Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Quando a outra pessoa se encaminha para uma direção destrutiva, a ____________________ traz a conversa para os trilhos de novo. Ela permite que você transforme afirmações inúteis em úteis. Ouvir não é apenas a habilidade que o coloca no mundo da outra pessoa; é o passo mais poderoso que você pode dar para manter o diálogo construtivo. _____________________ é útil quando você deseja se dirigir a um aspecto problemático do diálogo. É uma estratégia especialmente boa se a outra pessoa estiver dominando o diálogo e parecer não querer seguir a sua liderança.
(Bruce Patton, Douglas Stone e Shiela Heen, Conversas difíceis: como discutir o que é mais importante, 2021. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
Denarius quer usar o trabalho independente para avaliar como seus alunos estão se saindo. Ele passa por cada aluno para observar seu trabalho. Analisa rapidamente onde cada aluno se encontra e oferece um feedback útil para ajudar. (…) Um pouco mais adiante, ele diz rapidamente a uma jovem: “Ah, está muito melhor, obrigado”, afirmando tanto o progresso dela quanto sua própria consciência do progresso de seu aprendizado.
Enquanto trabalha, Denarius é capaz de avaliar o progresso não apenas dos alunos individualmente, mas também da turma inteira. (…) Ele faz uma pausa, apresenta um exemplo, orienta-os através de uma análise de onde eles foram eficazes e onde algo saiu errado e pede que voltem à sua prática tranquila e produtiva.
(Doug Lemov, Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula, 2023)
Para Lemov, esse exemplo ilustra como a confiança no professor é, sobretudo,
Nessa proposta de gestão do tempo, o aspecto que especificamente se relaciona a essa propensão é a capacidade de
_______________ é a estrada necessária para se chegar ao aluno, pois só mostrando boa vontade de entendê-lo e respeitá-lo como pessoa humana, se é capaz, de notar a verdadeira identidade do aluno, atrás de sua máscara diária na qual esconde os seus problemas, ansiedades e preocupações (…).
(Márcio Freschi e Elisandra Freschi, “Relações interpessoais: a construção do espaço artesanal no ambiente escolar”, 2013)
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Para os autores,
A assimetria das posições está vinculada também às diferentes responsabilidades que a família e o Estado têm em relação à educação escolar das crianças e adolescentes. Para assegurar a oferta de educação escolar, o Estado institui um sistema de ensino operado por profissionais especializados, encarregados de transmitir saberes socialmente validados. A família, por sua vez, desempenha seu papel educacional a partir de um contexto sociocultural específico.
(Jane Castro e Marilza Regattieri, Interação escola-família: subsídios para práticas escolares, 2010)
Para as autoras, é fundamental reconhecer a diferença na interação família-escola, de modo que essa assimetria produza
A frase: “Foram 13 anos de chamego e encanto”, servirá para a questão.
As palavras grifadas podem ser substituídas, sem mudar o sentido da frase, respectivamente por:
Mila
Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás.
E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.
Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?
Amá-la — foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.
No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.
Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.
Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.
(Carlos Heitor Cony)
Mila
Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás.
E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.
Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?
Amá-la — foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.
No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.
Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.
Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.
(Carlos Heitor Cony)
Mila
Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás.
E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.
Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?
Amá-la — foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.
No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.
Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.
Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.
(Carlos Heitor Cony)
Dentes fracos e sensíveis? Estudo traça origens na infância
Revisão de pesquisas conduzida na USP revela fatores por trás de dentição opaca e enfraquecida entre crianças
Diferente da cárie, causada por bactérias, a hipomineralização molar incisivo é um defeito de desenvolvimento que resulta na formação de dentes com menor teor de cálcio e fósforo, tornando-os porosos, hipersensíveis a estímulos térmicos e mecânicos e suscetíveis a fraturas. Estimativas indicam que uma em cada cinco crianças pode ser afetada, com o problema crescendo nas últimas décadas. Embora estudos recentes tenham identificado associações relevantes, como doenças e episódios frequentes de febre na primeira infância, exposição a poluentes ambientais, uso de álcool durante a gestação e dificuldades no parto que resultam em hipóxia, as causas moleculares do problema ainda são desconhecidas, e faltam tratamentos específicos.
Para reunir o máximo de evidências sobre os fatores determinantes da hipomineralização molar incisivo (MIH, na sigla em inglês), pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp-USP) realizaram uma abrangente revisão de estudos publicada na revista científica Monographs in Oral Science.
“A hipomineralização resulta de uma deficiência mineral no esmalte do dente, devido a um problema que ocorre entre a gestação e os primeiros três anos de vida, e tem se tornado cada vez mais comum na prática clínica, o que destaca a urgência de intervenções precoces”, explica Francisco Wanderley Garcia de Paula-Silva, professor da Forp-USP e coordenador do trabalho. “Atualmente, muitos tratamentos falham devido à estrutura comprometida do esmalte, resultando em um elevado número de trocas de restaurações ao longo da vida das crianças.”
https://veja.abril.com.br/saude/dentes-fracos-e-sensiveis-estuda-traca-origens-na-infancia
Dentes fracos e sensíveis? Estudo traça origens na infância
Revisão de pesquisas conduzida na USP revela fatores por trás de dentição opaca e enfraquecida entre crianças
Diferente da cárie, causada por bactérias, a hipomineralização molar incisivo é um defeito de desenvolvimento que resulta na formação de dentes com menor teor de cálcio e fósforo, tornando-os porosos, hipersensíveis a estímulos térmicos e mecânicos e suscetíveis a fraturas. Estimativas indicam que uma em cada cinco crianças pode ser afetada, com o problema crescendo nas últimas décadas. Embora estudos recentes tenham identificado associações relevantes, como doenças e episódios frequentes de febre na primeira infância, exposição a poluentes ambientais, uso de álcool durante a gestação e dificuldades no parto que resultam em hipóxia, as causas moleculares do problema ainda são desconhecidas, e faltam tratamentos específicos.
Para reunir o máximo de evidências sobre os fatores determinantes da hipomineralização molar incisivo (MIH, na sigla em inglês), pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp-USP) realizaram uma abrangente revisão de estudos publicada na revista científica Monographs in Oral Science.
“A hipomineralização resulta de uma deficiência mineral no esmalte do dente, devido a um problema que ocorre entre a gestação e os primeiros três anos de vida, e tem se tornado cada vez mais comum na prática clínica, o que destaca a urgência de intervenções precoces”, explica Francisco Wanderley Garcia de Paula-Silva, professor da Forp-USP e coordenador do trabalho. “Atualmente, muitos tratamentos falham devido à estrutura comprometida do esmalte, resultando em um elevado número de trocas de restaurações ao longo da vida das crianças.”
https://veja.abril.com.br/saude/dentes-fracos-e-sensiveis-estuda-traca-origens-na-infancia
A respeito do entendimento da análise textual, por meio do desencadeamento das ideias e evidências, é CORRETO afirmar que traz em seu desfecho uma crítica, expressa na alternativa: