Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 130.666 questões

Q4408737 Português
Sistemas de ensino precisam cumprir lei e contratar psicólogos e assistentes sociais, cobram especialistas


Psicólogos e assistentes sociais que atuam em escolas devem ser classificados como profissionais da educação, com formação específica para atuar na área educacional, defenderam participantes de debate na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A comissão realizou audiência pública sobre a implantação da Lei 13.935/2019, que obriga as redes públicas de ensino básico a contratar esses profissionais.

Na opinião da integrante do Conselho Federal de Psicologia Raquel Guzzo, a formação específica para atuar na educação é imprescindível, pois não é possível simplesmente fazer a transposição da clínica para o contexto escolar. Na escola, defende, é necessário considerar os contextos educacionais e a política educacional para uma atuação adequada. "Tanto a graduação em psicologia quanto a graduação em serviço social têm um caráter generalista pela complexidade da função, e o caráter generalista impede que as pessoas conheçam o campo", afirmou.

Segundo a lei, os estabelecimentos de ensino deveriam contratar psicólogos e assistentes sociais em até um ano após sua entrada em vigor – a partir de 2020, portanto. Porém, com o advento da pandemia de covid-19, a adoção da medida foi adiada. De acordo com Raquel Guzzo, até hoje somente 85 municípios cumpriram a legislação. 
No Texto, afirma-se que "não é possível simplesmente fazer a transposição da clínica para o contexto escolar". A interpretação adequada desse trecho depende do valor semântico atribuído aos seus termos. Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 
I.No trecho, o vocábulo "transposição" é empregado em sentido denotativo estrito, designando o transporte físico de equipamentos e mobiliário do consultório para as dependências da escola.
PORQUE
II.No mesmo trecho, "a clínica" designa, por extensão de sentido, o modelo de atuação profissional próprio do atendimento em consultório, e não o espaço físico em que esse atendimento se realiza.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4408736 Português
Sistemas de ensino precisam cumprir lei e contratar psicólogos e assistentes sociais, cobram especialistas


Psicólogos e assistentes sociais que atuam em escolas devem ser classificados como profissionais da educação, com formação específica para atuar na área educacional, defenderam participantes de debate na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A comissão realizou audiência pública sobre a implantação da Lei 13.935/2019, que obriga as redes públicas de ensino básico a contratar esses profissionais.

Na opinião da integrante do Conselho Federal de Psicologia Raquel Guzzo, a formação específica para atuar na educação é imprescindível, pois não é possível simplesmente fazer a transposição da clínica para o contexto escolar. Na escola, defende, é necessário considerar os contextos educacionais e a política educacional para uma atuação adequada. "Tanto a graduação em psicologia quanto a graduação em serviço social têm um caráter generalista pela complexidade da função, e o caráter generalista impede que as pessoas conheçam o campo", afirmou.

Segundo a lei, os estabelecimentos de ensino deveriam contratar psicólogos e assistentes sociais em até um ano após sua entrada em vigor – a partir de 2020, portanto. Porém, com o advento da pandemia de covid-19, a adoção da medida foi adiada. De acordo com Raquel Guzzo, até hoje somente 85 municípios cumpriram a legislação. 
A leitura proficiente do Texto exige distinguir planos diferentes da construção do sentido: aquilo de que o texto trata, aquilo para que ele foi escrito, o dado que ele registra e o juízo que ele reporta. Associe as colunas abaixo, relacionando as categorias de leitura às formulações que as exemplificam corretamente.

Coluna 1
1.Tema central do texto. 2.Finalidade comunicativa predominante. 3.Dado numérico registrado no texto sobre o cumprimento da lei. 4.Juízo avaliativo defendido por participante do debate.
Coluna 2
(__) Relatar a audiência pública promovida na Comissão de Educação da Câmara e as cobranças de especialistas pelo cumprimento da lei.
(__) A implantação, ainda incompleta, da lei que obriga as redes públicas de ensino básico a contratar psicólogos e assistentes sociais.
(__) A formação específica para atuar na educação é imprescindível, não bastando transpor a prática clínica para o contexto escolar.
(__) Até o momento do debate, 85 municípios haviam cumprido a legislação. 


Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
Alternativas
Q4408735 Português
Sistemas de ensino precisam cumprir lei e contratar psicólogos e assistentes sociais, cobram especialistas


Psicólogos e assistentes sociais que atuam em escolas devem ser classificados como profissionais da educação, com formação específica para atuar na área educacional, defenderam participantes de debate na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A comissão realizou audiência pública sobre a implantação da Lei 13.935/2019, que obriga as redes públicas de ensino básico a contratar esses profissionais.

Na opinião da integrante do Conselho Federal de Psicologia Raquel Guzzo, a formação específica para atuar na educação é imprescindível, pois não é possível simplesmente fazer a transposição da clínica para o contexto escolar. Na escola, defende, é necessário considerar os contextos educacionais e a política educacional para uma atuação adequada. "Tanto a graduação em psicologia quanto a graduação em serviço social têm um caráter generalista pela complexidade da função, e o caráter generalista impede que as pessoas conheçam o campo", afirmou.

Segundo a lei, os estabelecimentos de ensino deveriam contratar psicólogos e assistentes sociais em até um ano após sua entrada em vigor – a partir de 2020, portanto. Porém, com o advento da pandemia de covid-19, a adoção da medida foi adiada. De acordo com Raquel Guzzo, até hoje somente 85 municípios cumpriram a legislação. 
No terceiro parágrafo do Texto, articulam-se três períodos: o que enuncia o prazo legal de contratação ("a partir de 2020, portanto"), o que registra o adiamento ("Porém, com o advento da pandemia de covid-19, a adoção da medida foi adiada") e o que apresenta o dado dos 85 municípios. Sobre o percurso argumentativo construído por essa articulação, conclui-se que o conector "Porém": 
Alternativas
Q4408734 Português
Sistemas de ensino precisam cumprir lei e contratar psicólogos e assistentes sociais, cobram especialistas


Psicólogos e assistentes sociais que atuam em escolas devem ser classificados como profissionais da educação, com formação específica para atuar na área educacional, defenderam participantes de debate na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A comissão realizou audiência pública sobre a implantação da Lei 13.935/2019, que obriga as redes públicas de ensino básico a contratar esses profissionais.

Na opinião da integrante do Conselho Federal de Psicologia Raquel Guzzo, a formação específica para atuar na educação é imprescindível, pois não é possível simplesmente fazer a transposição da clínica para o contexto escolar. Na escola, defende, é necessário considerar os contextos educacionais e a política educacional para uma atuação adequada. "Tanto a graduação em psicologia quanto a graduação em serviço social têm um caráter generalista pela complexidade da função, e o caráter generalista impede que as pessoas conheçam o campo", afirmou.

Segundo a lei, os estabelecimentos de ensino deveriam contratar psicólogos e assistentes sociais em até um ano após sua entrada em vigor – a partir de 2020, portanto. Porém, com o advento da pandemia de covid-19, a adoção da medida foi adiada. De acordo com Raquel Guzzo, até hoje somente 85 municípios cumpriram a legislação. 
A camada implícita do Texto exige do leitor tanto validar inferências autorizadas quanto recusar conclusões que os enunciados não sustentam. Sobre as informações implícitas, os pressupostos e as inferências relativos ao texto, julgue as afirmativas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).

(__)Infere-se do texto que a Lei 13.935/2019 perdeu a vigência durante a pandemia de covid-19, uma vez que a adoção da medida prevista foi adiada nesse período.
(__)A formulação "até hoje somente 85 municípios cumpriram a legislação" pressupõe a expectativa de que o cumprimento estivesse mais avançado no momento da fala.
(__)É pressuposto da fala de Raquel Guzzo que a graduação em psicologia prepara o profissional de modo mais completo do que a graduação em serviço social para o trabalho nas escolas.
(__)Depreende-se da fala sobre o "caráter generalista" das graduações que, para a debatedora, a formação inicial, por si só, não habilita o profissional a conhecer as especificidades do campo educacional.


A sequência correta dos itens acima é:
Alternativas
Q4408733 Português
Sistemas de ensino precisam cumprir lei e contratar psicólogos e assistentes sociais, cobram especialistas


Psicólogos e assistentes sociais que atuam em escolas devem ser classificados como profissionais da educação, com formação específica para atuar na área educacional, defenderam participantes de debate na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A comissão realizou audiência pública sobre a implantação da Lei 13.935/2019, que obriga as redes públicas de ensino básico a contratar esses profissionais.

Na opinião da integrante do Conselho Federal de Psicologia Raquel Guzzo, a formação específica para atuar na educação é imprescindível, pois não é possível simplesmente fazer a transposição da clínica para o contexto escolar. Na escola, defende, é necessário considerar os contextos educacionais e a política educacional para uma atuação adequada. "Tanto a graduação em psicologia quanto a graduação em serviço social têm um caráter generalista pela complexidade da função, e o caráter generalista impede que as pessoas conheçam o campo", afirmou.

Segundo a lei, os estabelecimentos de ensino deveriam contratar psicólogos e assistentes sociais em até um ano após sua entrada em vigor – a partir de 2020, portanto. Porém, com o advento da pandemia de covid-19, a adoção da medida foi adiada. De acordo com Raquel Guzzo, até hoje somente 85 municípios cumpriram a legislação. 
Ao longo do Texto, a Lei 13.935/2019 é retomada por uma cadeia referencial que alterna formas de designação. As descrições dessas formas estão listadas abaixo, fora de ordem. Verifique a sequência em que as ocorrências correspondentes aparecem no texto.

1.Retomada por sinônimo de registro formal, na expressão "cumpriram a legislação".
2.Retomada por forma nominal reduzida e definida, na expressão "Segundo a lei".
3.Retomada por meio de pronome possessivo, na expressão "sua entrada em vigor".
4.Primeira menção ao referente, com denominação numérica completa acompanhada de oração relativa que explicita seu conteúdo.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de ocorrência no texto.
Alternativas
Q4408631 Português
Fiscalização

O Sistema Confea/Crea tem como missão a fiscalização da prestação de serviços técnicos e a execução de obras relacionados à Engenharia e à Agronomia, com a participação de profissional habilitado.

O Confea zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e, com base nisso, regulamenta o exercício profissional por instrumentos administrativos normativos. Enquanto Conselho Federal, é a instância superior da fiscalização, tendo como atribuição julgar em última instância os recursos sobre registros, decisões e penalidades impostas pelos Conselhos Regionais. 

Já o ato de verificação e fiscalização das atividades e das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966 é de competência dos Creas. Para cumprir essa função, os Regionais designam funcionários, denominados agentes fiscais, com atribuições para lavrar autos de infração em conformidade com as disposições da lei. Os Creas, visando à maior eficiência da fiscalização, possuem ainda a prerrogativa de criar câmaras especializadas por grupo ou modalidade profissional.

O objetivo da fiscalização é verificar o exercício e as atividades das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966, nos seus níveis superior e médio, de forma a assegurar a prestação de serviços técnicos ou a execução de obras com a participação de profissional habilitado e em observância aos princípios éticos, econômicos, tecnológicos e ambientais compatíveis com as necessidades da sociedade. 
O texto foi publicado na página oficial de um conselho profissional federal e descreve a atuação fiscalizatória do sistema que ele integra. Considerando a esfera de circulação, a finalidade comunicativa e o modo como a norma legal é mobilizada, conclui-se que o texto configura:
Alternativas
Q4408630 Português
Fiscalização

O Sistema Confea/Crea tem como missão a fiscalização da prestação de serviços técnicos e a execução de obras relacionados à Engenharia e à Agronomia, com a participação de profissional habilitado.

O Confea zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e, com base nisso, regulamenta o exercício profissional por instrumentos administrativos normativos. Enquanto Conselho Federal, é a instância superior da fiscalização, tendo como atribuição julgar em última instância os recursos sobre registros, decisões e penalidades impostas pelos Conselhos Regionais. 

Já o ato de verificação e fiscalização das atividades e das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966 é de competência dos Creas. Para cumprir essa função, os Regionais designam funcionários, denominados agentes fiscais, com atribuições para lavrar autos de infração em conformidade com as disposições da lei. Os Creas, visando à maior eficiência da fiscalização, possuem ainda a prerrogativa de criar câmaras especializadas por grupo ou modalidade profissional.

O objetivo da fiscalização é verificar o exercício e as atividades das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966, nos seus níveis superior e médio, de forma a assegurar a prestação de serviços técnicos ou a execução de obras com a participação de profissional habilitado e em observância aos princípios éticos, econômicos, tecnológicos e ambientais compatíveis com as necessidades da sociedade. 
Considere o seguinte período do Texto: "Os Creas, visando à maior eficiência da fiscalização, possuem ainda a prerrogativa de criar câmaras especializadas por grupo ou modalidade profissional." Assinale a alternativa em que a reescrita preserva, simultaneamente, o sentido original, a correção gramatical e a precisão exigida pela comunicação técnica e administrativa.
Alternativas
Q4408627 Português
Cai à metade proporção de brasileiros que vivem em ruas sem calçada

O calçamento das ruas avançou no Brasil entre 2010 e 2022, mas a presença de obstáculos como buracos e desníveis perto das residências ainda é um problema que afeta oito em cada dez brasileiros.

Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios. Entre os censos de 2010 e 2022, caiu praticamente à metade a proporção de brasileiros que viviam em locais sem calçadas: em 2010, eram 32,7% dos habitantes, patamar que diminuiu para 15,7% em 2022 – o que ainda representa 27,3 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo em que o levantamento mostra que 84% dos brasileiros residem em vias com calçadas, apenas 18,8% dos moradores têm endereços em vias com calçadas livres de obstáculos, como buracos, desníveis, entradas irregulares para estacionamento ou calçadas quebradas.

Na publicação, o IBGE observa que a importância das calçadas vai além da simples função de circulação de pedestres. "Calçadas bem cuidadas valorizam os imóveis e o espaço urbano como um todo; elas podem ser usadas para paisagismo, áreas de descanso, arte urbana e mobiliário público, tornando a cidade mais atraente, além de promoverem modos de transporte mais sustentáveis, como a caminhada, ajudando a reduzir a poluição e o congestionamento urbano."

O estudo apontou ainda que 154,1 milhões de pessoas moravam em vias pavimentadas, o que correspondia a 88,5% do total de brasileiros. Ao apurar a pavimentação, o instituto considerou diversos tipos de revestimento, como asfalto, cimento e paralelepípedos. 
A identificação segura do tema, da finalidade e das informações explícitas do Texto exige separar o que o texto efetivamente enuncia daquilo que apenas gravita em torno do assunto. Acerca desses aspectos, analise as sentenças abaixo.

I.A finalidade predominante do texto é convocar os municípios a padronizar as calçadas por meio de nova regulamentação, apresentada ao final do texto como conclusão do levantamento do IBGE.

II.É informação explícita do texto que a proporção de brasileiros vivendo em locais sem calçadas caiu de 32,7% em 2010 para 15,7% em 2022, contingente que ainda corresponde a 27,3 milhões de pessoas.

III.O texto divulga dados de infraestrutura urbana e registra, com apoio em citação do IBGE, funções das calçadas que ultrapassam a circulação de pedestres, como a valorização dos imóveis e o estímulo a deslocamentos sustentáveis.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4408626 Português
Cai à metade proporção de brasileiros que vivem em ruas sem calçada

O calçamento das ruas avançou no Brasil entre 2010 e 2022, mas a presença de obstáculos como buracos e desníveis perto das residências ainda é um problema que afeta oito em cada dez brasileiros.

Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios. Entre os censos de 2010 e 2022, caiu praticamente à metade a proporção de brasileiros que viviam em locais sem calçadas: em 2010, eram 32,7% dos habitantes, patamar que diminuiu para 15,7% em 2022 – o que ainda representa 27,3 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo em que o levantamento mostra que 84% dos brasileiros residem em vias com calçadas, apenas 18,8% dos moradores têm endereços em vias com calçadas livres de obstáculos, como buracos, desníveis, entradas irregulares para estacionamento ou calçadas quebradas.

Na publicação, o IBGE observa que a importância das calçadas vai além da simples função de circulação de pedestres. "Calçadas bem cuidadas valorizam os imóveis e o espaço urbano como um todo; elas podem ser usadas para paisagismo, áreas de descanso, arte urbana e mobiliário público, tornando a cidade mais atraente, além de promoverem modos de transporte mais sustentáveis, como a caminhada, ajudando a reduzir a poluição e o congestionamento urbano."

O estudo apontou ainda que 154,1 milhões de pessoas moravam em vias pavimentadas, o que correspondia a 88,5% do total de brasileiros. Ao apurar a pavimentação, o instituto considerou diversos tipos de revestimento, como asfalto, cimento e paralelepípedos. 
No segundo parágrafo do Texto, lê-se: "em 2010, eram 32,7% dos habitantes, patamar que diminuiu para 15,7% em 2022". Considerando a significação contextual e o campo temático do texto, conclui-se que o vocábulo "patamar":
Alternativas
Q4408625 Português
Cai à metade proporção de brasileiros que vivem em ruas sem calçada

O calçamento das ruas avançou no Brasil entre 2010 e 2022, mas a presença de obstáculos como buracos e desníveis perto das residências ainda é um problema que afeta oito em cada dez brasileiros.

Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios. Entre os censos de 2010 e 2022, caiu praticamente à metade a proporção de brasileiros que viviam em locais sem calçadas: em 2010, eram 32,7% dos habitantes, patamar que diminuiu para 15,7% em 2022 – o que ainda representa 27,3 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo em que o levantamento mostra que 84% dos brasileiros residem em vias com calçadas, apenas 18,8% dos moradores têm endereços em vias com calçadas livres de obstáculos, como buracos, desníveis, entradas irregulares para estacionamento ou calçadas quebradas.

Na publicação, o IBGE observa que a importância das calçadas vai além da simples função de circulação de pedestres. "Calçadas bem cuidadas valorizam os imóveis e o espaço urbano como um todo; elas podem ser usadas para paisagismo, áreas de descanso, arte urbana e mobiliário público, tornando a cidade mais atraente, além de promoverem modos de transporte mais sustentáveis, como a caminhada, ajudando a reduzir a poluição e o congestionamento urbano."

O estudo apontou ainda que 154,1 milhões de pessoas moravam em vias pavimentadas, o que correspondia a 88,5% do total de brasileiros. Ao apurar a pavimentação, o instituto considerou diversos tipos de revestimento, como asfalto, cimento e paralelepípedos. 
A tessitura coesiva do Texto apoia-se em recursos de natureza distinta, cuja identificação exige diferenciar retomadas pronominais, encapsulamentos e articuladores. Associe as colunas abaixo, relacionando as funções coesivas às suas respectivas ocorrências nos trechos do texto.

Coluna 1
1.Retomada pronominal de referente nominal expresso no mesmo período. 2.Conector que introduz ressalva em relação ao avanço informado antes. 3.Expressão que articula dois fatos sob a relação de simultaneidade. 4.Retomada que encapsula o conteúdo anterior e o converte em quantificação.

Coluna 2
(__)"– o que ainda representa 27,3 milhões de pessoas."
(__)"mas a presença de obstáculos como buracos e desníveis
(    ) ainda é um problema."
(__)"elas podem ser usadas para paisagismo, áreas de descanso, arte urbana e mobiliário público."
(__)"Ao mesmo tempo em que o levantamento mostra que 84% dos brasileiros residem em vias com calçadas."


Assinale a alternativa que contém a sequência correta. 
Alternativas
Q4408624 Português
Cai à metade proporção de brasileiros que vivem em ruas sem calçada

O calçamento das ruas avançou no Brasil entre 2010 e 2022, mas a presença de obstáculos como buracos e desníveis perto das residências ainda é um problema que afeta oito em cada dez brasileiros.

Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios. Entre os censos de 2010 e 2022, caiu praticamente à metade a proporção de brasileiros que viviam em locais sem calçadas: em 2010, eram 32,7% dos habitantes, patamar que diminuiu para 15,7% em 2022 – o que ainda representa 27,3 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo em que o levantamento mostra que 84% dos brasileiros residem em vias com calçadas, apenas 18,8% dos moradores têm endereços em vias com calçadas livres de obstáculos, como buracos, desníveis, entradas irregulares para estacionamento ou calçadas quebradas.

Na publicação, o IBGE observa que a importância das calçadas vai além da simples função de circulação de pedestres. "Calçadas bem cuidadas valorizam os imóveis e o espaço urbano como um todo; elas podem ser usadas para paisagismo, áreas de descanso, arte urbana e mobiliário público, tornando a cidade mais atraente, além de promoverem modos de transporte mais sustentáveis, como a caminhada, ajudando a reduzir a poluição e o congestionamento urbano."

O estudo apontou ainda que 154,1 milhões de pessoas moravam em vias pavimentadas, o que correspondia a 88,5% do total de brasileiros. Ao apurar a pavimentação, o instituto considerou diversos tipos de revestimento, como asfalto, cimento e paralelepípedos. 
A organização do texto constrói um percurso informativo que vai da síntese do problema à ampliação de sua relevância. Os movimentos textuais dos quatro primeiros parágrafos estão parafraseados e listados abaixo, fora de ordem. Verifique a sequência em que eles ocorrem no texto.

1.Registro do contraste entre a presença difundida de calçadas e a persistência de obstáculos que comprometem a sua qualidade.
2.Síntese inicial que combina o avanço do calçamento no país com a permanência de um problema que atinge a maioria da população.
3.Citação institucional que amplia as funções das calçadas para além da circulação de pedestres.
4.Apresentação da fonte dos dados e da evolução numérica da presença de calçadas entre os dois censos.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de ocorrência no texto. 
Alternativas
Q4408623 Português
Cai à metade proporção de brasileiros que vivem em ruas sem calçada

O calçamento das ruas avançou no Brasil entre 2010 e 2022, mas a presença de obstáculos como buracos e desníveis perto das residências ainda é um problema que afeta oito em cada dez brasileiros.

Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios. Entre os censos de 2010 e 2022, caiu praticamente à metade a proporção de brasileiros que viviam em locais sem calçadas: em 2010, eram 32,7% dos habitantes, patamar que diminuiu para 15,7% em 2022 – o que ainda representa 27,3 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo em que o levantamento mostra que 84% dos brasileiros residem em vias com calçadas, apenas 18,8% dos moradores têm endereços em vias com calçadas livres de obstáculos, como buracos, desníveis, entradas irregulares para estacionamento ou calçadas quebradas.

Na publicação, o IBGE observa que a importância das calçadas vai além da simples função de circulação de pedestres. "Calçadas bem cuidadas valorizam os imóveis e o espaço urbano como um todo; elas podem ser usadas para paisagismo, áreas de descanso, arte urbana e mobiliário público, tornando a cidade mais atraente, além de promoverem modos de transporte mais sustentáveis, como a caminhada, ajudando a reduzir a poluição e o congestionamento urbano."

O estudo apontou ainda que 154,1 milhões de pessoas moravam em vias pavimentadas, o que correspondia a 88,5% do total de brasileiros. Ao apurar a pavimentação, o instituto considerou diversos tipos de revestimento, como asfalto, cimento e paralelepípedos. 
A leitura inferencial do Texto exige, além de validar conclusões autorizadas pelos dados, verificar se a relação proposta entre duas proposições verdadeiras é, de fato, de justificação. Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

I.Infere-se do Texto que a expansão quantitativa das calçadas entre 2010 e 2022 não foi acompanhada, na mesma medida, pela qualidade desses passeios, que permanecem majoritariamente comprometidos por obstáculos.
PORQUE
II.De acordo com o Texto, ao apurar a pavimentação das vias, o IBGE considerou diversos tipos de revestimento, como asfalto, cimento e paralelepípedos.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Eletricista |
Q4408116 Português
Examine as frases a seguir quanto às figuras de linguagem nelas presentes:
1. "Os conselheiros leram Machado de Assis para compreender as nuances do comportamento humano."
2. "O servidor não foi demitido; apenas foi convidado a deixar a corporação."
3. "O silêncio ensurdecedor da sala de provas incomodava os candidatos mais ansiosos."
Assinale a alternativa que indica a sequência correta e respectiva das figuras de linguagem empregadas nos trechos 1, 2 e 3:
Alternativas
Q4407590 Português

TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA


TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

Considere o seguinte período, retirado do quinto parágrafo: 

“Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.”


No período, o termo “Assim” estabelece, em relação às ideias desenvolvidas anteriormente, uma relação de sentido que pode ser corretamente identificada como:

Alternativas
Q4407589 Português

TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA


TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

No quarto parágrafo, o texto afirma que a inclusão “não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários”. Considerando a argumentação desenvolvida nesse parágrafo, essa afirmação significa que: 
Alternativas
Q4407588 Português

TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA


TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

A partir da organização argumentativa do texto, assinale a alternativa que melhor expressa a relação estabelecida entre individualização do cuidado e evidências científicas.
Alternativas
Q4406615 Português

O texto a seguir é referência para a questão



Podemos pensar no burocrata público como um mero executor das decisões tomadas pelos políticos em nome de seus eleitores. Essa é uma visão linear e equivocada do que é um servidor público. O servidor público não é um mero administrador; ele é, essencialmente, um agente político, como também o é o político eleito; por isso ambos são ‘oficiais públicos’. O servidor público não se limita a executar leis e políticas definidas pelos políticos; ele ajuda os políticos eleitos a formulá-las ou a reformá-las. Seu poder não é apenas o poder de um administrador sobre seus subordinados. Ele fala e age em nome do estado, ele partilha do poder de estado – do poder extroverso e soberano que só o estado tem sobre sua sociedade nacional.


Bresser-Pereira, L. C. Administração pública e de empresas: duas coisas muito diferentes. Revista Gestão Pública-PE, n. 2, jun. 2013. p. 35-41.

O trabalho de um servidor público do magistério estadual deve priorizar:
Alternativas
Q4406612 Português

O texto a seguir é referência para a questão



O Estado pode firmar-se como um promotor da uberização. No Brasil, a Lei n. 13.467, mais conhecida como reforma trabalhista, instituiu a condição do trabalhador just-in-time no interior do trabalho formal, transformando os pilares deste com, entre outros elementos, a criação do contrato de trabalho intermitente. Nele, o trabalhador é um empregado formalizado que, entretanto, é recrutado ao trabalho de acordo com as determinações do empregador e já não conta com qualquer garantia sobre sua remuneração — que agora pode legalmente ser inferior a um salário mínimo — nem sobre a extensão e a distribuição da jornada de trabalho.


Abílio, L. C. Uberização e juventude periférica: desigualdades, autogerenciamento e novas formas de controle do trabalho. Novos estudos CEBRAP, São Paulo, v. 39, n. 3, p. 579-597, set. 2020.

Sobre os modos de vida promovidos pela uberização, é correto afirmar:
Alternativas
Q4406607 Português

O texto a seguir é referência para a questão



Toda esta mistificação da máquina e da tecnologia que parecia realmente ser os fatores primordiais que definiam o progresso humano foi rompida pelas explosões das bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em Nagasáqui e Hiroshima. […] A tecnologia passou a ser encarada também como antivida e, em determinadas situações, como fora de controle. Nascia então a necessidade do surgimento de uma nova área no campo de conhecimento que pudesse interpretar e conhecer estas relações que começavam a definir novos rumos para a civilização.


Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade (CTS). In: Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade e o contexto da educação tecnológica. 3. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2011. p. 91-135.

Na perspectiva do campo acadêmico de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), a tecnologia é definida como o conhecimento:
Alternativas
Q4406606 Português

O texto a seguir é referência para a questão



Toda esta mistificação da máquina e da tecnologia que parecia realmente ser os fatores primordiais que definiam o progresso humano foi rompida pelas explosões das bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em Nagasáqui e Hiroshima. […] A tecnologia passou a ser encarada também como antivida e, em determinadas situações, como fora de controle. Nascia então a necessidade do surgimento de uma nova área no campo de conhecimento que pudesse interpretar e conhecer estas relações que começavam a definir novos rumos para a civilização.


Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade (CTS). In: Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade e o contexto da educação tecnológica. 3. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2011. p. 91-135.

A nova área de conhecimento a que se refere o texto é a dos estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). Como campo acadêmico, então, é correto dizer que o campo de CTS:
Alternativas
Respostas
521: A
522: B
523: B
524: D
525: A
526: B
527: B
528: A
529: B
530: C
531: C
532: B
533: B
534: A
535: D
536: B
537: E
538: A
539: D
540: A