Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4415393 Português
O texto a seguir, uma proposta de redação aplicada no vestibular da UFPR em 2024, é referência para a questão. 

texto.jpg (705×234)

Disponível em: https://servicos.nc.ufpr.br.  
Considerando o comando da questão e o gênero “comunicado”, a avaliação das produções de texto deveria observar: 
Alternativas
Q4415390 Português
Vários aspectos devem ser observados na produção textual escolar a fim de criar critérios mais objetivos de avaliação e lapidar com mais direcionamento a escrita do aluno. Sobre esses critérios, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4415388 Português

Considere o texto a seguir:


Mulheres da “geração sanduíche” podem mudar as regras do jogo


        Reportagem desta Folha (“Meninas de 10 a 14 anos cuidam mais da casa e da família do que homens, diz estudo”, 8/3) revelou uma realidade que deveria preocupar todo o país. Ainda na adolescência, quase 80% das brasileiras já acumulam estudos com trabalho doméstico ou atividades de cuidado. Aos 25 anos, mais da metade concilia trabalho remunerado com as responsabilidades da casa, e uma parcela expressiva enfrenta simultaneamente três jornadas. 


        Os números mostram que a desigualdade entre homens e mulheres continua começando muito cedo. Mas eles também suscitam uma pergunta menos óbvia: quem será capaz de romper esse ciclo? Minha resposta é a “geração sanduíche”.  


        As mulheres que hoje têm entre 40 e 60 anos ocupam uma posição singular na história brasileira. Foram educadas em uma sociedade que ainda naturalizava a divisão desigual das responsabilidades domésticas, mas construíram suas trajetórias em um país que ampliou, como nunca antes, o acesso feminino à educação, ao mercado de trabalho e aos espaços de liderança.  


        São mulheres que conhecem, por experiência própria, o peso das antigas regras e, ao mesmo tempo, participaram da construção das novas. Poucas gerações reuniram tamanho repertório para compreender as dificuldades do passado e identificar os caminhos do futuro.


        A expressão “geração sanduíche” costuma ser associada à responsabilidade simultânea pelos filhos e pelos pais idosos. Mas sua importância vai muito além dessa condição. Pela primeira vez, uma geração feminina ocupa, ao mesmo tempo, posições de influência nas empresas, nas universidades, nas organizações públicas e dentro das próprias famílias. Essa dupla presença amplia sua capacidade de transformação. […]  


Tendo em vista a tríade conteúdo temático, estilo e construção composicional desse excerto, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4415387 Português
O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.

O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.  
Assinale a alternativa que associa corretamente o gênero discursivo à tipologia textual dominante em sua composição. 
Alternativas
Q4415386 Português
O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.

O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.  
De que forma os diferentes gêneros do discurso podem ser empregados no ensino das funções da linguagem? 
Alternativas
Q4415221 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Oito documentários que ajudam a ver o mundo de outra forma


Uma seleção de filmes que questionam certezas, revelam histórias pouco conhecidas e apresentam diferentes perspectivas


Há documentários que ampliam nosso repertório justamente porque nos colocam diante de perspectivas, pessoas e realidades que não fazem parte do nosso cotidiano. Eles podem informar, contextualizar e apresentar personagens e acontecimentos, mas também conseguem nos aproximar de experiências que não conhecemos e nos levar a olhar para elas por outro ângulo.

A proposta desta lista é reunir filmes que provocam esse tipo de deslocamento, e isso não depende de tema grandioso. Eduardo Coutinho passou uma semana num prédio de Copacabana entrevistando moradores e saiu de lá com um dos documentários mais ricos da história do cinema brasileiro. Sebastião Salgado percorreu décadas fotografando conflitos, migrações e paisagens antes de ser o próprio sujeito de um filme. Craig Foster visitou a mesma floresta de algas todos os dias durante um ano para acompanhar um polvo, e aquilo virou algo muito diferente de um documentário sobre biologia marinha. A diversidade de pontos de partida é também um argumento, pois o deslocamento de olhar não acontece por um tipo específico de assunto. Acontece quando um filme trata seu objeto com atenção suficiente para revelar o que não estava na superfície."


(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/oito-documentarios-que-ajudam-a-ver-omundo-de-outra-forma/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
No processo de construção de um texto, a coesão exerce papel essencial na articulação das ideias, seja retomando informações já mencionadas, seja introduzindo novos elementos. Nesse processo, os pronomes demonstrativos podem contribuir para estabelecer relações entre diferentes partes do texto. No segundo parágrafo, o autor emprega esse recurso para dar continuidade à reflexão desenvolvida. Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "esta", em "desta lista", faz referência à lista de oito documentários apresentada, na reportagem, pelo autor.
(__)O pronome "isso", em "isso não depende", apresenta ambiguidade porque o leitor não consegue definir com certeza se ele se refere a "reunir filmes" ou a "provocam esse tipo de deslocamento".
(__)O pronome "aquilo", em "aquilo virou", tem como referente toda a ideia que o antecede, ou seja, a de que Foster visitara a mesma floresta de algas todos os dias, no período de um ano, para acompanhar um polvo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4415218 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
A respeito do texto lido, ao escrevê-lo, o autor mobiliza vários componentes do processo comunicativo, porém, enfatiza um deles para alcançar seu objetivo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a função da linguagem predominante no texto: 
Alternativas
Q4415215 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Ler um texto exige de quem o lê uma postura atenta, crítica e mobilizadora de conhecimentos. As informações nem sempre estão elencadas como em uma lista, mas distribuídas ao longo do texto e relacionadas a conhecimentos externos à materialidade textual. Isso exige que o leitor mobilize suas habilidades de leitura, como a capacidade de fazer inferências. Assim, a partir da leitura do texto, analise as sentenças a seguir:

I.A conquista de direitos por parte das mulheres é inegável, porém, esses direitos não foram estabelecidos ao mesmo tempo em que o trabalho doméstico e as responsabilidades com o cuidado foram ressignificados e redimensionados. Nesse contexto, ao conquistar esses direitos, a mulher se viu sobrecarregada com múltiplas responsabilidades.
II.Pode-se inferir que, ao produzir espaços de solidariedade com outras mulheres, há um movimento de resistência a uma sociedade estruturada na negação à mulher de condições para que ela construa relações de amizade, principalmente se considerarmos a divisão de trabalho.
III.A sobrevivência da mulher está atrelada a uma vida coletiva, formando redes de apoio e produzindo solidariedade entre elas, também porque, no dia a dia, o conceito de família idealizado não é uma realidade.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4414709 Português
A partir da leitura da charge, considere o diálogo estabelecido entre os personagens e o título apresentado na parte superior da imagem para responder a questão:


Q8_10.png (451×327)
Considere a fala: “Futuro? Quem disse que teremos futuro?”

A construção apresentada produz efeito de humor e crítica porque 
Alternativas
Q4414707 Português
A partir da leitura da charge, considere o diálogo estabelecido entre os personagens e o título apresentado na parte superior da imagem para responder a questão:


Q8_10.png (451×327)
Considerando a relação entre os elementos verbais e não verbais da charge, é correto afirmar que as perguntas apresentadas têm como principal efeito:
Alternativas
Q4414705 Português
Texto para a questão.


Brasileirão terá redução gradual no limite de jogadores estrangeiros


    Clubes e federações aprovaram uma mudança no limite de jogadores estrangeiros que poderão constar na súmula dos jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A alteração será implementada gradualmente a partir de 2027.

     Atualmente, cada clube pode relacionar até nove estrangeiros por partida. Pela nova regra, o limite será reduzido para oito jogadores em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.

    Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a mudança está relacionada à intenção de ampliar o espaço para jogadores brasileiros mais jovens. Dados apresentados pela entidade indicam que a participação de atletas estrangeiros com mais de 23 anos nos minutos disputados na Série A aumentou significativamente entre 2020 e 2026, enquanto a participação de brasileiros Sub-23 diminuiu no mesmo período.

    A medida não elimina a presença de estrangeiros no futebol brasileiro. A própria CBF afirma que esses atletas continuam tendo importância para as equipes, mas a proposta procura estabelecer um equilíbrio entre a contratação de jogadores experientes e a oportunidade para atletas formados nas categorias de base.

    Além da mudança no número de estrangeiros, foi aprovada uma alteração na lista de inscritos. O limite total continuará sendo de 50 atletas por clube, mas haverá uma divisão progressiva entre a Lista A, destinada ao elenco principal, e a Lista B, formada por jogadores Sub-23. Em 2030, cada uma das listas deverá contar com 25 vagas.


(Fonte: Texto adaptado de informações publicadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 21/09/2026, e pelo ge, em 22/09/2026.)
Considerando as informações apresentadas no Texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4414703 Português
Texto para a questão.


Salvador Dalí, pintor espanhol e mestre do surrealismo: “A única diferença entre mim e um louco é que eu não sou louco”


    Salvador Dalí foi um dos artistas mais importantes e reconhecíveis do século XX. Nascido em Figueres, na Espanha, em 1904, o pintor marcou a história da arte com imagens inquietantes, cenários oníricos e uma personalidade tão extravagante quanto suas criações.

    Embora tenha trabalhado também com escultura, fotografia, cinema e publicidade, foi na pintura que ele deixou sua marca mais profunda. Quadros como A Persistência da Memória, com seus famosos relógios derretidos, ajudaram a transformar Dalí em um dos principais representantes do surrealismo, movimento que buscava ultrapassar a lógica e explorar sonhos, desejos e impulsos inconscientes.

    A aparência excêntrica e o comportamento teatral de Dalí fizeram com que sua sanidade fosse frequentemente questionada. Ele, porém, respondia às provocações com uma frase que se tornaria célebre: “A única diferença entre mim e um louco é que eu não sou louco”.

    Um dos primeiros registros da declaração surgiu em 1934, durante uma visita do artista aos Estados Unidos. Na ocasião, Dalí explicou que recriava os sonhos para torná-los visíveis em meio a objetos cotidianos. A diferença, segundo ele, estava em sua capacidade de distinguir o universo dos sonhos do mundo real.

    Dalí não desejava simplesmente reproduzir delírios de maneira descontrolada. Por trás das imagens aparentemente absurdas, havia domínio técnico, referências artísticas e uma investigação consciente da mente.

(https://www.terra.com.br/diversao/salvador-dali-pintor-espanhol-e-mestredo-surrealismo-a-unica-diferenca-entre-mim-e-um-louco-e-que-eu-naosou-louco,....html?utm_source=clipboard)
A partir da leitura do Texto, é correto afirmar que a trajetória artística de Salvador Dalí é apresentada como: 
Alternativas
Q4414700 Português
Texto para a questão.


Salvador Dalí, pintor espanhol e mestre do surrealismo: “A única diferença entre mim e um louco é que eu não sou louco”


    Salvador Dalí foi um dos artistas mais importantes e reconhecíveis do século XX. Nascido em Figueres, na Espanha, em 1904, o pintor marcou a história da arte com imagens inquietantes, cenários oníricos e uma personalidade tão extravagante quanto suas criações.

    Embora tenha trabalhado também com escultura, fotografia, cinema e publicidade, foi na pintura que ele deixou sua marca mais profunda. Quadros como A Persistência da Memória, com seus famosos relógios derretidos, ajudaram a transformar Dalí em um dos principais representantes do surrealismo, movimento que buscava ultrapassar a lógica e explorar sonhos, desejos e impulsos inconscientes.

    A aparência excêntrica e o comportamento teatral de Dalí fizeram com que sua sanidade fosse frequentemente questionada. Ele, porém, respondia às provocações com uma frase que se tornaria célebre: “A única diferença entre mim e um louco é que eu não sou louco”.

    Um dos primeiros registros da declaração surgiu em 1934, durante uma visita do artista aos Estados Unidos. Na ocasião, Dalí explicou que recriava os sonhos para torná-los visíveis em meio a objetos cotidianos. A diferença, segundo ele, estava em sua capacidade de distinguir o universo dos sonhos do mundo real.

    Dalí não desejava simplesmente reproduzir delírios de maneira descontrolada. Por trás das imagens aparentemente absurdas, havia domínio técnico, referências artísticas e uma investigação consciente da mente.

(https://www.terra.com.br/diversao/salvador-dali-pintor-espanhol-e-mestredo-surrealismo-a-unica-diferenca-entre-mim-e-um-louco-e-que-eu-naosou-louco,....html?utm_source=clipboard)
A respeito das ideias desenvolvidas no Texto, analise as afirmativas a seguir e atribua V para as verdadeiras e F para as falsas.

(__) – O texto apresenta Dalí como um artista cuja produção relacionava imaginação, sonhos e elementos do inconsciente;
(__) – O texto afirma que a produção surrealista de Dalí era resultado de delírios produzidos sem qualquer controle técnico ou consciência artística;
(__) – A frase atribuída a Dalí é apresentada como uma resposta às dúvidas e provocações relacionadas à sua sanidade;
(__) – O texto estabelece uma oposição entre imaginação e domínio técnico, sugerindo que o artista deveria escolher entre um deles.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4414563 Português
As figuras de linguagem participam da organização expressiva dos enunciados e podem atuar na produção de sentidos que ultrapassam o valor referencial imediato das palavras. Seu funcionamento decorre das relações estabelecidas no discurso e dos efeitos produzidos em determinado contexto de uso (FIORIN, 2014). FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica. São Paulo: Contexto, 2014.
Considere o seguinte enunciado:
Depois da despedida, o silêncio ocupou a casa e sentou-se à mesa com os que ficaram.
Assinale a alternativa que identifica a figura de linguagem presente no enunciado e analisa de forma CORRETA seu efeito expressivo. 
Alternativas
Q4414561 Português
A leitura constitui uma atividade de produção de sentidos vinculada à interação entre autor, texto e leitor. Nessa perspectiva, o texto participa de uma situação comunicativa na qual os sentidos são construídos durante a atividade leitora, ultrapassando uma concepção de leitura restrita à simples decodificação de elementos linguísticos (KOCH; ELIAS, 2018). KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Considerando os processos envolvidos na compreensão e na leitura crítica, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A construção crítica dos sentidos exige que o leitor confronte hipóteses interpretativas com elementos do próprio texto e estabeleça relações entre informações explícitas e conteúdos inferidos. 
PORQUE
II. A produção de inferências permite que conhecimentos mobilizados pelo leitor assumam prevalência sobre as relações intratextuais quando oferecem uma interpretação coerente com seu repertório sociocognitivo.
Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4414560 Português
Os textos concretizam propósitos comunicativos por meio de formas de organização que articulam composição, escolhas linguísticas e condições de uso. A identificação de sua configuração não deve decorrer de um traço isolado, pois diferentes sequências podem coexistir em um mesmo texto, enquanto sua realização social envolve objetivos enunciativos e formas historicamente situadas de interação
(MARCUSCHI, 2008). MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. 
Considerando a finalidade comunicativa, a organização composicional e o funcionamento discursivo das formas textuais indicadas, associe a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Narrativo.
2. Descritivo.
3. Dissertativo.
4. Injuntivo.
5. Jornalístico.
Coluna 2
(__) Desenvolve conceitos, proposições ou pontos de vista por meio de relações lógicas que estruturam a abordagem de determinado tema.
(__) Vincula a construção discursiva de acontecimentos de interesse público às práticas de produção e circulação social da informação.
(__) Organiza uma sucessão de acontecimentos articulados por relações temporais e causais, envolvendo transformação de estados no desenvolvimento textual.
(__) Orienta a realização de ações ou procedimentos, organizando o dizer em função de uma conduta a ser executada pelo interlocutor.
(__) Constrói propriedades de seres, espaços, objetos ou situações por relações de caracterização que podem interromper a progressão dos acontecimentos.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4414557 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A Educação e os novos tempos

Quando se pensa em educação nos tempos atuais, inovação e renovação são as palavras-chave que vêm à mente, principalmente após as inquietações geradas pela pandemia. Esse período reforçou a constatação de que a desigualdade de acesso ao ensino remoto prejudicou os estudantes mais vulneráveis e com menos recursos. Promover de forma mais efetiva o acesso às tecnologias digitais a todos deve ser prioridade dos governos que compreendem a educação como um investimento para o país. No entanto, surge a questão sobre se apenas essa medida responde a toda uma gama de indagações sobre como deve ser a formação educacional no segundo quarto do século XXI.
Ao refletir sobre essas questões, observa-se a relevância de pensar uma pedagogia contemporânea que ultrapasse o debate entre o novo e o tradicional. Essa premissa convida a refletir sobre uma nova forma de educar que ajude a enfrentar os desafios do presente século.
Diante das transformações ocorridas nas políticas mundiais, no clima e no avanço da tecnologia com a inteligência artificial, torna-se imprescindível refletir sobre uma educação contemporânea para repensar o futuro das próximas gerações. Essa discussão se justifica pelos diversos e novos desafios que surgem e que as atuais e futuras gerações terão de enfrentar. Trata-se de desafios ecológicos — que englobam aspectos climáticos, sanitários, alimentares e geopolíticos —; desafios culturais e sociais, suscitados pelas tecnologias digitais da informação e comunicação, pelo advento da inteligência artificial e por seu impacto no mercado de trabalho; desafios demográficos, tendo em vista a redução do número de jovens e o aumento da população idosa; além dos problemas herdados e transmitidos às próximas gerações, como a desigualdade social, o racismo e discriminações de vários tipos.
No final do século passado, a escola precisava não apenas desenvolver novas competências técnicas, mas também elevar o nível da formação básica da população por meio da ampliação da escolaridade obrigatória até, pelo menos, o fim do ensino médio. Atualmente, a maior parte dos governos, mediante a adoção de políticas públicas educacionais, encaminha as novas gerações à universidade ou aos institutos técnicos para responder às demandas do mercado de trabalho e das organizações internacionais.
Além disso, discute-se amplamente sobre a escola ideal do século XXI em um mundo dependente das novas tecnologias. É necessário compreender que a facilidade no acesso à informação e o conhecimento de informática não significam, por si sós, maior nível de educação ou de saber. A ferramenta tecnológica isolada não habilita ninguém a resolver as dificuldades que os estudantes enfrentam na atualidade. Novas práticas didáticas e recursos de ensino são desejados, mas não são suficientes para promover a educação por si mesmos. A introdução de tecnologias avançadas e da educação a distância nas escolas não constitui, isoladamente, a resposta para um ensino de qualidade.
O objetivo do ensino não deveria ser a mera transmissão do que já é conhecido, mas o desenvolvimento da capacidade de observação e de reflexão crítica, o que caracteriza a verdadeira inovação. Embora os métodos possam evoluir e ser aprimorados para satisfazer os anseios do indivíduo, a transmissão do conteúdo de uma geração à outra deve vir sempre unida à busca de sentido, visto que o ser humano é um ser social.
Em reflexões sobre a função da escola e a finalidade do conhecimento, pondera-se que o saber científico ainda é concebido com a missão de dissipar a aparente complexidade dos fenômenos para revelar a ordem simples a que obedecem. Para alcançar a verdadeira complexidade das coisas, é necessária uma tomada de consciência radical por parte de professores, pesquisadores, cientistas, gestores escolares e alunos. Assim, a transmissão dos saberes precisa estar diretamente relacionada à busca de sentido.
As escolas, ao ensinarem o aluno a ponderar, analisar, criticar e sintetizar, cumprem o seu papel de promover o aperfeiçoamento humano, o refinamento da sociedade e a preparação do estudante para a produção do conhecimento. Ao abordar os saberes necessários à educação do futuro, descreve-se a função da escola como o ato de ensinar ao estudante o que é o conhecimento. Tão importante quanto dominar as ferramentas tecnológicas é compreender a condição e a identidade humana, tendo em mente que, em todos os domínios do conhecimento, sobretudo na história, o surgimento do inesperado é vital, sendo a incerteza um dos saberes necessários à formação.
Compreende-se que a inovação e a renovação educacionais são bem-vindas quando se concebe a educação como uma prática social e como um processo único de aprendizagem associado à escola, à família e à sociedade. Ao aceitar que a educação é uma prática social sujeita a permanentes questionamentos e conduzida a finalidades coletivamente instituídas, reconhece-se que ela deve ser acompanhada por uma intensa atividade de pesquisa, exame e reflexão. Trata-se do processo social que leva o ser humano a reconhecer, buscar, instaurar e hierarquizar valores de modo a se aprimorar como sujeito integrante da sociedade. Entendida como um processo de aperfeiçoamento e de humanização do sujeito que incorpora inovações tecnológicas e saberes ancestrais, a educação será sempre considerada fundamental, inclusiva e para todos.

https://doi.org/10.1590/S0104-40362024003201221.adaptado.
O texto-base discute a educação diante das transformações que marcam a sociedade contemporânea, articulando diferentes aspectos relacionados à formação das novas gerações. Ao longo da exposição, são mobilizadas questões sociais, culturais e educacionais para desenvolver uma reflexão sobre os desafios atribuídos à escola no cenário atual.
Considerando as ideias e as relações argumentativas desenvolvidas no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4414555 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A Educação e os novos tempos

Quando se pensa em educação nos tempos atuais, inovação e renovação são as palavras-chave que vêm à mente, principalmente após as inquietações geradas pela pandemia. Esse período reforçou a constatação de que a desigualdade de acesso ao ensino remoto prejudicou os estudantes mais vulneráveis e com menos recursos. Promover de forma mais efetiva o acesso às tecnologias digitais a todos deve ser prioridade dos governos que compreendem a educação como um investimento para o país. No entanto, surge a questão sobre se apenas essa medida responde a toda uma gama de indagações sobre como deve ser a formação educacional no segundo quarto do século XXI.
Ao refletir sobre essas questões, observa-se a relevância de pensar uma pedagogia contemporânea que ultrapasse o debate entre o novo e o tradicional. Essa premissa convida a refletir sobre uma nova forma de educar que ajude a enfrentar os desafios do presente século.
Diante das transformações ocorridas nas políticas mundiais, no clima e no avanço da tecnologia com a inteligência artificial, torna-se imprescindível refletir sobre uma educação contemporânea para repensar o futuro das próximas gerações. Essa discussão se justifica pelos diversos e novos desafios que surgem e que as atuais e futuras gerações terão de enfrentar. Trata-se de desafios ecológicos — que englobam aspectos climáticos, sanitários, alimentares e geopolíticos —; desafios culturais e sociais, suscitados pelas tecnologias digitais da informação e comunicação, pelo advento da inteligência artificial e por seu impacto no mercado de trabalho; desafios demográficos, tendo em vista a redução do número de jovens e o aumento da população idosa; além dos problemas herdados e transmitidos às próximas gerações, como a desigualdade social, o racismo e discriminações de vários tipos.
No final do século passado, a escola precisava não apenas desenvolver novas competências técnicas, mas também elevar o nível da formação básica da população por meio da ampliação da escolaridade obrigatória até, pelo menos, o fim do ensino médio. Atualmente, a maior parte dos governos, mediante a adoção de políticas públicas educacionais, encaminha as novas gerações à universidade ou aos institutos técnicos para responder às demandas do mercado de trabalho e das organizações internacionais.
Além disso, discute-se amplamente sobre a escola ideal do século XXI em um mundo dependente das novas tecnologias. É necessário compreender que a facilidade no acesso à informação e o conhecimento de informática não significam, por si sós, maior nível de educação ou de saber. A ferramenta tecnológica isolada não habilita ninguém a resolver as dificuldades que os estudantes enfrentam na atualidade. Novas práticas didáticas e recursos de ensino são desejados, mas não são suficientes para promover a educação por si mesmos. A introdução de tecnologias avançadas e da educação a distância nas escolas não constitui, isoladamente, a resposta para um ensino de qualidade.
O objetivo do ensino não deveria ser a mera transmissão do que já é conhecido, mas o desenvolvimento da capacidade de observação e de reflexão crítica, o que caracteriza a verdadeira inovação. Embora os métodos possam evoluir e ser aprimorados para satisfazer os anseios do indivíduo, a transmissão do conteúdo de uma geração à outra deve vir sempre unida à busca de sentido, visto que o ser humano é um ser social.
Em reflexões sobre a função da escola e a finalidade do conhecimento, pondera-se que o saber científico ainda é concebido com a missão de dissipar a aparente complexidade dos fenômenos para revelar a ordem simples a que obedecem. Para alcançar a verdadeira complexidade das coisas, é necessária uma tomada de consciência radical por parte de professores, pesquisadores, cientistas, gestores escolares e alunos. Assim, a transmissão dos saberes precisa estar diretamente relacionada à busca de sentido.
As escolas, ao ensinarem o aluno a ponderar, analisar, criticar e sintetizar, cumprem o seu papel de promover o aperfeiçoamento humano, o refinamento da sociedade e a preparação do estudante para a produção do conhecimento. Ao abordar os saberes necessários à educação do futuro, descreve-se a função da escola como o ato de ensinar ao estudante o que é o conhecimento. Tão importante quanto dominar as ferramentas tecnológicas é compreender a condição e a identidade humana, tendo em mente que, em todos os domínios do conhecimento, sobretudo na história, o surgimento do inesperado é vital, sendo a incerteza um dos saberes necessários à formação.
Compreende-se que a inovação e a renovação educacionais são bem-vindas quando se concebe a educação como uma prática social e como um processo único de aprendizagem associado à escola, à família e à sociedade. Ao aceitar que a educação é uma prática social sujeita a permanentes questionamentos e conduzida a finalidades coletivamente instituídas, reconhece-se que ela deve ser acompanhada por uma intensa atividade de pesquisa, exame e reflexão. Trata-se do processo social que leva o ser humano a reconhecer, buscar, instaurar e hierarquizar valores de modo a se aprimorar como sujeito integrante da sociedade. Entendida como um processo de aperfeiçoamento e de humanização do sujeito que incorpora inovações tecnológicas e saberes ancestrais, a educação será sempre considerada fundamental, inclusiva e para todos.

https://doi.org/10.1590/S0104-40362024003201221.adaptado.
No entanto, surge a questão sobre se apenas essa medida responde a toda uma gama de indagações sobre como deve ser a formação educacional no segundo quarto do século XXI.
Além disso, discute-se amplamente sobre a escola ideal do século XXI em um mundo dependente das novas tecnologias.
Assim, a transmissão dos saberes precisa estar diretamente relacionada à busca de sentido. Considerando as relações semântico-discursivas estabelecidas pelos conectores no texto, analise as proposições a seguir.
I. Em "No entanto, surge a questão...", o conector promove uma reorientação argumentativa em relação à defesa precedente da ampliação do acesso às tecnologias digitais, introduzindo o questionamento sobre a suficiência dessa medida para responder às demandas da formação educacional.
II. Em "Além disso, discute-se amplamente...", o conector acrescenta à argumentação outro aspecto da reflexão sobre a educação contemporânea e promove a continuidade do discurso pela ampliação das considerações apresentadas.
III. Em "Assim, a transmissão dos saberes...", o conector introduz um encaminhamento derivado da reflexão prévia sobre a complexidade do conhecimento e estabelece uma relação de decorrência entre o conteúdo anterior e a afirmação que introduz.
IV. Nos três recortes, a substituição dos conectores, na mesma ordem, por "porém", "por conseguinte" e "ademais" preserva as relações semântico-discursivas estabelecidas no desenvolvimento argumentativo.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4414180 Português
Tirinha para a questão.

Q10.png (425×172)

https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos/, acesso em 29 de julho de 2026. 

A tirinha e a crônica "Nasce um otário por segundo", de Ruy Castro, aproximam-se quanto ao processo de construção do sentido, uma vez que ambas
Alternativas
Q4414175 Português
Nasce um otário por segundo 


    Perguntaram-me quantos "seguidores" eu calculava que tivesse. Embatuquei: "Sei lá, nunca pensei nisso. Acho que nenhum". O outro insistiu: "Não é possível. Você está na imprensa há milhões de anos, escreve livros, dá entrevistas. É um dos principais influencers do país". Reagi com "Deus me livre, imagine a responsabilidade de influenciar alguém, de ser responsável por algo que uma pessoa faça ou deixe de fazer!". É verdade. Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês. Além disso, em que um "influencer" influencia seus "seguidores"?

    Não faltou quem me instruísse. Um influencer é alguém que usa instagrams, youtubes, tiktoks e que tais para produzir vídeos, fotos e textos sobre si mesmos e atrair seguidores que se deixam enxergar neles uma crença "impactar por suas opiniões, sugestões, rotinas, atitudes e opções de consumo". E que, devidamente impactados, passam a regular por ele suas preferências. Em quê? "Em tudo: moda, games, viagens, gastronomia, até aplicações financeiras". "Sério?", perguntei. E o que o influencer ganha com isso? "Fábulas —é pago pelos serviços e marcas que ‘recomenda’. Descubra quantos o seguem e calcule a grana que isso rende."

    No Brasil, me disseram, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quis saber quais eram os principais e ouvi nomes como Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Vinicius Jr., Ivete Sangalo. Até aí tudo bem —são famosos, com profissão definida, não falta quem queira ser como eles.

    Mas quem é Virginia Fonseca, com 56 milhões de seguidores? O que ela faz? E Camila Pudim, Açucena Guerra, Gustavo Tubarão, Pamela Fuego, Andressa Suíta? E sumidades com nomes como Hytalo, Thallysson, Sunaika, Pkllipe, Wueverton e Leuriscleia? Mais importante ainda: quem são os milhões de brasileiros que os seguem?

    P.T. Barnum (1810-91), inventor do mafuá de horrores, deixou uma frase que parecia imortal: "Nasce um otário por minuto". Isso já era. Hoje é por segundo.


Ruy Castro. 7.jun.2026 às 8h00. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/06/nas ce-um-otario-por-segundo.shtml- acesso em 27 de julho de 2026.
No trecho "Você está na imprensa há milhões de anos", a expressão destacada está empregada num recurso expressivo. No contexto da crônica, esse recurso contribui para a construção do ponto de vista do autor na medida em que 
Alternativas
Respostas
441: C
442: E
443: A
444: B
445: E
446: B
447: B
448: D
449: D
450: A
451: D
452: C
453: A
454: A
455: C
456: C
457: C
458: C
459: B
460: D