Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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I.No trecho, o vocábulo "transposição" é empregado em sentido denotativo estrito, designando o transporte físico de equipamentos e mobiliário do consultório para as dependências da escola.
PORQUE
II.No mesmo trecho, "a clínica" designa, por extensão de sentido, o modelo de atuação profissional próprio do atendimento em consultório, e não o espaço físico em que esse atendimento se realiza.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Coluna 1
1.Tema central do texto. 2.Finalidade comunicativa predominante. 3.Dado numérico registrado no texto sobre o cumprimento da lei. 4.Juízo avaliativo defendido por participante do debate.
Coluna 2
(__) Relatar a audiência pública promovida na Comissão de Educação da Câmara e as cobranças de especialistas pelo cumprimento da lei.
(__) A implantação, ainda incompleta, da lei que obriga as redes públicas de ensino básico a contratar psicólogos e assistentes sociais.
(__) A formação específica para atuar na educação é imprescindível, não bastando transpor a prática clínica para o contexto escolar.
(__) Até o momento do debate, 85 municípios haviam cumprido a legislação.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
(__)Infere-se do texto que a Lei 13.935/2019 perdeu a vigência durante a pandemia de covid-19, uma vez que a adoção da medida prevista foi adiada nesse período.
(__)A formulação "até hoje somente 85 municípios cumpriram a legislação" pressupõe a expectativa de que o cumprimento estivesse mais avançado no momento da fala.
(__)É pressuposto da fala de Raquel Guzzo que a graduação em psicologia prepara o profissional de modo mais completo do que a graduação em serviço social para o trabalho nas escolas.
(__)Depreende-se da fala sobre o "caráter generalista" das graduações que, para a debatedora, a formação inicial, por si só, não habilita o profissional a conhecer as especificidades do campo educacional.
A sequência correta dos itens acima é:
1.Retomada por sinônimo de registro formal, na expressão "cumpriram a legislação".
2.Retomada por forma nominal reduzida e definida, na expressão "Segundo a lei".
3.Retomada por meio de pronome possessivo, na expressão "sua entrada em vigor".
4.Primeira menção ao referente, com denominação numérica completa acompanhada de oração relativa que explicita seu conteúdo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de ocorrência no texto.
I.A finalidade predominante do texto é convocar os municípios a padronizar as calçadas por meio de nova regulamentação, apresentada ao final do texto como conclusão do levantamento do IBGE.
II.É informação explícita do texto que a proporção de brasileiros vivendo em locais sem calçadas caiu de 32,7% em 2010 para 15,7% em 2022, contingente que ainda corresponde a 27,3 milhões de pessoas.
III.O texto divulga dados de infraestrutura urbana e registra, com apoio em citação do IBGE, funções das calçadas que ultrapassam a circulação de pedestres, como a valorização dos imóveis e o estímulo a deslocamentos sustentáveis.
É correto o que se afirma em:
Coluna 1
1.Retomada pronominal de referente nominal expresso no mesmo período. 2.Conector que introduz ressalva em relação ao avanço informado antes. 3.Expressão que articula dois fatos sob a relação de simultaneidade. 4.Retomada que encapsula o conteúdo anterior e o converte em quantificação.
Coluna 2
(__)"– o que ainda representa 27,3 milhões de pessoas."
(__)"mas a presença de obstáculos como buracos e desníveis
( ) ainda é um problema."
(__)"elas podem ser usadas para paisagismo, áreas de descanso, arte urbana e mobiliário público."
(__)"Ao mesmo tempo em que o levantamento mostra que 84% dos brasileiros residem em vias com calçadas."
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
1.Registro do contraste entre a presença difundida de calçadas e a persistência de obstáculos que comprometem a sua qualidade.
2.Síntese inicial que combina o avanço do calçamento no país com a permanência de um problema que atinge a maioria da população.
3.Citação institucional que amplia as funções das calçadas para além da circulação de pedestres.
4.Apresentação da fonte dos dados e da evolução numérica da presença de calçadas entre os dois censos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de ocorrência no texto.
I.Infere-se do Texto que a expansão quantitativa das calçadas entre 2010 e 2022 não foi acompanhada, na mesma medida, pela qualidade desses passeios, que permanecem majoritariamente comprometidos por obstáculos.
PORQUE
II.De acordo com o Texto, ao apurar a pavimentação das vias, o IBGE considerou diversos tipos de revestimento, como asfalto, cimento e paralelepípedos.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
1. "Os conselheiros leram Machado de Assis para compreender as nuances do comportamento humano."
2. "O servidor não foi demitido; apenas foi convidado a deixar a corporação."
3. "O silêncio ensurdecedor da sala de provas incomodava os candidatos mais ansiosos."
Assinale a alternativa que indica a sequência correta e respectiva das figuras de linguagem empregadas nos trechos 1, 2 e 3:
TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.
A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.
O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.
A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte.
No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.
A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.
Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).
Considere o seguinte período, retirado do quinto parágrafo:
“Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.”
No período, o termo “Assim” estabelece, em relação às ideias desenvolvidas anteriormente, uma relação de sentido que pode ser corretamente identificada como:
TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.
A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.
O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.
A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte.
No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.
A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.
Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).
TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.
A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.
O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.
A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte.
No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.
A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.
Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).
O texto a seguir é referência para a questão
Podemos pensar no burocrata público como um mero executor das decisões tomadas pelos políticos em nome de seus eleitores. Essa é uma visão linear e equivocada do que é um servidor público. O servidor público não é um mero administrador; ele é, essencialmente, um agente político, como também o é o político eleito; por isso ambos são ‘oficiais públicos’. O servidor público não se limita a executar leis e políticas definidas pelos políticos; ele ajuda os políticos eleitos a formulá-las ou a reformá-las. Seu poder não é apenas o poder de um administrador sobre seus subordinados. Ele fala e age em nome do estado, ele partilha do poder de estado – do poder extroverso e soberano que só o estado tem sobre sua sociedade nacional.
Bresser-Pereira, L. C. Administração pública e de empresas: duas coisas muito diferentes. Revista Gestão Pública-PE, n. 2, jun. 2013. p. 35-41.
O texto a seguir é referência para a questão
O Estado pode firmar-se como um promotor da uberização. No Brasil, a Lei n. 13.467, mais conhecida como reforma trabalhista, instituiu a condição do trabalhador just-in-time no interior do trabalho formal, transformando os pilares deste com, entre outros elementos, a criação do contrato de trabalho intermitente. Nele, o trabalhador é um empregado formalizado que, entretanto, é recrutado ao trabalho de acordo com as determinações do empregador e já não conta com qualquer garantia sobre sua remuneração — que agora pode legalmente ser inferior a um salário mínimo — nem sobre a extensão e a distribuição da jornada de trabalho.
Abílio, L. C. Uberização e juventude periférica: desigualdades, autogerenciamento e novas formas de controle do trabalho. Novos estudos CEBRAP, São Paulo, v. 39, n. 3, p. 579-597, set. 2020.
O texto a seguir é referência para a questão
Toda esta mistificação da máquina e da tecnologia que parecia realmente ser os fatores primordiais que definiam o progresso humano foi rompida pelas explosões das bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em Nagasáqui e Hiroshima. […] A tecnologia passou a ser encarada também como antivida e, em determinadas situações, como fora de controle. Nascia então a necessidade do surgimento de uma nova área no campo de conhecimento que pudesse interpretar e conhecer estas relações que começavam a definir novos rumos para a civilização.
Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade (CTS). In: Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade e o contexto da educação tecnológica. 3. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2011. p. 91-135.
O texto a seguir é referência para a questão
Toda esta mistificação da máquina e da tecnologia que parecia realmente ser os fatores primordiais que definiam o progresso humano foi rompida pelas explosões das bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em Nagasáqui e Hiroshima. […] A tecnologia passou a ser encarada também como antivida e, em determinadas situações, como fora de controle. Nascia então a necessidade do surgimento de uma nova área no campo de conhecimento que pudesse interpretar e conhecer estas relações que começavam a definir novos rumos para a civilização.
Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade (CTS). In: Bazzo, Walter A. Ciência, tecnologia e sociedade e o contexto da educação tecnológica. 3. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2011. p. 91-135.