração afirma que adultos saudáveis ??podem consumir de um a dois ovos por dia com segurança, cada um contendo cerca de 206 mg de colesterol. 

No entanto, lembre-se de que seus genes também podem afetar a quantidade de colesterol que você absorve de alimentos como ovos, diz Ayoob. Portanto, é prudente monitorar seus níveis de colesterol e hábitos alimentares, e moderar o consumo de ovos de acordo.

A relação entre o consumo de colesterol alimentar e os níveis de colesterol no corpo "é um pouco diferente para cada pessoa", afirma Julia Zumpano, nutricionista do Centro de Nutrição Humana da Cleveland Clinic. Quando se trata de colesterol no sangue, de 60% a 80% é influenciado por fatores genéticos, e de 20% a 40% pela dieta, observa ela.

Em geral, pessoas com colesterol alto podem consumir até quatro gemas de ovo por semana, enquanto aquelas que não têm colesterol alto, mas possuem histórico familiar de alterações no colesterol, podem consumir até seis gemas de ovo por semana, diz Zumpano.

Para manter suas refeições à base de ovos saudáveis, Ayoob recomenda cozinhá-los em azeite extra virgem ou óleo vegetal em vez de manteiga e acompanhá-los com torradas integrais, feijão ou vegetais. "Alimentos ricos em fibras ajudam a bloquear a reabsorção do colesterol que seu corpo produz", explica ele.

Graças a essa nova compreensão científica sobre a falta de associação entre o colesterol alimentar e o colesterol sanguíneo, os ovos foram redescobertos como uma parte valiosa de uma dieta saudável. "Os ovos são realmente o alimento perfeito", conclui Ayoob. "Eles são supernutritivos, versáteis e baratos."

https://www.nationalgeographicbrasil.com/saude/2026/03/quantos-ovos -comer-por-dia-sem-aumentar-o-colesterol-a-resposta-mudou-e-os-med icos-finalmente-concordam 
O texto apresenta uma orientação de uma entidade ligada à área da saúde sobre o consumo de ovos por adultos considerados saudáveis. Além da quantidade recomendada, o texto fornece uma informação específica sobre a composição de cada unidade do alimento.
A partir dessas informações, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação adequada
Alternativas
Q4344270 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantos ovos comer por dia sem aumentar o colesterol? A resposta mudou (e os médicos finalmente concordam) 

Os ovos e suas gemas são ricos em nutrientes. Um ovo grande contém quase 3 gramas de proteína, 22 mg de cálcio, 66 mg de fósforo, 19 mg de potássio e 10 gramas de selênio, além de folato, colina, vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina K, aminoácidos, ácidos graxos ômega-3, luteína e zeaxantina.

Alguns desses nutrientes são especialmente importantes porque poucos alimentos contêm vitamina D ou colina, que são essenciais para a saúde cerebral, afirma Bethany Thayer, nutricionista e diretora do Centro de Promoção da Saúde do Henry Ford Health em Detroit. "Mas isso não significa que você deva comer uma dúzia de ovos de uma só vez", alerta Thayer.

A Associação Norte-americana do Coração afirma que adultos saudáveis ??podem consumir de um a dois ovos por dia com segurança, cada um contendo cerca de 206 mg de colesterol. 

No entanto, lembre-se de que seus genes também podem afetar a quantidade de colesterol que você absorve de alimentos como ovos, diz Ayoob. Portanto, é prudente monitorar seus níveis de colesterol e hábitos alimentares, e moderar o consumo de ovos de acordo.

A relação entre o consumo de colesterol alimentar e os níveis de colesterol no corpo "é um pouco diferente para cada pessoa", afirma Julia Zumpano, nutricionista do Centro de Nutrição Humana da Cleveland Clinic. Quando se trata de colesterol no sangue, de 60% a 80% é influenciado por fatores genéticos, e de 20% a 40% pela dieta, observa ela.

Em geral, pessoas com colesterol alto podem consumir até quatro gemas de ovo por semana, enquanto aquelas que não têm colesterol alto, mas possuem histórico familiar de alterações no colesterol, podem consumir até seis gemas de ovo por semana, diz Zumpano.

Para manter suas refeições à base de ovos saudáveis, Ayoob recomenda cozinhá-los em azeite extra virgem ou óleo vegetal em vez de manteiga e acompanhá-los com torradas integrais, feijão ou vegetais. "Alimentos ricos em fibras ajudam a bloquear a reabsorção do colesterol que seu corpo produz", explica ele.

Graças a essa nova compreensão científica sobre a falta de associação entre o colesterol alimentar e o colesterol sanguíneo, os ovos foram redescobertos como uma parte valiosa de uma dieta saudável. "Os ovos são realmente o alimento perfeito", conclui Ayoob. "Eles são supernutritivos, versáteis e baratos."

https://www.nationalgeographicbrasil.com/saude/2026/03/quantos-ovos -comer-por-dia-sem-aumentar-o-colesterol-a-resposta-mudou-e-os-med icos-finalmente-concordam 
O texto introduz uma variável individual na discussão sobre a relação entre o consumo de ovos e o colesterol. A informação apresentada amplia a análise feita anteriormente e conduz a uma recomendação relacionada ao acompanhamento da saúde.
Considerando essa informação, assinale a alternativa que representa a orientação apresentada no texto.
Alternativas
Q4344269 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantos ovos comer por dia sem aumentar o colesterol? A resposta mudou (e os médicos finalmente concordam) 

Os ovos e suas gemas são ricos em nutrientes. Um ovo grande contém quase 3 gramas de proteína, 22 mg de cálcio, 66 mg de fósforo, 19 mg de potássio e 10 gramas de selênio, além de folato, colina, vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina K, aminoácidos, ácidos graxos ômega-3, luteína e zeaxantina.

Alguns desses nutrientes são especialmente importantes porque poucos alimentos contêm vitamina D ou colina, que são essenciais para a saúde cerebral, afirma Bethany Thayer, nutricionista e diretora do Centro de Promoção da Saúde do Henry Ford Health em Detroit. "Mas isso não significa que você deva comer uma dúzia de ovos de uma só vez", alerta Thayer.

A Associação Norte-americana do Coração afirma que adultos saudáveis ??podem consumir de um a dois ovos por dia com segurança, cada um contendo cerca de 206 mg de colesterol. 

No entanto, lembre-se de que seus genes também podem afetar a quantidade de colesterol que você absorve de alimentos como ovos, diz Ayoob. Portanto, é prudente monitorar seus níveis de colesterol e hábitos alimentares, e moderar o consumo de ovos de acordo.

A relação entre o consumo de colesterol alimentar e os níveis de colesterol no corpo "é um pouco diferente para cada pessoa", afirma Julia Zumpano, nutricionista do Centro de Nutrição Humana da Cleveland Clinic. Quando se trata de colesterol no sangue, de 60% a 80% é influenciado por fatores genéticos, e de 20% a 40% pela dieta, observa ela.

Em geral, pessoas com colesterol alto podem consumir até quatro gemas de ovo por semana, enquanto aquelas que não têm colesterol alto, mas possuem histórico familiar de alterações no colesterol, podem consumir até seis gemas de ovo por semana, diz Zumpano.

Para manter suas refeições à base de ovos saudáveis, Ayoob recomenda cozinhá-los em azeite extra virgem ou óleo vegetal em vez de manteiga e acompanhá-los com torradas integrais, feijão ou vegetais. "Alimentos ricos em fibras ajudam a bloquear a reabsorção do colesterol que seu corpo produz", explica ele.

Graças a essa nova compreensão científica sobre a falta de associação entre o colesterol alimentar e o colesterol sanguíneo, os ovos foram redescobertos como uma parte valiosa de uma dieta saudável. "Os ovos são realmente o alimento perfeito", conclui Ayoob. "Eles são supernutritivos, versáteis e baratos."

https://www.nationalgeographicbrasil.com/saude/2026/03/quantos-ovos -comer-por-dia-sem-aumentar-o-colesterol-a-resposta-mudou-e-os-med icos-finalmente-concordam 
O texto introduz uma ponderação sobre alguns dos nutrientes mencionados e apresenta a avaliação de uma especialista. A informação é acompanhada por uma advertência que contribui para delimitar a interpretação sobre o consumo do alimento.
Considerando a relação estabelecida entre essas informações, assinale a alternativa que expressa adequadamente o sentido presente no texto. 
Alternativas
Q4344268 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantos ovos comer por dia sem aumentar o colesterol? A resposta mudou (e os médicos finalmente concordam) 

Os ovos e suas gemas são ricos em nutrientes. Um ovo grande contém quase 3 gramas de proteína, 22 mg de cálcio, 66 mg de fósforo, 19 mg de potássio e 10 gramas de selênio, além de folato, colina, vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina K, aminoácidos, ácidos graxos ômega-3, luteína e zeaxantina.

Alguns desses nutrientes são especialmente importantes porque poucos alimentos contêm vitamina D ou colina, que são essenciais para a saúde cerebral, afirma Bethany Thayer, nutricionista e diretora do Centro de Promoção da Saúde do Henry Ford Health em Detroit. "Mas isso não significa que você deva comer uma dúzia de ovos de uma só vez", alerta Thayer.

A Associação Norte-americana do Coração afirma que adultos saudáveis ??podem consumir de um a dois ovos por dia com segurança, cada um contendo cerca de 206 mg de colesterol. 

No entanto, lembre-se de que seus genes também podem afetar a quantidade de colesterol que você absorve de alimentos como ovos, diz Ayoob. Portanto, é prudente monitorar seus níveis de colesterol e hábitos alimentares, e moderar o consumo de ovos de acordo.

A relação entre o consumo de colesterol alimentar e os níveis de colesterol no corpo "é um pouco diferente para cada pessoa", afirma Julia Zumpano, nutricionista do Centro de Nutrição Humana da Cleveland Clinic. Quando se trata de colesterol no sangue, de 60% a 80% é influenciado por fatores genéticos, e de 20% a 40% pela dieta, observa ela.

Em geral, pessoas com colesterol alto podem consumir até quatro gemas de ovo por semana, enquanto aquelas que não têm colesterol alto, mas possuem histórico familiar de alterações no colesterol, podem consumir até seis gemas de ovo por semana, diz Zumpano.

Para manter suas refeições à base de ovos saudáveis, Ayoob recomenda cozinhá-los em azeite extra virgem ou óleo vegetal em vez de manteiga e acompanhá-los com torradas integrais, feijão ou vegetais. "Alimentos ricos em fibras ajudam a bloquear a reabsorção do colesterol que seu corpo produz", explica ele.

Graças a essa nova compreensão científica sobre a falta de associação entre o colesterol alimentar e o colesterol sanguíneo, os ovos foram redescobertos como uma parte valiosa de uma dieta saudável. "Os ovos são realmente o alimento perfeito", conclui Ayoob. "Eles são supernutritivos, versáteis e baratos."

https://www.nationalgeographicbrasil.com/saude/2026/03/quantos-ovos -comer-por-dia-sem-aumentar-o-colesterol-a-resposta-mudou-e-os-med icos-finalmente-concordam 
O texto apresenta uma série de informações nutricionais relacionadas a um alimento que costuma aparecer em discussões sobre alimentação e saúde. Ao reunir diferentes substâncias presentes nesse alimento, o texto permite compreender uma característica relevante de sua composição.
Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que interpreta adequadamente o conteúdo exposto. 
Alternativas
Q4344117 Português

Analise o texto a seguir:


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Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) com base no texto.


( ) A expressão “sua responsabilidade” é o sujeito da oração.


( ) O sintagma “No trânsito” exerce a função de adjunto adverbial de modo.


( ) A passagem “salva vidas” é construída com uma palavra composta.


( ) O sentido da segunda oração é dependente do contexto da primeira.


( ) Na segunda oração, o verbo está no imperativo, expressando um conselho.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q4343913 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão



Febre do Nilo Ocidental: 8 perguntas e respostas sobre a doença que teve casos confirmados no Brasil



A confirmação de casos da Febre do Nilo Ocidental em humanos neste mês no Brasil acendeu alerta para uma doença ainda pouco conhecida pela população do país.


Até agora, foram confirmados quatro casos no Brasil: dois em Santa Catarina e dois em São Paulo. Há ainda um caso em investigação no Piauí.


Em Santa Catarina, uma paciente morreu, e a investigação ainda busca determinar se a infecção pelo vírus foi a causa do óbito.


O vírus é transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. Na maioria dos casos, a infecção não provoca sintomas ou causa apenas um quadro leve. Mas, em uma pequena parcela dos infectados, a doença pode evoluir para formas neurológicas graves.


Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada pelo Vírus do Nilo Ocidental (VNO), que pertence à família dos flavivírus — grupo que também inclui os vírus responsáveis por doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.


O vírus foi identificado pela primeira vez em 1937 em um distrito chamado West Nile, em Uganda, e por isso recebeu esse nome.


Hoje, porém, ele circula em várias regiões de praticamente todos os continentes, explica o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista).


O que faz dele um vírus com tanta dispersão é que se trata de uma zoonose transmitida principalmente por aves migratórias. Os mosquitos que picam eventualmente essas aves também picam outros animais, como mamíferos, entre eles os seres humanos", explica.


A infecção viral é transmitida pela picada de mosquitos infectados, em especial os da espécie Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas, que adquirem o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.


"O Culex é aquele pernilongo que a gente conhece, não é o Aedes; é aquele que faz barulho, que faz o zumbido forte", explica o médico.


Na natureza, o vírus circula de forma contínua entre esses insetos e as aves silvestres, enquanto seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais.


"A via usual mais comum é a picada de um mosquito, principalmente do gênero Culex, que acabou de picar uma ave infectada, essas aves migratórias", explica o infectologista.


"Então, o ciclo básico é ave, mosquito e pessoa, como acontece em outras arboviroses", afirma. "Na verdade, o ser humano acaba entrando como um hospedeiro acidental porque o vírus no ser humano não tem alta circulação. Então é bem diferente, por exemplo, da dengue ou da Zika."


O vírus não é transmitido de pessoa para pessoa por abraço, beijo, tosse ou espirro.


"Existem algumas formas de transmissão entre humanos, mas são muito incomuns, por exemplo, por transfusão de sangue, transplante de órgão ou transmissão materno-infantil durante a gestação", diz Barbosa.


"Mas são muito raras e não têm um mecanismo que leve a uma circulação comunitária entre humanos desse vírus."



PINA, Rute. Febre do Nilo Ocidental: 8 perguntas e respostas sobre a doença que teve casos confirmados no Brasil [adaptado]. BBC News Brasil, São Paulo, 25 ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyely5exwro. Acesso em: 26 ago. 2026.

"Na natureza, o vírus circula de forma contínua entre esses insetos e as aves silvestres, enquanto seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais."


Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4343909 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão



Febre do Nilo Ocidental: 8 perguntas e respostas sobre a doença que teve casos confirmados no Brasil



A confirmação de casos da Febre do Nilo Ocidental em humanos neste mês no Brasil acendeu alerta para uma doença ainda pouco conhecida pela população do país.


Até agora, foram confirmados quatro casos no Brasil: dois em Santa Catarina e dois em São Paulo. Há ainda um caso em investigação no Piauí.


Em Santa Catarina, uma paciente morreu, e a investigação ainda busca determinar se a infecção pelo vírus foi a causa do óbito.


O vírus é transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. Na maioria dos casos, a infecção não provoca sintomas ou causa apenas um quadro leve. Mas, em uma pequena parcela dos infectados, a doença pode evoluir para formas neurológicas graves.


Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada pelo Vírus do Nilo Ocidental (VNO), que pertence à família dos flavivírus — grupo que também inclui os vírus responsáveis por doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.


O vírus foi identificado pela primeira vez em 1937 em um distrito chamado West Nile, em Uganda, e por isso recebeu esse nome.


Hoje, porém, ele circula em várias regiões de praticamente todos os continentes, explica o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista).


O que faz dele um vírus com tanta dispersão é que se trata de uma zoonose transmitida principalmente por aves migratórias. Os mosquitos que picam eventualmente essas aves também picam outros animais, como mamíferos, entre eles os seres humanos", explica.


A infecção viral é transmitida pela picada de mosquitos infectados, em especial os da espécie Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas, que adquirem o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.


"O Culex é aquele pernilongo que a gente conhece, não é o Aedes; é aquele que faz barulho, que faz o zumbido forte", explica o médico.


Na natureza, o vírus circula de forma contínua entre esses insetos e as aves silvestres, enquanto seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais.


"A via usual mais comum é a picada de um mosquito, principalmente do gênero Culex, que acabou de picar uma ave infectada, essas aves migratórias", explica o infectologista.


"Então, o ciclo básico é ave, mosquito e pessoa, como acontece em outras arboviroses", afirma. "Na verdade, o ser humano acaba entrando como um hospedeiro acidental porque o vírus no ser humano não tem alta circulação. Então é bem diferente, por exemplo, da dengue ou da Zika."


O vírus não é transmitido de pessoa para pessoa por abraço, beijo, tosse ou espirro.


"Existem algumas formas de transmissão entre humanos, mas são muito incomuns, por exemplo, por transfusão de sangue, transplante de órgão ou transmissão materno-infantil durante a gestação", diz Barbosa.


"Mas são muito raras e não têm um mecanismo que leve a uma circulação comunitária entre humanos desse vírus."



PINA, Rute. Febre do Nilo Ocidental: 8 perguntas e respostas sobre a doença que teve casos confirmados no Brasil [adaptado]. BBC News Brasil, São Paulo, 25 ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyely5exwro. Acesso em: 26 ago. 2026.

Com base no texto sobre a Febre do Nilo Ocidental, julgue as afirmativas a seguir.



I. A ideia principal do texto é apresentar, em formato de perguntas e respostas, informações básicas sobre a Febre do Nilo Ocidental, motivada pela confirmação recente de casos humanos no Brasil e pelo baixo conhecimento da população sobre a doença.


II. É uma informação secundária do texto o fato de o vírus ter sido identificado pela primeira vez em 1937, em um distrito chamado West Nile, em Uganda, dado que contextualiza a origem do nome, sem constituir o foco central da matéria.


III. Infere-se do texto que, ao contrário do que ocorre com o Vírus do Nilo Ocidental, os vírus associados à dengue e à Zika apresentam maior circulação nos seres humanos, inferência sustentada pela afirmação de que a baixa circulação do VNO no organismo humano constitui uma diferença em relação a essas doenças.


IV. Depreende-se do texto que as formas de transmissão do vírus entre seres humanos, embora reconhecidas pelo infectologista, representam uma via relevante para a disseminação da doença na população, uma vez que podem ocorrer por transfusão de sangue, transplante de órgão e transmissão materno-infantil durante a gestação.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4343865 Português
Ao organizar uma unidade de trabalho com uma turma de sétimo ano, um professor reúne um folheto de cordel produzido no sertão nordestino, a letra de uma canção de rap urbano, um relato de narrador indígena registrado por escrito e uma reportagem de jornal de circulação nacional. Solicita que os estudantes identifiquem quem fala em cada texto, para quem, em que suporte e com que finalidade, e propõe que registrem expressões próprias de cada um e discutam de onde elas vêm.
Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE o princípio que sustenta esse conjunto de decisões.
Alternativas
Q4343858 Português
O estudo dos gêneros textuais supõe reconhecer a finalidade que cada um cumpre e a esfera em que circula. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira:
Coluna I: Gênero
1. Resenha crítica
2. Verbete de enciclopédia
3. Carta de leitor
4. Relato de experiência
Coluna II: Finalidade e circulação
(__) Texto dirigido a um veículo de comunicação para manifestar posição a respeito de matéria nele publicada, com identificação de quem o assina.
(__) Texto que reúne de forma sintética e impessoal informações consolidadas sobre um objeto de conhecimento, organizado para consulta pontual.
(__) Texto que reconstrói acontecimento vivido por quem escreve, organizado no tempo e marcado pela perspectiva de quem dele participou.
(__) Texto que descreve uma obra e sustenta uma apreciação a seu respeito, dirigindo-se a quem ainda decide se irá lê-la ou assisti-la.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA entre as colunas, de cima para baixo.
Alternativas
Q4343584 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Proibir redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga canadense


"É muito fácil vender histórias assustadoras para os pais. Nós somos um grupo ansioso", diz a psicóloga canadense Candice Odgers em um TED Talk que já teve mais de 260 mil visualizações desde que foi lançado, em junho.


Odgers se refere à ideia que ganhou força nos últimos anos de que smartphones e redes sociais estão por trás de um aumento nas taxas de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes.


Os possíveis efeitos nocivos dessas tecnologias são fonte de preocupação não apenas para pais e mães, mas também para governos ao redor do mundo, muitos dos quais vêm adotando restrições ao uso desses serviços pelos mais jovens.


No Brasil, o Discord suspendeu a funcionalidade de transmissões ao vivo (lives) na plataforma recentemente, cumprindo uma determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).


A decisão ocorreu após uma adolescente de 13 anos ter sido induzida à automutilação e ao suicídio durante transmissões em grupos na plataforma.


Em entrevista concedida antes da decisão da ANPD, Odgers, professora da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), nos EUA, especialista em psicologia do desenvolvimento e há 25 anos estuda a saúde mental de crianças e adolescentes, argumenta que proibições com a justificativa de proteger a saúde mental não são baseadas em evidências científicas.


"Estudo a saúde mental de adolescentes há muito tempo, e o que realmente me surpreende nesse debate é a distância enorme que existe entre a narrativa dominante quando se fala sobre os efeitos das redes sociais e o que a grande maioria dos estudos encontrou até hoje", diz Odgers à BBC News Brasil.


Odgers enfatiza que as empresas de tecnologia devem ser responsabilizadas por garantir a segurança das plataformas e que é preciso mais regulamentação.


No entanto, ela afirma que, quando estudos mostram uma associação entre redes sociais e a saúde mental dos jovens, esta é muito pequena e tende a desaparecer após levados em conta outros possíveis fatores. Além disso, mesmo quando indicam correlações, não fica clara a direção da relação.


Segundo ela, proibir smartphones e redes sociais não vai resolver o problema e pode até ter o efeito contrário, ao ignorar causas mais complexas, impedir que se pense em outras soluções e empurrar os jovens para espaços menos regulados.


Odgers não é a única a questionar o foco nas redes. Um comitê da Academia Nacional de Ciências dos EUA estudou o tema por um ano e concluiu que pesquisas sobre a relação entre redes sociais e saúde mental mostram "efeitos pequenos" e "associações fracas", que podem ser "influenciados por uma combinação de experiências boas e ruins".


"Ao contrário da narrativa cultural predominante de que as redes sociais são universalmente prejudiciais aos adolescentes, a realidade é mais complexa", disseram os autores.


Mas propostas para restringir o acesso de jovens às redes continuam ganhando apoio, diante de temores sobre os possíveis impactos de um ambiente online onde muitas vezes há risco de bullying, assédio e abuso sexual, conteúdos de teor extremo e outras ameaças.


Segundo o Pew Research Center, 56% dos adultos nos Estados Unidos são a favor de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos, e 77% apoiam a proibição de celulares em sala de aula.


No ano passado, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir menores de 16 anos de usar plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, X, TikTok, YouTube e outras.


Desde então, diversos países, entre eles França, Reino Unido e Canadá, adotaram ou passaram a estudar algum tipo de restrição.


No Brasil, entrou em vigor em março o ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que não impede o uso das redes por menores, mas estabelece uma série de restrições de conteúdo e controles.


Depois de anos estudando o dia a dia dos adolescentes em seus smartphones, ela ressalta que eles são resilientes e destaca os avanços nos últimos 20 anos, como queda nas taxas de violência, consumo de álcool e gravidez na adolescência.


"Os adolescentes de hoje são incríveis", diz Odgers no TED Talk, intitulado What we're getting wrong about kids and tech ("O que estamos entendendo errado sobre as crianças e a tecnologia", em tradução livre).


Para a psicóloga, que é mãe de dois adolescentes, a maneira de ajudar os jovens é estabelecer expectativas altas e apoiá-los para que consigam alcançá-las.


PROIBIR redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga canadense [adaptado]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0nkrdgnx2o. Acesso em: 26 ago. 2026.

Com base no texto que questiona a ideia de que proibir redes sociais ou smartphones seja uma solução suficiente para os problemas de saúde mental dos jovens, analise as afirmativas a seguir:



I. Infere-se do texto que a posição de Candice Odgers diverge de correntes que atribuem a smartphones e redes sociais um papel central no aumento de quadros de ansiedade e depressão entre crianças e adolescentes, sem que isso implique a desconsideração dos possíveis efeitos negativos dessas tecnologias.


II. Infere-se do texto que o estudo conduzido por um comitê da Academia Nacional de Ciências dos EUA corrobora a tese de que restrições legais ao acesso de menores a redes sociais são a medida mais eficaz para reduzir associações entre uso dessas plataformas e problemas de saúde mental.


III. Infere-se do texto que a crítica de Odgers à proibição pura e simples se sustenta, entre outros motivos, na possibilidade de que tal medida desloque os jovens para ambientes digitais com menor grau de regulação e segurança.   


IV. Infere-se do texto que, para Odgers, a interpretação dos problemas de saúde mental dos jovens deve considerar a interação entre diferentes fatores, uma vez que a associação identificada nas pesquisas pode desaparecer quando outras variáveis são levadas em conta.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4343583 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Proibir redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga canadense


"É muito fácil vender histórias assustadoras para os pais. Nós somos um grupo ansioso", diz a psicóloga canadense Candice Odgers em um TED Talk que já teve mais de 260 mil visualizações desde que foi lançado, em junho.


Odgers se refere à ideia que ganhou força nos últimos anos de que smartphones e redes sociais estão por trás de um aumento nas taxas de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes.


Os possíveis efeitos nocivos dessas tecnologias são fonte de preocupação não apenas para pais e mães, mas também para governos ao redor do mundo, muitos dos quais vêm adotando restrições ao uso desses serviços pelos mais jovens.


No Brasil, o Discord suspendeu a funcionalidade de transmissões ao vivo (lives) na plataforma recentemente, cumprindo uma determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).


A decisão ocorreu após uma adolescente de 13 anos ter sido induzida à automutilação e ao suicídio durante transmissões em grupos na plataforma.


Em entrevista concedida antes da decisão da ANPD, Odgers, professora da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), nos EUA, especialista em psicologia do desenvolvimento e há 25 anos estuda a saúde mental de crianças e adolescentes, argumenta que proibições com a justificativa de proteger a saúde mental não são baseadas em evidências científicas.


"Estudo a saúde mental de adolescentes há muito tempo, e o que realmente me surpreende nesse debate é a distância enorme que existe entre a narrativa dominante quando se fala sobre os efeitos das redes sociais e o que a grande maioria dos estudos encontrou até hoje", diz Odgers à BBC News Brasil.


Odgers enfatiza que as empresas de tecnologia devem ser responsabilizadas por garantir a segurança das plataformas e que é preciso mais regulamentação.


No entanto, ela afirma que, quando estudos mostram uma associação entre redes sociais e a saúde mental dos jovens, esta é muito pequena e tende a desaparecer após levados em conta outros possíveis fatores. Além disso, mesmo quando indicam correlações, não fica clara a direção da relação.


Segundo ela, proibir smartphones e redes sociais não vai resolver o problema e pode até ter o efeito contrário, ao ignorar causas mais complexas, impedir que se pense em outras soluções e empurrar os jovens para espaços menos regulados.


Odgers não é a única a questionar o foco nas redes. Um comitê da Academia Nacional de Ciências dos EUA estudou o tema por um ano e concluiu que pesquisas sobre a relação entre redes sociais e saúde mental mostram "efeitos pequenos" e "associações fracas", que podem ser "influenciados por uma combinação de experiências boas e ruins".


"Ao contrário da narrativa cultural predominante de que as redes sociais são universalmente prejudiciais aos adolescentes, a realidade é mais complexa", disseram os autores.


Mas propostas para restringir o acesso de jovens às redes continuam ganhando apoio, diante de temores sobre os possíveis impactos de um ambiente online onde muitas vezes há risco de bullying, assédio e abuso sexual, conteúdos de teor extremo e outras ameaças.


Segundo o Pew Research Center, 56% dos adultos nos Estados Unidos são a favor de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos, e 77% apoiam a proibição de celulares em sala de aula.


No ano passado, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir menores de 16 anos de usar plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, X, TikTok, YouTube e outras.


Desde então, diversos países, entre eles França, Reino Unido e Canadá, adotaram ou passaram a estudar algum tipo de restrição.


No Brasil, entrou em vigor em março o ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que não impede o uso das redes por menores, mas estabelece uma série de restrições de conteúdo e controles.


Depois de anos estudando o dia a dia dos adolescentes em seus smartphones, ela ressalta que eles são resilientes e destaca os avanços nos últimos 20 anos, como queda nas taxas de violência, consumo de álcool e gravidez na adolescência.


"Os adolescentes de hoje são incríveis", diz Odgers no TED Talk, intitulado What we're getting wrong about kids and tech ("O que estamos entendendo errado sobre as crianças e a tecnologia", em tradução livre).


Para a psicóloga, que é mãe de dois adolescentes, a maneira de ajudar os jovens é estabelecer expectativas altas e apoiá-los para que consigam alcançá-las.


PROIBIR redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga canadense [adaptado]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0nkrdgnx2o. Acesso em: 26 ago. 2026.

Com base nos mecanismos de coesão e articulação argumentativa empregados no texto sobre a psicóloga Candice Odgers, analise as afirmativas a seguir.

I. O conectivo 'No entanto', em 'No entanto, ela afirma que, quando estudos mostram uma associação...', estabelece uma relação de contraste entre a defesa de maior regulamentação e a constatação de que as associações encontradas nas pesquisas são estatisticamente frágeis.
II. O conectivo 'Além disso', no trecho 'Além disso, mesmo quando indicam correlações, não fica clara a direção da relação', introduz, por adição, um argumento que reforça a tese de que a relação entre redes sociais e saúde mental é mais complexa do que sugere o senso comum.
III. A expressão 'mesmo quando', no trecho citado no item II, possui valor concessivo, admitindo que, ainda que os estudos apontem correlações, a direção da causalidade permanece indefinida.
IV. No trecho 'Mas propostas para restringir o acesso de jovens às redes continuam ganhando apoio', o conectivo 'mas' estabelece uma relação de contraste em relação ao período anterior, enquanto o termo 'propostas' retoma, por coesão referencial, as medidas de regulamentação defendidas por Odgers.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4343167 Português
O dicionário

Era uma vez um tanoeiro, demagogo, chamado Bernardino, o qual em cosmografia professava a opinião de que este mundo é um imenso tonel de marmelada, e em política pedia o trono para a multidão. Com o fim de a pôr ali, pegou de um pau, concitou os ânimos e deitou abaixo o rei; mas, entrando no paço, vencedor e aclamado, viu que o trono só dava para uma pessoa, e cortou a dificuldade sentando-se em cima.
– Em mim – bradou ele –, podeis ver a multidão coroada. Eu sou vós, vós sois eu.
O primeiro ato do novo rei foi abolir a tanoaria, indenizando os tanoeiros, prestes a derrubá-lo, com o título de Magníficos. O segundo foi declarar que, para maior lustre da pessoa e do cargo, passava a chamar-se, em vez de Bernardino, Bernardão. Particularmente encomendou uma genealogia a um grande doutor dessas matérias, que em pouco mais de uma hora o entroncou a um tal ou qual general romano do século IV, Bernardus Tanoarius; – nome que deu lugar à controvérsia, que ainda dura, querendo uns que o rei Bernardão tivesse sido tanoeiro, e outros, que isto não passe de uma confusão deplorável com o nome do fundador da família. Já vimos que esta segunda opinião é a única verdadeira.
Como era calvo desde verdes anos, decretou Bernardão que todos os seus súbditos fossem igualmente calvos, ou por natureza ou por navalha, e fundou esse ato em uma razão de ordem política, a saber, que a unidade moral do Estado pedia a conformidade exterior das cabeças. Outro ato em que revelou igual sabedoria foi o que ordenou que todos os sapatos do pé esquerdo tivessem um pequeno talho no lugar correspondente ao dedo mínimo, dando assim aos seus súditos o ensejo de se parecerem com ele, que padecia de um calo. O uso dos óculos em todo o reino não se explica de outro modo, senão por uma oftalmia que afligiu a Bernardão, logo no segundo ano do reinado. A doença levou-lhe um olho, e foi aqui que se revelou a vocação poética de Bernardão, porque, tendo-lhe dito um dos seus dois ministros, chamado Alfa, que a perda de um olho o fazia igual a Aníbal – comparação que o lisonjeou muito –, o segundo ministro, Ômega, deu um passo adiante, e achou-o superior a Homero, que perdera ambos os olhos. Esta cortesia foi uma revelação; e como isto prende com o casamento, vamos ao casamento.
Tratava-se, em verdade, de assegurar a dinastia dos Tanoarius. Não faltavam noivas ao novo rei, mas nenhuma lhe agradou tanto como a moça Estrelada, bela, rica e ilustre. Esta senhora, que cultivava a música e a poesia, era requestada por alguns cavalheiros, e mostrava-se fiel à dinastia decaída. Bernardão ofereceu-lhe as coisas mais suntuosas e raras, e, por outro lado, a família bradava-lhe que uma coroa na cabeça valia mais que uma saudade no coração; que não fizesse a desgraça dos seus, quando o ilustre Bernardão lhes acenava com o principado; que os tronos não andavam a rodo, e mais isto, e mais aquilo. Estrelada, porém, resistia à sedução.
Não resistiu muito tempo, mas também não cedeu tudo. Como entre os seus candidatos preferia secretamente um poeta, declarou que estava pronta a casar, mas seria com quem lhe fizesse o melhor madrigal, em concurso. Bernardão aceitou a cláusula, louco de amor e confiado em si: tinha mais um olho que Homero, e fizera a unidade dos pés e das cabeças.
Concorreram ao certame, que foi anônimo e secreto, vinte pessoas. Um dos madrigais foi julgado superior aos outros todos; era justamente o do poeta amado. Bernardão anulou por um decreto o concurso, e mandou abrir outro; mas então, por uma inspiração de insigne maquiavelismo, ordenou que não se empregassem palavras que tivessem menos de trezentos anos de idade. Nenhum dos concorrentes estudara os clássicos: era o meio provável de os vencer.
Não venceu ainda assim porque o poeta amado leu à pressa o que pôde, e o seu madrigal foi outra vez o melhor. Bernardão anulou esse segundo concurso; e, vendo que no madrigal vencedor as locuções antigas davam singular graça aos versos, decretou que só se empregassem as modernas e particularmente as da moda. Terceiro concurso, e terceira vitória do poeta amado.
Bernardão, furioso, abriu-se com os dois ministros, pedindo-lhes um remédio pronto e enérgico, porque, se não ganhasse a mão de Estrelada, mandaria cortar trezentas mil cabeças. Os dois, tendo consultado algum tempo, voltaram com este alvitre:
– Nós, Alfa e Ômega, estamos designados pelos nossos nomes para as cousas que respeitam à linguagem. A nossa ideia é que Vossa Sublimidade mande recolher todos os dicionários e nos encarregue de compor um vocabulário novo, que lhe dará a vitória.
Bernardão assim fez, e os dois meteram-se em casa durante três meses, findos os quais depositaram nas augustas mãos a obra acabada, um livro a que chamaram Dicionário de Babel, porque era realmente a confusão das letras. Nenhuma locução se parecia com a do idioma falado; as consoantes trepavam nas consoantes, as vogais diluíam-se nas vogais, palavras de duas sílabas tinham agora sete e oito, e vice-versa, tudo trocado, misturado, nenhuma energia, nenhuma graça, uma língua de cacos e trapos.
– Obrigue Vossa Sublimidade esta língua por um decreto, e está tudo feito.
Bernardão concedeu um abraço e uma pensão a ambos, decretou o vocabulário, e declarou que ia fazer-se o concurso definitivo para obter a mão da bela Estrelada. A confusão passou do dicionário aos espíritos; toda a gente andava atônita. Os farsolas cumprimentavam-se na rua pelas novas locuções: diziam, por exemplo, em vez de: Bom dia, como passou? – Pflerrgpxx, rouph, aa? A própria dama, temendo que o poeta amado perdesse afinal a campanha, propôs-lhe que fugissem; ele, porém, respondeu que ia ver primeiro se podia fazer alguma coisa. Deram noventa dias para o novo concurso e recolheram-se vinte madrigais. O melhor deles, apesar da língua bárbara, foi o do poeta amado. Bernardão, alucinado, mandou cortar as mãos aos dois ministros e foi a única vingança. Estrelada era tão admiravelmente bela, que ele não se atreveu a magoá-la, e cedeu.
Desgostoso, encerrou-se oito dias na biblioteca, lendo, passeando ou meditando. Parece que a última coisa que leu foi uma sátira do poeta Garção, e especialmente estes versos, que pareciam feitos de encomenda:
O raro Apeles,
Rubens e Rafael, inimitáveis
Não se fizeram pela cor das tintas;
A mistura elegante os fez eternos.

(ASSIS, Machado de. Páginas Recolhidas. Rio de Janeiro: Garnier, 1899. Adaptado.)
Considerando que no 1º§ do conto o autor emprega diversos recursos morfológicos para garantir a coesão e a progressão harmoniosa das ideias, analise o seguinte trecho: “[...] e em política pedia o trono para a multidão. Com o fim de a pôr ali, pegou de um pau, [...]”. Diante dos mecanismos de coesão textual e do emprego das classes de palavras, a respeito do termo grafado em destaque (“a” em “[...] a pôr ali [...]”), é correto afirmar que o vocábulo:
Alternativas
Q4343165 Português
O dicionário

Era uma vez um tanoeiro, demagogo, chamado Bernardino, o qual em cosmografia professava a opinião de que este mundo é um imenso tonel de marmelada, e em política pedia o trono para a multidão. Com o fim de a pôr ali, pegou de um pau, concitou os ânimos e deitou abaixo o rei; mas, entrando no paço, vencedor e aclamado, viu que o trono só dava para uma pessoa, e cortou a dificuldade sentando-se em cima.
– Em mim – bradou ele –, podeis ver a multidão coroada. Eu sou vós, vós sois eu.
O primeiro ato do novo rei foi abolir a tanoaria, indenizando os tanoeiros, prestes a derrubá-lo, com o título de Magníficos. O segundo foi declarar que, para maior lustre da pessoa e do cargo, passava a chamar-se, em vez de Bernardino, Bernardão. Particularmente encomendou uma genealogia a um grande doutor dessas matérias, que em pouco mais de uma hora o entroncou a um tal ou qual general romano do século IV, Bernardus Tanoarius; – nome que deu lugar à controvérsia, que ainda dura, querendo uns que o rei Bernardão tivesse sido tanoeiro, e outros, que isto não passe de uma confusão deplorável com o nome do fundador da família. Já vimos que esta segunda opinião é a única verdadeira.
Como era calvo desde verdes anos, decretou Bernardão que todos os seus súbditos fossem igualmente calvos, ou por natureza ou por navalha, e fundou esse ato em uma razão de ordem política, a saber, que a unidade moral do Estado pedia a conformidade exterior das cabeças. Outro ato em que revelou igual sabedoria foi o que ordenou que todos os sapatos do pé esquerdo tivessem um pequeno talho no lugar correspondente ao dedo mínimo, dando assim aos seus súditos o ensejo de se parecerem com ele, que padecia de um calo. O uso dos óculos em todo o reino não se explica de outro modo, senão por uma oftalmia que afligiu a Bernardão, logo no segundo ano do reinado. A doença levou-lhe um olho, e foi aqui que se revelou a vocação poética de Bernardão, porque, tendo-lhe dito um dos seus dois ministros, chamado Alfa, que a perda de um olho o fazia igual a Aníbal – comparação que o lisonjeou muito –, o segundo ministro, Ômega, deu um passo adiante, e achou-o superior a Homero, que perdera ambos os olhos. Esta cortesia foi uma revelação; e como isto prende com o casamento, vamos ao casamento.
Tratava-se, em verdade, de assegurar a dinastia dos Tanoarius. Não faltavam noivas ao novo rei, mas nenhuma lhe agradou tanto como a moça Estrelada, bela, rica e ilustre. Esta senhora, que cultivava a música e a poesia, era requestada por alguns cavalheiros, e mostrava-se fiel à dinastia decaída. Bernardão ofereceu-lhe as coisas mais suntuosas e raras, e, por outro lado, a família bradava-lhe que uma coroa na cabeça valia mais que uma saudade no coração; que não fizesse a desgraça dos seus, quando o ilustre Bernardão lhes acenava com o principado; que os tronos não andavam a rodo, e mais isto, e mais aquilo. Estrelada, porém, resistia à sedução.
Não resistiu muito tempo, mas também não cedeu tudo. Como entre os seus candidatos preferia secretamente um poeta, declarou que estava pronta a casar, mas seria com quem lhe fizesse o melhor madrigal, em concurso. Bernardão aceitou a cláusula, louco de amor e confiado em si: tinha mais um olho que Homero, e fizera a unidade dos pés e das cabeças.
Concorreram ao certame, que foi anônimo e secreto, vinte pessoas. Um dos madrigais foi julgado superior aos outros todos; era justamente o do poeta amado. Bernardão anulou por um decreto o concurso, e mandou abrir outro; mas então, por uma inspiração de insigne maquiavelismo, ordenou que não se empregassem palavras que tivessem menos de trezentos anos de idade. Nenhum dos concorrentes estudara os clássicos: era o meio provável de os vencer.
Não venceu ainda assim porque o poeta amado leu à pressa o que pôde, e o seu madrigal foi outra vez o melhor. Bernardão anulou esse segundo concurso; e, vendo que no madrigal vencedor as locuções antigas davam singular graça aos versos, decretou que só se empregassem as modernas e particularmente as da moda. Terceiro concurso, e terceira vitória do poeta amado.
Bernardão, furioso, abriu-se com os dois ministros, pedindo-lhes um remédio pronto e enérgico, porque, se não ganhasse a mão de Estrelada, mandaria cortar trezentas mil cabeças. Os dois, tendo consultado algum tempo, voltaram com este alvitre:
– Nós, Alfa e Ômega, estamos designados pelos nossos nomes para as cousas que respeitam à linguagem. A nossa ideia é que Vossa Sublimidade mande recolher todos os dicionários e nos encarregue de compor um vocabulário novo, que lhe dará a vitória.
Bernardão assim fez, e os dois meteram-se em casa durante três meses, findos os quais depositaram nas augustas mãos a obra acabada, um livro a que chamaram Dicionário de Babel, porque era realmente a confusão das letras. Nenhuma locução se parecia com a do idioma falado; as consoantes trepavam nas consoantes, as vogais diluíam-se nas vogais, palavras de duas sílabas tinham agora sete e oito, e vice-versa, tudo trocado, misturado, nenhuma energia, nenhuma graça, uma língua de cacos e trapos.
– Obrigue Vossa Sublimidade esta língua por um decreto, e está tudo feito.
Bernardão concedeu um abraço e uma pensão a ambos, decretou o vocabulário, e declarou que ia fazer-se o concurso definitivo para obter a mão da bela Estrelada. A confusão passou do dicionário aos espíritos; toda a gente andava atônita. Os farsolas cumprimentavam-se na rua pelas novas locuções: diziam, por exemplo, em vez de: Bom dia, como passou? – Pflerrgpxx, rouph, aa? A própria dama, temendo que o poeta amado perdesse afinal a campanha, propôs-lhe que fugissem; ele, porém, respondeu que ia ver primeiro se podia fazer alguma coisa. Deram noventa dias para o novo concurso e recolheram-se vinte madrigais. O melhor deles, apesar da língua bárbara, foi o do poeta amado. Bernardão, alucinado, mandou cortar as mãos aos dois ministros e foi a única vingança. Estrelada era tão admiravelmente bela, que ele não se atreveu a magoá-la, e cedeu.
Desgostoso, encerrou-se oito dias na biblioteca, lendo, passeando ou meditando. Parece que a última coisa que leu foi uma sátira do poeta Garção, e especialmente estes versos, que pareciam feitos de encomenda:
O raro Apeles,
Rubens e Rafael, inimitáveis
Não se fizeram pela cor das tintas;
A mistura elegante os fez eternos.

(ASSIS, Machado de. Páginas Recolhidas. Rio de Janeiro: Garnier, 1899. Adaptado.)
A organização estrutural de um texto reflete as escolhas estéticas e discursivas de seu autor, articulando sequências tipológicas diversas para dar forma a um determinado gênero. No caso de “O dicionário”, a correlação entre as marcas tipológicas e o gênero textual manifesta-se de forma peculiar. Nesse contexto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4343163 Português
O dicionário

Era uma vez um tanoeiro, demagogo, chamado Bernardino, o qual em cosmografia professava a opinião de que este mundo é um imenso tonel de marmelada, e em política pedia o trono para a multidão. Com o fim de a pôr ali, pegou de um pau, concitou os ânimos e deitou abaixo o rei; mas, entrando no paço, vencedor e aclamado, viu que o trono só dava para uma pessoa, e cortou a dificuldade sentando-se em cima.
– Em mim – bradou ele –, podeis ver a multidão coroada. Eu sou vós, vós sois eu.
O primeiro ato do novo rei foi abolir a tanoaria, indenizando os tanoeiros, prestes a derrubá-lo, com o título de Magníficos. O segundo foi declarar que, para maior lustre da pessoa e do cargo, passava a chamar-se, em vez de Bernardino, Bernardão. Particularmente encomendou uma genealogia a um grande doutor dessas matérias, que em pouco mais de uma hora o entroncou a um tal ou qual general romano do século IV, Bernardus Tanoarius; – nome que deu lugar à controvérsia, que ainda dura, querendo uns que o rei Bernardão tivesse sido tanoeiro, e outros, que isto não passe de uma confusão deplorável com o nome do fundador da família. Já vimos que esta segunda opinião é a única verdadeira.
Como era calvo desde verdes anos, decretou Bernardão que todos os seus súbditos fossem igualmente calvos, ou por natureza ou por navalha, e fundou esse ato em uma razão de ordem política, a saber, que a unidade moral do Estado pedia a conformidade exterior das cabeças. Outro ato em que revelou igual sabedoria foi o que ordenou que todos os sapatos do pé esquerdo tivessem um pequeno talho no lugar correspondente ao dedo mínimo, dando assim aos seus súditos o ensejo de se parecerem com ele, que padecia de um calo. O uso dos óculos em todo o reino não se explica de outro modo, senão por uma oftalmia que afligiu a Bernardão, logo no segundo ano do reinado. A doença levou-lhe um olho, e foi aqui que se revelou a vocação poética de Bernardão, porque, tendo-lhe dito um dos seus dois ministros, chamado Alfa, que a perda de um olho o fazia igual a Aníbal – comparação que o lisonjeou muito –, o segundo ministro, Ômega, deu um passo adiante, e achou-o superior a Homero, que perdera ambos os olhos. Esta cortesia foi uma revelação; e como isto prende com o casamento, vamos ao casamento.
Tratava-se, em verdade, de assegurar a dinastia dos Tanoarius. Não faltavam noivas ao novo rei, mas nenhuma lhe agradou tanto como a moça Estrelada, bela, rica e ilustre. Esta senhora, que cultivava a música e a poesia, era requestada por alguns cavalheiros, e mostrava-se fiel à dinastia decaída. Bernardão ofereceu-lhe as coisas mais suntuosas e raras, e, por outro lado, a família bradava-lhe que uma coroa na cabeça valia mais que uma saudade no coração; que não fizesse a desgraça dos seus, quando o ilustre Bernardão lhes acenava com o principado; que os tronos não andavam a rodo, e mais isto, e mais aquilo. Estrelada, porém, resistia à sedução.
Não resistiu muito tempo, mas também não cedeu tudo. Como entre os seus candidatos preferia secretamente um poeta, declarou que estava pronta a casar, mas seria com quem lhe fizesse o melhor madrigal, em concurso. Bernardão aceitou a cláusula, louco de amor e confiado em si: tinha mais um olho que Homero, e fizera a unidade dos pés e das cabeças.
Concorreram ao certame, que foi anônimo e secreto, vinte pessoas. Um dos madrigais foi julgado superior aos outros todos; era justamente o do poeta amado. Bernardão anulou por um decreto o concurso, e mandou abrir outro; mas então, por uma inspiração de insigne maquiavelismo, ordenou que não se empregassem palavras que tivessem menos de trezentos anos de idade. Nenhum dos concorrentes estudara os clássicos: era o meio provável de os vencer.
Não venceu ainda assim porque o poeta amado leu à pressa o que pôde, e o seu madrigal foi outra vez o melhor. Bernardão anulou esse segundo concurso; e, vendo que no madrigal vencedor as locuções antigas davam singular graça aos versos, decretou que só se empregassem as modernas e particularmente as da moda. Terceiro concurso, e terceira vitória do poeta amado.
Bernardão, furioso, abriu-se com os dois ministros, pedindo-lhes um remédio pronto e enérgico, porque, se não ganhasse a mão de Estrelada, mandaria cortar trezentas mil cabeças. Os dois, tendo consultado algum tempo, voltaram com este alvitre:
– Nós, Alfa e Ômega, estamos designados pelos nossos nomes para as cousas que respeitam à linguagem. A nossa ideia é que Vossa Sublimidade mande recolher todos os dicionários e nos encarregue de compor um vocabulário novo, que lhe dará a vitória.
Bernardão assim fez, e os dois meteram-se em casa durante três meses, findos os quais depositaram nas augustas mãos a obra acabada, um livro a que chamaram Dicionário de Babel, porque era realmente a confusão das letras. Nenhuma locução se parecia com a do idioma falado; as consoantes trepavam nas consoantes, as vogais diluíam-se nas vogais, palavras de duas sílabas tinham agora sete e oito, e vice-versa, tudo trocado, misturado, nenhuma energia, nenhuma graça, uma língua de cacos e trapos.
– Obrigue Vossa Sublimidade esta língua por um decreto, e está tudo feito.
Bernardão concedeu um abraço e uma pensão a ambos, decretou o vocabulário, e declarou que ia fazer-se o concurso definitivo para obter a mão da bela Estrelada. A confusão passou do dicionário aos espíritos; toda a gente andava atônita. Os farsolas cumprimentavam-se na rua pelas novas locuções: diziam, por exemplo, em vez de: Bom dia, como passou? – Pflerrgpxx, rouph, aa? A própria dama, temendo que o poeta amado perdesse afinal a campanha, propôs-lhe que fugissem; ele, porém, respondeu que ia ver primeiro se podia fazer alguma coisa. Deram noventa dias para o novo concurso e recolheram-se vinte madrigais. O melhor deles, apesar da língua bárbara, foi o do poeta amado. Bernardão, alucinado, mandou cortar as mãos aos dois ministros e foi a única vingança. Estrelada era tão admiravelmente bela, que ele não se atreveu a magoá-la, e cedeu.
Desgostoso, encerrou-se oito dias na biblioteca, lendo, passeando ou meditando. Parece que a última coisa que leu foi uma sátira do poeta Garção, e especialmente estes versos, que pareciam feitos de encomenda:
O raro Apeles,
Rubens e Rafael, inimitáveis
Não se fizeram pela cor das tintas;
A mistura elegante os fez eternos.

(ASSIS, Machado de. Páginas Recolhidas. Rio de Janeiro: Garnier, 1899. Adaptado.)
Ao longo da narrativa, o rei Bernardão utiliza decretos para alterar arbitrariamente a realidade e o valor das palavras no reino, culminando na imposição do “Dicionário de Babel” (11º§). Diante do desfecho do conto e da correlação entre os planos denotativo e conotativo da linguagem, assinale a afirmativa que expressa corretamente a interpretação da sátira machadiana.
Alternativas
Q4343157 Português
Após a leitura de uma reportagem sobre mobilidade urbana com uma turma de sétimo ano, o professor propõe a seguinte questão: "Releia o trecho em que o autor apresenta os dados da pesquisa e explique por que ele os situa logo depois do depoimento do morador, e não na abertura da reportagem."
Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE a capacidade de leitura mobilizada pela questão proposta.
Alternativas
Q4343156 Português
Uma turma de sexto ano lê o seguinte trecho de um conto: "Depois da terceira tentativa, Joana guardou o violão no armário e passou a atravessar a sala sem olhar para aquele canto."
A professora pergunta: "O que a atitude de Joana permite concluir?" Um estudante responde: "Que ela guardou o violão no armário e não olhava mais para o canto da sala."
Assinale a alternativa que analisa CORRETAMENTE a resposta apresentada pelo estudante.
Alternativas
Q4343152 Português
Um estudante do sétimo ano escreve o seguinte fragmento em um texto sobre o bairro onde mora:

"O bairro não tem área de lazer. As crianças brincam na rua. Isso é perigoso. A prefeitura prometeu uma praça. Ela não foi construída. Os moradores fizeram um abaixo-assinado."
Assinale a alternativa que analisa CORRETAMENTE o fragmento quanto à coesão e à coerência.
Alternativas
Q4343151 Português
Em uma reunião de área, professores de Língua Portuguesa discutem como abordar a organização dos textos com turmas de sexto a nono ano. Sobre esse trabalho, analise as afirmativas a seguir:

I. A estrutura de um texto resulta de escolhas orientadas pela finalidade e pelo interlocutor previstos, de modo que textos de um mesmo gênero podem organizar-se de maneiras distintas conforme a situação em que circulam.
II. Reconhecer a organização de um texto envolve identificar como as partes se articulam entre si e que função cada uma cumpre no conjunto, e não nomear as partes segundo um esquema aprendido previamente.
III. Como os gêneros apresentam estrutura relativamente estável, o ensino da organização textual se realiza pela apresentação de um esquema fixo, que o estudante preenche com o conteúdo que pretende comunicar.
IV. A identificação dos parágrafos e de seus tópicos frasais é suficiente para descrever a organização de um texto, uma vez que a progressão temática se manifesta na sucessão dos blocos gráficos.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q4343049 Português

Analise o dispositivo a seguir, extraído da Lei Orgânica do Município de Riachão do Jacuípe:


Art. 7º-B. Ao Município incumbe, na sua órbita de atuação, concretizar os objetivos expressos na Constituição da República Federativa do Brasil, dentre eles, a eleição de representantes para o Legislativo e para o Executivo, em responsabilidade e transparência de ação, garantindo amplo acesso dos meios de comunicação aos atos e informações, bem como a participação, fiscalização e controle popular, nos termos desta Lei Orgânica.


RIACHÃO DO JACUÍPE (BA). Lei Orgânica do Município de Riachão do Jacuípe. Republicação. Diário Oficial Eletrônico da Câmara Municipal de Riachão do Jacuípe. 2018.

A compreensão do dispositivo permite concluir que a transparência da atuação municipal tem como finalidade principal
Alternativas
Respostas
1401: B
1402: D
1403: D
1404: B
1405: B
1406: C
1407: C
1408: A
1409: E
1410: C
1411: D
1412: B
1413: C
1414: A
1415: C
1416: D
1417: E
1418: D
1419: D
1420: B