Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4409793 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte I)

Especialistas destacam que preconceito pode ser invisível, quando a pessoa- com deficiência é excluída, e como isso atrapalha a inclusão na educação. 'Problema não é errar, é não se abrir para aprender', diz Guilherme Bara.

Pode ser que você nem tenha percebido, mas é bem provável que, em algum momento da vida, seja na escola, trabalho ou na rua, mesmo sem intenção, tenha tomado alguma atitude capacitista. Mas para entender o porquê e como isso ocorre, é preciso responder a primeira pergunta: o que é capacitismo?

Capacitismo é a palavra usada para definir discriminação e preconceito contra pessoas com deficiência, associando-as a seres humanos inferiores ou menos capazes.

E de onde vem esse preconceito? O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Faculdade de Educação da Unicamp, explica que o conceito ganhou força na sociedade moderna.

“Você passa a ter na modernidade um ideário que, de certa forma, há aqueles que vão ser considerados mais produtivos, portanto, mais capazes, e aqueles que vão ser considerados improdutivos, no caso, os incapazes. E aí dentro desse grupo dos considerados incapazes é onde boa parte das pessoas com deficiência foram classificadas. O capacitismo está muito relacionado a isso.”

E o medo de errar é um problema? Esse comportamento de entender que uns são menos capazes que outros, reproduzido por anos, cria barreiras até mesmo "invisíveis" no caminho da inclusão. Entre elas, o medo de errar com pessoas com deficiência, o que faz com que elas sejam ignoradas no dia a dia.

Uma ideia que precisa ser eliminada, explica Guilherme Bara, que ficou cego na adolescência e que atua como palestrante e consultor nas áreas de diversidade e compliance.

Especialistas ouvidos para a série "Ser Acessível", coprodução do g1 e EPTV que aborda a inclusão e acessibilidade na educação básica, foram unânimes em classificar o capacitismo, uma barreira atitudinal, como a mais difícil de eliminar.

Para além de rampas, pisos táteis, materiais adaptados e outros recursos de acessibilidade, incluir depende de uma mudança de comportamento, conhecimento, vontade e empatia.


O primeiro passo 

Um passo fundamental na busca pela erradicação do capacitismo passa pela necessidade de reconhecimento que ele existe. “O primeiro movimento é esse de tomada de consciência”, defende Régis Silva.

Na avaliação de Andreia dos Santos de Jesus, palestrante sobre acessibilidade no 4ª Fórum Diálogos da Educação, a construção de uma sociedade mais humana passa pela necessidade de eliminar o capacistismo, e ela vê a escola pública como porta de entrada para essa mudança de comportamento.

“É quase um pacto com a humanidade. A gente quer a humanidade mesmo, ou quer alguns da humanidade? E acho que a escola pública é onde a gente refaz esse compromisso. Há um caminho longo a ser percorrido, concordo. Muita a coisa a ser feita. Viver nessa diversidade dá muito mais trabalho. Mas o resultado disso pode ser um mundo melhor? Não tenho a menor dúvida disso”, diz Andreia.

E o medo do erro? 

Guilherme Bara avalia que parte do distanciamento da sociedade no relacionamento com pessoas com deficiência passa por esse medo de errar e os julgamentos que são feitos a partir desse erro.

“Lidar com erro é fundamental. Às vezes as pessoas excluem pessoas com deficiência não é porque elas são malvadas, é porque elas morrem de medo de errar”, explica.

Mas para aprender e ser anticapacistista é necessário reconhecer que não se sabe ou conhece pouco sobre o tema, que é vulnerável. E o consultor orienta que a melhor de maneira para aprender com base na realidade de outra pessoa “é perguntar mais e deduzir menos”.

“Quando você deduz algo, às vezes, na boa intenção, sua fantasia em relação àquele tema vem à tona, que relaciona a deficiência com incapacidade, com coitadinho, com super-herói”.

Excluir é mais fácil

Segundo Bara, a pessoa com deficiência é, no inconsciente da sociedade, uma pessoa que tem uma vida muito difícil, e em vez de aprender a lidar, ela opta por excluir.

“As pessoas pensam: ‘Imagina que tristeza ter dificuldade para enxergar ou não enxergar nada, dificuldade para ouvir, andar’. E na hora que vou interagir com ela eu ainda vou lá e erro? Meu Deus, aí que vou para o inferno direto. Então o que elas fazem? Buscam aprender? Não, elas vão para o caminho mais fácil, evitam o convívio. E quando falo pessoas, as instituições fazem isso, as escolas fazem isso”, pontua.

Como ele ficou cego? O consultor de 47 anos conta que perdeu a visão por conta de uma retinose pigmentar, e o processo ocorreu durante infância e adolescência, período em que estudava em uma escola regular, e quando o assunto acessibilidade não era discutido.

"Quando eu terminei a escola eu estava cego, mas foi um processo interessante, porque estudei numa escola regular, então eu era a única criança que tinha deficiência visual ali. E 35, 40 anos atrás, tudo era meio novidade, era na raça. Se tinha algum desafio que a escola não resolvia, tinha que ir na delegacia de ensino para não ser excluído das aulas. Minha mãe participou de todo esse desafio", lembra.

A experiência pessoal serve como referência de que incluir é possível, mesmo com percalços. Numa época desafiadora, sem tantas ferramentas e conhecimento sobre o tema, ele avalia como positivo o processo enfrentado, que solidificou relações de amizades que duram até hoje.

"Embora ninguém já tivesse feito curso de como incluir um aluno com deficiência visual, as pessoas estavam muito abertas a aprender. Foi bom para mim e muito bom para meus amigos poderem, no ambiente escolar, ter contato com alguém com essa característica. Isso fez certamente com que o que olhar deles fosse muito mais natural ao tema da pessoa com deficiência", diz.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
Segundo o texto, qual é um dos principais obstáculos para a inclusão de pessoas com deficiência?
Alternativas
Q4409792 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte I)

Especialistas destacam que preconceito pode ser invisível, quando a pessoa- com deficiência é excluída, e como isso atrapalha a inclusão na educação. 'Problema não é errar, é não se abrir para aprender', diz Guilherme Bara.

Pode ser que você nem tenha percebido, mas é bem provável que, em algum momento da vida, seja na escola, trabalho ou na rua, mesmo sem intenção, tenha tomado alguma atitude capacitista. Mas para entender o porquê e como isso ocorre, é preciso responder a primeira pergunta: o que é capacitismo?

Capacitismo é a palavra usada para definir discriminação e preconceito contra pessoas com deficiência, associando-as a seres humanos inferiores ou menos capazes.

E de onde vem esse preconceito? O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Faculdade de Educação da Unicamp, explica que o conceito ganhou força na sociedade moderna.

“Você passa a ter na modernidade um ideário que, de certa forma, há aqueles que vão ser considerados mais produtivos, portanto, mais capazes, e aqueles que vão ser considerados improdutivos, no caso, os incapazes. E aí dentro desse grupo dos considerados incapazes é onde boa parte das pessoas com deficiência foram classificadas. O capacitismo está muito relacionado a isso.”

E o medo de errar é um problema? Esse comportamento de entender que uns são menos capazes que outros, reproduzido por anos, cria barreiras até mesmo "invisíveis" no caminho da inclusão. Entre elas, o medo de errar com pessoas com deficiência, o que faz com que elas sejam ignoradas no dia a dia.

Uma ideia que precisa ser eliminada, explica Guilherme Bara, que ficou cego na adolescência e que atua como palestrante e consultor nas áreas de diversidade e compliance.

Especialistas ouvidos para a série "Ser Acessível", coprodução do g1 e EPTV que aborda a inclusão e acessibilidade na educação básica, foram unânimes em classificar o capacitismo, uma barreira atitudinal, como a mais difícil de eliminar.

Para além de rampas, pisos táteis, materiais adaptados e outros recursos de acessibilidade, incluir depende de uma mudança de comportamento, conhecimento, vontade e empatia.


O primeiro passo 

Um passo fundamental na busca pela erradicação do capacitismo passa pela necessidade de reconhecimento que ele existe. “O primeiro movimento é esse de tomada de consciência”, defende Régis Silva.

Na avaliação de Andreia dos Santos de Jesus, palestrante sobre acessibilidade no 4ª Fórum Diálogos da Educação, a construção de uma sociedade mais humana passa pela necessidade de eliminar o capacistismo, e ela vê a escola pública como porta de entrada para essa mudança de comportamento.

“É quase um pacto com a humanidade. A gente quer a humanidade mesmo, ou quer alguns da humanidade? E acho que a escola pública é onde a gente refaz esse compromisso. Há um caminho longo a ser percorrido, concordo. Muita a coisa a ser feita. Viver nessa diversidade dá muito mais trabalho. Mas o resultado disso pode ser um mundo melhor? Não tenho a menor dúvida disso”, diz Andreia.

E o medo do erro? 

Guilherme Bara avalia que parte do distanciamento da sociedade no relacionamento com pessoas com deficiência passa por esse medo de errar e os julgamentos que são feitos a partir desse erro.

“Lidar com erro é fundamental. Às vezes as pessoas excluem pessoas com deficiência não é porque elas são malvadas, é porque elas morrem de medo de errar”, explica.

Mas para aprender e ser anticapacistista é necessário reconhecer que não se sabe ou conhece pouco sobre o tema, que é vulnerável. E o consultor orienta que a melhor de maneira para aprender com base na realidade de outra pessoa “é perguntar mais e deduzir menos”.

“Quando você deduz algo, às vezes, na boa intenção, sua fantasia em relação àquele tema vem à tona, que relaciona a deficiência com incapacidade, com coitadinho, com super-herói”.

Excluir é mais fácil

Segundo Bara, a pessoa com deficiência é, no inconsciente da sociedade, uma pessoa que tem uma vida muito difícil, e em vez de aprender a lidar, ela opta por excluir.

“As pessoas pensam: ‘Imagina que tristeza ter dificuldade para enxergar ou não enxergar nada, dificuldade para ouvir, andar’. E na hora que vou interagir com ela eu ainda vou lá e erro? Meu Deus, aí que vou para o inferno direto. Então o que elas fazem? Buscam aprender? Não, elas vão para o caminho mais fácil, evitam o convívio. E quando falo pessoas, as instituições fazem isso, as escolas fazem isso”, pontua.

Como ele ficou cego? O consultor de 47 anos conta que perdeu a visão por conta de uma retinose pigmentar, e o processo ocorreu durante infância e adolescência, período em que estudava em uma escola regular, e quando o assunto acessibilidade não era discutido.

"Quando eu terminei a escola eu estava cego, mas foi um processo interessante, porque estudei numa escola regular, então eu era a única criança que tinha deficiência visual ali. E 35, 40 anos atrás, tudo era meio novidade, era na raça. Se tinha algum desafio que a escola não resolvia, tinha que ir na delegacia de ensino para não ser excluído das aulas. Minha mãe participou de todo esse desafio", lembra.

A experiência pessoal serve como referência de que incluir é possível, mesmo com percalços. Numa época desafiadora, sem tantas ferramentas e conhecimento sobre o tema, ele avalia como positivo o processo enfrentado, que solidificou relações de amizades que duram até hoje.

"Embora ninguém já tivesse feito curso de como incluir um aluno com deficiência visual, as pessoas estavam muito abertas a aprender. Foi bom para mim e muito bom para meus amigos poderem, no ambiente escolar, ter contato com alguém com essa característica. Isso fez certamente com que o que olhar deles fosse muito mais natural ao tema da pessoa com deficiência", diz.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
De acordo com o texto, qual é a definição fundamental de 'capacitismo'?
Alternativas
Q4409760 Português
A velha infância

O fato culminante da semana foi ver adolescentes sem celular nas ruas do bairro e brincando de bater campainha nas casas e sair correndo super felizes. Tinha até um cachorro no meio da molecada participando da brincadeira. Ele corria e latia ao mesmo tempo, como se quisesse falar: “também tô muito feliz”. Ver uma cena dessas nos dias atuais é quase que ganhar na Mega-Sena sozinho, ou receber uma notícia muito boa esperada por muito tempo. Fiquei ali atônito observando de longe o comportamento deles. Davam risadas, dançavam com o cachorro e se abraçavam. Era um bonde grande com meninas e meninos. De repente, eles sentaram no meio-fio da calçada e começaram a contar o dinheiro de cada um, a ideia era ir até a sorveteria.

Ouvi de longe que estavam faltando dois reais e que ninguém podia ficar sem sorvete. Achei o máximo a solidariedade deles. Um deu a ideia de entrar na sorveteria e conversar com o dono, que era conhecido ali de todo mundo. Só que ele tinha fama de bravo e pão-duro. Ficaram ali pensando o que fazer para comprar os sorvetes. Veio uma ideia genial: “vamos comprar o que pudermos e colocar em uma vasilha de isopor da sorveteria, aí chupamos todo mundo na vasilha. Pegamos com as pazinhas”. E lá foram até a sorveteria e saíram com uma vasilha de isopor e sentaram novamente no meio-fio da calçada. 

Eles davam risadas e falavam alto pra caramba. A felicidade estava estampada no rosto de cada um. Também não esqueceram do cachorro e deixaram um pouco de sorvete na vasilha. Ele não dispensou. Latia e abanava o rabo o tempo todo. Ele era mais um dos adolescentes. O tempo foi passando e a noite veio caindo de alturas impossíveis. Os postes de luzes começavam a acender e a molecada a se separar, indo cada um para a sua casa. Ouvi ainda que combinavam um aniversário no sábado na casa da Camila. Fiquei novamente atônito. Hoje em dia, não existe mais festa de aniversário nas casas das pessoas, hoje, as festas são em lugares impessoais e cheios das burocracias, como horário marcado e números de pessoas limitadas. Não estava acreditando que essa molecada existia.

Foi quando minha mãe gritou do quarto dela: – Está na hora de acordar, rapaz! Senão você vai se atrasar para o trabalho. Poxa, estava tão feliz! A felicidade é zen!

Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/rubinho-giaquinto/2021/11/30/cronica-a-velha-infancia Acesso em 26/04/2026
Após a leitura do texto “A velha infância”, assinale a alternativa correta com relação ao seu contexto:
Alternativas
Q4409758 Português


http://www.willtirando.com.br/viva-intensamente-642/

No primeiro quadrinho, a frase diz: "Todo dia, por volta das 7 da manhã, ele se senta em frente ao portão". Ao chegar ao final da tirinha, o leitor compreende que o pronome "ele" refere-se ao:
Alternativas
Q4409754 Português
O sono no mundo moderno

Ansiedade, estresse e angústia são alguns dos sintomas ligados a noites mal dormidas. Cientistas demonstram que o contexto sociocultural, a tecnologia e o estilo de vida atual são significativamente importantes para que ocorram distúrbios do sono, os quais prejudicam o desempenho mental, a segurança e a saúde das pessoas. Recentemente, um artigo da Nature and Science of Sleep (Natureza e Ciência do Sono, março de 2012) sobre “os impactos do estilo de vida e desenvolvimentos da tecnologia sobre o sono” trouxe uma revisão bastante interessante sobre os fatores ambientais e comportamentais que interferem no padrão de sono, duração e qualidade, além das consequências reportadas pela ciência nos últimos anos e possíveis tratamentos para as desordens do sono.

Dentre eles, destaco os chamados fatores ambientais. As escalas de serviço, mudanças no ciclo diário (claro-escuro) resultam em viagens transmeridionais (que vêm aumentando nas últimas décadas), expostas à luz e à mídia eletrônica são alguns exemplos, trazidos com a vida contemporânea.

Vários problemas são causados por escalas de serviço que alternam os turnos durante o dia e a noite, por exemplo. Turnos da noite acarretam menor tempo dormido durante o dia subsequente, perigo que pode durar até vários dias após uma noite de trabalho. A escala acaba fazendo com que o trabalhador passe a dormir em serviço, principalmente durante as horas que antecedem a manhã. Quando o trabalhador tem seu turno durante o dia, não pode dormir até tarde, por conta do seu horário de entrada, e isso segue um dia inteiro sem dormir. Juntos, sono reduzido e tempos longos sem dormir, estão implicados em problemas de segurança, produtividade, saúde e desempenho dos trabalhadores. Pesquisas mostram ainda que as escalas flexíveis de trabalho (como em horários noturnos, aos finais de semana ou aqueles em que o trabalhador é chamado por telefone, a qualquer momento do dia) acarretam prejuízos na saúde mental, na qualidade de sono e no bem-estar pessoal que as escalas tradicionais.

“Jet lag” foi outra desordem do sono mencionado pelo autor. Isto é causado quando uma pessoa viaja entre regiões que apresentam diferentes ciclos “claro-escuro”, por exemplo, em grandes viagens intercontinentais (grandes diferenças de fuso horário). Sonolência durante o dia, dificuldades no sono durante as viagens, prejuízos de atenção e desempenho, além de problemas gastrointestinais e perda de apetite são alguns dos sintomas relatados. Embora a exposição à luz tenha sido demonstrada como um fator positivo no ajuste do ritmo diário, podendo artificialmente corrigir a alteração do ciclo diário em indivíduos que viajam por longas distâncias e também diminuir a perturbação e melhorar a atenção e o desempenho dos trabalhadores noturnos, alguns problemas foram relatados pela exposição alterada à luz, na decorrência da vida moderna. A exposição à luz durante a noite, tanto no serviço (trabalhadores noturnos) como em casa, aumenta os riscos de câncer de próstata e de mama. Experimentos utilizando animais e estudos epidemiológicos com humanos sugerem que a luz à noite implica na interrupção do ritmo diário e supressão da melatonina, o que pode favorecer o desenvolvimento de tumores.

Em crianças, adolescentes e adultos, outro fator ambiental que tem contribuído para a ocorrência de distúrbios do sono é a exposição às mídias eletrônicas. A presença de dispositivos midiáticos (televisão ou computador) no quarto de crianças e adolescentes demonstrou que os mesmos vão dormir mais tarde e o tempo de sono fica reduzido. Estudos com adultos mostram que, para as mulheres, o tempo de navegação na internet, e o aumento das ligações telefônicas e mensagens SMS, para os homens, são fatores que aumentam os riscos de desenvolvimento dos distúrbios do sono. A exposição aos dispositivos eletrônicos mostrados também altera a atenção, já que o brilho das telas também pode suprimir o lançamento da melatonina, o que pode se acentuar pela presença de conteúdo excitante.

Processos fisiológicos e comportamentais, de estudo das ciências como a biologia e a medicina, estão intimamente ligados ao sono. A liberação de hormônios, os ciclos de dormir/acordar e o desenvolvimento de atividades mentais (desempenho) oscilam naturalmente com o ciclo diário, e são controlados pelo “relógio biológico”, localizado no hipotálamo. Sob as condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo ambiental (claro e escuro) e estão com ele sincronizados.

Tendo em vista esses aspectos do mundo moderno, as influências deles sobre o sono e, então, deste sobre a vida das pessoas, saúde, trabalho e bem estar, é importante que as empresas atentem para os fatores que afetam a vida dos trabalhadores e até mesmo para o que eles alteram no cotidiano destas empresas, com relação ao sono (risco de acidentes, aumento dos gastos e diminuição do desempenho são alguns exemplos). Quem sabe permitir horários de descanso? Estudos mostraram que dormir de 20 a 40 minutos é suficiente para aumentar a atenção e o desempenho durante a noite.

É importante enfatizar a necessidade de diminuir o tempo de exposição às telas e à luz durante a noite e, em especial, enfatizar a função dos pais no controle das crianças e adolescentes, que podem ter comprometidos o desenvolvimento e desempenho escolar, por conta de noites mal dormidas.

Finalmente, atingir a quantidade ideal de sono, em um ambiente escuro e silencioso, evitando também o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína, são condições essenciais para evitar a insônia e distúrbios do sono consequentes dela.

Renato Augusto Corrêa dos Santos, Jornal Biosferas
Disponível em: http://www1.rc.unesp.br/biosferas/Art0066.html Acesso em 24/04/2026 
É uma das consequências do uso excessivo de dispositivos eletrônicos antes de dormir, de acordo com o texto: 
Alternativas
Q4409753 Português
O sono no mundo moderno

Ansiedade, estresse e angústia são alguns dos sintomas ligados a noites mal dormidas. Cientistas demonstram que o contexto sociocultural, a tecnologia e o estilo de vida atual são significativamente importantes para que ocorram distúrbios do sono, os quais prejudicam o desempenho mental, a segurança e a saúde das pessoas. Recentemente, um artigo da Nature and Science of Sleep (Natureza e Ciência do Sono, março de 2012) sobre “os impactos do estilo de vida e desenvolvimentos da tecnologia sobre o sono” trouxe uma revisão bastante interessante sobre os fatores ambientais e comportamentais que interferem no padrão de sono, duração e qualidade, além das consequências reportadas pela ciência nos últimos anos e possíveis tratamentos para as desordens do sono.

Dentre eles, destaco os chamados fatores ambientais. As escalas de serviço, mudanças no ciclo diário (claro-escuro) resultam em viagens transmeridionais (que vêm aumentando nas últimas décadas), expostas à luz e à mídia eletrônica são alguns exemplos, trazidos com a vida contemporânea.

Vários problemas são causados por escalas de serviço que alternam os turnos durante o dia e a noite, por exemplo. Turnos da noite acarretam menor tempo dormido durante o dia subsequente, perigo que pode durar até vários dias após uma noite de trabalho. A escala acaba fazendo com que o trabalhador passe a dormir em serviço, principalmente durante as horas que antecedem a manhã. Quando o trabalhador tem seu turno durante o dia, não pode dormir até tarde, por conta do seu horário de entrada, e isso segue um dia inteiro sem dormir. Juntos, sono reduzido e tempos longos sem dormir, estão implicados em problemas de segurança, produtividade, saúde e desempenho dos trabalhadores. Pesquisas mostram ainda que as escalas flexíveis de trabalho (como em horários noturnos, aos finais de semana ou aqueles em que o trabalhador é chamado por telefone, a qualquer momento do dia) acarretam prejuízos na saúde mental, na qualidade de sono e no bem-estar pessoal que as escalas tradicionais.

“Jet lag” foi outra desordem do sono mencionado pelo autor. Isto é causado quando uma pessoa viaja entre regiões que apresentam diferentes ciclos “claro-escuro”, por exemplo, em grandes viagens intercontinentais (grandes diferenças de fuso horário). Sonolência durante o dia, dificuldades no sono durante as viagens, prejuízos de atenção e desempenho, além de problemas gastrointestinais e perda de apetite são alguns dos sintomas relatados. Embora a exposição à luz tenha sido demonstrada como um fator positivo no ajuste do ritmo diário, podendo artificialmente corrigir a alteração do ciclo diário em indivíduos que viajam por longas distâncias e também diminuir a perturbação e melhorar a atenção e o desempenho dos trabalhadores noturnos, alguns problemas foram relatados pela exposição alterada à luz, na decorrência da vida moderna. A exposição à luz durante a noite, tanto no serviço (trabalhadores noturnos) como em casa, aumenta os riscos de câncer de próstata e de mama. Experimentos utilizando animais e estudos epidemiológicos com humanos sugerem que a luz à noite implica na interrupção do ritmo diário e supressão da melatonina, o que pode favorecer o desenvolvimento de tumores.

Em crianças, adolescentes e adultos, outro fator ambiental que tem contribuído para a ocorrência de distúrbios do sono é a exposição às mídias eletrônicas. A presença de dispositivos midiáticos (televisão ou computador) no quarto de crianças e adolescentes demonstrou que os mesmos vão dormir mais tarde e o tempo de sono fica reduzido. Estudos com adultos mostram que, para as mulheres, o tempo de navegação na internet, e o aumento das ligações telefônicas e mensagens SMS, para os homens, são fatores que aumentam os riscos de desenvolvimento dos distúrbios do sono. A exposição aos dispositivos eletrônicos mostrados também altera a atenção, já que o brilho das telas também pode suprimir o lançamento da melatonina, o que pode se acentuar pela presença de conteúdo excitante.

Processos fisiológicos e comportamentais, de estudo das ciências como a biologia e a medicina, estão intimamente ligados ao sono. A liberação de hormônios, os ciclos de dormir/acordar e o desenvolvimento de atividades mentais (desempenho) oscilam naturalmente com o ciclo diário, e são controlados pelo “relógio biológico”, localizado no hipotálamo. Sob as condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo ambiental (claro e escuro) e estão com ele sincronizados.

Tendo em vista esses aspectos do mundo moderno, as influências deles sobre o sono e, então, deste sobre a vida das pessoas, saúde, trabalho e bem estar, é importante que as empresas atentem para os fatores que afetam a vida dos trabalhadores e até mesmo para o que eles alteram no cotidiano destas empresas, com relação ao sono (risco de acidentes, aumento dos gastos e diminuição do desempenho são alguns exemplos). Quem sabe permitir horários de descanso? Estudos mostraram que dormir de 20 a 40 minutos é suficiente para aumentar a atenção e o desempenho durante a noite.

É importante enfatizar a necessidade de diminuir o tempo de exposição às telas e à luz durante a noite e, em especial, enfatizar a função dos pais no controle das crianças e adolescentes, que podem ter comprometidos o desenvolvimento e desempenho escolar, por conta de noites mal dormidas.

Finalmente, atingir a quantidade ideal de sono, em um ambiente escuro e silencioso, evitando também o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína, são condições essenciais para evitar a insônia e distúrbios do sono consequentes dela.

Renato Augusto Corrêa dos Santos, Jornal Biosferas
Disponível em: http://www1.rc.unesp.br/biosferas/Art0066.html Acesso em 24/04/2026 
De acordo com o texto, qual é a principal ideia defendida pelo autor??
Alternativas
Q4409752 Português
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/201 6/01/20-tirinhas-sobre-paixao-por-livros.html Acesso em 21/04/2026 
Leia o trecho: “Às vezes você pega um livro, às vezes um livro te pega.”
Assinale a alternativa que melhor interpreta o sentido do trecho:
Alternativas
Q4409110 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
Considere os seguintes períodos do Texto: "O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora." As reescritas abaixo unificam os dois períodos e diferem entre si por alterações pontuais. Assinale a alternativa em que a reescrita preserva, simultaneamente, o sentido original, a correção gramatical e a impessoalidade do texto-fonte.
Alternativas
Q4409109 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
A classificação de um texto em determinado gênero depende menos do tema tratado e mais da situação de circulação, do propósito comunicativo e do modo como o enunciador se posiciona diante do que relata. Considerando esses critérios, conclui-se que o texto configura: 
Alternativas
Q4409107 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
Nos textos informativos da área ambiental e dos serviços públicos, a ordem de apresentação das informações constrói uma hierarquia entre problema, contexto normativo, evolução e custos. As informações do Texto estão parafraseadas e listadas abaixo, fora de ordem. Verifique a sequência em que elas são apresentadas no texto.

1.Quantificação do esforço financeiro despendido com o manejo dos resíduos no país.
2.Dimensionamento da fração dos resíduos que alcançou destinação ambientalmente adequada no ano de referência.
3.Cotejo evolutivo entre os índices de destinação adequada de dois anos consecutivos.
4.Registro do desatendimento ao marco normativo que estipulou termo final para os lixões.
5.Indicação da geração média diária de resíduos por habitante.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de apresentação no texto:
Alternativas
Q4409105 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
A interpretação dos elementos referenciais do Texto exige distinguir retomadas pontuais, retomadas resumitivas e os critérios (formais ou semânticos) que orientam a identificação dos antecedentes. Acerca da referenciação no Texto, analise as sentenças abaixo:


I.Em "Isso equivale a 283,7 mil hectares", o pronome "Isso" não retoma um termo específico da oração anterior, mas encapsula o conteúdo proposicional nela expresso, convertendo-o em objeto de uma nova predicação.
II. Em "essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente", a expressão "essa proporção" retoma o dado percentual do primeiro parágrafo e, ao mesmo tempo, o recategoriza sob um rótulo nominal que orienta a avaliação em curso.
III. Em "ela é um importante fator de bem-estar humano", a identificação do antecedente de "ela" é resolvida pela concordância de gênero, uma vez que "a vegetação urbana" é o único termo feminino disponível no período anterior.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4409104 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
Nos trechos do Texto reproduzidos na Coluna 2, os articuladores destacados estabelecem relações lógico-discursivas distintas, cuja identificação exige diferenciar, sobretudo, o que é motivo, o que é consequência e o que é propósito. Associe as colunas abaixo, relacionando as relações lógico-discursivas às suas respectivas ocorrências, considerando o elemento destacado em cada trecho. 

Coluna 1

1.Condição. 2.Conclusão. 3.Causa. 4.Finalidade.


Coluna 2

( )"Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior."
( )"ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação."
( )"Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes."
( )"ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas."

Assinale a alternativa que contém a sequência correta dos itens acima. 
Alternativas
Q4409103 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
As informações implícitas do Texto autorizam inferências que ultrapassam o que está literalmente dito, desde que sustentadas pelos dados e pelas falas reportadas. Com base nesse pressuposto, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I.Depreende-se do Texto que dois municípios com a mesma quantidade média de vegetação por habitante podem proporcionar às suas populações benefícios bastante distintos.

PORQUE

II. De acordo com o texto, os efeitos benéficos do verde urbano dependem não apenas da quantidade de vegetação existente, mas também do modo como ela se distribui pelo território da cidade.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409102 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
O exame da significação contextual exige distinguir sinonímia plena de aproximação parcial de sentidos, bem como reconhecer diferentes graus de cristalização das metáforas. Sobre a significação de palavras e expressões do Texto, julgue as afirmativas abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( )Em "promover a distribuição equânime da vegetação", a substituição de "equânime" por "uniforme" preservaria integralmente o sentido, pois ambos os vocábulos exprimem a noção de repartição idêntica entre todas as partes do território.
( )Em "por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", o vocábulo "infraestrutura" desloca-se de seu campo de uso habitual, ligado a obras e redes urbanas, para requalificar as áreas verdes como equipamento indispensável ao funcionamento da cidade.
( )Em "o cenário pode ser ainda pior", o emprego figurado de "cenário", no sentido de situação ou quadro geral, encontra-se consolidado no uso da língua, de modo que a metáfora de origem tem baixa saliência para o leitor contemporâneo.
( )Em "vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo", o vocábulo "retrato" conserva o traço denotativo de imagem tecnicamente captada, já que o resultado prometido pela pesquisa consiste em imagens de satélite das áreas urbanas.

A sequência correta é: 
Alternativas
Q4409101 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
O Texto articula dados quantitativos, falas de um pesquisador e avaliações sobre a presença de vegetação nas cidades brasileiras. Considerando o tema central, a finalidade predominante e o modo como as avaliações são introduzidas no texto, conclui-se que ele se destina, sobretudo, a:
Alternativas
Q4408781 Português
A importância do voluntariado na sociedade


O voluntariado é uma atividade altruísta que vem desempenhando um papel importante na sociedade, agregando valores e contribuindo para o bem-estar coletivo. De modo geral, ele pode ser definido como o trabalho não remunerado de uma pessoa ou de um grupo em favor de atividades de interesse social e comunitário.

Ao se engajar em ações voluntárias, os indivíduos podem ajudar a reduzir desigualdades e a promover a justiça social. Em momentos de crise, como desastres naturais e epidemias, a atuação de voluntários é essencial para o apoio e a recuperação das comunidades afetadas. Além disso, o voluntariado incentiva a participação das pessoas na vida da comunidade, o que fortalece a democracia.

O voluntariado também gera efeitos sobre os próprios voluntários. Ao se dedicar a causas sociais, a pessoa desenvolve habilidades técnicas e interpessoais e ganha experiência prática. A prática voluntária contribui, ainda, para o aumento da autoestima e proporciona uma sensação de realização pessoal, além de favorecer a formação de novas amizades.
O trecho "Em momentos de crise, como desastres naturais e epidemias, a atuação de voluntários é essencial para o apoio e a recuperação das comunidades afetadas" exemplifica as crises e coordena dois efeitos a que a atuação voluntária serve. Assinale a reescrita que conserva a exemplificação, a coordenação dos efeitos e a correção gramatical. 
Alternativas
Q4408780 Português
A importância do voluntariado na sociedade


O voluntariado é uma atividade altruísta que vem desempenhando um papel importante na sociedade, agregando valores e contribuindo para o bem-estar coletivo. De modo geral, ele pode ser definido como o trabalho não remunerado de uma pessoa ou de um grupo em favor de atividades de interesse social e comunitário.

Ao se engajar em ações voluntárias, os indivíduos podem ajudar a reduzir desigualdades e a promover a justiça social. Em momentos de crise, como desastres naturais e epidemias, a atuação de voluntários é essencial para o apoio e a recuperação das comunidades afetadas. Além disso, o voluntariado incentiva a participação das pessoas na vida da comunidade, o que fortalece a democracia.

O voluntariado também gera efeitos sobre os próprios voluntários. Ao se dedicar a causas sociais, a pessoa desenvolve habilidades técnicas e interpessoais e ganha experiência prática. A prática voluntária contribui, ainda, para o aumento da autoestima e proporciona uma sensação de realização pessoal, além de favorecer a formação de novas amizades.
Considerado o texto em seu conjunto e o modo como distribui as informações entre os três parágrafos, assinale a alternativa que exprime a finalidade que efetivamente organiza essa distribuição. 
Alternativas
Q4408779 Português
A importância do voluntariado na sociedade


O voluntariado é uma atividade altruísta que vem desempenhando um papel importante na sociedade, agregando valores e contribuindo para o bem-estar coletivo. De modo geral, ele pode ser definido como o trabalho não remunerado de uma pessoa ou de um grupo em favor de atividades de interesse social e comunitário.

Ao se engajar em ações voluntárias, os indivíduos podem ajudar a reduzir desigualdades e a promover a justiça social. Em momentos de crise, como desastres naturais e epidemias, a atuação de voluntários é essencial para o apoio e a recuperação das comunidades afetadas. Além disso, o voluntariado incentiva a participação das pessoas na vida da comunidade, o que fortalece a democracia.

O voluntariado também gera efeitos sobre os próprios voluntários. Ao se dedicar a causas sociais, a pessoa desenvolve habilidades técnicas e interpessoais e ganha experiência prática. A prática voluntária contribui, ainda, para o aumento da autoestima e proporciona uma sensação de realização pessoal, além de favorecer a formação de novas amizades.
Analise as afirmativas a respeito das relações lógico-discursivas estabelecidas no texto.

I.Em "Além disso, o voluntariado incentiva a participação das pessoas na vida da comunidade", a expressão destacada soma novo argumento aos benefícios já arrolados no parágrafo.
II.Em "Ao se engajar em ações voluntárias, os indivíduos podem ajudar a reduzir desigualdades", a oração iniciada por "Ao" delimita a circunstância em que o efeito enunciado se torna possível.
III.Em "o que fortalece a democracia", o "o que" retoma pontualmente o termo "comunidade", ao qual atribui o efeito de fortalecimento.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4408741 Português
Centro de Referência de Assistência Social – CRAS


O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a porta de entrada da Assistência Social pela comunidade. É uma unidade pública municipal, localizada prioritariamente em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, onde são ofertados ações e serviços de proteção social básica, com o objetivo de fortalecer a convivência familiar e comunitária.

O CRAS promove a organização e a articulação das unidades da rede socioassistencial e de outras políticas, possibilitando o acesso de famílias, seus membros e indivíduos aos serviços, benefícios e projetos de assistência social.

O público atendido é formado pela população que vive em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, da privação – ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros – e, ou, da fragilização de vínculos afetivos.

Entre os serviços ofertados estão o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Na unidade, os cidadãos também são orientados sobre os benefícios assistenciais e podem ser inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. 
Considere o seguinte período do Texto: "O CRAS promove a organização e a articulação das unidades da rede socioassistencial e de outras políticas, possibilitando o acesso de famílias, seus membros e indivíduos aos serviços, benefícios e projetos de assistência social." Assinale a alternativa em que a reescrita preserva, simultaneamente, o sentido original, a correção gramatical e a precisão exigida pela comunicação técnica e institucional.
Alternativas
Q4408740 Português
Centro de Referência de Assistência Social – CRAS


O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a porta de entrada da Assistência Social pela comunidade. É uma unidade pública municipal, localizada prioritariamente em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, onde são ofertados ações e serviços de proteção social básica, com o objetivo de fortalecer a convivência familiar e comunitária.

O CRAS promove a organização e a articulação das unidades da rede socioassistencial e de outras políticas, possibilitando o acesso de famílias, seus membros e indivíduos aos serviços, benefícios e projetos de assistência social.

O público atendido é formado pela população que vive em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, da privação – ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros – e, ou, da fragilização de vínculos afetivos.

Entre os serviços ofertados estão o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Na unidade, os cidadãos também são orientados sobre os benefícios assistenciais e podem ser inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. 
A classificação do Texto quanto ao gênero exige considerar quem o publica, para quem ele se dirige, com que finalidade e com que recursos de linguagem. Acerca do gênero e da finalidade comunicativa do Texto, analise as sentenças abaixo.

I.O texto pertence à esfera institucional e tem finalidade informativo-orientadora: apresenta ao cidadão o que é o CRAS, a quem a unidade se destina e que serviços oferta.

II.A linguagem do Texto caracteriza-se pela impessoalidade e pelo emprego de terminologia própria da política de assistência social, como "proteção social básica" e "rede socioassistencial".

III.Por descrever atribuições e público-alvo de uma unidade pública sem instituir, ele próprio, obrigações ou sanções, o Texto distingue-se de um texto normativo, ainda que dialogue com as normas da política de assistência social. 


É correto que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
501: C
502: A
503: D
504: C
505: D
506: A
507: C
508: B
509: D
510: D
511: D
512: A
513: C
514: A
515: D
516: B
517: C
518: A
519: A
520: C