Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4410932 Português
As mediações urbanas nas redes curtas de
comercialização agroalimentar


       As transformações recentes nas formas de produção, circulação e consumo de alimentos têm recolocado no centro do debate as relações entre agricultor e consumidor, cidade e campo, especialmente no que se refere às chamadas redes curtas de comercialização agroalimentar (RCCs). Na literatura nacional e em língua estrangeira, essas redes são frequentemente apresentadas como alternativas ao sistema agroalimentar hegemônico (circuitos agroalimentares longos), associadas à valorização da agricultura familiar, à agroecologia e à soberania alimentar, sobretudo por sua capacidade de reconectar produção e consumo e de gerar efeitos positivos no desenvolvimento rural. No entanto, tais abordagens tendem a enfatizar os impactos dessas iniciativas no meio rural, sem problematizar de forma mais aprofundada as mediações urbanas (especialmente as demandas, discursos e critérios de qualidade formulados por consumidores e instituições situadas nas cidades) que participam ativamente da constituição e da consolidação dessas redes.

      Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores, mas emergem de um contexto mais amplo de crise de confiança nos sistemas agroalimentares industrializados, especialmente nos grandes centros urbanos. Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos, movimentos sociais, organizações não governamentais e instituições acadêmicas a buscar formas alternativas de abastecimento, criando demandas específicas que passam a orientar/impor novas práticas produtivas no meio rural. Nesse sentido, o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo.

       A literatura internacional sobre as RCCs reconhece que essas iniciativas operam em espaços socialmente construídos, atravessados por relações de poder e por seletividades de acesso, que condicionam quem pode participar, consumir e se beneficiar desses circuitos. Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas, atendendo prioritariamente segmentos das classes medias e reproduzindo desigualdades alimentares e territoriais. Nesse sentido, parte da literatura crítica alerta para o risco de uma moralização do consumo, na qual a construção de sistemas alimentares considerados mais justos e sustentáveis e deslocada para o plano das escolhas individuais, sem o enfrentamento das estruturas sociais e econômicas que sustentam a exclusão alimentar das classes populares.


Fonte ARCE MATOS, W. E.; DINIZ, R. F.; LOBATO, M M Sistemas
agroalimentares na Amazônia: espaços-tempos híbridos e interconexões
nas redes cuftas de comercialização em Manaus. Revista Brasileira de
Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubate, v.22, n.2,2026 (com
adaptações).
No segundo parágrafo, afirma-se que o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo. Essa afirmação sugere que:
Alternativas
Q4410931 Português
As mediações urbanas nas redes curtas de
comercialização agroalimentar


       As transformações recentes nas formas de produção, circulação e consumo de alimentos têm recolocado no centro do debate as relações entre agricultor e consumidor, cidade e campo, especialmente no que se refere às chamadas redes curtas de comercialização agroalimentar (RCCs). Na literatura nacional e em língua estrangeira, essas redes são frequentemente apresentadas como alternativas ao sistema agroalimentar hegemônico (circuitos agroalimentares longos), associadas à valorização da agricultura familiar, à agroecologia e à soberania alimentar, sobretudo por sua capacidade de reconectar produção e consumo e de gerar efeitos positivos no desenvolvimento rural. No entanto, tais abordagens tendem a enfatizar os impactos dessas iniciativas no meio rural, sem problematizar de forma mais aprofundada as mediações urbanas (especialmente as demandas, discursos e critérios de qualidade formulados por consumidores e instituições situadas nas cidades) que participam ativamente da constituição e da consolidação dessas redes.

      Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores, mas emergem de um contexto mais amplo de crise de confiança nos sistemas agroalimentares industrializados, especialmente nos grandes centros urbanos. Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos, movimentos sociais, organizações não governamentais e instituições acadêmicas a buscar formas alternativas de abastecimento, criando demandas específicas que passam a orientar/impor novas práticas produtivas no meio rural. Nesse sentido, o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo.

       A literatura internacional sobre as RCCs reconhece que essas iniciativas operam em espaços socialmente construídos, atravessados por relações de poder e por seletividades de acesso, que condicionam quem pode participar, consumir e se beneficiar desses circuitos. Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas, atendendo prioritariamente segmentos das classes medias e reproduzindo desigualdades alimentares e territoriais. Nesse sentido, parte da literatura crítica alerta para o risco de uma moralização do consumo, na qual a construção de sistemas alimentares considerados mais justos e sustentáveis e deslocada para o plano das escolhas individuais, sem o enfrentamento das estruturas sociais e econômicas que sustentam a exclusão alimentar das classes populares.


Fonte ARCE MATOS, W. E.; DINIZ, R. F.; LOBATO, M M Sistemas
agroalimentares na Amazônia: espaços-tempos híbridos e interconexões
nas redes cuftas de comercialização em Manaus. Revista Brasileira de
Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubate, v.22, n.2,2026 (com
adaptações).
Com base nas reflexões teóricas apresentadas no início do texto, qual assimetria analítica é identificada pelos autores na literatura científica predominante sobre as redes curtas de comercialização agroalimentar? 
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Q4410918 Português
Em uma narrativa de mistério, o detetive descreve o suspeito: "Ele era um homem baixo, de gestos rápidos e olhar vago." Se o autor quisesse reescrever essa mesma frase descrevendo um personagem com características físicas e comportamentais completamente opostas, quais palavras deveriam substituir os termos em negrito? 
Alternativas
Q4410895 Português

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
— “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

O uso da norma-padrão na letra do Hino Nacional do Brasil é justificado por tratar-se de um(a): 
Alternativas
Q4410541 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


Analise a palavra sublinhada no excerto: ...enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Sem alterar a coesão nem o sentido original do período, o vocábulo sublinhado pode ser adequadamente substituído por: 
Alternativas
Q4410540 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


A expressão Apagão dos Professores, atribuída ao estudo do Instituto Semesp e citada no primeiro parágrafo, configura um recurso expressivo do tipo: 
Alternativas
Q4410539 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


No trecho Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais, o advérbio praticamente justifica-se no contexto estatístico porque:
Alternativas
Q4410538 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


A utilização concomitante de dados absolutos e percentuais ao longo do terceiro parágrafo cumpre a função discursiva de:
Alternativas
Q4410537 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


Com base no que propõe o texto, analise as duas asserções a seguir e a relação proposta entre elas:


I A expansão expressiva de contratações temporárias e terceirizadas no ensino público figura como um dos elementos que obstaculizam a renovação geracional do corpo docente.


PORQUE


II. Esse formato contratual, caracterizado por menor estabilidade, reduz a previsibilidade de fixação dos jovens profissionais e a atratividade da carreira a longo prazo.


A respeito dessas asserções, pode-se afirmar que:


Alternativas
Q4410536 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


Ao comparar os dados referentes aos anos de 2015 e 2025 apresentados no quarto parágrafo, é CORRETO concluir que o quadro de professores efetivos:
Alternativas
Q4410535 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

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 Com base no comportamento da Taxa de Renovação Docente detalhada no quinto e no sexto parágrafos, infere-se analiticamente que:
Alternativas
Q4410534 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


Avalie as proposições do texto a respeito das alterações na composição dos vínculos de trabalho no magistério público entre 2015 e 2025 e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( ) O avanço percentual dos contratos temporários de 32,2% para 43,4% sinaliza que tais vínculos se tornaram a forma majoritária de contratação na rede pública em 2025.
( ) A redução de cerca de 50 mil docentes concursados decorreu diretamente do aumento do limite de idade para a permanência no serviço público.
( ) O crescimento na participação proporcional dos professores temporários ocorreu simultaneamente à queda no percentual de professores efetivos no quadro público.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q4410326 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
O texto discute a atratividade da carreira científica no Brasil e desloca, ao longo dos parágrafos, o foco da análise dos recursos materiais para as pessoas que produzem conhecimento e para as condições em que elas trabalham. Considerando a argumentação desenvolvida no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4410325 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
O período a seguir reescreve ideias do texto e deve ser completado com palavras que preservem as relações de sentido presentes no original, mantendo equivalência com os termos ali empregados. Analise a afirmativa abaixo:
Para o autor, a incerteza __________ à atividade científica deve ficar contida no âmbito das hipóteses, sem __________ para a vida profissional do pesquisador, cuja trajetória, marcada por __________, contrasta com o legado __________ que a carreira pode oferecer.
Assinale a alternativa que preenche CORRETA e respectivamente as lacunas. 
Alternativas
Q4409801 Português

Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/ Acesso em: 22/04/2026 

Leia a frase abaixo:
“Agora ela vai ter que virar a página.”
Assinale a alternativa que explica corretamente o sentido da expressão destacada:
Alternativas
Q4409798 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte II)
'Presença acelera o processo'

Dentro do contexto da educação, Bara destaca que alguns colégios e instituições usam a justificativa de que tecnicamente não estão preparados para acolher, incluir, mas afirma que o medo não pode ser mais uma barreira no caminho da acessibilidade.

O capacitismo mostra-se nesses momentos, em que o primeiro pensamento é acreditar que a criança ou adolescente com deficiência não tem capacidade de estar ali. "Inclusão na educação é fundamental", avisa.

Patrulha do erro

Um dos fatores que tem impulsionado o medo de errar, seja no relacionamento com pessoas com deficiência ou não, está, na avaliação de Guilherme Bara, na forma como a sociedade atual "adora mostrar virtude em cima do erro alheio'.

“Qualquer errinho, a gente parece ficar procurando vírgula para fazer um escândalo em cima do outro, para mostrar que a gente é virtuoso. Então, assim, será que a gente, de fato, está aberto para o erro, ou quer apontar o dedo para se sentir bem?”, questiona.

Bara vê tal comportamento como hipócrita, primeiro por não reconhecer que todo mundo é vulnerável, e também por ser uma ação que em vez de facilitar, afasta o cidadão comum do tema sobre acessibilidade e inclusão.

“Isso não quer dizer que vamos errar e está de boa. Não, não. O ideal é não errar, mas o mais importante é a gente se abrir para aprender e o erro faz parte do processo”, completa Bara.

Processos formativos

O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Unicamp, aponta que um meio para eliminar o capacitismo passa por processos formativos, o que envolve conscientização e capacitação profissional, mas que isso por si só não é a solução.

“Essa mudança mais substantiva em relação ao capacitismo começa com os processos formativos, mas é preciso muito mais do que só processos formativos para a gente pensar, de fato, uma sociedade em que não exista o capacitismo”, defende.

"Pensar mais sobre todos!" Na avaliação da professora Andreia dos Santos de Jesus, a educação inclusiva precisa ser tratada como um compromisso em que cada vez mais esteja na escola quem tem direito de estar nela, em um sistema que ainda “pensa muito pouco sobre todos”.

Para Andreia, “a escola precisa acreditar que tem o que ensinar”, e o tema tem de ser tratado com a devida importância, já que as crianças com deficiência “são a bola da vez”. “Elas chegaram à escola, é fato”, diz.


Tempo para ouvir

Formada em pedagogia pela Faculdade de Educação da Unicamp, a professora destaca que pouca gente acredita que a pessoa com deficiência possa dizer algo, mas o exercício agora envolve não só olhar, mas ouvir – da forma que a pessoa puder se expressar.

“A gente sempre acha que a gente tem que acertar. Então oferta, oferta, oferta, e não dá espaço para a criança responder, porque às vezes ela responde mais vagarosamente, ou não é oralizada. Mas ela tem outras formas de expressão, e a gente precisa entender, e isso demora um pouco mais”, pondera.

Segundo Andreia, por conta desses elementos, o tempo é um fator a ser reconsiderado, seja nas políticas públicas, seja nas escolas, pois o tempo para as coisas acontecerem é diferente para diferentes pessoas, com ou sem deficiência.

“É preciso aceitar isso e continuar lidando que existe humanidade ali dentro daquela pessoa. Porque quando não responde do jeito que você aguarda, você passa a questionar se tem gente ali dentro, sabe? Então a gente só vai construir esse olhar se efetivamente tiver uma disposição para conversar”, completa.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
Analise o seguinte período extraído do texto:
“Bara vê tal comportamento como hipócrita, primeiro por não reconhecer que todo mundo é vulnerável, e também por ser uma ação que em vez de facilitar, afasta o cidadão comum do tema...”
Com base na estrutura sintática e nas relações de sentido estabelecidas entre as orações acima, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4409797 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte II)
'Presença acelera o processo'

Dentro do contexto da educação, Bara destaca que alguns colégios e instituições usam a justificativa de que tecnicamente não estão preparados para acolher, incluir, mas afirma que o medo não pode ser mais uma barreira no caminho da acessibilidade.

O capacitismo mostra-se nesses momentos, em que o primeiro pensamento é acreditar que a criança ou adolescente com deficiência não tem capacidade de estar ali. "Inclusão na educação é fundamental", avisa.

Patrulha do erro

Um dos fatores que tem impulsionado o medo de errar, seja no relacionamento com pessoas com deficiência ou não, está, na avaliação de Guilherme Bara, na forma como a sociedade atual "adora mostrar virtude em cima do erro alheio'.

“Qualquer errinho, a gente parece ficar procurando vírgula para fazer um escândalo em cima do outro, para mostrar que a gente é virtuoso. Então, assim, será que a gente, de fato, está aberto para o erro, ou quer apontar o dedo para se sentir bem?”, questiona.

Bara vê tal comportamento como hipócrita, primeiro por não reconhecer que todo mundo é vulnerável, e também por ser uma ação que em vez de facilitar, afasta o cidadão comum do tema sobre acessibilidade e inclusão.

“Isso não quer dizer que vamos errar e está de boa. Não, não. O ideal é não errar, mas o mais importante é a gente se abrir para aprender e o erro faz parte do processo”, completa Bara.

Processos formativos

O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Unicamp, aponta que um meio para eliminar o capacitismo passa por processos formativos, o que envolve conscientização e capacitação profissional, mas que isso por si só não é a solução.

“Essa mudança mais substantiva em relação ao capacitismo começa com os processos formativos, mas é preciso muito mais do que só processos formativos para a gente pensar, de fato, uma sociedade em que não exista o capacitismo”, defende.

"Pensar mais sobre todos!" Na avaliação da professora Andreia dos Santos de Jesus, a educação inclusiva precisa ser tratada como um compromisso em que cada vez mais esteja na escola quem tem direito de estar nela, em um sistema que ainda “pensa muito pouco sobre todos”.

Para Andreia, “a escola precisa acreditar que tem o que ensinar”, e o tema tem de ser tratado com a devida importância, já que as crianças com deficiência “são a bola da vez”. “Elas chegaram à escola, é fato”, diz.


Tempo para ouvir

Formada em pedagogia pela Faculdade de Educação da Unicamp, a professora destaca que pouca gente acredita que a pessoa com deficiência possa dizer algo, mas o exercício agora envolve não só olhar, mas ouvir – da forma que a pessoa puder se expressar.

“A gente sempre acha que a gente tem que acertar. Então oferta, oferta, oferta, e não dá espaço para a criança responder, porque às vezes ela responde mais vagarosamente, ou não é oralizada. Mas ela tem outras formas de expressão, e a gente precisa entender, e isso demora um pouco mais”, pondera.

Segundo Andreia, por conta desses elementos, o tempo é um fator a ser reconsiderado, seja nas políticas públicas, seja nas escolas, pois o tempo para as coisas acontecerem é diferente para diferentes pessoas, com ou sem deficiência.

“É preciso aceitar isso e continuar lidando que existe humanidade ali dentro daquela pessoa. Porque quando não responde do jeito que você aguarda, você passa a questionar se tem gente ali dentro, sabe? Então a gente só vai construir esse olhar se efetivamente tiver uma disposição para conversar”, completa.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
A professora Andreia dos Santos de Jesus propõe uma reflexão sobre o 'tempo' no processo educativo. Qual é o argumento central que ela propôs a esse respeito?
Alternativas
Q4409796 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte II)
'Presença acelera o processo'

Dentro do contexto da educação, Bara destaca que alguns colégios e instituições usam a justificativa de que tecnicamente não estão preparados para acolher, incluir, mas afirma que o medo não pode ser mais uma barreira no caminho da acessibilidade.

O capacitismo mostra-se nesses momentos, em que o primeiro pensamento é acreditar que a criança ou adolescente com deficiência não tem capacidade de estar ali. "Inclusão na educação é fundamental", avisa.

Patrulha do erro

Um dos fatores que tem impulsionado o medo de errar, seja no relacionamento com pessoas com deficiência ou não, está, na avaliação de Guilherme Bara, na forma como a sociedade atual "adora mostrar virtude em cima do erro alheio'.

“Qualquer errinho, a gente parece ficar procurando vírgula para fazer um escândalo em cima do outro, para mostrar que a gente é virtuoso. Então, assim, será que a gente, de fato, está aberto para o erro, ou quer apontar o dedo para se sentir bem?”, questiona.

Bara vê tal comportamento como hipócrita, primeiro por não reconhecer que todo mundo é vulnerável, e também por ser uma ação que em vez de facilitar, afasta o cidadão comum do tema sobre acessibilidade e inclusão.

“Isso não quer dizer que vamos errar e está de boa. Não, não. O ideal é não errar, mas o mais importante é a gente se abrir para aprender e o erro faz parte do processo”, completa Bara.

Processos formativos

O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Unicamp, aponta que um meio para eliminar o capacitismo passa por processos formativos, o que envolve conscientização e capacitação profissional, mas que isso por si só não é a solução.

“Essa mudança mais substantiva em relação ao capacitismo começa com os processos formativos, mas é preciso muito mais do que só processos formativos para a gente pensar, de fato, uma sociedade em que não exista o capacitismo”, defende.

"Pensar mais sobre todos!" Na avaliação da professora Andreia dos Santos de Jesus, a educação inclusiva precisa ser tratada como um compromisso em que cada vez mais esteja na escola quem tem direito de estar nela, em um sistema que ainda “pensa muito pouco sobre todos”.

Para Andreia, “a escola precisa acreditar que tem o que ensinar”, e o tema tem de ser tratado com a devida importância, já que as crianças com deficiência “são a bola da vez”. “Elas chegaram à escola, é fato”, diz.


Tempo para ouvir

Formada em pedagogia pela Faculdade de Educação da Unicamp, a professora destaca que pouca gente acredita que a pessoa com deficiência possa dizer algo, mas o exercício agora envolve não só olhar, mas ouvir – da forma que a pessoa puder se expressar.

“A gente sempre acha que a gente tem que acertar. Então oferta, oferta, oferta, e não dá espaço para a criança responder, porque às vezes ela responde mais vagarosamente, ou não é oralizada. Mas ela tem outras formas de expressão, e a gente precisa entender, e isso demora um pouco mais”, pondera.

Segundo Andreia, por conta desses elementos, o tempo é um fator a ser reconsiderado, seja nas políticas públicas, seja nas escolas, pois o tempo para as coisas acontecerem é diferente para diferentes pessoas, com ou sem deficiência.

“É preciso aceitar isso e continuar lidando que existe humanidade ali dentro daquela pessoa. Porque quando não responde do jeito que você aguarda, você passa a questionar se tem gente ali dentro, sabe? Então a gente só vai construir esse olhar se efetivamente tiver uma disposição para conversar”, completa.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
De acordo com Guilherme Bara, qual comportamento da sociedade atual tem intensificado o medo de errar na interação com pessoas com deficiência?
Alternativas
Q4409795 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte I)

Especialistas destacam que preconceito pode ser invisível, quando a pessoa- com deficiência é excluída, e como isso atrapalha a inclusão na educação. 'Problema não é errar, é não se abrir para aprender', diz Guilherme Bara.

Pode ser que você nem tenha percebido, mas é bem provável que, em algum momento da vida, seja na escola, trabalho ou na rua, mesmo sem intenção, tenha tomado alguma atitude capacitista. Mas para entender o porquê e como isso ocorre, é preciso responder a primeira pergunta: o que é capacitismo?

Capacitismo é a palavra usada para definir discriminação e preconceito contra pessoas com deficiência, associando-as a seres humanos inferiores ou menos capazes.

E de onde vem esse preconceito? O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Faculdade de Educação da Unicamp, explica que o conceito ganhou força na sociedade moderna.

“Você passa a ter na modernidade um ideário que, de certa forma, há aqueles que vão ser considerados mais produtivos, portanto, mais capazes, e aqueles que vão ser considerados improdutivos, no caso, os incapazes. E aí dentro desse grupo dos considerados incapazes é onde boa parte das pessoas com deficiência foram classificadas. O capacitismo está muito relacionado a isso.”

E o medo de errar é um problema? Esse comportamento de entender que uns são menos capazes que outros, reproduzido por anos, cria barreiras até mesmo "invisíveis" no caminho da inclusão. Entre elas, o medo de errar com pessoas com deficiência, o que faz com que elas sejam ignoradas no dia a dia.

Uma ideia que precisa ser eliminada, explica Guilherme Bara, que ficou cego na adolescência e que atua como palestrante e consultor nas áreas de diversidade e compliance.

Especialistas ouvidos para a série "Ser Acessível", coprodução do g1 e EPTV que aborda a inclusão e acessibilidade na educação básica, foram unânimes em classificar o capacitismo, uma barreira atitudinal, como a mais difícil de eliminar.

Para além de rampas, pisos táteis, materiais adaptados e outros recursos de acessibilidade, incluir depende de uma mudança de comportamento, conhecimento, vontade e empatia.


O primeiro passo 

Um passo fundamental na busca pela erradicação do capacitismo passa pela necessidade de reconhecimento que ele existe. “O primeiro movimento é esse de tomada de consciência”, defende Régis Silva.

Na avaliação de Andreia dos Santos de Jesus, palestrante sobre acessibilidade no 4ª Fórum Diálogos da Educação, a construção de uma sociedade mais humana passa pela necessidade de eliminar o capacistismo, e ela vê a escola pública como porta de entrada para essa mudança de comportamento.

“É quase um pacto com a humanidade. A gente quer a humanidade mesmo, ou quer alguns da humanidade? E acho que a escola pública é onde a gente refaz esse compromisso. Há um caminho longo a ser percorrido, concordo. Muita a coisa a ser feita. Viver nessa diversidade dá muito mais trabalho. Mas o resultado disso pode ser um mundo melhor? Não tenho a menor dúvida disso”, diz Andreia.

E o medo do erro? 

Guilherme Bara avalia que parte do distanciamento da sociedade no relacionamento com pessoas com deficiência passa por esse medo de errar e os julgamentos que são feitos a partir desse erro.

“Lidar com erro é fundamental. Às vezes as pessoas excluem pessoas com deficiência não é porque elas são malvadas, é porque elas morrem de medo de errar”, explica.

Mas para aprender e ser anticapacistista é necessário reconhecer que não se sabe ou conhece pouco sobre o tema, que é vulnerável. E o consultor orienta que a melhor de maneira para aprender com base na realidade de outra pessoa “é perguntar mais e deduzir menos”.

“Quando você deduz algo, às vezes, na boa intenção, sua fantasia em relação àquele tema vem à tona, que relaciona a deficiência com incapacidade, com coitadinho, com super-herói”.

Excluir é mais fácil

Segundo Bara, a pessoa com deficiência é, no inconsciente da sociedade, uma pessoa que tem uma vida muito difícil, e em vez de aprender a lidar, ela opta por excluir.

“As pessoas pensam: ‘Imagina que tristeza ter dificuldade para enxergar ou não enxergar nada, dificuldade para ouvir, andar’. E na hora que vou interagir com ela eu ainda vou lá e erro? Meu Deus, aí que vou para o inferno direto. Então o que elas fazem? Buscam aprender? Não, elas vão para o caminho mais fácil, evitam o convívio. E quando falo pessoas, as instituições fazem isso, as escolas fazem isso”, pontua.

Como ele ficou cego? O consultor de 47 anos conta que perdeu a visão por conta de uma retinose pigmentar, e o processo ocorreu durante infância e adolescência, período em que estudava em uma escola regular, e quando o assunto acessibilidade não era discutido.

"Quando eu terminei a escola eu estava cego, mas foi um processo interessante, porque estudei numa escola regular, então eu era a única criança que tinha deficiência visual ali. E 35, 40 anos atrás, tudo era meio novidade, era na raça. Se tinha algum desafio que a escola não resolvia, tinha que ir na delegacia de ensino para não ser excluído das aulas. Minha mãe participou de todo esse desafio", lembra.

A experiência pessoal serve como referência de que incluir é possível, mesmo com percalços. Numa época desafiadora, sem tantas ferramentas e conhecimento sobre o tema, ele avalia como positivo o processo enfrentado, que solidificou relações de amizades que duram até hoje.

"Embora ninguém já tivesse feito curso de como incluir um aluno com deficiência visual, as pessoas estavam muito abertas a aprender. Foi bom para mim e muito bom para meus amigos poderem, no ambiente escolar, ter contato com alguém com essa característica. Isso fez certamente com que o que olhar deles fosse muito mais natural ao tema da pessoa com deficiência", diz.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
Leia o trecho abaixo:
“Um passo fundamental na busca pela erradicação do capacitismo passa pela necessidade de reconhecimento que ele existe.”
Assinale a alternativa que apresenta o significado correto da palavra “erradicação” no contexto:
Alternativas
Q4409794 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte I)

Especialistas destacam que preconceito pode ser invisível, quando a pessoa- com deficiência é excluída, e como isso atrapalha a inclusão na educação. 'Problema não é errar, é não se abrir para aprender', diz Guilherme Bara.

Pode ser que você nem tenha percebido, mas é bem provável que, em algum momento da vida, seja na escola, trabalho ou na rua, mesmo sem intenção, tenha tomado alguma atitude capacitista. Mas para entender o porquê e como isso ocorre, é preciso responder a primeira pergunta: o que é capacitismo?

Capacitismo é a palavra usada para definir discriminação e preconceito contra pessoas com deficiência, associando-as a seres humanos inferiores ou menos capazes.

E de onde vem esse preconceito? O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Faculdade de Educação da Unicamp, explica que o conceito ganhou força na sociedade moderna.

“Você passa a ter na modernidade um ideário que, de certa forma, há aqueles que vão ser considerados mais produtivos, portanto, mais capazes, e aqueles que vão ser considerados improdutivos, no caso, os incapazes. E aí dentro desse grupo dos considerados incapazes é onde boa parte das pessoas com deficiência foram classificadas. O capacitismo está muito relacionado a isso.”

E o medo de errar é um problema? Esse comportamento de entender que uns são menos capazes que outros, reproduzido por anos, cria barreiras até mesmo "invisíveis" no caminho da inclusão. Entre elas, o medo de errar com pessoas com deficiência, o que faz com que elas sejam ignoradas no dia a dia.

Uma ideia que precisa ser eliminada, explica Guilherme Bara, que ficou cego na adolescência e que atua como palestrante e consultor nas áreas de diversidade e compliance.

Especialistas ouvidos para a série "Ser Acessível", coprodução do g1 e EPTV que aborda a inclusão e acessibilidade na educação básica, foram unânimes em classificar o capacitismo, uma barreira atitudinal, como a mais difícil de eliminar.

Para além de rampas, pisos táteis, materiais adaptados e outros recursos de acessibilidade, incluir depende de uma mudança de comportamento, conhecimento, vontade e empatia.


O primeiro passo 

Um passo fundamental na busca pela erradicação do capacitismo passa pela necessidade de reconhecimento que ele existe. “O primeiro movimento é esse de tomada de consciência”, defende Régis Silva.

Na avaliação de Andreia dos Santos de Jesus, palestrante sobre acessibilidade no 4ª Fórum Diálogos da Educação, a construção de uma sociedade mais humana passa pela necessidade de eliminar o capacistismo, e ela vê a escola pública como porta de entrada para essa mudança de comportamento.

“É quase um pacto com a humanidade. A gente quer a humanidade mesmo, ou quer alguns da humanidade? E acho que a escola pública é onde a gente refaz esse compromisso. Há um caminho longo a ser percorrido, concordo. Muita a coisa a ser feita. Viver nessa diversidade dá muito mais trabalho. Mas o resultado disso pode ser um mundo melhor? Não tenho a menor dúvida disso”, diz Andreia.

E o medo do erro? 

Guilherme Bara avalia que parte do distanciamento da sociedade no relacionamento com pessoas com deficiência passa por esse medo de errar e os julgamentos que são feitos a partir desse erro.

“Lidar com erro é fundamental. Às vezes as pessoas excluem pessoas com deficiência não é porque elas são malvadas, é porque elas morrem de medo de errar”, explica.

Mas para aprender e ser anticapacistista é necessário reconhecer que não se sabe ou conhece pouco sobre o tema, que é vulnerável. E o consultor orienta que a melhor de maneira para aprender com base na realidade de outra pessoa “é perguntar mais e deduzir menos”.

“Quando você deduz algo, às vezes, na boa intenção, sua fantasia em relação àquele tema vem à tona, que relaciona a deficiência com incapacidade, com coitadinho, com super-herói”.

Excluir é mais fácil

Segundo Bara, a pessoa com deficiência é, no inconsciente da sociedade, uma pessoa que tem uma vida muito difícil, e em vez de aprender a lidar, ela opta por excluir.

“As pessoas pensam: ‘Imagina que tristeza ter dificuldade para enxergar ou não enxergar nada, dificuldade para ouvir, andar’. E na hora que vou interagir com ela eu ainda vou lá e erro? Meu Deus, aí que vou para o inferno direto. Então o que elas fazem? Buscam aprender? Não, elas vão para o caminho mais fácil, evitam o convívio. E quando falo pessoas, as instituições fazem isso, as escolas fazem isso”, pontua.

Como ele ficou cego? O consultor de 47 anos conta que perdeu a visão por conta de uma retinose pigmentar, e o processo ocorreu durante infância e adolescência, período em que estudava em uma escola regular, e quando o assunto acessibilidade não era discutido.

"Quando eu terminei a escola eu estava cego, mas foi um processo interessante, porque estudei numa escola regular, então eu era a única criança que tinha deficiência visual ali. E 35, 40 anos atrás, tudo era meio novidade, era na raça. Se tinha algum desafio que a escola não resolvia, tinha que ir na delegacia de ensino para não ser excluído das aulas. Minha mãe participou de todo esse desafio", lembra.

A experiência pessoal serve como referência de que incluir é possível, mesmo com percalços. Numa época desafiadora, sem tantas ferramentas e conhecimento sobre o tema, ele avalia como positivo o processo enfrentado, que solidificou relações de amizades que duram até hoje.

"Embora ninguém já tivesse feito curso de como incluir um aluno com deficiência visual, as pessoas estavam muito abertas a aprender. Foi bom para mim e muito bom para meus amigos poderem, no ambiente escolar, ter contato com alguém com essa característica. Isso fez certamente com que o que olhar deles fosse muito mais natural ao tema da pessoa com deficiência", diz.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
De acordo com as ideias apresentadas, qual atitude é considerada essencial para combater o capacitismo?
Alternativas
Respostas
481: B
482: B
483: B
484: B
485: C
486: A
487: D
488: A
489: D
490: C
491: C
492: B
493: A
494: A
495: A
496: B
497: B
498: D
499: C
500: B