Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4125676 Português
A doçura do silêncio

         A avó de Fabrício, Dona Elisa, refugiava-se, de tardezinha, na máquina de costura nos fundos de sua casa. Era um dos poucos momentos em que ficava absolutamente calada. Quando cozinhava, ela conversava. Quando varria, cantava. Porém, quando costurava, emudecia completamente.

     Dona Elisa fazia os seus próprios vestidos e os das filhas. Não se gastava dinheiro com roupa naquela época. O barulho da máquina de costura da avó tranquilizava Fabrício, sendo, para ele, o som mais terno da vida. Nem a chuva nas calhas se mostrava tão melodiosa. Nada se igualava à sinfonia da agulha cerzindo, em linha reta. A avó virava o tecido, desvirava, ajeitava, retomava. Parecia que não ia dar certo a operação, tamanhas as idas e vindas, mas ninguém notava depois onde estava a linha.

     Fabrício gostava de se sentar embaixo da mesinha da máquina de costura, no espaço apertado entre os chinelos da avó, como um cachorro. Às vezes, ela fazia um carinho em seus cabelos e unia a imaginação de ambos por um breve momento.

      O vestido descia da mesa à medida que o trabalho evoluía. Fechava as frestas de luz como uma cabana. Em seguida, ele subia de novo, trazendo a claridade. Fabrício então brincava de noite e dia, de claro e escuro. Como se a máquina de costura fosse também uma máquina do tempo. Ele permanecia eternidades naquele esconderijo, sem se mexer, atento aos sons.

    A avó vestia a solidão do menino Fabrício, que repartia com ela o que há de mais precioso numa amizade: o silêncio. A doçura do silêncio.


(Fabrício Carpinejar. Família é tudo: nossos filhos, nossos pais, nossos
avós, nossa vida. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q4125675 Português
A doçura do silêncio

         A avó de Fabrício, Dona Elisa, refugiava-se, de tardezinha, na máquina de costura nos fundos de sua casa. Era um dos poucos momentos em que ficava absolutamente calada. Quando cozinhava, ela conversava. Quando varria, cantava. Porém, quando costurava, emudecia completamente.

     Dona Elisa fazia os seus próprios vestidos e os das filhas. Não se gastava dinheiro com roupa naquela época. O barulho da máquina de costura da avó tranquilizava Fabrício, sendo, para ele, o som mais terno da vida. Nem a chuva nas calhas se mostrava tão melodiosa. Nada se igualava à sinfonia da agulha cerzindo, em linha reta. A avó virava o tecido, desvirava, ajeitava, retomava. Parecia que não ia dar certo a operação, tamanhas as idas e vindas, mas ninguém notava depois onde estava a linha.

     Fabrício gostava de se sentar embaixo da mesinha da máquina de costura, no espaço apertado entre os chinelos da avó, como um cachorro. Às vezes, ela fazia um carinho em seus cabelos e unia a imaginação de ambos por um breve momento.

      O vestido descia da mesa à medida que o trabalho evoluía. Fechava as frestas de luz como uma cabana. Em seguida, ele subia de novo, trazendo a claridade. Fabrício então brincava de noite e dia, de claro e escuro. Como se a máquina de costura fosse também uma máquina do tempo. Ele permanecia eternidades naquele esconderijo, sem se mexer, atento aos sons.

    A avó vestia a solidão do menino Fabrício, que repartia com ela o que há de mais precioso numa amizade: o silêncio. A doçura do silêncio.


(Fabrício Carpinejar. Família é tudo: nossos filhos, nossos pais, nossos
avós, nossa vida. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

 Segundo o texto, é correto afirmar que a avó de Fabrício
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Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125604 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

A pontuação muitas vezes é empregada para além das regras gramaticais, de forma expressiva, com o objetivo de atender à determinada intenção do autor. No texto, o trecho que faz uso de pontuação expressiva, construindo um sentido de ênfase, é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125603 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

O período que, reescrito, apresenta o mesmo sentido de “é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens” (l. 30-31) é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125602 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

Em “Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento” (l. 35-36), a conjunção que pode substituir a locução conjuntiva em destaque, sem alteração do sentido do trecho, é: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125601 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

De forma geral, as informações são organizadas nos textos com o objetivo de promover a continuidade do tema de forma coesa e coerente. No texto em análise, o décimo parágrafo (l. 35-37) desenvolve, em relação ao parágrafo anterior (l. 29-34), uma ideia de: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125599 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

As figuras de linguagem são recursos empregados para dar mais expressividade às ideias no texto; entre elas, a metáfora. O trecho que se configura como metafórico é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125598 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

Como estratégia persuasiva, a autora busca uma aproximação maior com o leitor por meio da interlocução direta. No texto, essa estratégia se constrói pelo emprego do(a): 
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Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125597 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

O título “O machismo das ausências” refere-se à(ao): 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125596 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

A autora busca convencer o leitor de que existe machismo na literatura, apresentando fatos e opiniões. O trecho que apresenta uma avaliação pessoal explícita da autora, configurando-se como opinião, é: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2026 - UERJ - Arquiteto |
Q4125595 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

De acordo com o texto, o machismo na literatura manifesta-se bem antes do mercado editorial, pois as mulheres: 
Alternativas
Q4125590 Português
A imigração japonesa no Brasil não se limitou aos aspectos econômicos, abrangendo também dimensões culturais e sociais relevantes. Em cidades como Promissão, os descendentes desses imigrantes contribuíram para a formação de um patrimônio cultural que permanece visível na atualidade. Considerando o texto apresentado, de que forma essa contribuição cultural se manifestou na cidade? 
Alternativas
Q4125574 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado


"Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento..." A palavra 'intencional' pode ser substituída, sem alterar o sentido do trecho, por:
Alternativas
Q4125573 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado


"Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático [...] Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse." — Amy Sarow, audiologista."
Considerando os efeitos do som da chuva, analise as cenas descritas a seguir e ordene-as corretamente.
I.A pessoa ouve o som constante da chuva caindo. II.A pessoa adormece com mais facilidade, favorecida pelo mascaramento dos ruídos externos. III.A frequência cardíaca diminui e as respostas ao estresse são reduzidas. IV.O sistema nervoso parassimpático é ativado. V.A pessoa sente uma sensação de calma e bem-estar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta em que os fatos ocorrem:
Alternativas
Q4125572 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado


"Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento, a experiência pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena ou meditação, nas quais o som atua como uma âncora para a atenção."
No trecho, a palavra 'âncora' significa:
Alternativas
Q4125571 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado


"...minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen." 

 O uso da primeira pessoa no trecho contribui para: 

Alternativas
Q4125567 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado


Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação.
De acordo com o texto, qual é a principal função do sistema nervoso parassimpático? 
Alternativas
Q4125566 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado


"...pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena."

O emprego da forma verbal 'pode' indica:

Alternativas
Q4125565 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?


O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol,induzindo uma sensação de calma, além de mascararruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação dosistema nervoso parassimpático, o ramo do sistemanervoso responsável pelo relaxamento e pelarecuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínicaque atua em um centro ambulatorial em Southfield, noEstado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observarefeitos fisiológicos como a diminuição da frequênciacardíaca e a redução das respostas ao estresse."


Um estudo recente revelou que o som da chuva foi maiseficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente auma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis deestresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequênciaainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode sermais envolvente e proporcionar uma maior sensação deacolhimento, além de mascarar ruídos incômodos efavorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes,tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencionalcomo parte de uma rotina de relaxamento, a experiênciapode começar a se assemelhar a práticas de atençãoplena ou meditação, nas quais o som atua como umaâncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocadoexatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazersentir melhor e mais conectada ao momento presente.


Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicarum pouco mais de tempo para me envolver nessaexperiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva,pense em se sintonizar com essa experiência. Vocêpode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o-fragmento-adaptado


De acordo com o texto que trata dos efeitos do som da chuva sobre o bem-estar humano, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
I.O texto sugere que a relação entre o ser humano e o som da chuva pode ser construída de forma subjetiva e intencional. II.O texto afirma que tomar chuva proporciona benefícios físicos comprovados para todas as pessoas. III.Existe uma relação entre frequência cardíaca e nível de estresse ou relaxamento. IV.A chuva forte pode ser associada a um tipo específico de padrão sonoro.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4125559 Português
A imigração japonesa no Brasil não se limitou aos aspectos econômicos, abrangendo também dimensões culturais e sociais relevantes. Em cidades como Promissão, os descendentes desses imigrantes contribuíram para a formação de um patrimônio cultural que permanece visível na atualidade. Considerando o texto apresentado, de que forma essa contribuição cultural se manifestou na cidade? 
Alternativas
Respostas
581: B
582: A
583: B
584: D
585: A
586: C
587: C
588: A
589: B
590: B
591: D
592: A
593: D
594: B
595: B
596: B
597: B
598: B
599: A
600: B