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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 129.096 questões

Q3911930 Português

Leia o texto e responda à questão.



A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e responde “kkk” com seriedade.



Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.

Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua, vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele “deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e um resumo do clima na cidade.

E aí surge o grande dilema moral: como responder? Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso, tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento, significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.

No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e, sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio, é um aviso de tempestade.

Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível. Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.

Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para 0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.

O clique do meu próprio microfone. E a minha própria voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.

Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era. Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.

 

Fonte: Banca Examinadora

No contraste “Eu, que já fui… hoje sou…”, a recorrência temporal e o aspecto verbal constroem, principalmente, a ideia de:
Alternativas
Q3911929 Português

Leia o texto e responda à questão.



A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e responde “kkk” com seriedade.



Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.

Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua, vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele “deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e um resumo do clima na cidade.

E aí surge o grande dilema moral: como responder? Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso, tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento, significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.

No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e, sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio, é um aviso de tempestade.

Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível. Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.

Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para 0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.

O clique do meu próprio microfone. E a minha própria voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.

Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era. Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.

 

Fonte: Banca Examinadora

A recorrência do termo “áudio” ao longo do texto cumpre, principalmente, a função de:
Alternativas
Q3911928 Português

Leia o texto e responda à questão.



A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e responde “kkk” com seriedade.



Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.

Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua, vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele “deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e um resumo do clima na cidade.

E aí surge o grande dilema moral: como responder? Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso, tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento, significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.

No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e, sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio, é um aviso de tempestade.

Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível. Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.

Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para 0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.

O clique do meu próprio microfone. E a minha própria voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.

Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era. Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.

 

Fonte: Banca Examinadora

No texto, a coesão no período composto se organiza por conectores. A combinação que marca, respectivamente, oposição e explicação é:
Alternativas
Q3911925 Português

Leia o texto e responda à questão.



A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e responde “kkk” com seriedade.



Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.

Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua, vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele “deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e um resumo do clima na cidade.

E aí surge o grande dilema moral: como responder? Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso, tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento, significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.

No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e, sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio, é um aviso de tempestade.

Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível. Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.

Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para 0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.

O clique do meu próprio microfone. E a minha própria voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.

Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era. Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.

 

Fonte: Banca Examinadora

A relação entre coesão e coerência, tomando o texto como referência, pode ser caracterizada por: 
Alternativas
Q3911924 Português

Leia o texto e responda à questão.



A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e responde “kkk” com seriedade.



Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.

Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua, vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele “deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e um resumo do clima na cidade.

E aí surge o grande dilema moral: como responder? Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso, tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento, significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.

No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e, sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio, é um aviso de tempestade.

Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível. Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.

Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para 0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.

O clique do meu próprio microfone. E a minha própria voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.

Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era. Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.

 

Fonte: Banca Examinadora

Considerando a organização global do texto, a estrutura predominante é:
Alternativas
Q3911922 Português

Leia o texto e responda à questão.



A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e responde “kkk” com seriedade.



Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.

Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua, vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele “deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e um resumo do clima na cidade.

E aí surge o grande dilema moral: como responder? Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso, tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento, significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.

No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e, sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio, é um aviso de tempestade.

Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível. Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.

Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para 0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.

O clique do meu próprio microfone. E a minha própria voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.

Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era. Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.

 

Fonte: Banca Examinadora

No trecho em que o narrador menciona o som do clique do microfone, esse som funciona, na classificação dos signos, como: 
Alternativas
Q3911820 Português
Na frase “Ele respondeu com seriedade, mas por dentro estava rindo”, marque a alternativa em que a primeira palavra é sinônimo de “seriedade” e a segunda é antônimo de “por dentro”.
Alternativas
Q3911767 Português

Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna, usando uma única palavra presente no trecho de referência:


No que diz respeito à cultura local, pode-se constatar que quase sempre apenas o nível _________ dessa cultura é admitido na escola (Tarsila, Portinari etc.). As culturas de classes sociais economicamente desfavorecidas continuam a ser ignoradas pelas instituições educacionais, mesmo pelos que estão envolvidos na educação dessas classes. 

Alternativas
Q3911637 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “casa” é empregada em sentido próprio, literal. 
Alternativas
Q3911634 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Óculos escuros

    O azul é mais profundo, o verde é mais denso, o asfalto é mais escuro. Todas as cores se fortalecem, ganham relevo, se acentuam diante dos olhos, como se a vida fosse mais colorida e olhar em volta fosse uma brincadeira muito interessante, como quando a gente é criança e descobre todas as possibilidades de um carrinho.

    Não tem como dizer que não fica mais bonito. Fica. Fica e faz bem para a visão. O sol não bate tão forte, a luminosidade não dói, nem faz a gente quase fechar os olhos. Não, olhamos em volta como se fosse normal ser assim, como se os óculos escuros fossem algo naturalmente ligado à nossa cabeça, e não um artefato preso atrás das orelhas.


    Não faço a menor ideia de quem foi o inventor dos óculos escuros, mas foi um gênio. E ele não precisa ficar triste, se eu não sei o nome dele, também não sei o nome do inventor da roda ou de quem domesticou o fogo.

     Nem por isso a roda e o fogo não foram fundamentais para o progresso da humanidade. Sem eles onde será que estaríamos? E sem a lança, o arco e a flecha? Também não sei quem foram os inventores desses instrumentos essenciais para o ser humano se tornar o dono das savanas.

     Como dizia Raul Seixas, “quem não tem colírio usa óculos escuros”. É só mais uma utilidade para um instrumento de mil e uma utilidades. Serve para esconder olho roxo, para amenizar ressaca, para não deixar ver para quem estamos olhando, para ocultar a lágrima de um velório.

    Nos dias de sol, os óculos escuros ganham mais relevância. São bonitos, facilitam enfrentar a luminosidade, nos deixam mais simpáticos, mais inclusivos, mais na moda. É como se a vida girasse entre festa e poesia, e num mundo mais colorido, a luz tivesse um papel milagroso com que fizesse a paz algo possível no mundo real.

     Além disso, os óculos escuros protegem os olhos.

MENDONÇA, Antonio Penteado. Óculos escuros.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/09/12/oc
ulos-escuros/>. 
“Serve (...) para amenizar ressaca”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3911632 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Óculos escuros

    O azul é mais profundo, o verde é mais denso, o asfalto é mais escuro. Todas as cores se fortalecem, ganham relevo, se acentuam diante dos olhos, como se a vida fosse mais colorida e olhar em volta fosse uma brincadeira muito interessante, como quando a gente é criança e descobre todas as possibilidades de um carrinho.

    Não tem como dizer que não fica mais bonito. Fica. Fica e faz bem para a visão. O sol não bate tão forte, a luminosidade não dói, nem faz a gente quase fechar os olhos. Não, olhamos em volta como se fosse normal ser assim, como se os óculos escuros fossem algo naturalmente ligado à nossa cabeça, e não um artefato preso atrás das orelhas.


    Não faço a menor ideia de quem foi o inventor dos óculos escuros, mas foi um gênio. E ele não precisa ficar triste, se eu não sei o nome dele, também não sei o nome do inventor da roda ou de quem domesticou o fogo.

     Nem por isso a roda e o fogo não foram fundamentais para o progresso da humanidade. Sem eles onde será que estaríamos? E sem a lança, o arco e a flecha? Também não sei quem foram os inventores desses instrumentos essenciais para o ser humano se tornar o dono das savanas.

     Como dizia Raul Seixas, “quem não tem colírio usa óculos escuros”. É só mais uma utilidade para um instrumento de mil e uma utilidades. Serve para esconder olho roxo, para amenizar ressaca, para não deixar ver para quem estamos olhando, para ocultar a lágrima de um velório.

    Nos dias de sol, os óculos escuros ganham mais relevância. São bonitos, facilitam enfrentar a luminosidade, nos deixam mais simpáticos, mais inclusivos, mais na moda. É como se a vida girasse entre festa e poesia, e num mundo mais colorido, a luz tivesse um papel milagroso com que fizesse a paz algo possível no mundo real.

     Além disso, os óculos escuros protegem os olhos.

MENDONÇA, Antonio Penteado. Óculos escuros.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/09/12/oc
ulos-escuros/>. 
Em relação ao texto “Óculos escuros”, é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q3911432 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO DESAFIA INFRAESTRUTURA DO BRASIL

    Quando os radares da Defesa Civil captaram a possibilidade de temporal sobre Santa Catarina em dezembro de 2025, o governo do estado tomou uma decisão drástica: suspender as aulas. Foi a primeira vez que mais de 520 mil alunos de escolas estaduais foram orientados a ficar em casa naquele 9 de dezembro como medida de prevenção a desastres. Estudantes da rede municipal em diversas cidades e universidades também cancelaram as atividades.
    A chuva e os ventos fortes eram trazidos por um ciclone extratropical que já ganhava o selo de atípico. Ele se formou no Paraguai, atravessou o Rio Grande do Sul e se intensificou na costa entre esse estado e Santa Catarina, detalha Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
    Um dia depois, as mesmas rajadas sopraram na cidade de São Paulo. Os ventos chegaram a 100 km/h, afetaram transformadores de energia, cancelaram voos, derrubaram placas de trânsito e paralisaram a vida em pelo menos dois milhões de imóveis. A estimativa mais recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo calcula perdas de pelo menos R$ 2,1 bilhões no comércio e no setor de serviços.
    Um mês antes, outro ciclone extratropical formado sobre o Sul do país foi o estopim para uma calamidade no Paraná. Nuvens pesadas ajudaram a formar três tornados que atingiram 11 cidades e arremessaram carros, derrubaram prédios, tombaram caminhões. O fenômeno destruiu 80% de Rio Bonito do Iguaçu e deixou seus 14 mil moradores em choque.
     “Nós não estamos preparados para isso. Nós não estamos adaptados para enfrentar esses eventos climáticos extremos”, avalia José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden. Os ciclones extratropicais são um fenômeno conhecido na meteorologia. Na América do Sul, eles se formam próximo ao Sul do Brasil até o sul da Argentina e precisam de um ingrediente-chave: o calor que vem do Equador encontrando o frio que sai do polo.
    O Instituto Nacional de Meteorologia não tem um banco de dados que contabilize os ciclones extratropicais ocorridos no Brasil, informou o órgão. Mas a pesquisa feita por Rosmeri Porfírio da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, revela que de três a quatro ciclones se formam nesta região, em média, por mês e “saem” para o Atlântico.
    Os ciclones, explica a cientista, têm um papel fundamental de auxiliar no transporte de calor do Equador para o polo e do frio no caminho contrário. “E quando fazem isso, geram ação, rotação, formam nuvem, tempestade, a pressão muda muito no espaço, os ventos se aceleram”, cita Rocha. A diferença do caso mais recente foi que ele se intensificou dentro do continente - e não no mar, como costuma ser. No monitoramento feito por Seluchi, o sistema chegou a 2 mil km de extensão e gerou efeitos desde a Argentina até o Rio de Janeiro.
    Em Florianópolis, estado exposto a este evento climático por sua posição geográfica, Regina Rodrigues vivenciou três ciclones em 2025 no quintal de sua casa. Professora na Universidade Federal de Santa Catarina, ela é uma das brasileiras de um grupo internacional que investiga a conexão de eventos climáticos extremos com as mudanças climáticas.
   “A força motriz dos ciclones é a diferença de temperatura. Quanto maior for esta diferença, mais violento ele fica. Está ficando pior porque a parte subtropical e tropical do Brasil está ficando mais quente”, afirma Rodrigues. No estado onde vive, considerado uma zona de “encontros” dessas massas, os ventos já chegaram a 109 km/h. Sem energia elétrica e internet em casa, Rodrigues viu pela janela telhados e toldos voando.
    O despreparo para enfrentar ciclones mais fortes e outros eventos climáticos extremos é visível até na metrópole mais rica do país. Para moradores, comércios e indústrias na Grande São Paulo, ventanias e tempestades têm sido sinônimo de dias sem eletricidade. “Isso mostra toda a vulnerabilidade do sistema elétrico, com postes e fios aéreos — e que estão perto das árvores”, comenta Marengo.
    A Empresa de Pesquisa Energética reconhece as lacunas do setor e a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas. Um estudo publicado no ano passado lista os potenciais impactos de tempestades, ventos fortes e enchentes na infraestrutura e no fornecimento de energia. Mas, até agora, as concessionárias não são cobradas por órgãos reguladores para aumentar a resiliência.
    Na capital paulista, o aterramento dos fios anda a passos lentos: a prefeitura afirma ter implantado 88 km de fiação subterrânea. Isso equivale a 0,02% dos 44 mil km sob concessão da Enel no estado, empresa distribuidora que atende 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana.
    Os impactos afetam outros setores da economia. O de seguros, em geral, é um dos primeiros justamente por lidar diretamente com a materialização dos riscos. “Observa-se um aumento gigantesco no número de sinistros, o que torna o impacto das mudanças climáticas mais evidente”, comenta Luciane Moessa, advogada e diretora da ONG Soluções Inclusivas Sustentáveis.
    As seguradoras, afirma Moessa, têm buscado projetar novos cenários e rever suas metodologias de cálculo para enfrentarem os novos tempos. Mesmo que esse setor se adapte, não há garantias de um desfecho positivo: ao recalcular os riscos com base no aumento da frequência e da intensidade dos sinistros, os prêmios podem se tornar muito mais elevados do que são hoje.
    “E as pessoas podem deixar de contratar seguros simplesmente porque não terão condições de arcar com os custos”, complementa Moessa, citando o exemplo do seguro agropecuário. Em nível nacional, o país acaba de aprovar o Plano Clima Adaptação. A política pública envolve 26 ministérios e busca aumentar a resiliência de estados e municípios diante de eventos extremos e, sobretudo, evitar mortes.
    O desafio será implementar as diretrizes nos estados e cidades — onde os impactos das mudanças climáticas se manifestam. Em outra frente, o Ministério do Meio Ambiente vai ajudar municípios a desenvolverem seus próprios planos com foco na proteção de vidas, infraestrutura, transporte, saúde e outros serviços essenciais.
    “Um plano de adaptação ideal parte, antes de tudo, do conhecimento profundo sobre onde o território é vulnerável. Por isso, o planejamento precisa ser participativo, envolvendo não apenas o poder público, mas também a sociedade civil e o setor privado”, afirma Lincoln Muniz Alves, coordenadorgeral do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, referindose ao AdaptaCidade. 
   Não há uma receita de bolo a ser seguida: a ideia é que cada município, a partir de sua realidade específica, defina suas prioridades. Em muitos casos, os problemas estão associados tanto ao excesso quanto à falta de água, cita como exemplo Alves. Nesta fase inicial, 581 cidades distribuídas por todos os estados participam desse esforço.
    Para colocar o plano em prática, o acesso ao financiamento pode ser uma barreira, já que muitos municípios estão endividados ou têm pouca capacidade técnica para elaborar projetos robustos. “Embora existam recursos disponíveis, a burocracia também é um obstáculo significativo. É necessário que as próprias agências financiadoras reconheçam essas limitações e adaptem seus mecanismos”, comenta Alves sobre outra necessidade de adequação.
(...)

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/eventosclimáticos-extremos-desafiam-infraestrutura-brasileira/a75216590>. Adaptado. Acesso em: 06 de fevereiro de 2026.
A decisão relatada no início do texto revela, sobretudo, uma mudança no padrão de atuação do poder público diante de eventos climáticos, caracterizada por:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: COMESP Prova: FAFIPA - 2026 - COMESP - Contador |
Q3911383 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tempos Modernos

-

Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima do muro
De hipocrisia que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Mais sim do que não, não, não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir
Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
mais sim do que não, não, não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir
No trecho "De hipocrisia que insiste em nos rodear", o termo "nos" exerce a função de objeto indireto do verbo "rodear". Já o "que" introduz uma oração que estabelece relação coesiva com o termo antecedente. Considerando o sentido global da letra, tal construção contribui para reforçar a ideia de:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: COMESP Prova: FAFIPA - 2026 - COMESP - Contador |
Q3911382 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tempos Modernos

-

Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima do muro
De hipocrisia que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Mais sim do que não, não, não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir
Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
mais sim do que não, não, não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir
A letra apresenta uma visão otimista ddo eu lírico sobre o futuro, apolada en imagens poéticas, como em "Eu vejo a vida melhor no futuro" e "Hoje o tempo voa, amor”, Considerando o contexto global, o terno "voa" está empregado em sentido conotativo e sugere: 
Alternativas
Q3911284 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem


Em tarefas consideradas perigosas, delicadas ou complexas, alguns animais demonstram habilidades que superam tanto humanos quanto máquinas. Um exemplo expressivo são os ratos-gigantes-africanos, treinados pela ONG APOPO para detectar minas terrestres e outros explosivos remanescentes de guerras. Esses animais conseguem examinar, em cerca de vinte minutos, áreas que levariam dias para serem vistoriadas por equipes humanas com detectores de metal.

A atuação da APOPO envolve o treinamento desses ratos, de porte semelhante ao de um gato pequeno, conhecidos pelas grandes bolsas nas bochechas. Chamados de HeroRATs, eles já limparam aproximadamente cento e vinte milhões de metros quadrados de terrenos contaminados em países como Angola, Azerbaijão e Camboja, sem que a organização tenha perdido um único animal em campos minados. Sua eficiência se deve ao fato de ignorarem sucata metálica e reagirem apenas ao odor de explosivos, sinalizando o local para posterior remoção segura.

Inicialmente, houve desconfiança das comunidades locais quanto ao uso dos ratos, mas o sucesso contínuo do trabalho levou à aceitação e à devolução de áreas antes consideradas perigosas. Além da desminagem, esses animais também vêm sendo testados em operações de busca e resgate, mostrando que certas capacidades naturais permanecem insubstituíveis mesmo em um contexto de alta tecnologia.

Outro exemplo são os furões, domesticados há mais de dois mil anos. Graças ao corpo alongado e à curiosidade natural, eles conseguem acessar túneis, canos e passagens estreitas, sendo utilizados atualmente para localizar bloqueios em sistemas de drenagem e auxiliar na instalação de cabos de fibra óptica. Essas habilidades já foram exploradas inclusive em projetos científicos, como a limpeza de tubos estreitos em laboratórios de física.

Os cães, por sua vez, destacam-se pelo olfato altamente desenvolvido, capaz de detectar doenças como câncer, epilepsia, malária, Parkinson e covid-19. Essa precisão resulta tanto da grande quantidade de receptores olfativos quanto da estrutura eficiente do nariz desses animais. Além disso, muitos atuam como cães de assistência médica, alertando seus tutores sobre emergências iminentes.

Mais do que eficiência técnica, esses animais estabelecem forte vínculo emocional com os humanos, oferecendo apoio físico e psicológico. Assim, apesar dos avanços da robótica e da automação, diversas tarefas continuam dependendo de capacidades biológicas únicas, confirmando que, em muitos casos, a solução mais eficaz vem da própria natureza.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy1zd8weg5o.adaptado.
A compreensão global do texto permite identificar a ideia central defendida pelo autor a respeito do papel desempenhado pelos animais em determinadas atividades humanas.

Assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3911260 Português
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, entre parênteses, o sentido expresso pela palavra destacada.
Alternativas
Q3911254 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Como ensinar



    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

    Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.

    Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.



ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>. 

“Os livros são a porta para um mundo grande.”
No trecho acima vigora a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q3911253 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Como ensinar



    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

    Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.

    Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.



ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>. 

Assinale a alternativa que apresenta uma ideia condizente com o texto “Como ensinar”.
Alternativas
Q3911224 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



O tempo manda



    Quem sabe do tempo é São Pedro, ou dizem que é, mas sem prova documental, registrada em cartório e com firma reconhecida, tem os que duvidam. Aliás, tem quem duvide até da existência de São Pedro, imagine dele ser o dono das chuvas.


    Alguns mais clássicos dizem que o dono dos raios é Zeus, então caberia a ele mandar nas tempestades, dispor dos ventos e das chuvas de acordo com sua vontade. Pode ser que sim, pode ser que não, as reticências são tão boas para ele quanto para São Pedro.


    Entre secos e molhados, a ciência diz que as chuvas e tempestades são consequências de fenômenos climáticos que as formam e dimensionam, desde uma simples garoa, caindo com a brisa do fim da tarde, até enormes furacões que varrem o que encontram pela frente, numa clara vingança da natureza, não se sabe contra o quê.


    O fato é que o tempo sempre mandou. Não fossem as chuvas, boa parte do planeta seria deserto, os rios secariam, e sem os ventos o mar não quebraria nas pedras com a intensidade que o faz.


    De uns tempos para cá o que deveria acontecer só depois de 2050 já está acontecendo, e o que é pior, com enorme regularidade. A força e a frequência dos eventos de origem climática deixaram o patamar de mudanças climáticas para o degrau de emergência climática.


    Não adianta pregar no deserto – ou começamos a agir com responsabilidade, convencidos de que do jeito que vai, vai mal, ou a vaca vai para o brejo e o animal ser humano vai desaparecer do planeta, da mesma forma que os dinossauros e outras espécies que nem sabemos que existiram.


    Cada dia é um dia, mas se ficar na toada que vai, cada dia será um dia mais próximo do apocalipse e do juízo final.


MENDONÇA, Antonio Penteado. O tempo manda. Crônicas da cidade. Disponível em. <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/11/19/otempo-manda/>. 

Assinale a alternativa cujo trecho destacado se apresenta em sentido próprio, literal.
Alternativas
Q3911223 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



O tempo manda



    Quem sabe do tempo é São Pedro, ou dizem que é, mas sem prova documental, registrada em cartório e com firma reconhecida, tem os que duvidam. Aliás, tem quem duvide até da existência de São Pedro, imagine dele ser o dono das chuvas.


    Alguns mais clássicos dizem que o dono dos raios é Zeus, então caberia a ele mandar nas tempestades, dispor dos ventos e das chuvas de acordo com sua vontade. Pode ser que sim, pode ser que não, as reticências são tão boas para ele quanto para São Pedro.


    Entre secos e molhados, a ciência diz que as chuvas e tempestades são consequências de fenômenos climáticos que as formam e dimensionam, desde uma simples garoa, caindo com a brisa do fim da tarde, até enormes furacões que varrem o que encontram pela frente, numa clara vingança da natureza, não se sabe contra o quê.


    O fato é que o tempo sempre mandou. Não fossem as chuvas, boa parte do planeta seria deserto, os rios secariam, e sem os ventos o mar não quebraria nas pedras com a intensidade que o faz.


    De uns tempos para cá o que deveria acontecer só depois de 2050 já está acontecendo, e o que é pior, com enorme regularidade. A força e a frequência dos eventos de origem climática deixaram o patamar de mudanças climáticas para o degrau de emergência climática.


    Não adianta pregar no deserto – ou começamos a agir com responsabilidade, convencidos de que do jeito que vai, vai mal, ou a vaca vai para o brejo e o animal ser humano vai desaparecer do planeta, da mesma forma que os dinossauros e outras espécies que nem sabemos que existiram.


    Cada dia é um dia, mas se ficar na toada que vai, cada dia será um dia mais próximo do apocalipse e do juízo final.


MENDONÇA, Antonio Penteado. O tempo manda. Crônicas da cidade. Disponível em. <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/11/19/otempo-manda/>. 

“A força e a frequência dos eventos de origem climática deixaram o patamar de mudanças climáticas para o degrau de emergência climática.”


A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Respostas
6041: D
6042: C
6043: B
6044: B
6045: D
6046: A
6047: A
6048: C
6049: C
6050: E
6051: B
6052: B
6053: C
6054: B
6055: C
6056: D
6057: D
6058: E
6059: D
6060: A